Queiroga testa positivo para Covid-19 e fica nos EUA

Após protagonizar um dos comportamentos mais toscos de uma autoridade brasileira em uma agenda oficial e internacional, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou nesta terça-feira, dia 21, que testou positivo para Covid-19.

O ministro vai ficar 14 dias nos EUA cumprindo quarentena. Ele participava da comitiva brasileira na reunião anual da ONU.

“Comunico a todos que hoje testei positivo para #Covid19. Ficarei em quarentena nos #EUA, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária. Enquanto isso, o @minsaude seguirá firme nas ações de enfrentamento à pandemia no Brasil. Vamos vencer esse vírus”, disse Marcelo Queiroga no twitter.

Queiroga descobriu o resultado positivo ao fazer o teste para o retorno ao Brasil. Ele disse que foi informado pelo presidente Bolsonaro.

Alto Comando do Exército quer ‘punição exemplar’ para Pazuello

Do Uol

O general Pazuello já admitiu informalmente ao comandante do Exército, general Paulo Sérgio, que foi um erro participar do ato político com Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, no domingo, dia 23.

Porém, apenas admitir informalmente o erro não basta. Ele deverá ser submetido a um procedimento interno sobre o fato.

Pazuello terá que formalizar suas explicações ao comando que, só depois decidirá seu futuro.

De acordo com o artigo 45 do Estatuto Militar, oficiais da ativa não podem participar de atos políticos.

“Um saiu, mas não saiu. Um entrou, mas não entrou”, Dino sobre Pazuello e Queiroga

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), classificou a situação da mudança no comando do Ministério da Saúde como ‘absurda, entre tantos absurdos’.

“Situação desta semana é tão absurda, entre tantos absurdos, que temos dois ministros da Saúde, por conseguinte nenhum. Um saiu, mas não saiu. Um entrou, mas não entrou”, governador Flávio Dino.

Queiroga diz que não vai “fazer mágica”, quando o país mais precisa de respostas

Os ministros da Saúde que sai e outro que assume respectivamente, Eduardo Pazzuello e Marcelo Queiroga, concederam entrevista coletiva, no final da tarde desta terça-feira, dia 16.

Quando mais se precisa de respostas do novo ministro sobre a pandemia, o governo evita perguntas. Entre os destaques da fala de Queiroga, está o aviso de que não vai “fazer mágica”.

“.. não vou fazer mágica e resolver os problemas da saúde que temos. Mas, teremos a ajuda dos brasileiros, com isso ter um resultado, é, mais desejável no enfrentamento da pandemia..”, disse Queiroga.

Ele também ratificou que dará continuidade ao trabalho de Pazzuelo. Mais cedo, Marcelo Queiroga, disse que a política de saúde é do presidente, ele apenas executa,

Teich diz que ‘iniciou há 39 anos no SUS’, mas o sistema foi criado em 1988

 

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Foto: Reprodução

Depois de abandonar há mais de 3 décadas a profissão de médico e passar a se identificar como ‘economista da saúde’, Nelson Teich protagonizou uma gafe ao rebater nas redes sociais o ex-presidente Lula, que disse nesta terça-feira (5) que o ministro da Saúde de Jair Bolsonaro “ só entrou em hospital para vender plano”.

“Como o senhor deve saber @LulaOficial, um dos pontos mais graves da Covid-19 é a propagação da desinformação. Iniciei minha carreira há 39 anos no SUS”, tuitou Teich.

No entanto, O ministro foi lembrado pelo seguidor Walter Arato Bastos que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado apenas em 1988, definido pela Constituição Federal, em seu artigo 196. Ou seja, o SUS existe há 32 anos.

Diante do alerta, Teich voltou à rede por volta da 1h20 desta quarta-feira (6) por propagar a desinformação. “Obrigado pela observação. Quis dizer Sistema Público de Saúde de 1981, que evoluiu para o Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988”, afirmou. (Revista Fórum)

“Navegamos às cegas.., não sei e nem ninguém quando será o pico”, Nelson Teich sobre Covid-19

 

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Ministro da Saúde, Nelson Teich/Foto: Reprodução

Nelson Teich, em videoconferência com senadores, foi provocado a se posicionar sobre o isolamento social em meio à pandemia da Covid-19.

O ministro da Saúde admitiu que estamos navegando às cegas.

“A gente não sabe qual o percentual da sociedade está comprometido pela doença. Você não sabe se essas pessoas transmitem tanto quanto as que estão mais graves. Os testes que a gente faz hoje não permitem a gente saber essa realidade. Sem esse conhecimento, você literalmente está navegando às cegas. Essa que é a grande verdade.”

“O isolamento é porque você não sabe o que fazer. A única coisa que você sabe é que o distanciamento diminui o contágio.”

Teich também quis lembrar que não há garantia de que os pacientes curados ficam imunes à doença.

“A complexidade é enorme para você analisar.”

Ele continuou:

“Quando vai ser o pico? Não sei e ninguém sabe.”

(O Antagonista)

Flávio Dino cobra Nelson Teich respiradores, solução para filas e leitos no Hopital Universitário

 

ReuniãoOs governadores do Nordeste participaram de reunião nesta terça-feira (29), através de videoconferência, com o ministro da Saúde, Nelson Teich, onde trataram da pandemia do novo coronavírus. Logo após a reunião o governador do Maranhão, Flávio Dino, informou que sugeriu medidas, que segundo ele, ajudará muito.

“Finalizamos agora mais uma reunião dos governadores do Nordeste com o ministro da Saúde. Fiz 3 sugestões ao Ministério: 1) Comprar mais respiradores. 2) Banco Central obrigar bancos a organizarem suas filas. 3) Ampliação de leitos no Hospital da Universidade Federal do Maranhão” destacou Flávio Dino

Na reunião, o governador reforçou a necessidade de ampliação de leitos por parte da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). No Maranhão, a empresa administra o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão.

“O HU da UFMA tem grande importância em nosso estado, é um complexo hospitalar que pode ajudar muito e tem ajudado muito pouco nas últimas semanas. Nós já temos 2.800 casos no Maranhão. Pedimos que a EBSERH providencie o pleno funcionamento ou disponibilize a estrutura para o Governo do Estado para utilizarmos e montarmos leitos”, solicitou o governador.

Ele também chamou atenção para o problema do pagamento do Auxílio Emergencial, que tem formado longas filas nas portas das agências da Caixa Econômica Federal, facilitando o contágio da população pelo vírus.

“A fila da Caixa virou problema sanitário gravíssimo. Lembro que a CAIXA é órgão do Governo Federal e objeto de fiscalização mediante Banco Central. Temos feito fiscalização no âmbito estadual, por meio do Procon e da nossa Vigilância Sanitária, e temos imposto sucessivas multas. Os bancos têm sido autênticos polos de irradiação do coronavírus em praticamente todas as cidades brasileiras”, argumentou o governador.

O governador Flávio Dino pediu, ainda, que o Ministério da Saúde complemente os 20 leitos de UTI que o Estado recebeu essa semana. Na entrega, faltaram os respiradores.

“Tivemos compromisso do Ministério para recebimento de 20 leitos de UTI. Nós recebemos a maior parte dos equipamentos, menos os respiradores relativos aos 20 kits recebidos. Solicitamos que dos 20 kits já entregues sejam completados com entrega dos respiradores”, requisitou.

Governadores do Nordeste pedem reunião e querem relação direta com novo Ministro da Saúde

 

governadore nordesteOs governadores dos nove estados da região Nordeste enviaram convite ao novo ministro da Saúde, Nelson Teich, para discutir políticas de controle à pandemia do novo coronavírus.

Na pauta estão os repasses de verbas da União para os Estados, abertura de novos leitos de UTIs e aquisição de equipamentos médicos.

Os governadores reclamam de demora nos repasses e questionam os critérios para distribuição dos R$ 8 bilhões anunciados pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta para a área da saúde.

Eles também reclamam também da concorrência com o governo federal na compra de equipamentos de proteção (EPIs), testes e respiradores. Com base em uma lei aprovada há duas semanas, o governo federal tem requisitado a totalidade dos equipamentos produzidos no Brasil, deixando aos estados apenas a opção de comprar no exterior, onde enfrentam a concorrência de países como os EUA.

O governadores do Nordeste enviaram ao governo federal a sugestão de que os cerca de 15 mil brasileiros que cursaram medicina no exterior e aguardam a validação de seus diplomas sejam incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e possam fazer parte de uma brigada emergencial de combate à covid-19.

Também deve entrar na pauta da reunião, caso Teich aceite o convite, qual será a postura do novo ministro em relação às medidas de distanciamento social adotadas no último mês e alvo de críticas do presidente Bolsonaro. (Portal Terra)

Márcio Jerry em protesto classifica demissão de Mandetta de absurda

 

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Deputado federal Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal

A demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (16), repercutiu negativamente entre os Congressistas. A mudança na pasta neste momento da crise da pandemia do coronavírus passou preocupar mais os parlamentares que entendem a medida como um risco maior para população brasileira.

A reação de parlamentares da bancada do PCdoB foi uma das mais fortes contra a mudança no Ministério da Saúde. Para o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder na Câmara, a demissão de Mandetta e sua equipe, em meio ao agravamento da pandemia do coronavírus, é grave.

“É mais uma decisão absurda de Jair Bolsonaro. Milhares e milhares de infectados, milhares de mortos. E o presidente genocida paralisa as ações trocando equipe do Ministério da Saúde”, protestou.

O oncologista Nelson Teich substitui Henrique Mandetta demitido por seguir as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) como manter o isolamento social para conter o avanço da pandemia, contrariando o que defende o presidente Jair Bolsonaro.