Alto Comando do Exército quer ‘punição exemplar’ para Pazuello

Do Uol

O general Pazuello já admitiu informalmente ao comandante do Exército, general Paulo Sérgio, que foi um erro participar do ato político com Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, no domingo, dia 23.

Porém, apenas admitir informalmente o erro não basta. Ele deverá ser submetido a um procedimento interno sobre o fato.

Pazuello terá que formalizar suas explicações ao comando que, só depois decidirá seu futuro.

De acordo com o artigo 45 do Estatuto Militar, oficiais da ativa não podem participar de atos políticos.

“Um saiu, mas não saiu. Um entrou, mas não entrou”, Dino sobre Pazuello e Queiroga

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), classificou a situação da mudança no comando do Ministério da Saúde como ‘absurda, entre tantos absurdos’.

“Situação desta semana é tão absurda, entre tantos absurdos, que temos dois ministros da Saúde, por conseguinte nenhum. Um saiu, mas não saiu. Um entrou, mas não entrou”, governador Flávio Dino.

Queiroga diz que não vai “fazer mágica”, quando o país mais precisa de respostas

Os ministros da Saúde que sai e outro que assume respectivamente, Eduardo Pazzuello e Marcelo Queiroga, concederam entrevista coletiva, no final da tarde desta terça-feira, dia 16.

Quando mais se precisa de respostas do novo ministro sobre a pandemia, o governo evita perguntas. Entre os destaques da fala de Queiroga, está o aviso de que não vai “fazer mágica”.

“.. não vou fazer mágica e resolver os problemas da saúde que temos. Mas, teremos a ajuda dos brasileiros, com isso ter um resultado, é, mais desejável no enfrentamento da pandemia..”, disse Queiroga.

Ele também ratificou que dará continuidade ao trabalho de Pazzuelo. Mais cedo, Marcelo Queiroga, disse que a política de saúde é do presidente, ele apenas executa,

Dino em reunião com Pazuello defen etapas e planos de imunização contra Covid-19

O governador Flávio Dino que participou de mais uma reunião virtual dos governadores com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ocorrida quarta-feira, dia 17, pauta foi principal foi o Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

Durante a reunião, o ministro Pazuello informou que até 31 julho, serão distribuídas cerca de 230 milhões de doses de vacinas aos estados. Na próxima semana deverá ser liberadas novas doses produzidas pelo Butantan.

“Nós temos agora uma referência concreta, de cobrança, quanto à execução das próximas etapas do Plano Nacional de Imunização. O Brasil é muito grande, e não pode ficar na mão de apenas um ou dois fornecedores de vacinas. Executando o que foi pactuado na reunião, temos um rumo melhor para a execução da vacinação, que é aquilo que o Brasil precisa para garantir saúde e a retomada da economia”, afirmou Flávio Dino.

É esperado para a próxima semana a liberação de novas doses produzidas pelo Instituto Butantan, porém não foi informado a quantidade.

Carlos Lula participa da posse do General Pazuello no ministério da Saúde

O general Eduardo Pazuello assume oficialmente, nesta quarta-feira (16), o comando do Ministério da Saúde às 17h, no salão nobre do Palácio do Planalto.

O Secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, também presidente do CONAS (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), participará da solenidade.

Ele está ocupando interinamente o cargo desde 16 de maio, quando assumiu em substituição a Nelson Teich, que passou menos de um mês na pasta.

Eduardo Pazuello, que não é da área da Saúde, será oficialmente o 3º Ministro da Saúde do governo Bolsonaro.

Ministério da Saúde tem 72 horas para explicar omissão de dados da Covid-19

 

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Presidente Jair Bolsonaro e o general Eduardo Pazuello (ministro-interino da Saúde)/Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal determinou apuração dos motivos que levaram o Ministério da Saúde excluir Informações da Covid-19 com o número de mortes decorrentes da doença.

A alteração dos dados divulgados diariamente pela pasta foi oficializada após o sistema ficar fora do ar por quase 20 horas.

Além do procedimento, o despacho determina o envio de ofício ao ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, para que ele forneça, no prazo de 72 horas, informações detalhadas acerca do tema.

“Na hipótese de ser verdadeira a informação de que há pretensão do governo federal de rever quaisquer dados já divulgados, atinentes à pandemia, informar qual é a razão pela qual essa eventual correção não poderia ser efetuada, independentemente da supressão prévia de informações”, detalha um dos trechos do documento.

O total acumulado de mortos pela covid-19 deixou de ser divulgado pelo Ministério da Saúde e foi amplamente publicado por veículos de comunicação ao longo de sábado (6), o que foi confirmado pelo MPF em consulta ao portal no fim da tarde.

Aqui integra da portaria do MPF