Flávio Dino classifica de ‘equivoco monumental’ Sérgio Moro no Mistério da Justiça

 

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Flávio Dino (Governador do Maranhão)

O ex-juiz federal e governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), concedeu entrevista (ao vivo) no final da tarde de hoje terça-feira (20), ao Site Diário do Centro do Mundo, antes de viajar para Brasília onde nesta quarta-feira (21), participa da reunião do Fórum de Governadores do Nordeste. Ele fez uma avaliação da atual conjuntura política do Brasil e o Maranhão.

Flávio Dino falou sobre vários temas, entre eles:

  • Derrota da esquerda na disputa presidencial.
  • Escolha de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, no governo Bolsonaro.
  • Prisão e processo do ex-presidente Lula.
  • Relação com o governo central e reunião dos governadores do Nordeste com o presidente eleito Bolsonaro.

 

Bolsonaro venderá apenas parte da “galinha dos ovos de ouro”

petrobras

O presidente eleito, Jair Bolsonora, disse que não pretende privatizar a Petrobras, como desejam alguns membros de peso da sua equipe. A declaração foi dada nesta segunda-feira (19), no Rio de Janeiro.

Para Bolsonaro “alguma coisa da Petrobras pode ser privatizada, mas não toda. A Petrobras é estratégica…”, disse ainda, que está conversando com o Paulo Guedes sobre o plano de privatização na estatal.

Roberto Castello Branco, escolhido de Paulo Guedes e confirmado por Jair Bolsonaro para dirigir a Petrobras é favorável a privatização.

Perda de cargos está levando a correria em órgãos públicos federais

ebc

Informações O Globo

BRASÍLIA — Nos ministérios e órgãos federais, a possibilidade de serem aproveitados pelo futuro governo já tem repercutido entre os servidores que desejam manter seus cargos. Há relatos de funcionários que passaram a apagar comentários contrários a Jair Bolsonaro nas redes sociais, para evitar que as críticas possam prejudicá-los na disputa por cargos de coordenação na futura gestão.

Os anúncios feitos pelo presidente eleito de extinções e fusões de ministérios, além de privatizações de empresas públicas, causam apreensão entre funcionários desses órgãos.

Em entrevista após ser eleito, Bolsonaro disse que quer extinguir a TV Brasil, um dos principais veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O anúncio, assistido por funcionários durante o expediente, provocou choro na redação, conta uma servidora que pede anonimato. Enquanto associações e sindicatos de servidores tentam contato com interlocutores da gestão Bolsonaro, funcionários vivem em compasso de espera.

Três dias depois da eleição, Edvaldo Cuaio, representante dos empregados no Conselho de Administração da EBC, conseguiu um encontro com o general Augusto Heleno, braço-direito de Bolsonaro e futuro ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), em um café em Brasília. Ele contou ter repassado dados sobre a empresa pública e deixado uma pasta com o general, que se mostrou cortês e atencioso.

— É preciso derrubar mitos de que a EBC é uma empresa petista, que dá prejuízo. Já houve, sim, muitos indicados na época do PT. Hoje, somos pouco mais de dois mil empregados com cerca de 150 cargos ocupados por comissionados — diz o funcionário.

Cuaio também tentou aproximação com Sergio Moro, futuro ministro da Justiça, que almoçava no local, mas não conseguiu. Acabou deixando uma papelada com um agente da Polícia Federal, que acompanhava o juiz.

Até o cantor e compositor Lobão, apoiador de Bolsonaro, que esteve na última semana em Brasília para lançar um livro e CD, virou alvo dos servidores da EBC. Um grupo cogitou aproveitar a presença do artista em uma rádio do grupo, na qual ele dava uma entrevista, para gravar um vídeo informal de apoio à continuidade da empresa pública. Debateram tanto os prós e contras da ideia que, quando decidiram pedir a declaração, Lobão já tinha ido embora.

Nos órgãos ligados à proteção ambiental, a preocupação é com as idas e vindas de Bolsonaro a respeito da fusão do Ministério do Meio Ambiente com a pasta da Agricultura, e com a falta de um representante do futuro governo à frente da temática ambiental.

—Sem uma agenda mínima colocada pelo novo governo, não sabemos nem a quem procurar — afirma Henrique Silva, presidente da Associação Nacional dos Servidores Ambientais.

Na Fundação Nacional do Índio (Funai), os servidores decidiram articular apoio, em um primeiro momento, no Congresso Nacional, com os parlamentares reeleitos e outros que chegarão. Eles aprovaram, em assembleia recente, uma frente de trabalho com outras carreiras, principalmente nas áreas de ensino e pesquisa.

— Consideramos que será um governo muito do Congresso, não propriamente do Executivo — diz Gustavo Cruz, integrante do Conselho Fiscal da entidade Indigenistas Associados, formada por servidores da Funai.

Nos corredores do órgão indigenista, a sensação é de que o governo Bolsonaro pode suspender de vez trabalhos já esvaziados pelo governo nos últimos anos, uma vez que o presidente eleito já disse ser contrário a novas demarcações.

Determinados setores, como a Coordenação Geral de Identificação e Demarcação, são encarados como os mais ameaçados no futuro governo.

Sete deputados já declararam que disputarão a Presidência da Câmara

CAMARA/SESSAO

Informações O Globo

Eleição da Presidência da Câmara Federal, para biênio 2019-2020, que acontece em janeiro já têm sete postulantes ao cargo, hoje comandado pelo Dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ). Já se declaram candidatos João Campos (PRB-GO), Alceu Moreira (MDB-RS), Capitão Augusto (PR-SP), Giacobo (PR-PR), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL) e Delegado Waldir (PSL-GO).

A campanha do atual presidente, Rodrigo Maia, começará na próxima terça-feira (20). Apesar da negativa do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de que não interferirá na eleição da Câmara, mas a influencia e força do futuro presidente no Congresso, após as eleições será determinante no pleito.

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Sérgio Moro pede exoneração para se dedicar ao governo Bolsonaro

bolsonaro e moro
Jair Bolsonaro e Sérgio Moro

Com o pedido de exoneração nesta sexta-feira (16), do cargo de juiz, Sérgio Moro, cumpre em definitivo seu afastamento de maneira oficial da Lava-Jato, que o projetou e garantiu espaço de grande destaque no Governo Bolsonaro, a partir de janeiro de 2019.

O futuro Super-Ministro da Justiça, aproveitará para se integrar e dedicar-se à equipe do governo de transição.

Abaixo integra do pedido de exoneração:

“Como é notório, o subscritor foi convidado pelo Exmo. Sr. Presidente da República eleito para assumir a partir de janeiro de 2019 o cargo de Ministro da Justiça e da Segurança Pública. Como é também notório, o subscritor manifestou a sua aceitação.

Isso foi feito com certo pesar, pois o subscritor terá que exonerar-se da magistratura.

Pretendia realizar isso no início de janeiro, logo antes da posse no novo cargo. Para tanto, ingressei em férias para afastar-me da jurisdição.

 Concomitantemente, passei a participar do planejamento das futuras ações de Governo a partir de janeiro de 2019.

Entretanto, como foi divulgado, houve quem reclamasse que eu, mesmo em férias, afastado da jurisdição e sem assumir cargo executivo, não poderia sequer participar do planejamento de ações do futuro Governo.

Embora a permanência na magistratura fosse relevante ao ora subscritor por permitir que seus dependentes continuassem a usufruir de cobertura previdenciária integral no caso de algum infortúnio, especialmente em contexto na qual há ameaças, não pretendo dar azo a controvérsias artificiais, já que o foco é organizar a transição e as futuras ações do Ministério da Justiça.

Assim, venho, mais uma vez registrando meu pesar por deixar a magistratura, requerer a minha exoneração do honroso cargo de juiz federal da Justiça Federal da 4º Região, com efeitos a partir de 19/11/2018, para que eu possa então assumir de imediato um cargo executivo na equipe de transição da Presidência da República e sucessivamente o cargo de Ministro da Justiça e da Segurança Pública.

Destaco, por fim, o orgulho pessoal de ter exercido durante vinte e dois anos o cargo de juiz federal e de ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, verdadeira instituição republicana.

Fico à disposição para qualquer esclarecimento. Cordiais saudações”.

Substituição dos cubanos no Mais Médicos sairá mais caro ao governo

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Cleomar Tema (Presidente da FAMEM)

Prefeitos estão preocupados com a crise no Mais Médicos, causado pela saída dos cubanos do Programa, após desentendimento entre o presidente eleito Bolsonaro e o governo de Cuba. Para Cleomar Tema, Presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM), a substituição não será tarefa fácil.

No Maranhão 2,4 milhões de pessoas são atendidas pelo Mais Médico. Mesmo com a presença de 710 profissionais no estado, sendo 450 cubanos, a carência ainda é muito grande de médicos. Outro desafio será atrair ou convencer médicos morarem em pequenos municípios e trabalharem 40h semanais para ganhar salário de R$ 10 mil.

“Caso não encontrem uma estratégia imediata a carência deixada com a iminente saída dos cubanos, os municípios maranhenses vão enfrentar sérios problemas, dentre os quais: elevação dos custos de contratação de novos médicos e a custos mais altos em função da baixa oferta desses profissionais; dificuldade de cumprimento da carga horária exigida expondo gestores as auditorias e as consequências decorrentes destas, dentre outros”, enfatizou Cleomar Tema.

Para 7 milhões de habitantes, o Maranhão tem apenas 6.096 médicos, o que dá uma proporção de 0,87 profissionais por mil habitantes, sendo esta a menor proporção do país entre os estados. A média recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de um médico para cada 1.000 habitantes.

O presidente da Famem, que também é médico, informou que a situação do Maranhão será colocada no encontro entre prefeitos de todo o Brasil com os presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro, na próxima segunda-feira (19), em Brasília.

Governadores querem apoio para reduzir violência no Nordeste

 

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Fórum de governadores com Jair Bolsonaro em Brasília

A assessoria de Wellington Dias (PT), governador do Piauí, informou que o presidente eleito Jair Bolsonaro deverá se reunir na próxima quarta-feira (21), com os governadores do Nordeste.

O governador petista foi o único da região que participou do fórum desta quarta-feira (14), em Brasília, onde participarem governadores das outras regiões do país.

Wellington Dias disse que conversou rápido com Bolsonaro e a principal pauta a ser discutida na próxima semana será Segurança, onde os governadores cobram através de uma carta apoio para reduzir os autos índices de violência na região Nordeste.

Veja aqui A CARTA

 

Relação entre governo Bosolnaro e Congresso começou mal

Sabem a máxima “a primeira impressão é que fica”, principalmente quanto é ruim? Foi exatamente essa a descrita pelo Presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE), em relação seu encontro com Paulo Guedes, futuro Ministro da Fazenda no governo Bolsonaro.  A conversa indigesta foi acompanhada por vários senadores e aconteceu momentos antes do inicio da solenidade de celebração dos 30 anos da Constituição de 1988, ocorrida em Brasilia na última terça-feira (6).

Paulo Guedes é chamado de “Posto Ipiranga” pela influencia junto ao presidente eleito Jair Bolsonaro, tanto que já está sendo tratado como super Ministro. Senadores que acompanharam a conversa classificaram a postura de Paulo Guedes de “horrorosa” .

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Eunício Oliveira (Presidente do Senado) e Paulo Guedes (Super Ministro da Fazenda do futuro governo)

“Esse povo que vem aí não é da política; é da rede social”, disse Eunício após a conversa.

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