Flávio Dino se reúne com Lula, Dilma e Gleisi Hoffmann

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), se reuniu nesta segunda-feira, dia 24, em São Paulo, com o ex-presidente Lula e a deputada federal, Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Lula e Dino destacaram nas suas redes sociais o encontro como positivo. Porém, não deram maiores detalhes sobre o que trataram, mas deverá ser conhecido em breve.

“Conversa boa esta tarde com o governador do Maranhão @FlavioDino e a presidenta do Partido dos Trabalhadores @gleisi sobre os desafios do Brasil”, destacou Lula no twitter.

“Boa reunião nesta segunda-feira com o presidente @LulaOficial, com a presidenta @dilmabr e com a deputada @gleisi, presidenta nacional do PT. Conversamos sobre ações administrativas que estamos executando no Maranhão e sobre cenários políticos”, comemorou Flávio Dino.

O encontro de Lula e Dino ocorre a uma semana da reunião do dia 31 de janeiro, quando Flávio Dino e os partidos da base do seu governo voltarão tratar da sucessão estadual. A agenda coloca um ingrediente a mais no debate político local.

Dino deverá ratificar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), como seu candidato ao governo.

A informação de bastidores é que até o inicio de fevereiro Brandão assinará a ficha de filiação no PSB, partido comandado por Flávio Dino no Maranhão, que deixará o governo dia 31 de março, para se dedicar à sua candidatura ao Senado Federal.

“Dez centavos de aumento? Difícil”, diz Mourão sobre reajuste

Do Metropole

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) comentou rapidamente nesta segunda-feira, dia 24, o Orçamento de 2022 sancionado por Bolsonaro, ao chegar no Palácio do Planalto.

Ele fez referência principalmente ao valor para reajuste dos servidores públicos que ficou em R$ 1,7 bilhão.

“Tem esse espaço aí de R$ 1,7 bilhão, mas ele é pequeno, né?! Não dá para todo mundo. Vai dar quanto para cada um? Dez centavos de aumento? Difícil”, disse Mourão.

A tesourada total foi de R$ 3,18 bilhões em relação ao texto aprovado pelo Congresso.

Cortes no Orçamento Federal 2022:

Educação: R$ 739,9 milhões
Ministério do Trabalho: R$ 1 bilhão
Desenvolvimento Regional: R$ 458,7 milhões;
Cidadania: R$ 284,3 milhões;
Infraestrutura: R$ 177,8 milhões;
Agricultura: R$ 87,2 milhões;
Saúde: R$ 74,2 milhões;
Ciência, Tecnologia e Inovações: R$ 73 milhões;
Comunicações: R$ 63,5 milhões;
Defesa: R$ 62,1 milhões;
Justiça e Segurança Pública: R$ 54,8 milhões;
Meio Ambiente: R$ 35,1 milhões;
Turismo: R$ 35,1 milhões;
Mulher, Família e Direitos Humanos: R$ 16,5 milhões;
Minas e Energia: R$ 11,4 milhões;
Relações Exteriores: R$ 3,6 milhões;
Presidência da República: R$ 1,8 milhão
Banco Central: R$ 100 mil
Ministério da Economia: R$ 100 mil

Dino é vitima de fake news sobre fechamento de Posto da PRF

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), ficou indignado nesta sexta-feira, dia 21, com mais uma fake news (notícia falsa), espalhada contra ele nas redes sociais.

“..há uns bandidos espalhando que eu mandei fechar um posto da Polícia Rodoviária FEDERAL..”, reagiu Flávio Dino.

A ‘noticia’ replicada em grupos de whatsap e na internet diz que Dino mandou fechar um Posto da Polícia Rodoviária Federal no Maranhão. A gestão da PRF é responsabilidade do Governo Federal.

Flávio Dino classificou a ação de “banditismo” e alertou para prática nas eleições de 2022.

“Temos palanque no MA a oferecer”, diz PSB após reunião com o PT

Em reunião nesta quinta-feira, dia 20, em Brasília dirigentes do PT e PSB voltaram a debater aliança nas Eleições 2022. Apesar do entendimento em vários estados, em relação a São Paulo o impasse continua.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, destacou nas redes sociais o resultado do entendimento na Bahia, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão e Alagoas.

Quanto ao Maranhão, Carlos Siqueira, ratificou que o PSB terá candidato.

Participaram da reunião a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; o presidente do PSB, Carlos Siqueira; o governador de Pernambuco e vice-presidente do PSB, Paulo Câmara; o deputado Paulo Teixeira, secretário-geral do PT; e do ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB).

Dólar passou operar em queda, após aceno de Lula a Alckmin

Da Revista Fórum

A entrevista de Lula concedida a setores da mídia independente em São Paulo, nesta sexta-feira, dia 19, movimentou os meios políticos. Até o dólar passou operar em queda, após declarações do petistas.

O posicionamento de Lula, sobre a possibilidade de Geraldo Alckmin, compor como vice na sua chapa presidencial, repercutiu de imediato.

“Eu não terei nenhum problema se tiver que fazer uma chapa com Alckmin para ganhar as eleições e governar esse país. Nós vamos construir um programa de interessa da sociedade brasileira. Todo mundo sabe o que eu quero para esse país, não abro mão de que a prioridade e o povo brasileiro, o povo trabalhador, a classe média baixa, o que está desempregado, essa gente é que tem que ser a nossa prioridade e eu espero que o Alckmin esteja junto”, disse Lula.

A entrevista de Lula foi concluída no inicio da tarde, às 16h30, o dólar apresentava baixa de 1,69% e era negociada a R$ 5,4659, após operar no patamar de R$ 5,52 por volta de 11h15.

Covid e tarifas aéreas coloca Câmara Federal no modo remoto

O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP), informou nesta segunda-feira, dia 17, que os trabalhos presencias na Câmara Federal, só depois do carnaval.

Segundo ele, o motivo é a nova onda da Covid-19 e altas tarifas aéreas.

Eleições 2022: estados poderão ter palanques duplos para presidente

Do O Globo

A indefinição para a composição das chapas e alianças, a menos de um ano da disputa, e os resultados recentes das pesquisas de intenção de voto abrem brechas para a formação de palanques múltiplos.

Ao menos em dez estados, candidatos a governador podem receber o apoio de dois ou mais presidenciáveis.

Moro, o teto de gastos e a histeria dos náufragos

Ricardo Cappelli

É curiosa a histeria dos liberais quando se coloca em debate a revisão do teto de gastos e da reforma trabalhista. A situação é tão pitoresca que o establishment resolveu fazer de um ex-juiz medíocre e ignorante o novo farol do liberalismo brasileiro. Roberto Campos deve estar dando voltas no túmulo.

Em contato com a realidade objetiva, os pseudoliberais brasileiros resolveram que transformariam esterco em ouro. Difícil funcionar.

A reforma trabalhista não criou os empregos prometidos. Se corrigiu pequenas disfunções de nosso sistema, serviu mesmo para aprofundar, maximizar e oficializar a mais-valia que avança em progressões geométricas.

O teto de gastos é outra ficção. Uma jabuticaba inventada pelo desespero de um presidente que tentava se agarrar à cadeira – a guinada fiscalista e neoliberal de Temer com a sua “Ponte para o Futuro” rompeu com as tradições históricas do MDB, patrono da Constituição Cidadã de 1988.

O que o tal teto trouxe de benefícios? Fechamos 2021 com a inflação em dois dígitos e o desemprego nas alturas. Permanentemente ameaçado por suas próprias loucuras, Bolsonaro liquidou o orçamento público e a capacidade de investimento do país.

São raros os liberais autênticos no Brasil. O que temos de sobra é uma elite atrasada, escravocrata e sem nenhum compromisso com o país.

O que hoje ameaça a democracia é o mesmo que está transformando a nossa elite em alquimista de quinta categoria: a desigualdade crescente. Segundo o economista francês Thomas Piketty, vivemos a maior concentração de renda e riqueza da história da humanidade.

Ninguém nasce com “vontade de democracia”. Ela é um contrato social assinado pelo povo com a garantia de que a sua vida vai melhorar. Sem apresentar ideias que dialoguem com este problema histórico objetivo – desemprego estrutural ascendente, formação de exércitos de “inimpregáveis”, concentração brutal da renda e do capital -, nenhuma ideologia fica de pé.

Quais as propostas dos liberais para resolver estas questões? Uberização das relações de trabalho? Teto de gastos para impedir a expansão das políticas sociais e a possibilidade de um novo projeto nacional de desenvolvimento?

André Lara Resende, economista, intelectual e considerado um dos pais do Plano Real tem dinamitado o neoliberalismo anacrônico e mofado. O insuspeito liberal, ciente do momento histórico vivido pelo atual processo de acumulação capitalista, adotou a defesa de um neokeynesianismo com foco no planejamento e na eficiência.

O “campo liberal” está em crise por ver que seus pressupostos clássicos estão naufragando diante de uma realidade cada vez mais excludente. Não adianta defender um bolsonarismo “educado e pró-vacinas” sem Bolsonaro.

Para ficar com as mesmas ideias com voz de marreco, talvez a parcela conservadora de nossa sociedade prefira o original.