Câmara enterra Voto Impresso e aplica derrota em Bolsonaro

A ‘novela’ da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do voto impresso, defendido pessoalmente pelo presidente Bolsonaro, como era esperado foi rejeitada nesta terça-feira, dia 10, derrota política direta do presidente e do governo.

O resultado foi de 229 (SIM) e 218 (NÃO) e 1 (ABSTENÇÃO) o total de votos foi de 448. Não votaram 64 deputados. O governo precisava de 308 votos para aprovar a PEC.

Governistas ainda tentaram adiar a votação e parlamentares informaram que foram pressionadas para para evitar uma derrota acachapante.

Como votou a bancada maranhense:

Aluisio Mendes (PSC-MA) -Votou Sim

André Fufuca (PP-MA)

Bira do Pindaré (PSB-MA) -Votou Não

Cleber Verde (Republican-MA) -Votou Sim

Edilazio Junior (PSD-MA) -Votou Não

Gil Cutrim (Republican-MA) -Votou Não

Marreca Filho (Patriota-MA) -Votou Não

Gastão Vieira (PROS-MA) -Votou Não

Hildo Rocha (MDB-MA)

João Marcelo S. (MDB-MA)

JosimarMaranhãozi (PL-MA) -Votou Não

Josivaldo JP (Podemos-MA) -Votou Sim

Junior Lourenço (PL-MA) -Votou Não

Juscelino Filho (DEM-MA)

Pastor Gil (PL-MA) -Votou Sim

Pedro Lucas Fernan (PTB-MA) -Votou Não

Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA) -Votou Não

Zé Carlos (PT-MA) -Votou Não

PoderData: 1 em cada 5 eleitores de Bolsonaro hoje votaria em Lula.

Pesquisa Poder360PoderData revela um dado ainda mais preocupante para o Palácio do Planalto, no 1º turno Lula (PT) herdaria o voto de 1 em cada 5 eleitores de Bolsonaro, que votaram em 2018.

No 2º turno o eleitorado de Bolsonaro está rachado: 49% o têm como candidato no momento, enquanto 48% escolheriam outro nome ou votariam em branco ou nulo. Outros 3% dizem não saber como responder.

Lula é o nome que mais absorve votos de quem votou em Bolsonaro.

A maioria dos eleitores de Haddad (PT) em 2018 mantém-se fiel ao partido: 67% votariam em Lula; 3% escolheriam Bolsonaro; 9% querem Ciro; 7%, Datena; 5%, Doria; 3%, Mandetta; 2% branco ou nulo e 5% que não sabem.

Alexandre de Moraes manda investigar Jair Bolsonaro por fake news

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, aceitou nesta quarta-feira, dia 4, pedido do TSE e mandou investigar o presidente Bolsonaro por espalhar fake news (notícias falsas).

“..não há dúvidas de que as condutas do Presidente da República insinuaram a prática de atos ilícitos por membros da Suprema Corte, utilizando-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário, o Estado de Direito e a Democracia; revelando-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados..”, diz trecho do ministro do STF.

A notícia-crime contra Bolsonaro foi pedido pelo TSE e aprovado por unanimidade na última segunda-feira, dia 2, pela divulgação de mentiras com o objetivo de desestabilizar o processo eleitoral brasileiro. Aqui a decisão decisão do ministro Alexandre de Mmoraes.

‘..Bolsonaro só não dará um golpe, se for contido..’, alerta Flávio Dino

O governador, Flávio Dino (PSB), em entrevista concedida à Globo News, no final da noite de ontem, terça-feira, dia 23, voltou alertar para o objetivo de Bolsnaro em tentar um golpe para manter o poder.

“..essa marcha golpista que está em curso, é preciso entender que Bolsonaro só não dará um golpe, se for contido, porque os impulsos estão bem evidente (..) Só o poder contém o poder, precisa ter um poder democrático amplo para evitar que Bolsonaro venha a consumar seus instintos autoritários..”, alertou Flávio Dino.

Congresso quer realizar maior mudança na lei eleitoral e política desde 1988

Da Folha de SP

O Congresso Nacional tenta mudar praticamente toda legislação eleitoral e política brasileira, após o recesso parlamentar. Se entrar em vigor será a maior reforma desde 1988.

Entre os principais pontos que podem ser alterados estão:

a) Revogação da Legislação Eleitoral Ordinária e Consolidada das Regras em único código

b) Alteração das Regras Eleitorais Estabelecidas pela Constituição

c) Voto Impresso

d) Mine Reforma Eleitoral no Senado

e) Fundo Eleitoral

f) Semipresidencialismo

“harmonia e independência não implicam impunidade”, Fux para Bolsonaro

Do Conjur

O ministro Luiz Fux, presidente do STF, reabriu os trabalhos na Suprema Corte, nesta segunda-feira, dia 2, com um pronunciamento direcionado ao presidente Bolsonaro, que tem atiçado seus seguidores contra a democracia e sistema eleitoral brasileiro.

“..Numa sociedade democrática, momentos de crise nos convidam a fortalecer — e não deslegitimar — a confiança da sociedade nas instituições. Afinal, no contexto atual, após 30 anos de consolidação democrática, o povo brasileiro jamais aceitaria que qualquer crise, por mais severa, fosse solucionada mediante mecanismos fora dos limites da Constituição (..) Porém, harmonia e independência entre os poderes não implicam impunidade de atos que exorbitem o necessário respeito às instituições (..) Permanecemos atentos aos ataques de inverdades à honra dos cidadãos que se dedicam à causa pública. Atitudes desse jaez deslegitimam veladamente as instituições do país; ferem não apenas biografias individuais, mas corroem sorrateiramente os valores democráticos consolidados ao longo de séculos pelo suor e pelo sangue dos brasileiros que viveram em prol da construção da democracia de nosso país..”, disse Fuxx.

“..partido bolsonarista, racista..”, Roberto Requião sobre o MDB

O ex-governador e senador, Roberto Requião (MDB-RS), anunciou que segunda-feira, dia 2, sai oficialmente do partido, onde está filiado a 40 anos.

O ex-senador realizou uma enquete no twitter perguntando sobre em qual partido deve se filiar.

No STF Bolsonaro é chamado de ‘moleque’ e TSE deve reagir aos ataques

Da Folha de SP

As reações no STF e TSE em relação a live do presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem, quinta-feira, dia 29, onde o Sistema Eleitoral foi atacado duramente sem provas, não poderia ser pior.

No STF um dos magistrados chegou a classificar o presidente Bolsonaro de ‘moleque’.

Um dos integrantes do TSE destacou a importância das respostas institucionais e de comunicação contra os ataques, mas que não foram suficientes para barrar Bolsonaro.