Avaliação negativa de Bolsonaro sobe para 61% no Nordeste

Do Uol

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, dia 9, aponta que no Nordeste a avaliação negativa de Jair Bolsonaro (PL) subiu para 61%, entre janeiro e fevereiro.

Na média nacional nos quatro cenários analisados para a disputa da Presidência da República, Lula aparece com 46%, Bolsonaro, 24%, Moro (Podemos), 8%, e Ciro Gomes (PDT), 7%.

O petista ganha em todos os cenários de segundo turno.

Eleições 2022: PSB e PT voltam se reunir nesta quinta-feira dia 10

Dirigentes do PSB e PT voltam se reunirem nesta quinta-feira, dia 10, na pauta filiação de Geraldo Alckmin e Federação. Os partidos estão com a união praticamente fechada para as Eleições 2022.

O encontro acontecerá com o aval importante de 19 deputados federais do PSB, que em carta aos membros do partido eles se posicionam em favor da candidatura de Lula e da federação entre PSB, PT, PCdoB e PV.

Aos Membros do Diretório Nacional do PSB
Aos Filiados do Partido Socialista Brasileiro

A unidade política preconizada neste documento, apoiado por ampla maioria da Bancada, com o claro objetivo de que o princípio que deva prevalecer na Federação é o do equilíbrio, perpassa por oito pontos:

I. Candidatura única do nosso campo político, representada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embasada nos princípios democráticos e republicanos e amplo lastro social, de diálogo franco com as forças políticas democráticas, para retomar a economia, a estabilidade política, o compromisso social com os brasileiros e enfrentar a dor desumana e inaceitável da fome e da pobreza, através da geração de
empregos, fortalecimento dos serviços públicos e distribuição de renda;

II. Construção de Programa de Governo que assegure a democracia; promova políticas de combate ao desemprego e a fome, e garanta políticas públicas de educação, saúde, assistência social, segurança pública e de preservação ambiental sustentável.

III. Constituição de Federação de Partidos tendo como núcleo central o PSB, o PT, o PCdoB e o PV, podendo ser integrada por outros partidos que queiram dela participar e estejam de acordo com o programa por ela defendido.

IV. Que a Assembleia de Direção da Federação seja equilibrada e incorpore o peso do número de prefeitos e vereadores de cada partido. O PSB não quer ser maior do que é, mas também não pode ter o seu tamanho reduzido;

V. Que se estabeleça a figura das candidaturas natas aos prefeitos dos partidos que compõe a federação e que tiverem o direito de disputar a sua reeleição;

VI. Que na definição das vagas para as candidaturas a deputados federais e estaduais seja considerada também a proporcionalidade de cada partido nos estados (não apenas na proporcionalidade nacional que pode distorcer a realidade dos estados);

VII. Para impedir qualquer tipo de hegemonismo nas decisões internas e a fim de promover o consenso como método fundamental de resolução em caso de divergências, que seja instituído o poder de veto aos partidos minoritários.

A federação dos partidos progressistas é a base da unidade das forças democráticas para vencermos as eleições de 2022, que será plebiscitária acerca da Constituição de 1988; para eleger maior número de parlamentares alinhados com o seu Programa de Governo e dar garantias para a governabilidade, fator essencial de sustentação do futuro governo no ambiente de ameaça à democracia como esse que o País atravessa.

Por oportuno, reafirmamos a nossa confiança na condução política do presidente Carlos Siqueira que saberá transpor eventuais diferenças internas de posicionamento, conduzindo o PSB a uma condição que acentue sua influência no atual cenário político do país.

Brasília, 08 de Fevereiro de 2022.

Alessandro Molon; Aliel Machado; Bira do Pindaré; Camilo Capiberibe; Cássio Andrade; Danilo Cabral; Denis Bezerra; Elias Vaz; Felipe Carreras; Gervásio Maia; Gonzaga Patriota; Júlio Delgado; Lídice da Mata; Marcelo Freixo; Marcelo Nilo; Mauro Nazif; Milton Coelho; Rafael Mota; Vilson da Fetaemg

“Não vamos manter preço da gasolina dolarizado”, diz Lula

O ex-presidente Lula (PT) confirmou nesta quinta-feira, dia 3, que vai mudar a política de preços da Petrobras. O petista lidera todas as pesquisas presidências para as eleições de 2022.

Segundo ele, não dá para “enriquecer acionista e empobrecer a dona de casa”. A fala de Lula foi durante entrevista concedida na manhã de hoje para uma Rede de Rádios do Paraná.

“Nós não vamos manter o preço da gasolina dolarizado. É importante que o acionista receba seus dividendos quando a Petrobrás der lucro, mas eu não posso enriquecer o acionista e empobrecer a dona de casa que vai comprar um quilo de feijão e paga mais caro por causa da gasolina”, disse Lula.

Sobre a eleição para o governo do Paraná, Lula disse que trabalhará pela candidatura do ex-senador e governador Roberto Requião (MDB-PR).

“Estamos comprometidos a apoiar no Paraná o companheiro Roberto Requião. Vou trabalhar para que ele seja candidato a governador e que o PT o apoie”, destacou Lula.

Roberto Requião anunciou a pré-candidatura ao governo do Paraná no último dia 11 de janeiro.

“..Moro não tem futuro na política..”, diz Lula à Rádio Tupi

Da Revista Fórum

O ex-presidente Lula (PT), líder nas pesquisas para presidência da república até agora, em entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, dia 1º, voltou a criticar o governo Bolsonaro e disse que “não acredita que Moro tenha futuro na política”.

“Eu sinceramente de vez em quando fico pensando se devo falar do Moro ou não, porque ele é uma figura insignificante. É um deus de barro que foi construído para me prejudicar (..) Uma parte da imprensa digeria as mentiras dele com muita facilidade e transformava as mentiras dele e da pequena quadrilha de procuradores da força-tarefa lá de Curitiba como se fossem verdades. E hoje eu sinto que aqueles que me acusaram de forma leviana, acreditando nas mentiras do Moro e nas mentiras dos procuradores, não têm como desfazer as mentiras. Eu já não tenho mais processos, mas aqueles que me acusaram continuaram teimando: ‘Ah, mas não foi julgado o mérito’. A única pessoa que queria que julgassem o mérito era eu. Mas, aí o processo foi anulado e não tem mais processo. O juiz foi considerado parcial, portanto um juiz que não merecia ser juiz, que nunca deveria ter colocado uma toga. E acho que ele vai ser medíocre como candidato à Presidência”, disse Lula.

Direção nacional do PT defende chapa Lula e Alckmin

Com o titulo ‘Resistência, Travessia e Esperança’, a direção nacional do PT, se posiciona sobre aliança que poderá viabilizar chapa de Lula e Geraldo Alckmin.

O ex-tucano deverá se filiar ao PSB, que está próximo de formar uma federação com PT para as eleições 2022.

“Cresce a consciência nacional de que só Lula pode liderar um processo de reconstrução do país. E, consciente do seu papelele já cumpre a missão, edificando pontes com aqueles que já estiveram do outro lado, mas, por nutrir valores democráticos, podem e devem estar juntos neste processo de retomada democrática do país”, diz o trecho da carta.

Resistência, Travessia e Esperança

São tempos difíceis os que vive o Brasil. O governo Bolsonaro trouxe uma crise sem precedentes na história e uma retomada só é possível quando ele chegar ao fim, o que faz de 2022 um momento histórico. Como se estivéssemos em uma contagem regressiva, para o ano terminar junto com o obscurantismo que as eleições podem derrotar. Essa perspectiva fez a esperança voltar ao país e um sentimento novo toma conta dos que defendem a democracia, a justiça social e a solidariedade.

Bom mesmo seria fechar os olhos e acordar em 2023. Mas, até lá, existe uma longa travessia. Temos um ano de muita luta pela frente e a dedicação de cada um será determinante para a construção de um novo tempo. O negacionismo oficial com a pandemia continua matando, impera um desemprego e fome sem precedentes, políticas públicas e a proteção social são desmanteladas, direitos dos trabalhadores retirados, se aprofunda a destruição do meio ambiente, permeia uma degradação das instituições e dos valores humanistas e democráticos. Portanto, é preciso agregar ao nosso dicionário a palavra resistência.

 Vivemos tempos de resistência, travessia e esperança. E estas consignas ilustram o nome do seminário organizado pelo Partido dos Trabalhadores, a Fundação Perseu Abramo, o Instituto Lula e as bancadas petistas no Senado e na Câmara dos Deputados e que acontece nos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro. Ele foi concebido para buscar uma melhor compreensão do cenário em que estamos inseridos, para assim construir com a oposição e os setores democráticos a luta contra o processo de destruição de conquistas obtidas ao longo de décadas, ou de séculos. Entender que o momento exige pactos sobre valores necessários para de novo unir o Brasil. Baseado no amor para vencer o ódio, na solidariedade para superar a discórdia, na cooperação ao invés do individualismo e no compromisso profundo com a supressão das desigualdades históricas que alicerçam a nossa nação. 

 Um encontro construído por quem traz na bagagem o legado dos governos democráticos e populares, que nos credencia a liderar saídas para um Brasil em crise, amparadas no Estado soberano que garante direitos e distribui renda e oportunidades para todos. Fundamentado no fortalecimento da dinâmica interna da economia brasileira, na ampliação dos mecanismos de proteção social e na reativação dos investimentos públicos.

 Cresce a consciência nacional de que só Lula pode liderar um processo de reconstrução do país. E, consciente do seu papelele já cumpre a missão, edificando pontes com aqueles que já estiveram do outro lado, mas, por nutrir valores democráticos, podem e devem estar juntos neste processo de retomada democrática do país.

 A esperança que Lula desperta vem do esperançar, que Paulo Freire conjugou como se levantar, não desistir, reconstruir. Esses verbos são partes da própria vida do presidente e da imensa maioria dos brasileiros, que, apesar de todas as adversidades, não desistem dos seus sonhos.

 O desafio que temos é bem maior que conceber programas para uma pré-candidatura, que já se transformou num amplo movimento de brasileiros e brasileiras que querem sair do desalento e que têm em Lula sua única esperança. Representa a disputa estratégica pelo futuro, concebida em torno de um projeto de desenvolvimento inclusivo e sustentável para que o Brasil, consciente do seu tamanho, do seu potencial e da grandeza da sua gente, volte a ser uma referência de nação soberana e justa com seu povo.

 Gleisi Hoffmann – presidenta nacional do PT

Aloizio Mercadante – presidente de Fundação Perseu Abramo

Marcio Pochmann – presidente do Instituto Lula

Reginaldo Lopes – líder do PT na Câmara dos Deputados

Paulo Rocha – líder do PT no Senado

Flávio Dino se reúne com Lula, Dilma e Gleisi Hoffmann

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), se reuniu nesta segunda-feira, dia 24, em São Paulo, com o ex-presidente Lula e a deputada federal, Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Lula e Dino destacaram nas suas redes sociais o encontro como positivo. Porém, não deram maiores detalhes sobre o que trataram, mas deverá ser conhecido em breve.

“Conversa boa esta tarde com o governador do Maranhão @FlavioDino e a presidenta do Partido dos Trabalhadores @gleisi sobre os desafios do Brasil”, destacou Lula no twitter.

“Boa reunião nesta segunda-feira com o presidente @LulaOficial, com a presidenta @dilmabr e com a deputada @gleisi, presidenta nacional do PT. Conversamos sobre ações administrativas que estamos executando no Maranhão e sobre cenários políticos”, comemorou Flávio Dino.

O encontro de Lula e Dino ocorre a uma semana da reunião do dia 31 de janeiro, quando Flávio Dino e os partidos da base do seu governo voltarão tratar da sucessão estadual. A agenda coloca um ingrediente a mais no debate político local.

Dino deverá ratificar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), como seu candidato ao governo.

A informação de bastidores é que até o inicio de fevereiro Brandão assinará a ficha de filiação no PSB, partido comandado por Flávio Dino no Maranhão, que deixará o governo dia 31 de março, para se dedicar à sua candidatura ao Senado Federal.

“Muita calma nessa hora”, Chico Gonçalves sobre fala de Lula

O petista, Chico Gonçalves, Secretário de Estado de Direitos Humanos, nesta quinta-feira, dia 20, classificou de “polêmica hermenêutica” a repercussão e utilização da fala de Lula nos meios políticos e imprensa no estado, sobre a disputa ao governo do Maranhão.

Segundo ele, Lula não se posicionou de forma contrária ao candidato de preferência de Flávio Dino, mas que o líder petista foi claro ao dizer: “A gente apoia Flávio Dino. E o candidato de Flávio se for num partido que dê pra gente apoiar”.

“Entrevista de @LulaOficial provoca polêmicas hermenêuticas no Maranhão. Muita calma nessa hora”, disse Chico Gonçalves nas redes sociais: “A gente apoia @FlavioDino . E o candidato de Flavio se for num partido q dê pra gente apoiar. E tem o Weverton. Se eles se acertarem ótimo. Se não, paciência!”, disse Chico Gonçalves nas redes socias.

Quem também resolveu entrar no polêmico debate da sucessão ao governo do Maranhão foi o deputado Duarte Júnior (PSB). O parlamentar está defendendo a filiação de Carlos Brandão ao PSB, o que colocaria um fim, segundo ele, à dificuldade do PT apoiar o nome escolhido pelo governador Flávio Dino, para sucessão ao governo.

“E aí, bora resolver?! @LulaOficial não apoia candidato do PSDB. @carlosbrandaoma vem para o @PSBNacional40 e @ptbrasil indica o próximo vice-governador do Maranhão. Tá resolvido!”, Duarte Jr no twitter.

Para apoiadores do senador Weverton Rocha, a fala de Lula foi uma sinalização de apoio ao pedetista. Já para aliados do vice-governador Carlos Brandão, o ex-presidente apenas revelou uma dificuldade de aliança partidária.

O fato é que a declaração do ex-presidente Lula agitou muito mais os bastidores políticos no Maranhão, antes da reunião de 31 de janeiro, quando as lideranças da base de apoio ao governo definirão como e com quem caminharão em 2022.

Dólar passou operar em queda, após aceno de Lula a Alckmin

Da Revista Fórum

A entrevista de Lula concedida a setores da mídia independente em São Paulo, nesta sexta-feira, dia 19, movimentou os meios políticos. Até o dólar passou operar em queda, após declarações do petistas.

O posicionamento de Lula, sobre a possibilidade de Geraldo Alckmin, compor como vice na sua chapa presidencial, repercutiu de imediato.

Eu não terei nenhum problema se tiver que fazer uma chapa com Alckmin para ganhar as eleições e governar esse país. Nós vamos construir um programa de interessa da sociedade brasileira. Todo mundo sabe o que eu quero para esse país, não abro mão de que a prioridade e o povo brasileiro, o povo trabalhador, a classe média baixa, o que está desempregado, essa gente é que tem que ser a nossa prioridade e eu espero que o Alckmin esteja junto”, disse Lula.

A entrevista de Lula foi concluída no inicio da tarde, às 16h30, o dólar apresentava baixa de 1,69% e era negociada a R$ 5,4659, após operar no patamar de R$ 5,52 por volta de 11h15.