Ministro do STF impede Bolsonaro de acabar com Isolamento Social nos Estados

 

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Ministro do STF Alexandre de Moraes/Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acolheu um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil para que o presidente Jair Bolsonaro seja impedido de acabar com o isolamento social nos estados e municípios.

“Não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exercício de suas competências constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no âmbito de seus respectivos territórios, importantes medidas restritivas como a imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas, entre outros mecanismos reconhecidamente eficazes para a redução do número de infectados e de óbitos, como demonstram a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) e vários estudos técnicos científicos”, diz Moraes na decisão.

O presidente tem dito que pode decretar o fim das medidas de isolamento, revogando o que foi estipulado por governadores e prefeitos. (Congresso em Foco)

A aqui a íntegra da decisão

Covid-19: Brasil tem 133 mortes e 2.210 casos confirmados em 24 horas

 

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Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, covas à espera dos mortos pela covid-19 na pandemia de coronavírus Imagem: Nelson Almeida/AFP

Do Uol

O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 800 o número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil — 133 óbitos confirmados nas últimas 24 horas. Até ontem, eram 667 mortes.

No total, são 15.927 casos oficiais no país até agora — aumento de 2.210 diagnósticos no país em um único dia —, segundo o Ministério.

A taxa de letalidade — que compara os casos já confirmados no Brasil com a incidência de mortes — é de 5%. O Ministério da Saúde ainda não divulga dados oficiais sobre o número de pessoas que se curaram da covid-19.

No total, as mortes relacionadas ao vírus em cada estado são: Acre (2); Alagoas (2), Amapá (2); Amazonas (30); Bahia (15); Ceará (43); Distrito Federal (12); Espírito Santo (6); Goiás (7); Maranhão (11); Mato Grosso (1); Mato Grosso do Sul (2); Minas Gerais (14); Pará (6); Paraná (17); Paraíba (4); Pernambuco (46); Piauí (5); Rio Grande do Norte (11); Rio Grande do Sul (9); Rio de Janeiro (106); Rondônia (1); Roraima (1); Santa Catarina (15); São Paulo (428); Sergipe (4).

O único estado que ainda não contabiliza nenhuma morte relacionada ao coronavírus é o Tocantins.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, publicou ontem, ao lado de especialistas, um relatório que indica que é esperado um aumento do número de casos de covid-19 no Brasil para os próximos meses, tendo como pico entre abril e maio.

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Governo extingue PIS/Pasep e libera saque de R$ 1.045 do FGTS

 

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O governo liberou o saque extraordinário de até R$ 1.045 de contas ativas e inativas  do FGTS pelo período de 15 de junho a 31 de dezembro. Na mesma medida, foi extinto o PIS-Pasep, que concentra recursos não sacados do abono salarial. A MP tem aplicação imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso.

De acordo com a proposta, caberá à Caixa Econômica definir critérios e cronograma dos novos saques. A MP também acaba com o Fundo PIS-Pasep, que concentra os recursos não sacados do abono salarial. A liberação para saques de R$ 998 do FGTS acabou no último dia 31. Criado em 1975, o PIS-Pasep tem cerca de R$ 21 bilhões acumulados, recursos que serão transferidos para o FGTS.

Embora a Constituição garanta a vigência de uma MP por até 120 dias, a Câmara e o Senado assinaram um ato conjunto que prevê a votação das medidas em até 16 dias durante o estado de calamidade pública. (Congresso em Foco)

Integra do texto da Medida Provisória

Dino propõe ‘agenda séria’ para reunião de Bolsonaro e Mandetta

 

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O presidente Bolsonaro e o ministro Henrique Mandetta (Saúde), se reunirão nesta quarta-feira (8). A expectativa é grande para o resultado do encontro, que segundo informações,  participarão apenas os dois.

Nesta semana uma especie de ‘operação de guerra’ impediu a demissão de Mandetta por divergência com Bolsonaro na condução da crise do Covid-19.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, que nos últimos dias sofreu ataques de Carlos Bolsonaro e o general Augusto Heleno aliados próximos e influentes do governo, sugeriu nas redes sociais algumas questões que chamou de ‘agenda séria’ para reunião de hoje do Presidente e o ministro da Saúde.

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Pandemia faz avaliação negativa de Bolsonaro subir entre mais pobres

 

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Foto: Reprodução

Segundo dados da pesquisa Datafolha divulgados nesta terça-feira (7), pelo jornal Folha de S.Paulo a Pandemia do Coronavírus fez avaliação negativa do presidente Bolsonaro subir entre mais pobres.

Para esse seguimento da população que têm renda familiar de até dois salários mínimos, o desempenho de Bolsonaro no enfrentamento da crise é ruim ou péssimo para 40%. Há duas semanas o percentual era de 33%.

A pesquisa mostra outras variações que justificam a queda de popularidade de Bolsonaro.

A reprovação passou de 29% para 36% para os que recebem de dois a cinco salários. Para os que tem renda de cinco a dez salários, o aumento foi 34% para 42%. Já os que tem renda superior a dez salários houve queda de 51% para 46%.

Flávio Dino culpa Bolsonaro por desobediência à prevenção contra a Covid-19

 

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O governador Flávio Dino atribuiu nesta segunda-feira (6), ao presidente Bolsonaro, a desobediência de setores do comercio ao isolamento social. Para o governador do Maranhão, que intensificou as fiscalizações no estado, disse que deverá anunciar um novo decreto nos próximos dias.

“Bolsonaro é o responsável pela desobediência e por esses atos absurdos contra o cumprimento de óbvias regras sanitárias, recomendadas pelos profissionais de saúde. E segue indiferente aos mortos, doentes e suas famílias. Páginas tristes que serão lembradas para sempre”, destacou Flávio Dino no twitter.

Ações educativas estão sendo realizadas no Maranhão desde a decretação do isolamento social da Covid-19. Com a insensibilidade e desobediência de vários comerciantes, o governo anunciou a intensificação das ações e que multará quem não cumprir as determinações das autoridades. o governador Flávio Dino disse que continuará adotando as orientações dos profissionais da área da saúde.

“Aqui no Maranhão, os médicos decidem sobre quais remédios os doentes de coronavírus devem tomar. Portanto, é mais um delírio politizar o debate sobre cloroquina. É tema técnico, não ideológico” acrescentou Flávio Dino.

Márcio Jerry reage à crítica de Carlos Bolsonaro a reunião de Mourão e Flávio Dino

 

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O deputado Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, reagiu nesta sexta-feira (3), à crítica de Carlos Bolsonaro, filho e uma das vozes mais influentes do presidente Bolsonaro, que criticou e fez insinuações à reunião esta semana em que participaram o vice-presidente Mourão e o governador Flávio Dino (PCdoB-MA).

“O filhinho de papai @jairbolsonaro, @CarlosBolsonaro, resolve criticar o vice presidente @GeneralMourao por este dialogar sobre os problemas da amazônia e do Brasil com o governador do Maranhão, @FlavioDino. É cada coisa que essa famiglia apronta…”, reagiu Márcio Jerry no twitter.

Carlos Bolsonaro não gostou da repercussão esta semana, após reunião entre os governadores da Amazônia e o vice-presidente Mourão, em que Flávio Dino também participou. Após o encontro o governador do Maranhão elogiou a postura de Mourão e disse que se o general tivesse na presidência, o Brasil chegaria em melhores condições em 2012.

“O que leva o vice-presidente da república se reunir com o maior opositor SOCIALISTA do governo, que se mostra diariamente com atitudes totalmente na contramão de seu Presidente?”, provocou Carlos Bolsonaro,