Pesquisa revela pior avaliação do Governo Bolsonaro desde o início

 

Atlas

247 – Pesquisa feita pelo Atlas Político e divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que o governo Jair Bolsonaro sofreu uma piora nos índices de aprovação e a perspectiva de um impeachment começa a aparecer com mais força.

Entre fevereiro e abril, o percentual de pessoas que avaliam o governo como Ruim/Péssimo saltou de 38% para 43% – o maior desde o início do mandato de Bolsonaro. A avaliação positiva baixou 6 pontos: eram 29% que avaliavam o governo como Ótimo/Bom e agora são 23%.

Apenas 37,6% a aprovam o desempenho individual do presidente, enquanto 58,2% desaprovam. Além disso, a pesquisa mostra que 46,5% dos brasileiros já apoia o impeachment de Bolsonaro enquanto 43,7% rejeitam.

A pesquisa mostrou ainda que 72,2% dos entrevistados concordam com o isolamento social e 19,6% são contra.

Sobre o entrave na relação de Bolsonaro com o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, a pesquisa mostra que 76,2% se posicionaram contra a demissão do ministro e apenas 13,7% disseram concordar.

STF garante a Estados e Municípios autonomia durante pandemia

 

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Foto: Reprodução

Em sessão através de videoconferência nesta quarta-feira (15), o pleno do Supremo Tribunal Federal, derrotou o governo Bolsonaro ao decidir por unanimidade dos ministros presentes, que Estados e Municípios podem decretar medidas de restrição e prevenção ao novo coronavírus, entre elas, o isolamento social.

No julgamento estavam em jogo medidas como: isolamento social; quarentena;  locomoção por rodovias, portos e aeroportos; interdição de atividades e serviços essenciais.

O autor da ação foi o partido PDT, nela afirma que o governo federal restringiu o poder de governadores e prefeitos para atuar contra a epidemia ao editar medida provisória que concentrou poderes no governo federal e permitiu à Presidência da República definir quais são as atividades consideradas essenciais que não podem ser suspensas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) alegava que governadores e prefeitos não poderiam adotar medidas que afetassem serviços considerados essenciais pelo governo federal. Rejeitado pelos ministros do Supremo, que ratificou autonomia de estados e municípios para definir quais são os serviços atingidos por decretadas pelos governos locais.

Participaram da sessão os ministros: Dias Toffoli, Marco Aurélio (relator), Gilmar Mendes, Rosa Weber, Carmem Lucia, Luis Fux, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Ricardo Lewandovisc.

Mandetta avisa equipe que Bolsonaro procura substituto para seu lugar

 

AUTO_amarildo (1)O presidente Bolsonaro encontrou o ambiente necessário para fazer o que desejava a algum tempo: demitir Mandetta. Ele foi avisado que o substituto dele na pasta está sendo providenciado. A estratégia é reduzir o impacto e desgaste popular e político ao governo e a Bolsonaro ao máximo com a mudança.

Após reunião ministerial e a coletiva realizada ontem terça-feira (14), o ministro da Saúde informou a sua equipe que ficará na pasta provavelmente até o fim de semana.

O protagonismo e posicionamento do Mandetta no enfrentamento da Pandemia da Covid-19 no país incomodou Bolsonaro e tornou sua permanência no cargo insustentável.

Osmar Terra diz que quarentena serve para rico, pobre tem que escolher entre a fome ou vírus

 

Solenidade de Assinatura da Medida Provisória para Confisco de Bens de Traficantes. Brasília(DF), 17/06/2019
Fota: Reprodução

O deputado federal Osmar Terra, ex-ministro de Bolsonaro, voltou atacar a quarentena nesta terça-feira (14), durante debate no Site UOL, a medida é defendida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o mundo inteiro.

Para Osmar Terra, a quarentena é ‘ficção’, e serve apenas para que tem dinheiro, pobre tem que se expor porque senão o dinheiro do governo vai acabar.

 “.. essa quarentena é de ficção (..) só vale para a classe média, que tem geladeira cheia e dinheiro no banco. Os pobres estão muito mais preocupados com a fome do que com o vírus”, criticou Osmar Terra.

O deputado Osmar Terra (MDB), é o mesmo que semana passada foi flagrado pela CNN Brasil, conspirando junto com o ministro Onix Lorenzzoni (DEM), contra Henrrique Mandetta (DEM), ministro da Saúde. A conversa foi vista como vazada de propósito, uma vez que há interesse do próprio presidente Bolsonaro em demitir o ministro, que pode cair a qualquer momento, principalmente após a entrevista ao programa Fantástico no último domingo.

Flávio Dino alerta para trama contra governadores em meio a crise

 

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Foto: Reprodução

O governo Bolsonaro ao que parece decidiu partir para cima dos governadores que não ‘rezam na cartilha’ do Palácio do Palanalto. Em busca de sobrevivência política em meio ao combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil, o governo poderá travar uma batalha política de retaliação contra os governadores. O alerta foi dado na manhã deste sabado (11), pelo governador do Maranhão, Flávio Dino, seguramente um dos principais alvos caso a retaliação se confirme.

“Nos bastidores estão tramando retaliações contra os governos estaduais, em face das medidas sanitárias adotadas pelos Estados e também por conta de antipatias pessoais. São irresponsáveis. Não pensam na saúde, na segurança, nas penitenciárias”, alerta Flávio Dino.

No meio da ‘guerra política’ e revanchista do governo Bolsonaro contra os governadores estão as medidas de prevenção contra a pandemia adotadas que contrária os interesses do Palácio do Planalto, até o ministra da Saúde, Henrique Mandetta, é considerado empecilho para os interesses políticos do presidente Bolsonaro e seus aliados.

Para Flávio Dino, o governo bolsonaro tenta colocar na conta dos governadores a responsabilidade de problemas econômicos no país, quando o próprio governo é que tem todas condições de minimizar os impactos da crise sanitária e econômica.

“Nenhum estado quer “farra fiscal”. Há um problema econômico objetivo. E os instrumentos de combate estão concentrados na esfera FEDERAL: bancos, fundos, emissão de moeda e de títulos, condições de crédito para Estados etc. Isso explica o que estamos defendendo na Câmara”, acrescentou o governador.

O governo Bolsonaro sabe do desgaste politico e suas consequências eleitorais em 2022, com a crise econômica acentuada em meio a crise sanitária, então tenta a sobrevivência política. É real a possibilidade do governo Bolsonaro sair da crise menor que entrou.

“Melhor ter responsabilidade do que irresponsabilidade”, Flávio Dino para Bolsonaro

 

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O presidente Bolsonaro ontem, quinta-feira (9), durante sua live semanal usou a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, para tentar jogar novamente a população contra governadores e prefeitos.

Disse que recorrerá, mas que há algo positivo, segundo ele, a decisão responsabiliza os gestores estaduais e municipais pelo que acontecer. O governador do Maranhão, Flávio Dino, reagiu de modo claro e objetivo nas redes sociais sobre o que pensa de Bolsonaro em relação ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

“Melhor ter responsabilidade do que irresponsabilidade”, Flávio Dino para Bolsonaro.

O presidente Bolsonaro é contra as medidas de prevenção adotadas pelos governadores, prefeitos com base em determinações e orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), Ministério da Saúde, Infectologistas e maioria dos profissionais de Saúde.

Onyx Lorenzoni e Osmar Terra são flagrados detonando Mandetta

 

Conspiração
Foto: Reprodução

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Osmar Terra foram flagrados conspirando contra o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (9). Onix é do mesmo partido de Mandetta e o deputado federal Osmar Terra, está de olho no ministério da Saúde.

A conversa foi ouvida pelo analista Caio Junqueira da CNN Brasil , após ter telefonado na manhã de hoje para Terra. O deputado atendeu ao telefonema, nada falou e não desligou, o que possibilitou que o diálogo de pouco mais de 14 minutos fosse ouvido.

Abaixo o trecho que eles falam sobre Mandetta:

Onyx: “Eu acho que esse contraponto que tu tá fazendo…”

Terra: “É complicado mexer no governo por que ele tá…”

Onyx: “Ele (Mandetta) não tem compromisso com nada que o Bolsonaro está fazendo.”

Terra: “E ele (Mandetta) se acha.”

Onyx: “Eu acho que (Bolsonaro) deveria ter arcado (com as consequências de uma demissão)…”

Terra: “O ideal era o Mandetta se adaptar ao discurso do Bolsonaro.”

Onyx: “Uma coisa como o discurso da quarentena permite tudo. Se eu estivesse na cadeira (de Bolsonaro)… O que aconteceu na reunião eu não teria segurado, eu teria cortado a cabeça dele…”

Terra: “Você viu a fala dele depois?”

Onyx: “Ali para mim foi a pá de cal. Eu já não falo com ele (Mandetta) há dois meses. Aí acho que é xadrez. Se ele sai vai acabar indo para a secretaria do Doria [João Doria, governador de São Paulo].”

Terra: “Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser.”

(Informações: CNN Brasil)

Para Frente Nacional de Prefeitos Bolsonaro tentou fugir da responsabilidade

 

FNP

Do Poder 360

A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) criticou o pronunciamento em rede nacional de TV e Rádio nesta 5ª feira (8.abr.2020). Para a instituição, o presidente tentou fugir de sua responsabilidade jogando as decisões de fechar cidades para governos e prefeituras.

Eles argumentam, entretanto, que procuraram o governo federal duas vezes para orientações em relação ao tema e não tiveram resposta.

“O presidente apesar de dizer que respeita a autonomia dos governadores e prefeitos, distancia-se e opõe-se quando afirma que “muitas medidas de forma restritiva, ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos”, escreve em ofício.

A instituição, que reúne cidades com mais de 80 mil habitantes, também questiona o trecho do discurso em que Bolsonaro afirma que as medidas restritivas seriam tomadas sem consulta ao governo federal.

“Essas declarações, além de lamentáveis, porque tentam eximir o presidente de suas atribuições de chefe de Estado, autoridade que tem como dever zelar pela harmonia da federação, também não são verdadeiras”, disseram.

No documento divulgado nesta 5ª feira (8.abr), os prefeitos afirmam ter procurado o governo para receberem orientações no enfrentamento à pandemia em 27 de março. Como não tiveram resposta, voltaram a questionar o Executivo em 30 de março. Também não teriam sido atendidos.

“Diante disso, prefeitas e prefeitos das cidades com mais de 80 mil habitantes, que reúnem 61% da população e produzem 75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, reafirmam que continuarão trabalhando incansavelmente para prestar o melhor atendimento possível à população e também continuarão reforçando as medidas de isolamento social, como forma de não causar um colapso no Sistema Único de Saúde”, encerram o comunicado.

Integra do oficio da FNP