“Temos uma lei do Desarmamento vigente”, Flávio Dino sobre revogaço

Do G1

Cotado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Lula, o ex-governador do Maranhã e senador eleito Flávio Dino (PSB) defendeu nesta quinta-feira (17) a revogação de decretos de Jair Bolsonaro que possibilitou o acesso a armas no Brasil.

“Temos uma lei vigente, o estatuto do desarmamento, que foi objeto de um desmonte por atos infralegais, decretos, portarias. Isso sem dúvida é um tema fundamental do grupo de trabalho, pois é um tema que o presidente Lula escolheu, e é um tema aprovado pela sociedade brasileira (…) O certo é que, daqui para frente, o conceito fundamental é da lei de 2003, do estatuto do desarmamento (…) Não pode ser algo descontrolado, não pode ser liberou geral, porque todos os dias os senhores noticiam tiros em lares, em vizinhança, em bares e restaurantes, de pessoas cuja observação está lá nas matérias dos senhores: possuía registro de CAC. Então, mostra que esse conceito realmente fracassou e aquilo que fracassou deve ser revisto””, disse Dino.

Flávio Dino integra o grupo técnico de Justiça e Segurança Pública de transição para o novo governo Lula.

Dino e Zanni na equipe de transição de Justiça e Segurança Pública

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou nesta quarta-feira, dia 16, os últimos nomes das equipes técnicas de transição para o novo governo Lula.

O ex-governador e senador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PSB), e Cristiano Zanin, advogado de Lula, são alguns nomes que não chegam ser novidades, mas ambos são especulados para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Eles também figuram como potenciais escolhas para próximas indicações ao STF (Supremo Tribunal Federal). Na lista está também o nome de Andrei Passos, coordenador da equipe de segurança do presidente Lula.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), destacou a confirmação do nome de Flávio Dino na equipe técnica da área de Justiça e Segurança.

“O amigo e senador eleito Flávio Dino foi anunciado hoje para compor o Grupo Técnico de Justiça e Segurança Pública de transição de governo do presidente Lula. Sem dúvida, um reforço inestimável para esse processo de reconstrução do país.”, disse Brandão.

Participaram também da equipe técnica de Justiça e Segurança Pública representantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Polícias Civil, Polícias Militares e Guardas Municipais.

“símbolo para o esporte, mas também de seus ideais”, Lula sobre Izabel

Isabel Salgado, a Isabel do Vôlei, 62 anos, ex-jogadora de vôlei faleceu nesta quarta-feira, dia 16. No inicio desta semana o nome dela foi anunciado na equipe de esporte na transição para o governo Lula.

Ela estava internado desde ontem no Hospital Sírio Libanês, onde foi diagnosticada com uma bactéria no pulmão.

O presidente eleito Lula, que se encontra no Egito, onde participa da COP 27, lamentou o falecimento da jogadora que para ele, sua importância foi para além do vôlei.

“Isabel Salgado não foi apenas um símbolo para o esporte, mas também de luta na defesa de seus ideais. Seu pioneirismo no esporte abriu as portas para muitas brasileiras. Suas conquistas levaram o Brasil a outro patamar na história do vôlei feminino (…) Uma referência tanto na quadra quanto na praia, foi convidada a integrar o Grupo Técnico de Esporte no Gabinete de Transição por sua competência como atleta e voz ativa por um país mais justo (…) Meus sentimentos e solidariedade aos filhos, netos, familiares e admiradores de Maria Isabel Barroso Salgado, nossa eterna Isabel do Vôlei.”, disse Lula, nas redes sociais.

Maria Isabel Barroso Salgado disputou duas Olimpíadas (Moscou 1980 e Los Angeles 1984) no vôlei de quadra e depois, no início dos anos 1990, migrou para o vôlei de praia, em que foi uma das pioneiras mundiais da modalidade. Deixa cinco filhos e cinco netos.

Pretos ganham 40,2% menos que Brancos por hora de trabalho

Do G1

Pretos ganham em média muito menos do que brancos por uma hora de trabalho: a hora de trabalho de uma pessoa preta valeu 40,2% menos que a de um branco no país entre abril e junho deste ano. No caso dos pardos, o valor foi 38,4% menor que o recebido pelos brancos.

Os dados são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com informações referentes ao segundo trimestre do ano.

Em média, a hora de trabalho do brasileiro vale R$ 15,23.

Por cor, os valores médios são:

  • Brancos ganham R$ 19,22;
  • Pretos, R$ 11,49;
  • E pardos, R$ 11,84.

Isso implica que pretos e pardos precisem trabalhar mais horas para conseguir ganhar, no fim do mês, o mesmo valor que brancos. Considerando o rendimento médio por hora, para chegar ao valor de R$ 1.212, equivalente ao salário mínimo:

  • Um trabalhador branco precisaria trabalhar 63 horas;
  • Já um preto levaria quase 105,5 horas.

“excelente tema da redação do ENEM”, destaca Felipe Camarão

O vice-governador eleito do Maranhão, Felipe Camarão (PT), nesta segunda-feira, dia 14, classificou como ‘excelente’ o teme da redação do Enem 2022: “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”. Felipe Camarão é professor e comandou a SEDUC (Secretaria de Estado da Educação) durante o governo Flávio Dino.

“Sobre o excelente tema da redação do ENEM de ontem, começando pelo básico: segundo a lei brasileira, o que são povos tradicionais? Os povos tradicionais são reconhecidos desde 2007 pelo Decreto 6.040, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). A criação dessa política se deu em um contexto de busca de reconhecimento e preservação de outras formas de organização social por parte do Estado. os Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) são definidos como: “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”. Quase 700 mil famílias brasileiras se declaram como povo ou comunidade tradicional e merecem o apoio, a proteção e todas a políticas públicas estatais para sua salvaguarda.”, disse Camarão.

O tema da redação foi bastante elogiado e está sendo considerado muito necessário, principalmente pelo modo como o seguimento dos ‘povos tradicionais’ foram tratados em relação a politicas públicas e garantias dos seus direitos, durante o atual governo Bolsonaro.

“Hoje, ele tem uma soma, que sou eu”, Janja sobre papel no governo

A socióloga e futura primeira-dama do Brasil, Rosangela da Silva, a Janja, durante entrevista ao programa Fantástico da TV Globo, domingo, dia 13, reconheceu que houve machismo e ciúmes entorno do petista a ela.

“Houve machismo porque talvez a figura do Lula por si só se bastasse e agora tem uma mulher do lado dele, não que complemente, mas que soma com ele algumas coisas” (…) Hoje acho importante que quem olhe para ele também me veja. Isso não acontecia antes. Só se olhava para ele. Hoje, ele tem um complemento, uma soma, que sou eu. Não é porque eu estou do lado dele. É porque eu sou essa pessoa propositiva, que não fica sentada, que vai e faz”, disse Janja.

A jornalista Eliana Cantanhede, comentarista da GloboNews, na última sexta-feira, dia 11, em tom de critica e supostamente concordância com os incomodados com a influência de Janja no governo, disse que há um “incômodo com espaço” da esposa do presidente no futuro governo. A fala da jornalista foi muito criticada e caracterizada como ‘machista’.

“..Não tem que dar palpite e nem ter voz. Não deveria preparar a posse e sim se limitar ao seu papel ao quarto do casal..”, disse Eliane Cantanhede.

Questionada sobre seu papel no governo, a futura primeira-dama do país, destacou que pretende atuar na articulação com a sociedade civil. Ela também falou sobre alguns compromisso que tem, entre eles, o combate a ‘violência contra mulher’.

COP27: agenda de Lula no evento internacional da ONU

Da Revista Forum

O presidente eleito Lula viajará ao Egito nesta segunda-feira, dia 14,para participar 27ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas, a COP 27. 

O primeiro compromisso do futuro mandatário será quarta-feira (16), quando participará do evento “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”, junto com os governadores Antônio Waldez Góes da Silva, do Amapá, Gladson de Lima Cameli, do Acre, Mauro Mendes, do Mato Grosso, Helder Barbalho, do Pará, Wanderlei Barbosa , do Tocantins, e Marcos Rocha, de Rondônia.

No mesmo dia, às 17h15 (horário do Egito), Lula fará um pronunciamento na Blue Zone, que é a área da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Já na quinta-feira (17) o presidente eleito terá um encontro com representantes da sociedade civil brasileira, com integrantes do Fórum Internacional dos Povos Indígenas e Fórum dos Povos Sobre Mudanças Climáticas. 

Para além das agendas confirmas, Lula deve ainda se reunir, durante a COP, com chefes e ex-chefes de Estado e representantes de governos.

O petista já recebeu ao menos 10 convites para reuniões bilaterais, entre eles da China, Estados Unidos e Alemanha, além de inúmeras outras autoridades, como o presidente do Banco Mundial, David Malpass, e o parlamentar britânico Alok Sharma, que presidiu a última COP, realizada em Glasgow, na Escócia, em 2021.

Na sexta-feira (18), Lula seguirá para Portugal, onde terá encontros com o presidente Marcelo Rebelo e com o primeiro-ministro António Costa. 

Lula dar entrada no Sírio Libanês para realizar bateria de exames

O presidente eleito Lula (PT), deu entrada no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, neste sábado, dia 12, para exames de rotina.

De acordo com a assessoria de Lula os exames são importantes antes da viagem para Egito, na segunda-feira, dia 14, onde o presidente eleito participará da 27ª Conferência do Clima das Nações Unidas (ONU), a COP 27.

O cardiologista, Dr. Roberto Kalil Filhos, médico de Lula faz parte da equipe de transição na área de saúde do novo governo. (Com informações do Metrópoles)