A mais nova polêmica criada pelo governo Bolsonaro, desta vez protagonizada por Roberto Alvim, Secretário Especial de Cultura, pasta com estato de ministério, ocorrido na noite de quinta-feira (16), onde em pronunciamento ele cita trechos de discurso nazista, motivou vários políticos se manifestaram e pediram a cabeça do secretário nas redes sociais.
“Um vídeo nazista não é apenas ridículo. É perigoso e ilegal. Desrespeita os judeus no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Deve ser objeto de repúdio e de providências no Congresso Nacional e no Poder Judiciário”, Fávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão.
“O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”, Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara Federal.
“Não é possível que se tolere que o Sec. da Cultura do governo, Roberto Alvim faça plágio de trechos de um discurso de Joseph Goebbels, min. da Propaganda de Hitler com trilha sonora e tudo, e permaneça no cargo. É inconcebível que esse discurso abjeto seja visto como normal”, Senadora Eliziane Gama (Cidadania).
“O Secretário de Cultura, Roberto Alvim, escancarou a propaganda nazista citando e imitando Goebbels, o auxiliar de Hitler. Uma afronta a judeus e a todos os democratas; um acinte que não pode passar impunemente. Fora Alvim” deputado federal Márcio Jerry (PCdoB).
“O secretário nacional de Cultura, Roberto Alvim, plagiou a proposta nazista ao propor uma nova arte e reproduziu uma fala de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha governada por Hitler. Precisamos parar tudo e tomar medidas importantes para coibir atitudes como essa”, deputado federal, Gil Cutrim (PDT).
“Secretário de cultura de Bolsonaro faz discurso nazista, citando um nazista, com estética nazista. Não há qualquer dúvida. Estamos diante de uma ameaça concreta à democracia”, deputado federal Marcelo Freixo (PSOL).
O presidente Jair Bolsonaro que semana passada disse que pretendia conceder subsídios a Templos Religiosos, nesta quarta-feira (15) anunciou que desistiu. O objetivo seria fazer média principalmente com os evangélicos, que em sua maioria formam a base de apoio do seu governo.
‘A política da economia é não ter mais subsídios, esta suspenso qualquer iniciativa nesse sentido’, disse hoje Bolsonaro.
Jair Bolsonaro ao falar do seu desejo de conceder o beneficio às igrejas acabou atraindo críticas de todos os lados, inclusive de membros do próprio governo. A intenção do presidente também expôs praticas de igrejas e lideranças religiosas.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5) aponta que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o ex-presidente Lula são os políticos em quem os brasileiros mais confiam. Segundo o levantamento, ambos têm mais credibilidade que o presidente Jair Bolsonaro.
Os pesquisadores pediram para que os entrevistados dissessem qual o nível de confiança que eles têm em 12 diferentes figuras políticas com uma escala de 1 a 10, sendo aqueles que atingem até 5 pontos considerados de baixa confiança, de 6 a 8 de média confiança e, de 9 a 10, de alta confiança.
Moro e Lula lideram entre aqueles que têm a maior credibilidade: 33% e 30% de alta confiança, respectivamente – um empate dentro da margem de erro. O ex-juiz federal lidera a lista, no entanto, por ter um nível de desconfiança menor que o do ex-presidente. 23% consideram que têm confiança média no ministro e 42% apontaram baixa confiança. Já no caso do petista, a confiança média ficou em 16% e a baixa confiança atingiu 53%.
O ex-juiz federal e o ex-presidente também são aqueles que mais aumentaram sua credibilidade entre os brasileiros nos últimos anos. A confiança em Lula, que estava em queda, voltou a subir: foi de 20% de alta confiabilidade em fevereiro de 2016 para 30% agora. Já a de Moro foi de 14% para 33%. (Revista Fórum)
O presidente Jair Bolsonaro ao ser questionado por repórteres em Brasília na manhã desta sexta-feira (3), sobre o conflito EUA e Irã e os reflexos no Brasil. Segundo Bolsonaro o preço dos combustíveis pode subir mais no país.
“Que vai impactar, vai. Agora, vamos ver nosso limite aqui. Porque, se subir, já está alto o combustível, se subir muito complica”, disse Bolsonaro.
Ainda sobre a possibilidade real de aumento dos valores nos combustíveis, Bolsonaro disse que tentou falar com Paulo Guedes (Ministro da Economia) e Roberto Castello Branco, o presidente da Petrobras, mas nenhum dos dois atenderam o telefonema dele. O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), nas redes sociais foi irônico em relação a fala do presidente da república.
“Presidente da República, @jairbolsonaro, diz candidamente em entrevista que ligou para seu ministro da fazenda e para o presidente da Petrobras querendo tratar do aumento do preço dos combustíveis mas que eles não atenderam… Tá sem moral até com subordinados..” disse Márcio Jerry.
Os Estados Unidos assumiu a autoria do ataque que matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Solemani, quinta-feira (2). O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou que irá resistir aos Estados Unidos e prometeu vingança.
Mais uma pesquisa Ibope sobre a popularidade, confiança e a aprovação do governo de Jair Bolsonaro divulgada nesta sexta-feira (20), mostra que o governo está em queda. O resultado é a pior avaliação de Bolsonaro em todas realizadas pelo Ibope em 2019.
A pesquisa foi encomendada pela CNI e realizado entre os dias 5 e 8 de dezembro, antes, portanto, de o caso Flavio/Queiroz voltar ao noticiário.
53% não aprovam a maneira de Bolsonaro governar (eram 40% em abril e 48% em junho e 50% em setembro). Aqueles que aprovam somam 41% (eram 51%, 46% e 44% nas pesquisas anteriores). Um total de 6% não quiseram responder.
A confiança em Bolsonaro também caiu dentro da margem de erro. Os que disseram “confiar” no presidente foram 41% dos entrevistados. Em abril, esse percentual era de 51% (caiu para 46% em junho e para 42% em setembro). Por outro lado, 56% disseram “não confiar” em Bolsonaro (eram 45% em abril e 51% em junho e 55% em setembro).
A avaliação positiva (ótimo e bom) do governo era de 35% em abril, caiu para 32% e 31% em junho e em setembro, respectivamente, e agora está em 29%.
A avaliação negativa (ruim e péssimo), por sua vez, subiu de 27% em abril para 32% em junho, em setembro chegou a 34% e agora alcançou 38%.
Os que consideram o governo “regular” são 31% (eram 31% em abril e os mesmos 32% em junho e em setembro). Os que não sabem ou não quiseram responder somaram 3%.
A CNI/Ibope ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios, entre 5 e 8 de dezembro. A Sondagem Especial, por sua vez, entrevistou 1.914 empresários de todo país entre os dias 2 e 10 deste mês. Em ambas, a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e, a confiança, de 95%.
A Cada dia o tosco Abraham Weintraub, ministro da Educação, do governo Bolsonaro demonstra que está deixando a pasta. Neste sábado (14), ele apareceu de ‘cara limpa’ nas redes sociais, e em tom debochado, uma das suas características, parece antecipar sua despedida do ministério.
“Agora sim! Prontos para decolar. As crianças estão nas poltronas ao lado. A Capitu ficou com o Arthurzinho. Abraço a todos e fiquem com Deus”, disse Weintraub.
O fato é que ‘já deu’ para Weintraub, até aliados de peso do presidente Bolsonaro e do governo, avaliam que ele e suas polêmicas estão atrapalhando mais que ajudando.
Hoje o jornal Folha de SP está informando que deverá acontecer uma reforma ministerial forte no governo Bolsonaro no inicio de 2020. Alguns nomes são dados como para deixarem o alto escalão do governo, entre eles, Weintraub. Outros que deverão sere trocados são: Onix Lorenzoni (Casa Civil) e Bento Albuquerque (Minias e Energia).
O debate público no Brasil está muito pobre. A miséria política e intelectual do país cresceu demais nos últimos tempos.
Abraham Weintraub voltou a mentir a respeito de cultivo de drogas nas universidades federais. O ministro da Educação é a síntese dessa miséria intelectual e política. Foi leviano ao depor nesta quarta-feira na Comissão de Educação da Câmara. Levou informações falsas ao Congresso.
As universidades não têm envolvimento com plantio de maconha. Pode ter havido um caso ou outro de alguém que plantou um pé de maconha num terreno público.
É uma irresponsabilidade um ministro da Educação agir dessa forma em relação às universidades federais. Ele é um inimigo do ensino. É um semeador da ignorância e do ódio. Atua como ponta de lança dessa estratégia de guerra cultural do bolsonarismo, difundindo bobagens e mentiras.
O ministro foi ao Congresso Nacional fazer um papelão. É um cidadão que não tem condição de comandar a Educação. Fala mal e porcamente o português. Pensa mal. Espalha fake news. Repetindo: ocupa o Ministério da Educação uma pessoa que não tem gabarito para a função.
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É um perigo para a democracia
O ministro da Justiça, Sergio Moro, é outro que deveria tomar aulas de português. Assim como Abraham Weintraub, Moro usa mal as vírgulas em particular e o idioma de modo geral. Mas vamos deixar isso de lado _apesar de não pegar bem para quem tem formação de magistrado falar e escrever com tantos erros de português.
O importante é analisar um tuíte de Moro a respeito das críticas do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz. Entre as queixas de Santa Cruz, está a de não ser recebido em audiência no Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segue o tuíte como Moro o escreveu (nem é dos piores): “Tenho grande respeito pela OAB, por sua história, e pela advocacia. Reclama o Presidente da OAB que não é recebido no MJSP. Terei prazer em recebê-lo tão logo abandone a postura de militante político-partidário e as ofensas ao PR e a seus eleitores”.
Segundo Santa Cruz, os apoiadores de Bolsonaro teriam desvio de caráter.
É inacreditável que um ministro de Estado imponha condições de abandono de suposta atitude de “militante político-partidário” para receber o presidente da OAB. A manifestação é de um autoritarismo enorme.
É aquela coisa: a ideologia está sempre nos outros, a militância está sempre nos outros. Moro não é um ideólogo de direita autoritário, não é um militante de um projeto regressivo para o Brasil.
O ministro da Justiça também costuma dar aula de jornalismo a respeito de reportagens e artigos de análise e opinião que o desagradam. Exibe visão medíocre sobre o exercício da função pública, como se o cargo fosse propriedade privada dele. Ele tem de receber, sim, o presidente da OAB, por mais que fique contrariado com críticas.
Moro está ministro, mas não tem compreensão da função pública. Demonstra visão estreita do cargo e propaga um mantra autoritário contra os críticos. Se há uma discordância, rapidamente a resposta de Bolsonaro, de ministros e da milícia digital é a de uma militância partidária, uma militância jornalística, uma militância eleitoral, uma militância partidária na advocacia e por aí vai…
Isso é loucura, porque a militância está sempre nos outros, a ideologia está sempre nos outros. Moro é o senhor da razão. Trata-se de estratégia para minar a credibilidade das instituições e dos críticos a fim de impor medidas autoritárias paulatinamente, normalizando absurdos.
Ele é autoritário. Não tolera críticas. Tem pensamento regressivo na área de segurança pública. Manifesta frequentemente visão atrasada a respeito do projeto para o Brasil. No entanto, goza de imagem muito boa na opinião pública, fruto do trabalho como cavaleiro do combate à corrupção, de paladino da Lava Jato. Essa boa imagem tem repercussão no cenário político e nos destinos do país.
Circula nas redes sociais, por exemplo, uma foto de Moro com dois homens que levaram uma suposta obra de arte com a imagem do ministro feita com cartuchos de bala. E o ministro da Justiça acha bom exibir isso. Faz até pose com mão na cintura.
Claro que esse episódio transmite uma mensagem errada para a política de segurança pública. O responsável por essa política pública deveria tomar mais cuidado. A mensagem estimula a violência.
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Elite irresponsável
Nesta quarta, o presidente da República falou de novo um monte de bobagens, inclusive recorrendo a informações erradas para opinar sobre a escolha do ministro da Defesa da Argentina. Bolsonaro não tem que se meter nesse assunto, ainda mais tão desinformado.
Apesar de inadequado, seria interessante que outros mandatários comentassem o nível do ministério do Bolsonaro. É um nível muito baixo. Com raras exceções, ministros não conhecem execução orçamentária. Até um estudo do governo concluiu que o programa Verde Amarelo não vale a pena, pois tem custo maior do que o benefício que pode gerar ao empregar jovens.
Mas essa equipe econômica do ministro Paulo Guedes é elogiada pelos empresários e o mercado financeiro. Essa elite deveria ter mais responsabilidade. Os empresários e o mercado financeiro precisam ter mais espírito crítico em relação ao que está acontecendo no país.
A reforma da Previdência só foi aprovada por causa do Centrão, de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Não foi mérito de Guedes nem de Bolsonaro. Isso é um fato. Quem acompanha o poder em Brasília vê que a agenda econômica está nas mãos do Congresso.
Esse é um governo ruim, mas empresários e o mercado financeiro fingem não ver em nome de seus interesses. Estão se lixando para o país e o povo. Esse é o governo real que o Brasil tem. E os problemas reais que o país precisa resolver estão em segundo plano, passando ao largo do debate público.
Ontem, a Justiça revogou decisão de Bolsonaro de tirar os radares das rodovias federais. Há alto índice de mortes nas estradas. Claro que foi uma ideia absurda de Bolsonaro. Ainda bem que algum sistema de freios e contrapesos funciona.
A Justiça, o STF, o Congresso e a imprensa reagem. Ainda é possível fazer críticas no rádio, na TV, na internet e nos jornais. Muito bom.
A voracidade regressiva do governo Bolsonaro e o projeto de barbárie proposto ao país são imensos e demandam reação democrática e firme.
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Caindo da borda da Terra
Anunciada nesta quarta, a escolha da ativista sueca Greta Thunberg como personalidade do ano pela revista “Time” foi uma infeliz coincidência para o presidente Jair Bolsonaro, que a atacou de modo infantil e descortês nos últimos dias.
Greta ganha protagonismo por defender uma causa boa, a do meio ambiente. Bolsonaro ganha protagonismo por não prezar o meio ambiente. Ao contrário da sueca, o brasileiro termina o ano com uma péssima imagem internacional, o que prejudica a credibilidade do Brasil no exterior. O país perdeu importância no mundo em 2019 e deixou de ser respeitado como potência ambiental.
Bolsonaro tem atitudes que não estão à altura do cargo. Nesta quarta, criticou a imprensa brasileira por dar destaque às falas de Greta Thunberg na COP-25 na Espanha, dizendo que a sueca fazia um “showzinho” e voltando a chamá-la de “pirralha”.
Há uma visão autoritária do presidente sobre o papel da imprensa. Esse negacionismo ambiental, mentindo a respeito do desmatamento e das queimadas na Amazônia, envia uma mensagem errada doméstica e internacionalmente.
Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendem posições que contrariam todos os dados científicos sobre mudança climática. Ambos negam o evidente aumento da destruição ambiental no Brasil.
Bolsonaro, seus filhos políticos e seus apoiadores estão caindo da borda da Terra com esse terraplanismo ambiental. E o mundo inteiro assiste de camarote.
O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), disse nesta segunda–feira (9) através das redes sociais, que o governo brasileiro comete mais um erro grave e prejuízo ao país, por não participar da posse do presidente Alberto Fernandes da Argentina.
“Mais um monumental equívoco da atual política externa: boicotar a posse do presidente da Argentina. Não é bom caminho criar confusão com importante parceiro comercial, colocando empresas e empregos do Brasil em risco”, alerta Flávio Dino.
O motivo da possibilidade e não haver representante do governo brasileiro na solenidade seria mais uma ‘picuinha’ do presidente Bolsonaro. Segundo jornais argentinos, o presidente brasileiro não teria gostado da presença de deputados de esquerda, entre eles Paulo Pimenta (PT-RS), na comitiva liderada pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara Federal, que foi recebida por Fernandes semana passada na Argentina.