Flávio Dino suspende e manda investigar pagamento emendas parlamentares

O ministro do STF, Flávio Dino, determinou nesta segunda-feira, dia 23, a suspensão do pagamento dos mais de R$ 4 bilhões em emends parlamentares. Ele também mandou a Polícia Federal investigar a liberação desses valores, “a fim de que os fatos sejam adequadamente esclarecidos, inclusive com a oitiva dos citados parlamentares”.

“Tamanha degradação institucional constitui um inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série, demandando a perseverante atuação do Supremo Tribunal Federal”, afirma.

Dino atendeu a uma representação do PSOL que apresentou novos fotos a respeito do pagamento das emendas de comissão —alvo de críticas e de decisões anteriores do próprio ministro pela falta de transparência.

A representação cita o ofício de encaminhamento ao governo federal, subscrito por 17 líderes partidários da Câmara dos Deputados, com a indicação de 5.449 emendas.

Esse total de emendas totaliza R$ 4,2 bilhões e se daria “sem aprovação prévia e registro formal pelas comissões, sob o pretexto de ‘ratificar’ as indicações previamente apresentadas pelos integrantes das comissões”.

Relatório da PF sobre ‘tentativa de golpe’ é repleto de elementos graves

Do

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, retirou nesta terça-feira, dia 26, o sigilo da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado democrático de Direito ocorrida após as eleições presidenciais de 2022, e determinou o encaminhamento do relatório final da Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República.

Aqui a decisão

Aqui o relaatório da PF

Em suas conclusões, a PF indiciou 37 pessoas — entre elas o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) — e apontou a existência de um grupo criminoso, com atuação por meio de núcleos, que trabalhou para desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar um golpe de Estado e abolir o Estado democrático de Direito, “com a finalidade de manutenção e permanência de seu grupo no poder”.

Ao encaminhar os autos à PGR, o ministrou explicou que, no sistema judicial brasileiro, o Ministério Público é o titular da ação penal nos crimes de ação penal pública (que é a hipótese no caso).

Xandão inclui Elon Musk (dono do X) no ‘inquérito das milícias digitais’

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, reagiu às ameaças do empresário Elon Musk, rede social X (antigo Twitter), e o incluiu no inquérito das milícias digitais.

O ministro determinou que o X não desobedeça a Justiça brasileira. A rede social será multado em R$ 100 mil para cada perfil reativado. Alexandre de Moraes viu indícios de obstrução de Justiça e incitação ao crime nas atitudes de Musk.

No último sábado, dia 6, Musk atacou Moraes por sua atuação nas investigações contra Fake News nas redes sociais. O empresário ameaçou ainda reativar os perfis de usuários do X bloqueados pela Justiça.

Os ministros Juscelino Filho (Comunicações) e Paulo Pimenta (Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), comentaram a decisão do ministro do STF.

O ministro Paulo Pimenta, elogiou a decisão de Alexandre de Moraes e disse que “O Brasil não é e não será o quintal da extrema direita”.

“Meu CPF é um, o dele é outro”, Lira sobre Bolsonaro e atos golpistas

O deputado federal, Arthur Lira (PP), presidente da Câmara Federal, nesta segunda-feira, dia 16, ao ser questionado sobre a inclusão do ex-presidente Bolsonaro no inquérito dos atos golpistas nas sedes dos Três Poderes, disse que “cada um responde pelo que faz”.

O meu CPF é um. O do [ex-] presidente é outro. Nossa fala não muda: Todos que praticaram e contribuíram para esses atos de vandalismo devem ser severamente punidos.”, cravou Arthur Lira.

STF autoriza diligências da PF em inquérito que investiga Pazuello

Do Uol

O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, acatou hoje o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizou que a Polícia Federal realize diligências no inquérito que investiga suposta omissão do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, na crise sanitária no Amazonas.

“(…) defiro os pedidos formulados pelo PGR [Augusto Aras] e determino o encaminhamento destes autos à Polícia Federal para a realização das diligências requeridas”, escreveu Lewandowski.

Entre os pedidos autorizados estão a requisição dos e-mails institucionais trocados entre o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Amazonas, além de depoimentos de representantes da empresa White Martins, responsável pelo fornecimento de cilindros de oxigênio para o estado.

Lewandowski também permitiu à PF que o acesso às tratativas sobre o transporte de oxigênio para Manaus, bem como a remoção de pacientes da capital amazonense para hospitais universitários federais administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Os investigadores também poderão identificar e ouvir os desenvolvedores do aplicativo TrateCOV, que recomendava tratamento precoce contra a covid-19, mesmo sem evidências científicas de seus benefícios.

A PF ainda está autorizada a analisar os gastos com a compra e distribuição de testes e de medicamentos como a hidroxicloroquina e a cloroquina — comprovadamente ineficazes contra o coronavírus — no estado. Funcionários do Ministério da Saúde e das secretarias da Saúde do Amazonas e de Manaus devem ser ouvidos, mesmo os eventualmente exonerados.

PF conclui que delegação de Palocci contra Lula não tem provas

 

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A delação do ex-ministro, Antônio Palocci, sobre pagamento de propina para Lula que seria operada junto ao BTG, não tem provas. Foi o que concluiu as investigações da Polícia Federal, como destaca neste domingo (16), a jornalista Mõnica Bergamo.

A  delação de Palocci foi liberada pelo então juiz Sergio Moro, às vésperas das eleições presidencial de 2018, vencida por Bolsonaro que nomeou o ex-juiz da Lava Jato, ministro da Justiaça.

“Parecem todas terem sido encontradas em pesquisas na internet, sem acréscimo de elementos de corroboração, a não ser notícias de jornais”, trecho do inquérito assinado pelo delegado Marcelo Daher.

PGR pede investigação de organizadores da manifestação que Bolsonaro participou

 

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou nesta segunda-feira a abertura de um inquérito para apurar a organização de atos contra a democracia. No pedido, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o PGR alega a possibilidade de crime de violação da Lei de Segurança Nacional.

A investigação poderá, segundo Aras, envolver deputados federais que tenham participado da organização das manifestações, realizadas ontem em frente a unidades das Forças Armadas. Em alguns locais, os atos solicitavam a reedição do Ato Institucional número 5 (AI-5).

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou Aras.

(Valor Econômico)

Inquérito contra ‘Helio Negão’ teria motivado ira de Bolsonaro com a PF

 

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Foto: Reprodução

A ofensiva do presidente Jair Bolsonaro contra a polícia Federal teria sido motivado por uma investigação contra o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), o Hélio Negão. Bolsonaro ficou indignado ao saber do inquérito, daí a decisão dele de exonerar o superintendente da PF no Rio, Ricardo Saadi, e nas ameaças de demissão do diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, contrariando Sergio Moro.

De acordo com  Revista Veja, o inquérito restá relacionado a crimes cometidos há mais de quinze anos. Bolsonaro viu no caso uma ação da PF para tentar intimidar seu grupo político.

“Não adianta fazer essa campanha contra a minha pessoa, contra minha família. Agora contra quem está do meu lado também, que está para estourar um problema aí. Um problema não, uma falsa acusação sobre uma pessoa importante que está do meu lado”, declarou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.

(Informações Revista Fórum)