Desgaste muda discurso do governo sobre distribuição de absorventes

O governo Bolsonaro mudou o discurso e sinaliza recuou em relação ao veto à distribuição de absorventes para estudantes de baixa renda e mulheres em situação de rua e vulnerabilidade.

O governo chegou a sancionar o Programa de Proteção da Saúde Menstrual, projeto da deputada federal, Marília Arraes (PT-PE), mas vetou artigos que tratavam da fonte de recursos para viabilização da aquisição e distribuição, para a deputada o governo politizou uma questão de saúde pública.

“O presidente fez disso uma disputa política, quando na verdade o que a gente quer é unir o Parlamento, unir o país em torno de uma causa que vai ser importante para todas as mulheres e meninas do Brasil”, disse Marília Arraes.

O veto do presidente Bolsonaro desgastou ainda mais o governo, no momento em que tenta recuperar e melhorar a própria imagem.

Na noite de ontem, sexta-feira, dia 8, o governo divulgou nota informando que trabalhará para viabilizar o projeto. O recuo do governo também é uma forma de evitar mais desgaste, com uma provável derrubada do veto no Congresso Nacional.

Nota do governo

Leia, na íntegra, a nota do governo Antes de mais nada, cabe salientar que o Governo reconhece o mérito da medida, tendo sancionado, inclusive, a criação do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual.

Os pontos vetados, contudo, apresentavam problemas técnicos e jurídicos quanto à sua aplicação, podendo ser entendidos como crime de responsabilidade caso fossem sancionados pelo Presidente da República.

Entre as irregularidades, o projeto não indicava uma FONTE APROPRIADA para a criação da nova despesa, contrariando o que exigem as Leis de Responsabilidade e de Diretrizes Orçamentárias.

Apesar dos vetos, o Governo Federal irá trabalhar para viabilizar a aplicação dessa medida, respeitando as leis que envolvem o tema, para atender de forma adequada as necessidades dessa população.

É importante lembrar que o Governo tem trabalhado fortemente em prol das mulheres, tendo destinado, desde 2019, mais de R$ 180 milhões em políticas específicas na área.

O Governo também endureceu as penas para os crimes contra a mulher e sancionou diversas leis que ampliam a sua proteção.

Portanto, atribuir os vetos do Presidente a um descaso para com as mulheres não passa de uma narrativa falsa e inconsistente. O Governo seguirá empenhando-se por todos os brasileiros.

Ministro do STF dá 30 dias para PF ouvir Jair Bolsonaro

Do Conjur

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou nesta quinta-feira, dia 6, que a Polícia Federal tome o depoimento do presidente Bolsonaro, no prazo de 30 dias.

O presidente Jair Bolsonaro deverá presta depoimento no âmbito do inquérito que apura suposta tentativa de interferência na Polícia Federal, como denunciou seu ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

“Diante da manifestação do Presidente da República no sentido de que tem “interesse em prestar depoimento em relação aos fatos objeto deste Inquérito mediante comparecimento pessoal”, não subsiste interesse no julgamento do referido agravo regimental, sendo imperiosa a declaração
de PERDA DE OBJETO do presente recurso, o qual JULGO PREJUDICADO.
DETERMINO, ainda, à Polícia Federal que proceda, mediante comparecimento pessoal e prévio ajuste de local, dia e hora, a oitiva do Presidente JAIR MESSIAS BOLSONARO, no prazo máximo de 30 (trinta)
dias”, diz trecho do despacho de Alexandre de Moraes.

Bolsonaro veta distribuição de absorventes para mulheres e estudantes pobres

Do G1

O presidente Bolsonaro vetou a distribuição gratuita de absorvente feminino para estudantes de baixa renda de escolas públicas e mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.

A decisão, publicada na edição desta quinta-feira (7) do “Diário Oficial da União”, diz que o texto do projeto não estabeleceu fonte de custeio.

A proposta foi aprovada na Câmara e Senado Federal em 14 de setembro.

Dino chama 1.000 dias do governo Bolsonaro de ‘bem esquisito’

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), um dos homens públicos mais críticos do governo Bolsonaro, nesta segunda-feira, dia 27, reagiu com ironia à agenda de comemoração dos 1.000 dias do governo.

Flávio Dino fez referência ao evento de entrega de 10 Km no estado da Bahia, que será entregue pelo presidente Bolsonaro. Dino, que está no governo do Maranhão desde 2015, lembrou que já entrou no estado cerca de 6.000 km de asfalto.

O governo pretende com as ‘ações de comemorações’ melhorar sua imagem que não está nada boa. O presidente Bolsonaro espera melhorar a popularidade.

Volta do ‘voto impresso’ fracassa e Bolsonaro desiste de ‘melar eleições’

Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira, dia 24, o presidente Bolsonaro, disse que não vai ‘melar as eleições’, em 2022.

Ele justificou sua posição pelo fato das Forças Armadas passarem fazer parte do Conselho do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“… não vou melar, fique tranquilo, vai ter eleição. O que o Barroso está fazendo? Ele tem uma portaria deles, lá, do TSE, onde tem vários setores da sociedade, onde tem as Forças Armadas, que estão participando do processo a partir de agora..”, disse Bolsonaro.

O fato é que o recuo de Bolsonaro está relacionado a fracassada batalha travada com o ministro Roberto Barroso, presidente do TSE, contra o voto eletrônico e tentativa da volta do voto impresso.

Quanto à participação das Forças Armadas no acompanhando e segurança das eleições, assim como outras instituições, já ocorre.

“fez discurso de cercadinho, recheado de fake news”, Dino sobre Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PSB-MA), reagiu com indignação nesta terça-feira, dia 21, ao pronunciamento do presidente Bolsonaro na reunião da ONU.

O governador do Maranhão chamou Bolsonaro de desleal por criticar governadores e prefeitos no enfrentamento à pandemia do coronavírus. Ele lamentou o nível do pronunciamento do presidente, que segundo ele, “..fez discurso de “cercadinho”, cheio de fake news e de agressões..”.

“Muita deslealdade de um chefe de Estado usar a tribuna da ONU para atacar governadores e prefeitos do seu país. E para insistir em mentiras sobre a pandemia. Esse é o Bolsonaro “moderado”? (..) Bolsonaro foi para a ONU fazer discurso de “cercadinho”, recheado de fake news e de agressões. Ele realmente quer o Brasil como “pária internacional”, isolado e sem voz ativa no mundo. Imenso prejuízo para a nossa economia e para a imagem do Brasil’, disse Flávio Dino.

Bolsonaro é o único do G-20 na ONU que não se vacinou

Do Uol

Jair Bolsonaro é único entre os líderes do G20, no encontro anual da ONO (Organização das Nações Unidas), que declarou que não tomou e não iria tomar a vacina.

Houve uma discussão sobre se os líderes e suas comitivas diplomáticas teriam que apresentar seus atestados de vacinação para entrar em Nova York.

A ONU acabou informando às comitivas que haveria uma exceção diplomática e a entidade não iria cobrar os atestados.

Eliziane Gama destaca importância feminina na CPI da Covid-19

Em entrevista ao site Congresso em Foco, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), destacou a luta e protagonismo da bancada feminina no Senado, no trabalho realizado na CPI que apura irregularidades na condução da pandemia pelo governo Bolsonaro.

O Senado Federal tem 81 membros, sendo que o número de mulheres é de apenas 13, entre elas a senadora Eliziane que está no primeiro mandato de senadora, mas é uma das parlamentares mais destacadas e respeitada na Congresso.

“No dia que a gente conseguiu ter um direito a voz, ainda que não tenhamos pedido um direito a voto, a gente viu uma clara rejeição dos colegas. Nossa luta da CPI resultou na nossa participação na comissão e na implantação de um marco da não mais ausência de mulheres em comissões”, disse Eliziane.

As senadoras Eliziane, Simone Tebet (MDB-MS), Leila Barros (Cidadania-DF), Zenaide Maia (Pros-RN), Soraya Thonick (PSL-MS) e outras integrantes da bancada atuaram em momentos decisivos, como na revelação do nome do líder de governo, Ricardo Barros (PP-PR), possível articulador do esquema da Covaxin no Ministério da Saúde.