Para Dino conduta de Bolsonaro é incompatível com a de presidente da República

O governador Flávio Dino (PCdoB), classificou a conduta do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 27, ao atacar jornalistas, como “incompatível com a condição de presidente da República”.

“Ofender jornalistas, no exercício de suas funções, com palavras agressivas e obscenas, não é uma conduta compatível com a condição de presidente da República. Minha solidariedade aos ofendidos”, governador Flávio Dino.

Durante um encontro com artistas na tarde de hoje em Brasília, o presidente ao se referir à repercussão dos gastos do governo com comida em 2020, disse que o ‘leite condensado’, era para “enfiar no rabo imprensa”.

Justificativa da compra de leite condensado: “Vai pra puta que pariu, porra!”

Do Congresso em Foco

O presidente Jair Bolsonaro durante encontro com artistas numa churrascaria em Brasília, nesta quarta-feira, dia 27, voltou atacar a imprensa ao tentar justifica as compras do governo em 2020, reveladas pelo portal Metrópoles.

“Vai pra puta que pariu, porra. Essa imprensa de merda, é pra enfiar no rabo de vocês, de vocês da imprensa, essas latas de leite condensado aí”, vociferou Bolsonaro para dos presentes.

No total, os gastos alimentícios do governo federal em 2020 somaram mais de R$ 1,8 bilhão.

Atlas Político mostra que 53,6% defendem impeachment de Bolsonaro

O instituto Atlas Político divulgou no domingo, dia 24, pesquisa de opinião que mostra que já há uma maioria que defende o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

53,6% são favoráveis ao impedimento do mandatário, 41,5% são contra a medida. 4,9% não sabem.

Entre novembro e janeiro, a adesão à medida cresceu 9 pontos percentuais. A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 24.

A pauta é mais forte no Nordeste, com 62% a favor, e no Centro-Oeste, com 58% a favor.

A região Norte é a mais resistente ao impedimento, com apenas 46% de adesão.

Em todas as regiões, a parcela favorável é maior que a contrária. Por gênero, mulheres (63%) defendem o impeachment, enquanto homens são contra (51%). (Revista Fórum)

Pesquisa Exame/Ideia mostra queda para 26% aprovação de Bolsonaro

Pesquisa Exame/Ideia após a crise na saúde em Manaus e a forma como o governo agiu em relação a vacinação contra a Covid-19, e divulgado nesta sexta-feira, dia 22, mostra que a aprovação do presidente Jair Bolsonaro caiu de 37% para 26%, a maior queda semanal desde o início de seu governo.

A desaprovação é maior entre as pessoas de maior renda e de maior escolaridade: entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 58% não aprovam a gestão do presidente. No grupo dos que têm ensino superior, 64% desaprovam o governo federal.

A aprovação segue maior no Centro-Oeste com 36%, e os evangélicos. Nas outras regiões do Brasil, esse índice varia de 22% a 27%.

Entre os evangélicos, 38% apoiam o governo Bolsonaro, ante 20% dos católicos e 23% dos que declaram seguir outra religião. Aqui mais informações

Bolsonaro coloca mandato até 2022 nas ‘mãos de Deus’: “se Deus quiser”

O presidente Bolsonaro disse a apoiadores na manhã desta quinta-feira, dia 21, disse que “se Deus quiser” seu mandato vai até 2022.

“Lamento.., se Deus quiser vou continuar meu mandato e em 22 o pessoal escolhe. Tem muita gente para escolha. Eu espero que os bons se candidatem, não deixa os mesmos vim ser candidato”, disse Bolsonaro na saída do Alvorada.

A fala de Bolsonaro ocorre em meio o aumento da pressão por impeachment, reforçado pelo colapso na saúde em Manaus e os reflexos negativos para o governo em relação a vacinação contra o Covid-19.

A declaração de Bolsonaro foi transmitido com cortes por um site bolsonarista. (Da Folha de SP)

A Carta de Jair Bolsonaro a Joe Biden, novo presidente dos EUA

Senhor Presidente,

Tenho a honra de cumprimentar Vossa Excelência neste dia de sua posse como 46º Presidente dos Estados Unidos da América.

O Brasil e os EUA são as duas maiores democracias do mundo ocidental. Nossos povos ~estão unidos por estreitos laços de fraternidade e pelo firme apreço às liberdades fundamentais, ao estado de direito e à busca de prosperidade através da liberdade.

Pessoalmente, também sou de longa data grande admirador dos Estados Unidos e, desde que assumi a Presidência, passei a corrigir os equivocos de governosn brasileiros anteriores, que afastaram o Brasil dos EUA, contrariando o sentimento de nossa população e os nossos interesses comuns.

Assim, inspirados nesses valores compartilhados, e sob o signo da confiança, nossos países têm construído uma ampla e profunda parceria.

No campo econômico, o Brasil, assim como os empresários de nossos dois países, tem interesse em um abrangente acordo de livre comércio, que gere mais empregos e investimentos e aumente a competitividade global de nossas empresas. Já temos como base os recentes protocolos de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e combate à corrupção, que certamente contribuirão para a recuperação de nossas economias no contexto pós-pandemia. A esses acordos se somam recente Memorando entre o Ministério da Economia do Brasil e o Eximbank, para estimular os financiamentos de projetos, e nosso Acordo de Cooperação para o Financiamento de projetos de Infraestrutura.

Na área de ciência e tecnologia, o potencial de cooperação é enorme, como ficou ilustrado pelo ambicioso plano de trabalho desenvolvido por nossa Comissão Mista e pela conclusão do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permitirá lançamentos espaciais a partir da base de Alcântara, no Brasil. O mesmo se aplica à área de defesa, com a conclusão de nosso Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação.

Nas organizações econômicas internacionais, o Brasil está pronto para continuar cooperando com os EUA para a reforma da governança internacional. Isso se aplica, por exemplo, à OMC, onde queremos destravar as negociações e evitar as distorções de economias que não seguem as regras de mercado. Na OCDE, com o apoio dos EUA, o Brasil espera poder dar contribuição mais efetiva e aumentar a representatividade da organização. Nosso processo de acessão terá, também, impacto fundamental para as reformas econômicas e sociais em curso em nosso país.

Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado. Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais.

Para o êxito no combate à mudança do clima, será fundamental aprofundar o diálogo na área energética. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e, junto com os EUA, é um dos maiores produtores de biocombustíveis. Tendo sido escolhido país líder para o diálogo de alto nível da ONU sobre Transição Energética, o Brasil está pronto para aumentar a cooperação na temática das energias limpas.

Brasil e Estados Unidos coincidem na defesa da democracia e da segurança em nosso hemisfério, atuando juntos contra ameaças que ponham em risco conquistas democráticas em nossa região. Adicionalmente, temos cooperado para impedir a expansão das redes criminosas e do terrorismo, que tantos males causam a nossos países da América Latina e do Caribe.

Necessitamos também continuar lado a lado enfrentando as graves ameaças com que hoje se deparam a democracia e a liberdade em todo o mundo e que se tornam mais prementes no mundo pós-Covid: o crime organizado transnacional; as distorções ao comércio mundial e ao fluxo de investimentos oriundas de práticas alheias ao livre mercado; e a instrumentalização de organismos internacionais por uma agenda também contrária à democracia.

Entendo que interessa aos nossos países contribuir para uma ordem internacional centrada na democracia e na liberdade, que defenda os direitos e liberdades fundamentais de todos e, muito especialmente, de nossos cidadãos. E estamos dispostos a trabalhar juntos para que esses valores fundamentais estejam no centro das atenções, seja bilateralmente, seja nos foros internacionais.

É minha convicção que, juntos, temos todas as condições para seguir aprofundando nossos vínculos e agenda de trabalho, em favor da prosperidade e do bem-estar de nossas ações.

O Brasil alcançou sua Independência em 1822, e os EUA foram o primeiro país a nos reconhecer. Em 1824, foram estabelecidas nossas relações diplomáticas. São dois marcos históricos cujo bicentenário, em futuro próximo, os brasileiros queremos celebrar com nossos amigos americanos.

Ao desejar a Vossa Excelência pleno êxito no exercício de seu mandato, peço que aceite, Senhor Presidente, os votos de minha mais alta estima e consideração.

JAIR BOLSONARO

Arthur Lira se reúne com Carlos Brandão e Eduardo Braide em SL

Em campanha para a Presidência da Câmara Federal, o deputado Arthur Lira (PP-PE), em passagem por São Luís, nesta terça-feira, dia 12, reuniu-se com o governador em exercício do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), e o prefeito da capital, Eduardo Braide (Podemos).

Arthur Lira é o candidato do Palácio do Planalto, consequentemente do presidente Bolsonaro. Ele disputa a presidência da Câmara com o deputado, Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado pelo atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Reprovação do governo Bolsonaro salta de 46% para 52% no inicio 2021

Aprovação do presidente Bolsonaro começou 2021 em queda, como mostra pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, dia 7, realizada de 4 a 6 de janeiro.

Subiu de 46% para 52% a taxa dos que desaprovam a administração federal.

Segundo o instituto PoderData, a taxa supera o momento ruim de Bolsonaro em novembro, quando recebeu muitas críticas de candidatos a prefeito de partidos de oposição.

Quanto a aprovação ela oscilou negativamente 3 pontos percentuais, de 47% para 44%.