Desde ontem, com a entrevista da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, ao Valor, a Central de Boatos de Brasília foi ligada para especular sobre Flávio Dino no PT.
O colunista Lauro Jardim, de O Globo, publica hoje que Lula teria dito, no recente encontro que teve com o governador do Maranhão, para Dino “voltar para casa”. Dino já foi filiado ao PT.
Em 2018, sim, Flávio Dino chegou a ser sondado por alguns petistas se não considerava voltar para o partido. As conversas, porém, não evoluíram.
Dino acha difícil consolidar seu projeto de candidato a presidência da República pelo PCdoB, mas essa ainda é sua primeira opção.
Em relação a Lula, ele tem grande simpatia por Dino mas sabe que um convite desses no atual momento traria mais problemas do que soluções para o PT.
Além de Fernando Haddad, o PT tem dois governadores em mandato com ambições presidenciais, Camilo Santana (Ceará) e Rui Costa (Bahia). Lula não pode impedir que batalhem pela indicação tão cedo para trazer Dino. Isso poderia implodir o partido. (Revista Fórum)
O procurador da República Wellington Divino de Oliveira, autor da denúncia contra Glenn Greenwald por “invasão de celulares”, é aliado de Sérgio Moro. Ele foi sargento do Exército por 13 anos e chefe da PGR em Goiás. Oliveira persegue Lula há mais de uma década e agora também o presidente a OAB, Felipe Santa Cruz.
Lavajatista, o procurador Welligton Oliveira antes da operação político-judicial de Sergio Moro existir. Em 2007, apresentou sua primeira denúncia contra Lula, por suposto “desvio” de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).
Em 2016, no embalo da Lava Jato, Oliveira abriu uma investigação por Lula ter supostamente ter se apropriado de um crucifixo que lhe teria sido presenteado quando era presidente.
Em dezembro de 2019, Oliveira denunciou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, sob a acusação de ter caluniado o ministro da Justiça, Sergio Moro.
Em julho, Santa Cruz dissera, em entrevista a Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, que o ministro “banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”.
Abaixo o disse o MPF sobre a denúncia:
“Durante a análise de um MacBook apreendido – com autorização da Justiça – na casa de Walter Delgatti, foi encontrado um áudio de um diálogo entre Luiz Molição e Glenn. A conversa foi realizada logo após a divulgação, pela imprensa, da invasão sofrida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Nesse momento, Molição deixa claro que as invasões e o monitoramento das comunicações telefônicas ainda eram realizadas e pede orientações ao jornalista sobre a possibilidade de ‘baixar’ o conteúdo de contas do Telegram de outras pessoas antes da publicação das matérias pelo site The Intercept. Greenwald, então, indica que o grupo criminoso deve apagar as mensagens que já foram repassadas para o jornalista de forma a não ligá-los ao material ilícito, ‘caracterizando clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos’.”
Em nota divulgada nesta terça-feira (21), o MPF afirma que não haveria problema em o jornalista Glenn Greenwald publicar as mensagens obtidas pelos hackers. O problema, segundo o MPF, foi Glenn ter tentado ajudar os hackers para tentar dificultar as investigações sobre a invasão dos celulares.
Veja o que o MPF diz sobre essa questão da liberdade de imprensa:
“Quando um jornalista recebe informações que são produtos de uma atividade ilícita e age para torná-las públicas, sem que tenha participado na obtenção do conteúdo ilegal, cumpre seu dever jornalístico. No entanto, os diálogos demonstraram que Glenn Greenwald foi além ao indicar ações para dificultar as investigações e reduzir a possibilidade de responsabilização penal.”
O jornalista Glenn Greenwald, fundador do The Intercept, ainda não comentou a decisão do MPF. (Com informações do Brasil 247 e Congresso em Foco)
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), concedeu no inicio da tarde desta segunda-feira (20), entrevista ao Estadão com transmissão ao vivo no Youtube. Ele falou sobre conjuntura política nacional e as possíveis saídas para o país, sucessão em 2020 e ainda sobre o ‘ juiz de garantias’.
Flávio Dino está cumprindo agenda em São Paulo desde o último sábado (18), quando voltou se reunir com o ex-presidente Lula e nesta segunda-feira (20), participará de um evento no Instituto Fernando Henrique Cardoso, com presença do ex-presidente tucano.
A declaração do ex-presidente Lula foi dada durante entrevista concedida à TVT quarta-feira (15). Apesar da eleição para Presidência da República ocorrerem só em 2022, o governador Flávio Dino (PCdoB) iniciou 2020 sendo um dos pretensos candidatos mais comentados.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5) aponta que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o ex-presidente Lula são os políticos em quem os brasileiros mais confiam. Segundo o levantamento, ambos têm mais credibilidade que o presidente Jair Bolsonaro.
Os pesquisadores pediram para que os entrevistados dissessem qual o nível de confiança que eles têm em 12 diferentes figuras políticas com uma escala de 1 a 10, sendo aqueles que atingem até 5 pontos considerados de baixa confiança, de 6 a 8 de média confiança e, de 9 a 10, de alta confiança.
Moro e Lula lideram entre aqueles que têm a maior credibilidade: 33% e 30% de alta confiança, respectivamente – um empate dentro da margem de erro. O ex-juiz federal lidera a lista, no entanto, por ter um nível de desconfiança menor que o do ex-presidente. 23% consideram que têm confiança média no ministro e 42% apontaram baixa confiança. Já no caso do petista, a confiança média ficou em 16% e a baixa confiança atingiu 53%.
O ex-juiz federal e o ex-presidente também são aqueles que mais aumentaram sua credibilidade entre os brasileiros nos últimos anos. A confiança em Lula, que estava em queda, voltou a subir: foi de 20% de alta confiabilidade em fevereiro de 2016 para 30% agora. Já a de Moro foi de 14% para 33%. (Revista Fórum)
A pesquisa Datafolha, publicada neste domingo (8), mostra que, para 39% da população, a imagem do Brasil no exterior piorou um ano depois que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência. Outros 25% dizem que o prestígio do país ficou igual e 31% afirmam que ele melhorou.
No fim do primeiro ano do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em dezembro de 2003, 53% achavam que seu governo tinha contribuído para melhorar a imagem do país no mundo e somente 7% diziam que ela tinha piorado, segundo o Datafolha.
Os números do instituto indicam que Bolsonaro chega ao fim do primeiro ano no cargo com avaliação pior do que a recebida por alguns de seus antecessores no mesmo período do mandato.
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era aprovado por 41% da população no fim do primeiro ano, Lula alcançou 42% e Dilma Rousseff (PT) tinha 59% de aprovação a essa altura.
Somente Michel Temer (MDB) e Itamar Franco chegaram ao fim do primeiro ano com reprovação maior do que a de Bolsonaro agora. Um ano após o impeachment de Dilma, o ex-presidente Temer era reprovado por 61%.
A percepção do entrevistados pelo Datafolha é bem próxima à realidade. Pesquisa da Imagem Corporativa, publicada em maio, feita no primeiro trimestre com 1.822 reportagens de grandes veículos de imprensa de onze países revelam que 73% delas eram negativas, seja pelo acidente em Brumadinho, pelo presidente desconectado das pautas do século XXI ou ainda pela economia em retração.
O melhor momento deu-se há dez anos, no governo Lula, quando 83% das reportagens retratavam o país de forma positiva. (Revista Fórum)
Ex-juiz e ministro da Justiça Sérgio Moro/Foto: Reprodução
O ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro, mudou seu padrão na divulgação de áudios em relação a Lula. É o que está revelando neste domingo (24) mais uma publicação do The Intercept dentro da serie de reportagem da Vaza Jato, em parceria com a Folha de S.Paulo.
“um levantamento feito pela Operação Lava Jato em 2016 e nunca divulgado põe em xeque a justificativa apresentada pelo ministro Sérgio Moro quando era o juiz do caso e mandou retirar o sigilo das investigações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.
Na oportunidade, Moro declarou que somente havia seguido o padrão estabelecido pela Lava Jato, assegurando total publicidade aos processos que conduzia e a informações de interesse para a sociedade. No entanto, um levantamento realizado pela força-tarefa da operação em Curitiba indicou que a prática adotada no caso de Lula foi diferente de outras ações semelhantes.
“O levantamento da Lava Jato, que analisou documentos de oito investigações em que também houve escutas telefônicas, indicou que somente no caso do ex-presidente os áudios dos telefonemas grampeados foram anexados aos autos e o processo foi liberado ao público sem nenhum grau de sigilo. Nos outros exemplos encontrados pela força-tarefa, todos extraídos de ações policiais supervisionadas por Moro na Lava Jato, o levantamento do sigilo foi restrito”, diz a reportagem.
Outro detalhe revelado pela Vaza Jato é que o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mentiu e manipulou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Dallagnol disse a ele que era padrão de Sérgio Moro liberar o sigilo das gravações.
“é um dos fatos apontados pelo habeas corpus que a defesa de Lula apresentou ao STF para questionar a imparcialidade e Moro como juiz nas ações em que o petista foi condenado. O ex-presidente pede que o tribunal declare a suspeição de Moro e anule os processos contra ele”, acrescente a matéria.
Lula disse ao jornal The Guardian, que o governo Bolsonaro é cercado por paramilitares, o mesmo que milicianos no Brasil. Disse ainda que seus partidários querem que ele seja candidato, mas negou que pretende disputar eleição em 2022, e destacou a idade como um dos principais empecilhos .
“Em 2022, terei 77 anos. A igreja católica – com 2.000 anos de experiência – aposenta seus bispos aos 75 anos”, disse.
Na entrevista Lula não aliviou mais uma vez para o ex-juiz da Lava Jato e Ministro da Justiça Sérgio Moro, do governo Bolsonaro, e que condenou e tirou o petista da disputa eleitoral em 2018. Lula afirmou que Bolsonaro só se preocupa em espalhar fake news e levando o Brasil ao atraso.
“Vamos torcer para que Bolsonaro não destrua o Brasil . Vamos torcer para que ele faça algo de bom pelo país … mas duvido disso ”, disse Lula.
Lula também disse está preocupado com o sentimento de ódio das pessoas no Brasil.