Solenidade no Palácio dos Leões no lançamento do Programa Travessia, em 18 de fevereiro de 2016/Foto: Carlos Geromy
Lançado em 2016 pelo governador Flávio Dino, o Programa Travessia, completará nesta segunda-feira (18), três anos e os números provam seu sucesso. São mais de 37 mil pessoas com deficiência atendidas pelo projeto que oferece condições de mobilidade com segurança e conforto a esse público.
O projeto possibilita que pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes, deficientes visuais, idosos, crianças com hidro e microcefalia têm a oportunidade de se deslocar a trabalho, estudo, tratamento de saúde e até lazer. O governo preparou uma vasta programação para celebrar os três anos do Programa Travessia.
Veículos são totalmente adaptados e com capacidade para transportar até sete pessoas.Foto: Karlos Geromy
“Nós lutamos sempre pela máxima igualdade possível, para que as pessoas tenham direitos, tenham acesso a serviços públicos, acesso a oportunidades. Mais que um importante serviço a este público, o Travessia mostra respeito a cada uma das pessoas atendidas. É uma iniciativa que muito nos orgulha, por garantir direitos fundamentais, autonomia e dignidade às pessoas”, pontuou o governador Flávio Dino.
Veículos são totalmente adaptados e com capacidade para transportar até sete pessoas.Foto: Karlos Geromy
São mais de duas mil pessoas com deficiência cadastradas no projeto, que desde sua criação, já realizou mais de 68,1 mil viagens. O serviço está presente em 20 municípios, sendo nove bases regionais e conta com estrutura de vans e minivans, uma destas, especial para atender crianças com microcefalia.
Uma nota publicada hoje por Lauro Jardim, do O Globo, reforçou minha suspeita de que Carlos Bolsonaro precisa de ajuda psicológica.
É visível um distúrbio que dificulta sua convivência com a realidade.
Ele tinha ambição de inspirar um serviço secreto paralelo de espionagem. Já existe um serviço secreto chamado Abin.
O paralelo seria montado com com delegados e agentes da PF de sua confiança. Desfecho do projeto, segundo o colunista do O Globo.
O general Augusto Heleno, que, aliás, comanda a Abin, vetou a maluquice.
Um filho de presidente, sem cargo, querer montar um serviço secreto revela uma anomalia de quem vive em estado de paranóia, criando uma realidade paralela.
Essa nota do Lauro Jardim é apenas um detalhe das minhas suspeitas sobre o desequilíbrio emocional de Carlos Bolsonaro. Quem montou a guerra contra Gustavo Bebianno – e não é de agora – foi Carlos.
Chegou a ponto de colocar um espião no Palácio do Planalto: o primo mais conhecido como “Leo Índio”. O jovem circula por lá com crachá amarelo, mas sem cargo.
Uma das razões secretas para o atrito de Bolsonaro com Bebianno foi a opinião de Carlos de que seu secretário-geral vazava informações sobre a família aos jornalistas da Globo.
Daí as reportagens sobre Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro.
Na condição de porta-voz do pai – o que já é uma anomalia – ele chamou Bebianno de mentiroso. O que além de descabido um filho de presidente agir como se fosse autoridade, produz um crime: ele vazou uma gravação secreta.
Não é só. Ele acha que Bebianno tem relações especiais com o site Antagonista que, segundo como publicou Carlos, estaria pronto para fazer negócios com dinheiro público. Bolsonaro passou a ver as notas do Antagonista com sinais da traição de seu secretário-geral.
Como sabemos, o presidente também tem surtos paranóicos: daí não andar de avião particular, com medo de sabotagem.
A forma como Carlos transformou a Globo em inimiga – e aí juntando de Bebiano ao general Mourão – reforça ainda mais a suspeita de transtorno mental. Chamou as Organizações Globo de chantagista por causa de dinheiro público. Mais: acusou-a de torcer pela morte do pai.
Lembremos que Carlos comentou, num post, que pessoas próximas estariam interessadas na morte de seu pai. Era um recado a Mourão e Bebianno, passando pelas Organizações Globo.
Daí que estou falando sério ao dizer que Carlos Bolsonaro precisa de ajuda psicológica urgente. Antes que cause mais danos ao seu pai e ao seu governo. Logo, ao país.
Gustavo Bebiano de malas prontas para deixar o governo, e Jair Bolsonaro que decidiu da razão ao filho/Foto: Reprodução
BRASIL 247 – O coordenador da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, que está deixando a Secretaria de Governo, mandou um recado claro ao chefe. “Uma pessoa leal, sempre será leal. Já o desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça”, postou Bebianno, que está sendo demitido, com apenas 45 dias de administração.
“A lealdade é um gesto bonito das boas amizades. Só consegue ser amigo quem aprende a ser leal”, apontou ainda em suas redes sociais.
O texto é atribuído ao escritor brasileiro Edgard Abbehusen e foi publicado por Bebianno no Instagram, segundo aponta reportagem do portal Uol.
“Saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida ao carregar no coração a lealdade. É ela quem conduz os passos das pessoas que jamais irão se perder do caminho”, aponta ainda o texto. Bebianno chefiava interinamente o PSL quando da campanha eleitoral de 2018, sobre a qual recaem denúncias de uso de candidatos laranjas.
Ao centro Moacir Feitosa (Secretário de Educação de São Luis) e Felpe Camarão (Secretário de Estado da Educação)/Foto: Reprodução
As Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de São Luís, reuniram na sexta-feira (15), para juntas avançarem o processo de municipalização do Ensino Fundamental, como estabelecido pela Constituição e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).
Na reunião ficou encaminhadas as providencias relacionadas à demanda de professores em escolas municipalizadas e o remanejamento de outros profissionais da escola; infraestrutura das unidades escolares; oferta do Ensino Fundamental em regiões da capital como: Itaqui-Bacanga, Vila Maranhão, João Paulo, Cohatrac, Turu e Maracanã, entre outros pontos.
“Foi um encontro de fortalecimento do regime de colaboração com o município de São Luís, no sentido de seguirmos avançando no processo de municipalização das escolas de Ensino Fundamental pertencentes à rede estadual. Além disso, a parceria para a recuperação de escolas da rede municipal e a implantação do Colégio Militar na Cidade Olímpica”, pontuou o secretário Felipe Camarão.
“A reunião foi muito produtiva, um dos pontos abordados foi a municipalização das escolas. As secretarias Estadual e Municipal vão trabalhar juntas num regime de colaboração e planejamento, pensando no estudante e em prol da qualidade da educação”, pontuou o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa.
Carlos Bolsonaro vence Gustavo Bibiano que vai deixar o governo/Foto: Reprodução
BRASÍLIA — O secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebiano,vai deixar o governo. Em conversa com o presidente Jair Bolsonaronesta sexta-feira (15), Bebianno foi convidado a ocupar a diretoria de uma estatal, mas não aceitou e, por isso, ficou decidido que vai sair do governo, segundo relato de auxiliares do presidente.
A permanência de Bebianno no governo tinha sido costurada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, mas Bolsonaro não ficou satisfeito. Queria rebaixar o auxiliar de posto, o que não foi aceito por Bebianno. O ministro teria dito que a oferta era uma demonstração de “ingratidão”.
Segundo esses auxiliares, o presidente e seu ministro até teriam combinado uma nova conversa na segunda-feira, mas a divulgação pela imprensa da intenção de Bolsonaro de exonerá-lo teria acelerado o processo.
Ao longo da semana, Bebianno tentou ser recebido por Bolsonaro diversas vezes, mas vinha sendo ignorado. Nesta tarde, o presidente, finalmente, resolveu atendê-lo. Em um primeiro momento, a conversa teve a participação do vice-presidente Hamilton Mourão, de Onyx e de Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
Ao final, o ministro e o presidente se reuniram sozinhos em um diálogo ríspido, com ataques de ambos os lados.
Envolto numa crise provocada pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que trabalha pela demissão do desafeto no governo, o ministro passou os últimos dias tentando se segurar no cargo. Bebianno enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro.
Dr. Júnnior (Prefeito de São Luis Gonzaga) e novo Presidente da Associação dos Municípios do Médio Mearim /Foto: Reprodução
O médico Francisco Pedreira Martins Junior, o Dr. Junior (PDT), foi eleito nesta sexta-feira (15), Presidente da Associação dos Municípios do Médio Mearim (AMMM). Ele está no exercício do primeiro mandato de Prefeito em São Luís Gonzaga do Maranhão.
Após eleito presidente da Associação, Dr. Júnior disse que pretende pautar sua gestão no diálogo e melhorar a parceria da AMMM com a FAMEM (Federação dos Municípios do Maranhão), que também está sob nova direção do prefeito Erlanio Xavier, de Igarapé Grande, e do mesmo partido do prefeito de São Luís Gonzaga.
“Vamos dialogar com todos os prefeitos da região e fortalecer os vínculos com a Famem, para que as cidades do Médio Mearim tenham força na busca por recursos, para melhorar a vida das pessoas” destacou Dr. Júnior.
A Associação dos Municípios do Médio Mearim é composta pelos municípios de Altamira do Maranhão, Bacabal, Brejo de Areia, Bom Lugar, Conceição do Lago Açu, Lago Verde, Marajá do Sena, Olho D’gua das Cunhas, Paulo Ramos, São Luís Gonzaga e Vitorino.
Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro/Foto: Reprodução
Por Gilvandro Filho
O presidente Jair Bolsonaro é hoje refém dos próprios filhos. Não dá um passo que não seja após ouvi-los. Pretere os seus auxiliares mais diretos em troca do palpite de um dos três. Tem em Flávio, Carlos e Eduardo uma espécie de tríade divina que tudo pode e que pensa ter nas mãos os destinos do Brasil e dos brasileiros. E não é assim. Ou não pode ser assim.
A crise da hora envolvendo o filho do meio Carlos Bolsonaro e o ex-presidente do PSL e atual ministro Gustavo Bebiano é algo impensável que nem o mais crítico observador imaginaria acontecer.
Carlos não tem nenhum mandato federal, é vereador do Rio e deveria estar cuidando de sua castigada cidade – Flávio é senador e Eduardo, deputado federal -, mas é o filho mais ouvido pelo presidente, estando sempre ao lado do pai, desde a solenidade de posse ao acompanhamento na internação de no Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia abdominal. Controla das redes sociais e a comunicação do presidente. Tudo de maneira informal, já que o governo possui um porta-voz nomeado e no exercício da função.
A situação é surreal. Um filho do presidente da República, sem qualquer importância funcional formal dentro do governo, chega e chama um ministro de Estado de mentiroso. O que faz o pai-presidente? Dá uma enquadrada no filho boquirroto? Tenta demonstrar que o governo não é o que parece? Nada disso. A reação de Bolsonaro-pai é deixar o seu ministro pendurado no pincel ao dizer praticamente a mesma coisa que disse o filho pseudo porta-voz.
Não que Bebiano seja isento de responsabilidade pelo rastilho de pólvora que se arma e precocemente começa a explodir a credibilidade do presidente, do governo e do partido. Ele foi o presidente do PSL antes de Luciano Bivar e tem tanta culpa quanto o sucessor na proliferação do imenso laranjal em que se transformou a legenda. Praticamente todo dia, a imprensa traz uma laranja nova, adubada com centenas de milhões de reais do fundo partidário e que responderam com as menores mais caras votações da História. Mas, daí pegar Bebiano e deixar ele torrar no forno armado por Carlos Bolsonaro, já são outros quinhentos.
A crise toma fôlego a cada lance desse episódio bizarro. A ponto de o presidente da Câmara dos Deputados chegar e jogar azeite na panela fervente. Sem usar de meias-palavras, Rodrigo Maia acusou Bolsonaro de se esconder atrás do filho para demitir um ministro. Mais claro, impossível.
Para um presidente da República, ouvir que não tem coragem de afastar um ministro e precisa, para tal, de um biombo familiar, convenhamos, é algo inédito na República. Não há notícia de um governo que, com 45 dias de vida, esteja tão enrolado, em boa parte, por causa da parentada do chefe do Executivo. E de um chefe de Executivo que não consegue conter a parentada intrometida.
O Brasil não é a casa dos Bolsonaro. Alguém, no entanto, precisa dizer isto ao presidente. Mas não é o bastante. E é bom o próprio presidente ter ouvidos e sensibilidade para entender, aceitar e efetivamente mudar a situação. A pena para essa surdez pode ser dura demais. Para o presidente e para o país.
Nessa crise envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebiano, assistir ao noticiário do governo na televisão tem sido constrangedor. Parece um bando de desnorteados tentando disfarçar a gravidade, tanto do escândalo envolvendo o PSL quanto do agravamento da crise de relacionamento que isto provocou.
O quadro é muito ruim. A ingerência dos “garotos” em tudo e sobre todos deixa o País parado, após dois meses e meio de governo. O resultado é uma horda de aliados magoados e desrespeitados. É uma base parlamentar dividida e atônita. A maioria, vale lembrar, não simpatiza com Carlos Bolsonaro e fecha com Bebiano. Como é o caso, também, do vice-presidente Hamilton Mourão e até do ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni.
Resta saber se essa “unanimidade” afetará Bolsonaro e o fará se decidir entre ser o presidente ou o pai superprotetor. O segundo caso vence com folga, até agora.