Juntar pedaços do MDB no Maranhão está cada vez mais difícil

Do Blog do Jorge Vieira

emedebistas-1-400x400
Roseana Sarney, Roberto Costa, João Alberto/Foto: Reprodução

Não convidem para a mesma mesa do senador João Alberto de Sousa e deputado federal Hildo Rocha. Os dois políticos entraram em rota de colisão por conta do comando do MDB no Maranhão e tudo indica que não continuarão militando na mesma legenda.

Hildo quer a presidência do MDB e conta com o apoio da aliada Roseana Sarney, mas enfrenta forte resistência de João Alberto, que pretende entregar o comando da sigla para o deputado estadual Roberto Costa comandar as articulações visando as eleições municipais de 2020.

Vendo o caldeirão fervilhando e prestes a explodir, Roseana Sarney, que acaba de ser derrotada nas urnas, quis dá uma de pacificadora e se apresentar como candidata do consenso, mas a emenda saiu pior que o soneto. Roberto partiu cima e seu grupo não aceita ser comandado pela ex-governadora, o que deixou o ambiente ainda mais carregado.

Aliados da dupla Roseana Sarney/ Hildo Rocha acusam Roberto Costa de querer se apropriar do partido para adquirir poder de barganha e levar a legenda para uma suposta aliança com o candidato do governador Flávio Dino na sucessão municipal de 2020, enquanto partidários da dupla João Alberto/Roberto Costa afirmam que o MDB como Roseana ou Hildo no comando não vai lugar algum.

Os dois grupos não conseguem se entender e o caldo entornar a qualquer momento por conta do tamanho do fosso que os separam. Em um recente encontro do MDB, Roberto Costa partiu para cima da ex-governadora quando ela anunciou a intensão de ser candidata e anunciou que tudo que defende é feito com a orientação do senador João Alberto.

Cortado gastos com transportes, diárias e outras despesas no MA

O governador Flávio Dino editou decreto determinando cortes em despesas como transportes, veículos e diárias de viagens em toda a administração estadual.

A medida foi tomada para enfrentar a prolongada recessão econômica brasileira, que já tirou do Maranhão mais de R$ 1,5 bilhão em transferências federais desde 2015.

Também pesou na decisão a dívida herdada de gestões anteriores, inclusive em dólar, que subiu muito por causa da variação da moeda.

O decreto diz respeito às chamadas despesas de custeio, que são aquelas relativas ao funcionamento da máquina pública. Elas são diferentes dos chamados investimentos, que significam novas obras e serviços para a população (mais hospitais e policiais, por exemplo). Esses investimentos vêm tendo expressiva melhoria nos últimos quatro anos de gestão.

Cortes

Com o decreto, todos os órgãos e entidades do Governo do Estado precisam se adequar aos cortes de gastos administrativos. Por exemplo: em até 30 dias, deverá ser reduzida a frota de veículos locados ao mínimo essencial que não prejudique a prestação de serviços públicos para a população.

Outra medida: a partir de dezembro, ficam suspensas as concessões de novas diárias e aquisição de passagens aéreas até 15 de março de 2019. Isso vale para servidores civis e militares. Só serão permitidas exceções previamente analisadas e amplamente justificadas.

Além disso, cada órgão vai ter que reduzir no mínimo em 30% os serviços de telecomunicação.

Para Marcio Jerry “quebrada está a oposição que não tem o que dizer”

marcio jerry

Um dos principais nomes do governo do Maranhão, o deputado federal eleito Marcio Jerry (PCdoB), conversou com o Blog Upaonews no final da tarde desta quinta-feira (22). Ele acompanhou o governador Flávio Dino esta semana em Brasília, onde foi cumprido extensa e importante agenda.

Aliado de Flávio Dino de longa data, conquistou uma das vagas de deputado federal nas eleições de 2018 com expressiva votação. Experiente na política, mesmo ainda não tendo exercido mandato eletivo  se mostra consciente e atento a conjuntura politica nacional e o papel da classe política local em defessa do país e do Maranhão, num cenário de incertezas no Brasil.

Basicamente duas questões foram tratadas com Marcio Jerry, a primeira  quanto a relação do governo Federal e o Maranhão. A outra, o ‘mantra’ da oposição a Flávio Dino, de que seu governo teria quebrado o estado..

Sobre a relação com o governo Federal, onde o presidente eleito Jair Bolsonaro tem no governador Flávio Dino, um dos mais duros críticos do projeto que conduzirá o país a partir de 2019, Marcio Jerry, lembrou que a luta do Maranhão será a mesma do Brasil, em particular dos nove estados da região Nordeste.

” O presidente Bolsonaro foi eleito para presidir o Brasil dentro dos marcos constitucionais e democráticos, respeitando os votos que o elegeu, assim como dos governadores e parlamentares que não são ligados a ele. Então vamos sim, buscar uma relação institucional  do Maranhão com o governo Federal”, disse Marcio Jerry.

Quanto aos ataques sistemáticos e acusações ao governo Flávio Dino, que teria comprometido as contas públicas, Márcio Jerry, foi taxativo “quebrada está a oposição” ressaltando as derrotas aplicadas ao grupo sarney em 2014 e 2018, que segundo ele, implodiu a oposição no Maranhão.

“O que está quebrado é a oposição que não tem o que dizer! O governador Flávio Dino foi eleito em 2014 e 2018, tem um portfólio de realizações e obras em todo Maranhão. Ampliou a Saúde, Educação, Segurança.., e paga em dia os salários do funcionalismo público. Fez um trabalho que não tem um similar no Brasil, cujo resultado foi o reconhecimento nacional do Portal G1 como o melhor governador do país. Quem quebrou foi a oposição, tanto que continua tonta com a eleição de 2018, sem saber o que fazer e dizer. Perdem tempo com provocações tolas que fazem desde 2015, com prenúncios do caos..” destacou .

ÁUDIO DA ENTREVISTA COM MARCIO JERRY

PF realiza “Operação Atalaia” no Maranhão e mais 12 estados

 

pf
Foto: Reprodução PF

A Polícia Federal no Maranhão realiza nesta quinta-feira (22), na capital e interior do estado, a “operação Atalaia”. Desta vez o alvo são suspeitos de envolvimento em pedofilia. As ações se concentram em São Luís e Zé Doca, onde foram cumpridos vários mandados de buscas e apreensões.

Os crimes investigados são de violência sexual e produção de videos e fotos pornográficos com crianças divulgados na internet. Além do Maranhão, a operação está sendo realizada em outros 12 estados.

São 60 mandados de busca e apreensão, nos estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal. Cerca de 300 policiais federais participam da operação.

As penas desse tipo de crime podem chegar a seis anos de reclusão e multa. A Polícia Federal também investiga eventuais delitos conexos, relativos à prática de violência sexual contra crianças e à produção do material pornográfico ilícito, cujas penas podem chegar a 15 anos de reclusão.

A operação foi intitulada Atalaia em referência ao termo árabe que significa “torre de observação”.

PT anuncia oposição sem “simpatias e antipatias pessoais”

 

pt
Cúpula do PT após coletiva à Imprensa em Brasília/Foto: Ricardo Sturckert

O PT reuniu  a imprensa nesta quarta-feira (21), em Brasília, para anunciar atuação do partido em oposição ao governo Bolsonaro (PSL) no Congresso. Estava à frente dos petistas Fernando Haddad, candidato derrotado no 2º turno da eleição presidencial.

Além do governador do Piauí Wellington Dias (PT-PI) e a senadora eleita governadora Fátima Bezerra (PT-RN), participaram também os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS), Maria do Rosário (PT-RS) e Benedita da Silva (PT-RJ); e os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), (presidente nacional do partido).

As lideranças do partido não especificaram como objetivamente farão oposição ao governo, mas que formará uma frente ampla “contra qualquer tipo de retrocesso”. Também não disseram se outros partidos participarão.

De acordo com o Haddad, haverá “duas trincheiras”. Uma pela defesa dos direitos sociais que deve atrair outros partidos de esquerda e de centro. A outra mais ampla atuará em defesa dos direitos civis, com a possibilidade de participação da direita e liberais.

Ao falar sobre as articulações para formar a oposição a Bolsonaro, Haddad disse que uma frente se constrói programaticamente, “não por simpatias e antipatias pessoais”. Afirmou também que as lideranças parlamentares irão analisar pauta a pauta, sem descartar apoiar o governo em votações.

Com Informações do Site Congresso em Foco

Escolhido próximo Delegado Geral da União e Lista Tríplice já era

Jornal GGN – Sem levar em consideração ou analisar a lista tríplice da Advocacia Pública, o futuro presidente Jair Bolsonaro escolheu o atual corregedor-geral da Advocacia-Geral da União (AGU), André Luiz de Almeida Mendonça, para comandar o órgão.

AGU-509x430
Foto: Reprodução/AGU

Na semana passada, o Forum Nacional da Advocacia Pública realizou uma votação interna entre os formados procuradores federais, procuradores da Fazenda Nacional e advogados da União para recomendar os três nomes mais votados ao futuro presidente.

A medida de escolher um dos nomes mais votados pelas carreiras não é uma obrigação da Constituição brasileira, mas foi adotada como prática ética pelos governos do ex-presidente Lula e Dilma.

No evento do Forum, foram eleitos o procurador da Fazenda Nacional, Fabrício da Soller, a advogada da União, Izabel Vinchon, e o procurador federal Sérgio Bueno. Os nomes deles foram entregues diretamente ao presidente eleito.

Entretanto, Bolsonaro não optou por nenhum deles e decidiu nomear ao posto o advogado André Luiz de Almeida Mendonça, para suceder Grace Mendonça na AGU. Atualmente, André de Almeida exercia o cargo de corregedor-geral e havia chegado a ser um dos 10 finalistas da votação, mas não entre os três mais apoiados pelas carreiras.

De acordo com a imprensa, a indicação teve relação com a escolha de Wagner Rosário para permanecer na Controladoria-Geral da União (CGU), uma vez que André assessorava desde 2016.

Da mesma forma como fez com os demais cargos de primeiro escalão, Bolsonaro divulgou seu nome pelas redes sociais, descrevendo-o como advogado “com ampla vivência e experiência no setor”.

 

Sérgio Moro participará da reunião com governadores do Nordeste

WhatsApp Image 2018-11-21 at 14.06.15
Flávio Dino e Sérgio Moro

Os governadores do Nordeste, incluindo os atuais e os eleitos, se reúnem nesta quarta-feira (21), em Brasília, para ajustar propostas apresentadas ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, na semana passada. A ideia é debater detalhadamente a pauta e fechar uma agenda única que será levada ao encontro de governadores, no dia 12 de dezembro.

A presença do futuro Ministro da Justiça no encontro, que representará o governo Bolsonaro, colocará frente a frente os ex-juízes federais Sérgio Moro e Flavio Dino (governador do Maranhão), aprovados no mesmo concurso, agora ambos politicamente, em posições e lados lados opostos.

nordeste
Wellington Dias (Governador do Piauí e Coordenador do Fórum de Governadores do Nordeste)

A pauta já vem sendo debatida com o governo do presidente Michel Temer, mas alguns pontos não avançaram. Os temas prioritários são segurança pública e controle das fronteiras, combate ao desemprego, crescimento econômico, retomada de obras, como a ferrovia Transnordestina e a transposição do Rio São Francisco, política de créditos, política industrial focada no Nordeste, política de recursos hídricos e equilíbrio fiscal, incluindo a reforma da Previdência.

Com informações da Agencia Brasil