O governador do Maranhão voltou demonstrar preocupação nesta terça-feira (5), com as atitudes e condições pessoais e políticas do presidente Bolsonaro em governar o país, que nesta manhã atacou novamente profissionais de imprensa no ‘cercadinho’ do Palácio do Planalto a ponto de mandar os jornalistas ‘calarem a boca’.
“Um presidente da República que se omite diante de agressões físicas a jornalistas, perpetradas diante dos seus olhos, e manda jornalistas “calar a boca”, está com sérios problemas pessoais, políticos e jurídicos. Governar exige equilíbrio, bom senso e respeito às leis”, destacou Flávio Dino.
Deputados Federais Márcio Jerry (PCdoB-MA) e Hildo Rocha (MDB-MA)
O deputado federal, Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara, durante a sessão virtual desta segunda-feira (4), defendeu e reconheceu o esforço do governador Flávio Dino, instituições, prefeitos e profissionais de saúde na batalha contra o novo coronavírus no Maranhão. Ele lamentou a fala do também deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que criticou o governador, o juiz Douglas de Melo e o enfrentamento da Covide-19 no Estado, e ainda, defendeu Bolsonaro que, segundo ele, está sendo injustiçado com as mortes pela Covid-19.
“Infectado pelo vírus do bolsonarismo o dep Hildo Rocha “comemorou” o número de mortos pelo covid 19 no MA. Mentiu sobre as ações que estão sendo implementadas e depois, bem ao estilo cruel e desumano de Bolsonaro, anunciou que vai transformar as mortes em bandeira política (..) A exemplo do que faz Jair Bolsonaro no Brasil , Hildo Rocha desdenhou de todos os profissionais que no MA se dedicam diariamente à luta pela vida. Não dedicou uma palavra de preocupação ou de condolências por essa tragédia (..) Na conta desumana de Hildo Rocha não há vidas a salvar, não há profissionais lutando pela vida dos maranhenses, não há gestores lutando com muita dedicação para combater a pandemia. Para o insano deputado só existe a conta do oportunismo político às custas da dor de tanta gente”, disse Márcio Jerry.
Márcio Jerry classificou ainda de desumana e insensível a postura do presidente Bolsonaro ao reter recurso para o enfrentamento contra o coronavírus para estados e municípios. De acordo com o parlamentar, dos R$ 250 bilhões aprovados apenas 24% foram liberados.
“Há 90 dias do reconhecimento legal da pandemia (Lei nº13.979), o governo Bolsonaro ainda retém recursos orçamentários indispensáveis ao combate da pandemia. Sem os recursos, aumenta o caos (..) Governo mantém postura de permanente menosprezo às ações em defesa da saúde, da renda das famílias, do emprego, das empresas e das contas de estados e municípios, cada vez mais fragilizados (..) Para se ter uma ideia, dos R$ 250 bilhões já aprovados, apenas 24% chegou ao destino final. Isso mostra o total desrespeito de e sua equipe com a concretização das ações tão urgentes para salvar vidas e manter as condições de vida de milhões de brasileiros” destacou Márcio Jerry.
Os posicionamentos dos parlamentares maranhenses aconteceram durante votação da PEC do ‘Orçamento de Guerra’ para enfrentamento da Covid-19, nos estados e municípios.
O ex-ministro da Justiça preparou um dossiê com o histórico de 15 meses de conversas no Whatsapp para provar as denúncias de interferência de Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal.
O documento será entregue na manhã deste sábado (2) no julgamento que o ex-juiz da Lava Jato fará à própria PF.
Segundo a coluna de Guilherme Amado, na revista Época, Moro teria gravado em seu whatsapp áudios, conversas, links e imagens trocadas com Bolsonaro e organizou o acervo de forma voluntária para ser entregue durante seu depoimento, que acontece na sede da PF em Curitiba.
Augusto Aras, que se irritou com entrevista de Moro à Veja e assumiu a defesa de Bolsonaro, escalou três procuradores para acompanhar a oitiva: João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita. (Revista Fórum)
Nelson Teich, em videoconferência com senadores, foi provocado a se posicionar sobre o isolamento social em meio à pandemia da Covid-19.
O ministro da Saúde admitiu que estamos navegando às cegas.
“A gente não sabe qual o percentual da sociedade está comprometido pela doença. Você não sabe se essas pessoas transmitem tanto quanto as que estão mais graves. Os testes que a gente faz hoje não permitem a gente saber essa realidade. Sem esse conhecimento, você literalmente está navegando às cegas. Essa que é a grande verdade.”
“O isolamento é porque você não sabe o que fazer. A única coisa que você sabe é que o distanciamento diminui o contágio.”
Teich também quis lembrar que não há garantia de que os pacientes curados ficam imunes à doença.
Um dia após o Brasil superar a China, em número mortos pelo novo coronavírus e o presidente dá a sua pior declaração durante a Pandemia, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich enfrenta nesta quarta-feira, 29, o Congresso Nacional.
O ministro será interrogado e questionado pelos senadores sobre ações que estão sendo adotadas para enfrentar a crise sanitária e o socorro aos estados, o Distrito Federal e os municípios no combate à covid-19.
Nelson Teich terá que apresentar resultados e ações objetivas no Congresso, sob pena de de sua presença na sabatina aumentar os problemas do governo, principalmente após o presidente Bolsonaro, ao ser questionado pelas mortes por coronavírus, responder: “E daí? Lamento. Quer que faça o que? Sou Messias, mas não faço milagre”.
Ontem o Brasil bateu recorde mortes diárias pela covid-19, 474, o país passou a China em número de vítimas fatais, 5.017.
Deputado Federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) e o delegado Alexandre Ramada, no Diretor Geral da Polícia Federal
Como era esperado a escolha do delegado, Alexandre Ramagem, para Direção Geral da Polícia Federal, confirmada no D.O da União desta terça-feira (28), está causando várias reações e protestos de políticos.
Para o deputado, Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, a escolha do partidário e amigo da família do presidente é desrespeito à Polícia Federal e clara demonstração da intenção de aparelhamento da instituição para uso político.
A nomeação de Alexandre Ramagem como Diretor Geral da PF desrespeita a própria instituição e é uma demonstração clara da tentativa de aparelhamento ilegal da PF para uso político. Inaceitável. O Brasil não pode ficar a mercê dos filhos malfeitores de Jair Bolsonaro.
Alexandre Ramagem é íntimo da família Bolsonaro, principalmente do vereador Carlos Bolsonaro, ele estava na ABIN (Agencia Brasileira de Inteligencia) e foi coordenador da segurança do então candidato a presidência Jair Bolsonaro, inclusive quando do atentado em Minas Gerais, ele estava no evento político.
Presidente Jair Bolsonaro e André Mendonça, Advogado Geral da União/Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro encontrou a solução para o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Diretoria Geral da Polícia Federal. O perfil dos escolhidos, dentro daquilo que o presidente buscava, foram encontrados em André Mendonça que assumirá o Ministério da Justiça e Alexandre Ramagem para Polícia Federa, este último é muito próximo da família do presidente. As nomeações estão publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (28).
André Mendonça (Ministério da Justiça e Segurança Pública) e Alexandre Mendonça (Delegado Geral da Polícia Federal)/Foto: Reprodução
Luis Andre Mendonça, que ocupava a Advocacia Geral da União (AGU), ao se transferir para o Ministério da Justiça, também passa ter nome seu nome reforçado para indicação do Palácio do Planalto para vaga do decano do STF, Celso de Mello, que deixará ainda este ano o Supremo.
Quanto a Direção Geral da Polícia Federal que provocou o rompimento de Jair Bolsonaro e Sérgio Moro, ficará nas mãos do delegado, Alexandre Ramagem, amigo da família do presidente e que teria sido uma escolha caseira, principalmente de Carlos Bolsonaro, e aprovado pelo presidente.