Márcio Jerry em protesto classifica demissão de Mandetta de absurda

 

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Deputado federal Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal

A demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (16), repercutiu negativamente entre os Congressistas. A mudança na pasta neste momento da crise da pandemia do coronavírus passou preocupar mais os parlamentares que entendem a medida como um risco maior para população brasileira.

A reação de parlamentares da bancada do PCdoB foi uma das mais fortes contra a mudança no Ministério da Saúde. Para o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder na Câmara, a demissão de Mandetta e sua equipe, em meio ao agravamento da pandemia do coronavírus, é grave.

“É mais uma decisão absurda de Jair Bolsonaro. Milhares e milhares de infectados, milhares de mortos. E o presidente genocida paralisa as ações trocando equipe do Ministério da Saúde”, protestou.

O oncologista Nelson Teich substitui Henrique Mandetta demitido por seguir as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) como manter o isolamento social para conter o avanço da pandemia, contrariando o que defende o presidente Jair Bolsonaro.

Pesquisa revela pior avaliação do Governo Bolsonaro desde o início

 

Atlas

247 – Pesquisa feita pelo Atlas Político e divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que o governo Jair Bolsonaro sofreu uma piora nos índices de aprovação e a perspectiva de um impeachment começa a aparecer com mais força.

Entre fevereiro e abril, o percentual de pessoas que avaliam o governo como Ruim/Péssimo saltou de 38% para 43% – o maior desde o início do mandato de Bolsonaro. A avaliação positiva baixou 6 pontos: eram 29% que avaliavam o governo como Ótimo/Bom e agora são 23%.

Apenas 37,6% a aprovam o desempenho individual do presidente, enquanto 58,2% desaprovam. Além disso, a pesquisa mostra que 46,5% dos brasileiros já apoia o impeachment de Bolsonaro enquanto 43,7% rejeitam.

A pesquisa mostrou ainda que 72,2% dos entrevistados concordam com o isolamento social e 19,6% são contra.

Sobre o entrave na relação de Bolsonaro com o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, a pesquisa mostra que 76,2% se posicionaram contra a demissão do ministro e apenas 13,7% disseram concordar.

Mandetta avisa equipe que Bolsonaro procura substituto para seu lugar

 

AUTO_amarildo (1)O presidente Bolsonaro encontrou o ambiente necessário para fazer o que desejava a algum tempo: demitir Mandetta. Ele foi avisado que o substituto dele na pasta está sendo providenciado. A estratégia é reduzir o impacto e desgaste popular e político ao governo e a Bolsonaro ao máximo com a mudança.

Após reunião ministerial e a coletiva realizada ontem terça-feira (14), o ministro da Saúde informou a sua equipe que ficará na pasta provavelmente até o fim de semana.

O protagonismo e posicionamento do Mandetta no enfrentamento da Pandemia da Covid-19 no país incomodou Bolsonaro e tornou sua permanência no cargo insustentável.

Osmar Terra diz que quarentena serve para rico, pobre tem que escolher entre a fome ou vírus

 

Solenidade de Assinatura da Medida Provisória para Confisco de Bens de Traficantes. Brasília(DF), 17/06/2019
Fota: Reprodução

O deputado federal Osmar Terra, ex-ministro de Bolsonaro, voltou atacar a quarentena nesta terça-feira (14), durante debate no Site UOL, a medida é defendida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o mundo inteiro.

Para Osmar Terra, a quarentena é ‘ficção’, e serve apenas para que tem dinheiro, pobre tem que se expor porque senão o dinheiro do governo vai acabar.

 “.. essa quarentena é de ficção (..) só vale para a classe média, que tem geladeira cheia e dinheiro no banco. Os pobres estão muito mais preocupados com a fome do que com o vírus”, criticou Osmar Terra.

O deputado Osmar Terra (MDB), é o mesmo que semana passada foi flagrado pela CNN Brasil, conspirando junto com o ministro Onix Lorenzzoni (DEM), contra Henrrique Mandetta (DEM), ministro da Saúde. A conversa foi vista como vazada de propósito, uma vez que há interesse do próprio presidente Bolsonaro em demitir o ministro, que pode cair a qualquer momento, principalmente após a entrevista ao programa Fantástico no último domingo.

Onyx Lorenzoni e Osmar Terra são flagrados detonando Mandetta

 

Conspiração
Foto: Reprodução

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Osmar Terra foram flagrados conspirando contra o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (9). Onix é do mesmo partido de Mandetta e o deputado federal Osmar Terra, está de olho no ministério da Saúde.

A conversa foi ouvida pelo analista Caio Junqueira da CNN Brasil , após ter telefonado na manhã de hoje para Terra. O deputado atendeu ao telefonema, nada falou e não desligou, o que possibilitou que o diálogo de pouco mais de 14 minutos fosse ouvido.

Abaixo o trecho que eles falam sobre Mandetta:

Onyx: “Eu acho que esse contraponto que tu tá fazendo…”

Terra: “É complicado mexer no governo por que ele tá…”

Onyx: “Ele (Mandetta) não tem compromisso com nada que o Bolsonaro está fazendo.”

Terra: “E ele (Mandetta) se acha.”

Onyx: “Eu acho que (Bolsonaro) deveria ter arcado (com as consequências de uma demissão)…”

Terra: “O ideal era o Mandetta se adaptar ao discurso do Bolsonaro.”

Onyx: “Uma coisa como o discurso da quarentena permite tudo. Se eu estivesse na cadeira (de Bolsonaro)… O que aconteceu na reunião eu não teria segurado, eu teria cortado a cabeça dele…”

Terra: “Você viu a fala dele depois?”

Onyx: “Ali para mim foi a pá de cal. Eu já não falo com ele (Mandetta) há dois meses. Aí acho que é xadrez. Se ele sai vai acabar indo para a secretaria do Doria [João Doria, governador de São Paulo].”

Terra: “Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser.”

(Informações: CNN Brasil)

Para Frente Nacional de Prefeitos Bolsonaro tentou fugir da responsabilidade

 

FNP

Do Poder 360

A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) criticou o pronunciamento em rede nacional de TV e Rádio nesta 5ª feira (8.abr.2020). Para a instituição, o presidente tentou fugir de sua responsabilidade jogando as decisões de fechar cidades para governos e prefeituras.

Eles argumentam, entretanto, que procuraram o governo federal duas vezes para orientações em relação ao tema e não tiveram resposta.

“O presidente apesar de dizer que respeita a autonomia dos governadores e prefeitos, distancia-se e opõe-se quando afirma que “muitas medidas de forma restritiva, ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos”, escreve em ofício.

A instituição, que reúne cidades com mais de 80 mil habitantes, também questiona o trecho do discurso em que Bolsonaro afirma que as medidas restritivas seriam tomadas sem consulta ao governo federal.

“Essas declarações, além de lamentáveis, porque tentam eximir o presidente de suas atribuições de chefe de Estado, autoridade que tem como dever zelar pela harmonia da federação, também não são verdadeiras”, disseram.

No documento divulgado nesta 5ª feira (8.abr), os prefeitos afirmam ter procurado o governo para receberem orientações no enfrentamento à pandemia em 27 de março. Como não tiveram resposta, voltaram a questionar o Executivo em 30 de março. Também não teriam sido atendidos.

“Diante disso, prefeitas e prefeitos das cidades com mais de 80 mil habitantes, que reúnem 61% da população e produzem 75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, reafirmam que continuarão trabalhando incansavelmente para prestar o melhor atendimento possível à população e também continuarão reforçando as medidas de isolamento social, como forma de não causar um colapso no Sistema Único de Saúde”, encerram o comunicado.

Integra do oficio da FNP

Ministro do STF impede Bolsonaro de acabar com Isolamento Social nos Estados

 

Alexandre
Ministro do STF Alexandre de Moraes/Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acolheu um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil para que o presidente Jair Bolsonaro seja impedido de acabar com o isolamento social nos estados e municípios.

“Não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exercício de suas competências constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no âmbito de seus respectivos territórios, importantes medidas restritivas como a imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas, entre outros mecanismos reconhecidamente eficazes para a redução do número de infectados e de óbitos, como demonstram a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) e vários estudos técnicos científicos”, diz Moraes na decisão.

O presidente tem dito que pode decretar o fim das medidas de isolamento, revogando o que foi estipulado por governadores e prefeitos. (Congresso em Foco)

A aqui a íntegra da decisão

Governo extingue PIS/Pasep e libera saque de R$ 1.045 do FGTS

 

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O governo liberou o saque extraordinário de até R$ 1.045 de contas ativas e inativas  do FGTS pelo período de 15 de junho a 31 de dezembro. Na mesma medida, foi extinto o PIS-Pasep, que concentra recursos não sacados do abono salarial. A MP tem aplicação imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso.

De acordo com a proposta, caberá à Caixa Econômica definir critérios e cronograma dos novos saques. A MP também acaba com o Fundo PIS-Pasep, que concentra os recursos não sacados do abono salarial. A liberação para saques de R$ 998 do FGTS acabou no último dia 31. Criado em 1975, o PIS-Pasep tem cerca de R$ 21 bilhões acumulados, recursos que serão transferidos para o FGTS.

Embora a Constituição garanta a vigência de uma MP por até 120 dias, a Câmara e o Senado assinaram um ato conjunto que prevê a votação das medidas em até 16 dias durante o estado de calamidade pública. (Congresso em Foco)

Integra do texto da Medida Provisória