Governo Bolsonaro inicia privatização da Caixa Econômica Federal

 

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Paulo Guedes e Pedro Guimarães, observados por Jair Bolsonaro (Foto: Presidência da República)

O ministro da Economia Paulo Guedes em nome do governo Bolsonaro está iniciando a entrega da Caixa Econômica com a contratação do banco de investimento estadunidense Morgan Stanley para dar início ao processo de privatização da Caixa a partir de seu braço de seguros, a Caixa Seguridade.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães – que é genro de Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS que mudou sua delação para incriminar Lula – será uma espécie de garoto-propaganda do processo de privatização, participando de “roadshows” mundo afora com agentes do sistema financeiro.

Especialista em privatizações, Pedro Guimarães assessorou a venda do Banespa e é sócio do banco de investimento Brasil Plural. Alçado à presidência da Caixa, o genro de Leo Pinheiro foi funcionário de Paulo Guedes no BTG Pactual.

Para privatização da Caixa, ele será assessora pelo Morgan Stanley, que foi criado pelo neto do banqueiro J.P. Morgan após a grade depressão nos EUA, em 1935, quando o governo estadunidense proibiu que bancos comerciais atuassem também na área de investimentos. (Revista Fórum)

Flávio Dino alerta para ‘pegadinha’ no pacote de Guedes e Bolsonaro

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), disse na manhã desta terça-feira (6), que o pacote do governo Bolsonaro apresentado ontem no Congresso tem ‘embalagem’ com ideias necessárias para esconder o objetivo real, manter a riqueza concentrada na mão da minoria da população brasileira.

“Sobre pacotes: em meio a algumas ideias úteis, embrulha-se o principal, ou seja, concentração de riqueza e renda nas mãos de poucos. Assim é impossível haver consumo e poupança privada. E, por conseguinte, impossível haver investimentos privados para impulsionar desenvolvimento”, avaliou Flávio Dino.

De acordo com Flávio Dino o ‘estado mínimo’, obsessão de Paulo Guedes, que incautos passaram defender como solução para desenvolver o país, na verdade aprofundará as desigualdades e a pobresa. Ele lembra ainda que preparar o governo para priorizar e atender interesses do 1% mais rico da população brasileira poderá trazer consequências políticas e sociais graves a curto e médio prazo ao Brasil.

“Estado mínimo” significa maior concentração de riqueza e renda nas mãos de poucos. Políticas públicas são essenciais para os mais pobres e para a classe média. É um erro estrutural governar para o 1% mais rico da sociedade”, alerta o governador Flávio Dino.

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes propõem desmonte de benefícios trabalhistas

 

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Foto: Reprodução

Nas propostas apresentadas e entregues por Bolsonaro e Paulo Guedes na terça-feira (5), no Congresso Nacional, há extinção de 248 fundos públicos, entre eles, está o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que destina recursos para o seguro-desemprego e abono salarial.

Segundo a Folha de S.Paulo, Bolosnaro e Guedes sabem que receberam criticas e resistência pela medida, pela medida representar o desmonte de benefícios trabalhistas. O objectivo do governo é utilizar cerca de R$ 40 bilhões depositado no cofre do FAT.

Os fundos são alimentados por recursos e vinculados a um recebimento específico, como tributos, royalties ou receitas de empresas beneficiárias de incentivos fiscais.

Dos fundos públicos, ficariam preservados apenas 33 deles, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o FPE (Fundo de Participação dos Estados), o FCO (Fundo de Financiamento do Centro-Oeste), o FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e o FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte). (Informações Revista Fórum)

Proposta de Bolsonaro e Guedes de extinção de municípios será decido pelo Congresso

 

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Paulo Guedes e Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

De acordo com a proposta de Pacto Federativo apresentado nesta terça-feira (5), por Bolsonaro e Paulo Guedes no Congresso Nacional, o Brasil poderá reduzir número de  municípios, criação de novos e incorporação pelo município vizinho.

No Maranhão pelo menos quatro poderão deixar de existir se a proposta do governo prosperar tal como foi apresentada, são eles: Nova Yorque, Junco do Maranhão, São Felix de Balsas e São Pedro dos Crentes, este último tem como prefeito Lahesio Rodrigues do Bonfim (PSL), o mais Bolsonarista dos prefeitos do Maranhão.

Perguntado sobre a polêmica da proposta, uma vez que haverá eleições municipais no próximo ano, o ministro da economia Paulo Guedes jogou a responsabilidade para o Congresso Nacional.

“Quem vai decidir se município será com 5 mil, 10 mil pessoas? Sou eu ou o Congresso? Não sabemos qual o tamanho ideal então é um tema para o Congresso discutir”, disse Guedes.

De acordo com a Secretaria de Fazenda 1.254 cidades tem menos de 5.000 mil habitantes com isso com base na proposta poderão ser extintos com base na proposta do governo. A extinção dos municípios aconteceria a partir de 2026, caso a PEC do Pacto Federativo seja aprovada. O número equivale a 22,5% do total de 5.570 municípios brasileiros.

Para Weverton é bom ‘jair se acostumando’ #CPMFNÃO

 

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Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O senador Weverton (PDT-MA), usou o twitter nesta quarta-feira (11), para dizer que é totalmente contra o projeto do governo Bolsonaro de recriar a ‘CPMF’. Ele usou posições anteriores do presidente contra o novo imposto, que agora seu governo pretende botar na conta dos brasileiros.

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O projeto de criação não foi nem enviado ao Congresso e já derrubou Marcos Cintra, Secretário da Receita Federal. Ele foi demitido por Paulo Guedes, ministro da Economia, mas Jair Bolsonaro informou que foi ele quem determinou.

Flávio Bolsonaro é escalado para defender Capitalização no Senado

 

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Paulo Guedes, ministro da Economia, e Flávio Bolsonaro, senador (PSL-RJ)

Sem sucesso na Câmara Federal, o sistema de Capitalização da Aposentadoria, principal proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro será defendida no Senado pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

No governo Bolsonaro o maior defensor da Capitalização é Paulo Guedes, banqueiro e ministro da Economia.

O principal argumento de Paulo Guedes para a Capitalização é a expectativa de vida do brasileiro que aumentou. Ele defendeu a proposta na Câmara mas foi rejeitada até por aliados do governo Bolsonaro.

Polemico, no regime capitalização o cidadão é responsável pela própria aposentadoria, se guardou dinheiro terá aposentadoria; funciona como uma poupança. Os contrários a capitalização alegam que as pessoas não é bom, mas para bancos e instituições financeiras é uma maravilha.

“Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu..”. E aí Paulo Guedes??

 

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Paulo Guedes e Jair Bolsonaro/Foto Reprodução

O todo poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes, o ‘Posto Ipiranga’ do presidente Jair Bolsonaro, parece não desfrutar mais dessa condição. Após sua declaração publicada na revista Veja, que pegará um avião e vai embora se a Reforma da Previdência for transformada em ‘reforminha’, teve que engolir uma resposta no minimo intrigante.

“Ninguém é obrigado a continuar como ministro meu. Logicamente, ele está vendo uma catástrofe. E é verdade, concordo com ele se nós não aprovarmos uma reforma muito próxima da que nós enviamos para o parlamento..”, disse Bolsonaro em solo nordestino nesta sexta-feira (24).