O deputado federal Osmar Terra, ex-ministro de Bolsonaro, voltou atacar a quarentena nesta terça-feira (14), durante debate no Site UOL, a medida é defendida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o mundo inteiro.
Para Osmar Terra, a quarentena é ‘ficção’, e serve apenas para que tem dinheiro, pobre tem que se expor porque senão o dinheiro do governo vai acabar.
“.. essa quarentena é de ficção (..) só vale para a classe média, que tem geladeira cheia e dinheiro no banco. Os pobres estão muito mais preocupados com a fome do que com o vírus”, criticou Osmar Terra.
O deputado Osmar Terra (MDB), é o mesmo que semana passada foi flagrado pela CNN Brasil, conspirando junto com o ministro Onix Lorenzzoni (DEM), contra Henrrique Mandetta (DEM), ministro da Saúde. A conversa foi vista como vazada de propósito, uma vez que há interesse do próprio presidente Bolsonaro em demitir o ministro, que pode cair a qualquer momento, principalmente após a entrevista ao programa Fantástico no último domingo.
Deputado, Mércio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal/Foto: Reprodução
O governo do presidente Jair Bolsonaro continua dando claras demonstrações que sua prioridade são os mais ricos. O governo cortou quase metade dos repasses para o SUAS (Sistema Único da Assistência Social).
O deputado, Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, usou as redes sociais nesta terça-feira (3), para classificar de ‘absurdo a ser combatido’, o desmonte das políticas de Assistência Social em andamento no país.
“Presidente Jair Bolsonaro age pra desmontar o Sistema Único da Assistência Social. A redução drástica de recursos repassados aos municípios é mais um passo que ele dá contra o SUAS. Absurdo a ser energicamente combatido”, alerta Márcio Jerry.
De acordo com o parlamentar, o impacto nos repasses aos municípios chegam a uma redução de 40%, o que comprometerá fortemente o andamento e realização de políticas de assistência social aos pobres.
“Municípios com até 40% de recursos da assistência social cortados pelo governo federal, afetando fortemente e comprometendo atendimentos essenciais à população mais pobre do país. Jair Bolsonaro todos os dias agredindo os direitos dos mais pobres”, protesta Márcio Jerry.
Relatório da Desigualdade Global, da Escola de Economia de Paris, divulgado nesta segunda-feira (19) pela Folha de S.Paulo, revela que o Brasil é o país de maior fosso social entre ricos e pobres.
Segundo o estudo, 1% da população (cerca de 1,4 milhão de pessoas) concentra 28,3% dos rendimentos no país, com média de ganhos de R$ 140 mil por mês. De outro lado, os 50% mais pobres (71,2 milhões de pessoas) ficam com 13,9% – que representa menos da metade do 1% mais rico. Essa parcela tem, em média, ganhos de R$ 1,2 mil mensais.
Depois do Brasil e do Qatar, onde o 1% detém 29% da renda, os países que lideram a lista são Chile, Líbano, Emirados Árabes e Iraque.
Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)/Foto: Reprodução
Apontado como um dos governadores a não assinar a carta de apoio à manutenção dos estados na Reforma da Previdência, Flávio Dino, governador do Maranhão, disse que não apoiará genocídio dos pobres e nem apoiará destruição da Seguridade Social.
A carta foi divulgada ontem, quinta-feira (6), e assinada por 25 governadores, apenas Flávio Dino e o governador da Bahia, Rui Costa, não assinaram.
CARTA DE APOIO À MANUTENÇÃO DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS MUNICÍPIOS NA ATUAL PROPOSTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Brasília, 6 de junho de 2019.
Os Governadores infra-assinados manifestam apoio à manutenção dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na Proposta de Emenda à Constituição que modifica o sistema de Previdência Social, atualmente debatida no Congresso Nacional.
Como é de conhecimento de todos, o regime de Previdência é substancialmente deficitário, constituindo uma das causas da grave crise fiscal enfrentada pelos Entes da Federação, os quais, frequentemente, não dispõem de recursos para recolher aposentadorias ou honrar a folha de salário de servidores em atividade.
Caso não sejam adotadas medidas contundentes para a solução do problema, o déficit nos regimes de aposentadoria e pensão dos servidores estaduais, que hoje atinge aproximadamente R$ 100 bilhões por ano, poderá ser quadruplicado até o ano de 2060, conforme estudo da Instituição Fiscal Independente – IFI, do Senado Federal.
Atribuir aos Governos estaduais e distrital a missão de aprovar mudanças imprescindíveis por meio de legislação própria, a fim de instituir regras já previstas no projeto de reforma que ora tramita no Congresso, não apenas representaria obstáculo à efetivação de normas cada vez mais necessárias, mas também suscitaria preocupações acerca da falta de uniformidade no tocante aos critérios de Previdência a serem observados no território nacional.
Cabe ressaltar que a uniformização de tratamento, no que concerne ao estabelecimento de regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de Previdência Social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, é uma realidade que vigora há mais de 20 anos, desde a edição da Lei nº 9.717/1998.
Destaca-se, ainda, que, desde a primeira reforma da Previdência atinente aos servidores públicos (Emenda Constitucional nº 20, de 1998), o art. 40 da Constituição da República alcança todos os servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, sem distinção, representando princípio que se manteve com a aprovação das Emendas Constitucionais nº 41, de 2003, nº 47, de 2005, e nº 70, de 2012.
Por conseguinte, contamos com o indispensável apoio de nossos deputados e senadores para a manutenção dos Estados e do Distrito Federal na Nova Previdência, a fim de garantir o equilíbrio fiscal e o aumento dos investimentos vitais que promovam a melhoria da vida de nossos concidadãos, evitando o agravamento da crise financeira que já se mostra insustentável.
IBANEIS ROCHA (Governador do Distrito Federal) – Coordenador Nacional do Fórum de Governadores
GLADSON CAMELI (Governador do Estado do Acre)
RENAN FILHO (Governador do Estado de Alagoas)
WALDEZ GÓES (Governador do Estado do Amapá
WILSON LIMA (Governador do Estado do Amazonas
CAMILO SANTANA (Governador do Estado do Ceará)
RENATO CASAGRANDE (Governador do Estado do Espírito Santo)
RONALDO CAIADO (Governador do Estado de Goiás)
MAURO MENDES (Governador do Estado do Mato Grosso)
REINALDO AZAMBUJA (Governador do Estado do Mato Grosso do Sul)
ROMEU ZEMA (Governador do Estado de Minas Gerais)
HELDER BARBALHO (Governador do Estado do Pará)
JOÃO AZEVÊDO (Governador do Estado da Paraíba)
RATINHO JÚNIOR (Governador do Estado do Paraná)
PAULO CÂMARA (Governador do Estado de Pernambuco)
WELLINGTON DIAS (Governador do Estado do Piauí)
WILSON WITZEL (Governador do Estado do Rio de Janeiro)
FÁTIMA BEZERRA (Governadora do Rio Grande do Norte)
EDUARDO LEITE (Governador do Estado do Rio Grande do Sul)
CORONEL MARCOS ROCHA (Governador do Estado de Rondônia)
ANTONIO DENARIUM (Governador do Estado de Roraima)
CARLOS MOISÉS (Governador do Estado de Santa Catarina)
JOÃO DORIA (Governador do Estado de São Paulo)
BELIVALDO CHAGAS (Governador do Estado de Sergipe)
MAURO CARLESSE (Governador do Estado do Tocantins)
O deputado Edilázio Júnior (PSD-MA), voltou insinuar que pobres e ricos não podem ocupar o mesmo espaço. A mais nova polêmica envolvendo o deputado começou a durante uma reunião de moradores da Península da Ponta D’Áreia, área onde deve ser construído um Terminal Portuário ligando São Luís a outro Terminal na cidade de Alcântara.
De acordo com projeto aprovado pelo governo do Maranhão, ele garantirá o transporte de passageiros e de cargas 24 horas por dia, encurtando em mais de 200 quilômetros a viagem entre São Luís e a Baixada Maranhense.
O deputa Edilázio é o mesmo que foi contra a transformação da ‘Casa de Veraneio do Governo do Estado’ na ‘Casa de Apoio Ninar’, esta utilizada atualmente para tratamento de crianças com doenças que afeta o neurodesenvolvimento, e que fica numa das áreas mais caras de São Luís.
O Globo – A maioria dos brasileiros (86%) acredita que o progresso do Brasil está diretamente ligado à redução da desigualdade econômica entre ricos e pobres, 94% concordam que o imposto pago deve ser usado para beneficiar os mais pobres e 77% defendem o aumento de impostos para as pessoas muito ricas.
Esses são alguns dos resultados da segunda edição da pesquisa Oxfam/Datafolha, realizada em fevereiro com 2 mil brasileiros, de 130 cidades de todo o Brasil.
“Só avançaremos no combate às desigualdades se os temas do racismo, da discriminação de gênero e do respeito à diversidade tiverem a mesma urgência que os temas econômicos e fiscais”, afirma Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil.
“É fundamental que os temas sobre a disparidade da renda entre o topo e a base da pirâmide sejam tratados com a mesma urgência dadas às soluções econômicas e fiscais”, destacou Oded Grajew, presidente do conselho deliberativo da Oxfam Brasil.
Segundo a organização internacional, o levantamento indica que a sociedade brasileira percebe os problemas da distribuição de renda no país, mas ainda não compreende o real tamanho das desigualdades brasileiras.
A Senadora Eliziane Gama (PPS-MA), criticou duramente na tribuna do Senado Federal na quarta-feira (20), a Proposta de Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, que trata da aposentadoria dos trabalhadores rurais em especial as mulheres.
Eliziane fez um relato preciso do prejuízo desse seguimento, destacando o Nordeste e o Maranhão seu estado de origem, para de maneira enfática anunciar o mal que será feito, principalmente às mulheres trabalhadoras rurais do país, caso a Reformar da Previdência seja aprovada da maneira que está.
Pela proposta, os trabalhadores rurais terão que contribuir com R$ 600, por ano para previdência. Também aumenta idade para 70 anos para os casos de idosos pobres poderem receber (1 salário mínimo).
“No Maranhão 66,86% são de beneficiários da previdência rural. Vejam o impacto que isso terá nas famílias do campo. Nós temos um relatório que mostra que em dezenas de municípios maranhenses, o número aposentadorias rurais são maiores que o Fundo de Participação. São famílias que vivem exclusivamente com esses rendimentos”, disse Eliziane Gama.