O senador Weverton (PDT-MA), informou nas redes sociais na noite desta sexta-feira (15), a distribuição dos valores das emendas impositivas da bancada maranhense em Brasília, no valor de R$ 125 milhões, para o combate ao coronavírus no estado.
O senador teve o cuidado de explicar a distribuição dos valores de forma bem clara, certamente para evitar, deturpação e politicagem sobre a destinação dos recursos.
Já foram pagas as emendas impositivas destinadas pela nossa bancada federal para uso no combate ao #coronavírus. São mais de R$ 125 milhões, sendo: ➡️ R$ 78 milhões para municípios; ➡️ R$ 43 milhões para o @GovernoMA; ➡️ R$ 4,2 milhões para o Hospital Aldenora Bello. pic.twitter.com/CW5iVPjPIu
As atenções em relação ao enfrentamento do coronavírus no interior do Maranhão continuam sendo intensificadas. De acordo com dados do acompanhamento da contaminação realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, desta sexta-feira (15), já foram confirmados casos da Covid-19 em 184 municípios do estado.
O secretario da Saúde, Carlos Lula, informou que sábado (16), mais leitos serão entregues em Imperatriz e inaugurado o Hospital de Campanha em Açailândia.
No auge da pandemia do coronavírus no Brasil, mais um Ministro da Saúde, se demite do governo Bolsonaro. O médico Nelson Teich, que não chegou a completar um mês no cargo, não suportou a pressão contra a ciência e a OMS (Organização Mundial de Saúde).
A saída de Nelson Teich, segundo a cair durante a pandemia, preocupa autoridades porque aprofunda a crise sanitária com reflexos políticos impactantes.
O deputado federal Henrrique Mandeta reagiu da seguinte maneira.
“Oremos. Força SUS. Ciência. Paciência. Fé!”, disse Mandeta.
O governador do Maranhão, Flávio Dino, um dos maiores críticos da postura do presidente em relação ao enfrentamento da Covid–19, disse nas redes sociais que espera que as instituições compreendam tantos desastres da gestão de Bolsonaro.
“A confusão que Bolsonaro cria é única no planeta. Espero que as instituições julguem o quanto antes a produção de tantos desastres, entre os quais a demissão de DOIS ministros da Saúde em meio a uma gigantesca crise sanitária. O Brasil merece uma gestão séria e competente”, alertou Flávio Dino.
O ex-ministro Ciro Gomes foi outro que se manifestou nas redes sociais e classificou Bolsonaro de genocida.
“A queda de mais um ministro da saúde mostra a face genocida de Bolsonaro. Mais do que nunca, é essencial que todos se unam contra Bolsonaro no dia 19/05, às 18h30. Vamos para as janelas gritar junto com todo Brasil: #ForaBolsonaro#ImpeachmentJá!”, reagiu no twitter Ciro Gomes.
Para o governador do Ceara, Camila Santana, disse que a saída do segundo Ministro da Saúde, em menos de um mês, causa insegurança e preocupação.
“A saída do segundo ministro da Saúde em menos de um mês traz enorme insegurança e preocupação. É inadmissível que, diante da gravíssima crise sanitária que vivemos, o foco do Governo Federal continue sendo em torno de discussões políticas e ideológicas. Isso é uma afronta ao país”, Camilo Santana.
Médico aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado gaúcho Osmar Terra (MDB) repetiu informações controversas em entrevista a o programa Gaúcha Atualidade na manhã de quinta-feira (14).
Terra concedeu a entrevista após um pedido de contraponto de sua assessoria à equipe da Rádio Gaúcha. Nesta semana, apresentadores da emissora criticaram a postura do deputado em relação à pandemia do coronavírus, na contramão das linhas científicas mundiais.
Até o momento, previsões reproduzidas pelo parlamentar mostraram-se equivocadas. (GAÚCHAZH)
HCI, em São Luís, foi o primeiro hospital exclusivo para coronavírus (Foto: Divulgação)
Em 20 de março, era confirmado no Maranhão o primeiro caso de coronavírus no Estado. Naquele momento, já havia hospitais em construção, leitos sendo ampliados e medidas sendo tomadas.
O fato de o Maranhão não ter esperado a Covid-19 ser registrada por aqui para tomar providências explica conquistas como a multiplicação por cinco dos leitos exclusivos de coronavírus na rede pública estadual.
Em março, eram 232 leitos clínicos e de UTI dedicados para o tratamento da doença. Agora, são 1.075. E serão cerca de 1.300 na próxima semana.
Para chegar a esses números, o Governo do Estado fez uma série de ações. Em São Luís, por exemplo, abriu o HCI e expandiu o Genésio Rêgo, exclusivos para o tratamento da doença; construiu em menos de um mês o Hospital Dr. Raimundo Alexandrino; e colocou novos leitos no Carlos Macieira, no Hospital do Servidor e na Unidade Mista do Itaqui Bacanga.
Além disso, destinou o HTO para atender casos de coronavírus; alugou e abriu novos leitos no Hospital São José; e colocou mais leitos no Hospital da Criança. E também colocou em funcionamento o 1º ambulatório especializado em coronavírus, atrás do Carlos Macieira.
Hospital de Campanha em Açailândia
Em Imperatriz, criou novos leitos e enviou equipamentos por avião para a cidade; abriu um ambulatório especializado no Hospital Macrorregional; ajudou a reforçar o atendimento na UPA São José, da prefeitura, com medicamentos e equipamentos; e enviou nova UTI móvel.
Até este domingo, por exemplo, serão entregues os primeiros leitos dos hospitais de campanha de São Luís e de Açailândia.
Na capital, estão sendo instalados leitos nos hospitais Real e Português. Em Imperatriz, obras em execução estão abrindo mais leitos no Hospital Materno Infantil.
Em Lago da Pedra e Santa Luzia do Paruá, estão em fase final as obras dos novos hospitais da cidade.
O Hospital de Pinheiro está recebendo mais 78 leitos; e novos leitos estão sendo abertos em Caxias, Pinheiro e Colinas.
Em outras cidades, como Coroatá, Presidente Dutra e Timon, também houve abertura de mais leitos para a doença.
Em andamento
Como os casos de coronavírus continuam crescendo no Estado e em todo o Brasil, as medidas para ampliar o atendimento continuam.
O presidente Bolsonaro disse, durante a reunião no dia 22 de abril, que não iria esperar toda a família e amigos serem prejudicados para trocar “alguém da segurança da ponta de linha”, se referindo ao Rio de Janeiro. Essa fala está na transcrição feita pela própria Advocacia Geral da União, que atua na defesa do presidente.
“Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro oficialmente e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar f. minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança da ponta de linha que pertence à estrutura. Vai trocar; se não puder trocar, troca o chefe dele; não pode trocar o chefe, troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui para brincadeira”, disse.
Ao contrário do que o presidente vinha afirmando nos últimos dias, que durante a reunião não tinha falado sobre a Polícia Federal, segundo a transcrição da própria AGU, ele citou o órgão.
“Pô, eu tenho a PF que não me dá informações; eu tenho a inteligência das Forças Armadas que não tem informações; a Abin tem seus problemas, tem algumas informações, só não tem mais porque tá faltando realmente… temos problemas… aparelhamento etc. A gente não pode viver sem informação”, reclamou Bolsonaro.
O governador Flávio Dino anunciou nesta quinta-feira (14), a sanção da Lei que estabelece desconto de 10 a 30%, nas mensalidades das escolas e universidades privadas no âmbito do estado.
Aprovado na Assembléia Legislativa o Projeto de Lei foi de autoria do deputado Rildo do Amaral, com emendas dos deputados Dr. Yglésio, Rafael Leitoa e Neto Evangelista.
A medida contempla estudantes da rede privada que tiveram suas rotinas educacionais prejudicadas em função da pandemia do coronavírus.
O deputado Othelino Neto, presidente Assembleia Legislativa do Maranhão, usou as redes sociais para comemorar a sanção da Lei 088/2020 aprovada pelo Poder Legislativa do Estado.