ONU cobrará governo Bolsonaro sobre milícia, Ditadura e polícia

Do Uol 

O presidente Jair Bolsonaro será pressionado nesta segunda-feira, dia 13, quando o Comitê da ONU sobre Desaparecimentos Forçados iniciar a primeira avaliação feita sobre a situação no Brasil.

O exame cobrará respostas do governo sobre a violência policial, sobre as milícias e a atitude do estado em relação aos desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985), dois aspectos que Bolsonaro abriu polêmicas por defender posturas que violam o direito internacional.

A reunião contará com representantes sociedade civil brasileira e com autoridades do Itamaraty e do Ministério dos Direitos Humanos, Família e Mulher.

Bancada maranhense vota em peso a favor do novo Código Eleitoral

O texto-base do novo Código Eleitoral foi aprovado na Câmara Federal, quinta-feira, dia 9, na próxima semana serão analisados os destaques. A matéria foi aprovada com 378 a 80 votos.

Uma dos mais polêmicas temas foi retirado do projeto: a quarentena de cinco anos de desligamento do cargo que seria exigida de juízes, membros do Ministério Público, guardas municipais, militares e policiais para poderem concorrer às eleições a partir de 2026.

A bancada maranhense votou em peso a favor do texto, com exceção dos deputado Junior Lourenço (PL) e Marreca Filho (Patriota) que não votaram.


Aluisio Mendes (PSC-MA) -votou Sim
André Fufuca (PP-MA) -votou Sim
Bira do Pindaré (PSB-MA) -votou Sim
Cleber Verde (Republican-MA) -votou Sim
Edilazio Junior (PSD-MA) -votou Sim
Gastão Vieira (PROS-MA) -votou Sim
Gil Cutrim (Republican-MA) -votou Sim
Hildo Rocha (MDB-MA) -votou Sim
Josimar Maranhãozinho (PL-MA) -votou Sim
Junior Lourenço (PL-MA) – Ausente
Juscelino Filho (DEM-MA) -votou Sim
Marreca Filho (Patriota-MA) – Ausente
Pastor Gil (PL-MA) -votou Sim
Pedro Lucas Fernan (PTB-MA) -votou Sim
Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA) -votou Sim
Zé Carlos (PT-MA) -votou Sim

Bolsonaro recua e diz de falas do dia 7, “foi sem querer querendo”

O presidente Bolsonaro, num gesto de recuo aos arroubos golpistas divulgou nesta quinta-feira, dia 9, uma declaração escrita que chama de ‘Declaração a Nação’, que nunca teve intenção de agredir nenhum dos poderes.

O ex-presidente Michel Temer, foi o mediador da tentativa de baixar a temperatura entre os poderes, após os atos do 7 de setembro, com defesa de pautas consideradas antidemocráticas e ataques ao Judiciário e ministros do STF.

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro
Presidente da República federativa do Brasil

Bolsonaristas tentam invadir Ministério da Saúde e agredir Jornalistas

Um grande de apoiadores do presidente Bolsonaro, tentou invadir o Ministério da Saúde nesta quarta-feira, dia 8, em Brasília. Eles também tentaram agredir jornalistas que se encontravam no local.

De acordo com as informações, o grupo está na capital federal desde segunda-feira, dia 6, acampada na Esplanada dos Ministérios e participaram das manifestações do dia 7 de setembro.

Lideranças políticas no MA defendem Estado Democrático de Direito

No Maranhão lideranças políticas utilizaram as redes sociais nesta terça-feira, dia 7 de setembro, para defenderam as instituições e o Estado Democrático de Direito.

Hoje está acontecendo em várias cidades, com destaque para Brasília, atos de apoio ao presidente Bolsonaro.

Entre os posicionamentos se destacam do governador Flávio Dino (PSB), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania).

Lula crescendo e desaprovação de Bolsonaro aumentando

O Instituto Atlas Político divulgado nesta segunda-feira, dia 6, véspera dos atos convocados por Jair Bolsonaro, para o 7 de setembro, traçou um panorama eleitoral de 2022.

Os números estão cada vez mais favoráveis ao ex-presidente Lula.

A desaprovação de Bolsonaro voltou a subir. Foi de 62% em julho, para 64%. Em maio, o índice estava em 57%.

A aprovação, por sua vez, chegou ao menor patamar desde o primeiro levantamento, feito em abril de 2020: 32%. Além desses, 4% não souberam responder.

A avaliação também bateu recorde negativo. Pela primeira vez, aqueles que avaliam o governo como Ruim ou Péssimo são mais que 60%: 61%. Por outro lado, os que avaliam como Ótimo ou Bom são 24%. Outros 14% avaliam a gestão de Bolsonaro como Regular.

Eleições

A vantagem do ex-presidente Lula (PT) para Bolsonaro se ampliou tanto em primeiro quanto em segundo turno, segundo a pesquisa.

Em um cenário de primeiro turno com cinco candidatos (Lula, Bolsonaro, Ciro Gomes, João Doria e Eduardo Leite), o petista registra 40,6% contra 34,5% do atual presidente.

O ex-presidente chega a 42,6% quando são quatro postulantes; Bolsonaro fica com 35,4%. O terceiro colocado nos cenários é Ciro Gomes (PDT), que varia entre 8,8% e 10,2%.

A pesquisa revela ainda que, em um eventual segundo turno, Lula ganharia de Bolsonaro com 52,5% dos votos, contra 35,9% do atual presidente – uma vantagem de 16,6 pontos. 11,6% não souberam responder.

Lula melhora imagem

Segundo os dados da pesquisa Atlas, Lula vem em uma crescente desde janeiro, em uma situação oposta a de Bolsonaro. Essa foi a primeira vez que o instituto mostra o ex-presidente com mais de 40% dos votos em primeiro turno.

Além disso, o instituto mostra uma expressiva melhora na imagem do ex-mandatário.

De julho para setembro, a imagem positiva subiu de 43% para 46% e a negativa despencou de 54% para 48%. Entre maio e dezembro de 2020, a imagem negativa de Lula passava dos 60%. Desde janeiro, os índices ficam cada vez mais favoráveis ao petista.

A imagem de Lula é a melhor desde que o instituto começou esta medição, em maio de 2019. (Revista Fórum)

Ministro do STF, Luís Fux, pede respeito ao se referir ao dia 7

O ministro Luís Fux, presidente do STF, nesta quinta-feira, dia 2, pediu respeito ao se referir às manifestações do próximo dia 7, organizadas pelos apoiadores do presidente Bolsonaro.

“A Suprema Corte confia que os cidadãos agirão em suas manifestações com senso de responsabilidade cívica e respeito institucional, independentemente da posição político-ideológica que ostentam.”, destacou o ministro Fux.

Eliziane comemora derrota no Senado da ‘minirreforma trabalhista’

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), comemorou o resultado da votação no Senado, nesta quarta-feira, dia 1º, que derrubou por 47 a 27, a MP 1045/21, uma espécie de reforma trabalhista.

O resultado da votação é uma derrota do governo do Bolsonaro que defendia a flexibilização na legislação trabalhista.

A proposta entre outros aspectos criaria novos tipos de contratação para jovens, contratação sem direito a férias, 13º salário e FGTS. O programa de redução de jornadas e salários também foi rejeitada.