


Movimentos ganharam força neste sábado (30) com manifestações em favor da união das diversas correntes políticas em defesa da democracia. Um deles, coma a hastag somos70porcento, foi um dos assuntos mais comentados do Twitter.
O movimento Estamos Juntos reúne políticos como Fernando Henrique Cardoso, Fernando Haddad, Flávio Dino e artistas, entre eles, Fernanda Montenegro, Antônio Fagundes, Lobão e Caetano Veloso e outros.
O escritor Paulo Coelho e o apresentador Luciano Huck também estão entre os cerca de 300 apoiadores. O texto, intitulado “Somos muitos”, foi publicado na forma de anuncio na Folha de S.Paulo, no Estadão e no Globo deste sábado.
Sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro, o grupo diz que se alinha a dois terços da população. O presidente tem média de aprovação popular de 30%.


O deputado federal, Eduardo Bolsonaro (filho do presidente), que já havia dito que “para fechar o STF basta um cabo e um soldado”, na última quarta-feira (27), disse que a ruptura da democratica no Brasil não se trata mais de ‘se’, mas ‘quando’.
“.. entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos. Mas falando bem abertamente, opinião do Edurado Bolsonaro, não é mais uma opinião de ‘se’, mas de ‘quando’ isso vai ocorrer”..”, deputado Eduardo Bolsora sobre ruptura democratica.
O posicionamento de Eduardo Bolsonaro se deu em meio a reação do governo à operação da PF contra fake news, que teve como alvo aliados do presidente Bolsonaro.

O ex-bolsonarista, Alexandre Frota, deputado federal pelo PSDB-SP, agora adversário e critico implacáveis da família bolsonaro, nesta quinta-feira (28), motivado pela operação da PF contra fake news e ataques aos ministros do STF, fez uma convocação nas redes sociais para a batalha contra o presidente da república e seus aliados.
“Ontem a quadrilha digital começou a ser desmontada no Brasil” disse Frota no twitter.
https://twitter.com/alefrota77/status/1266096800466898949
Chamou atenção de muitos o fato de Alexandre Frota concordar com o ex-presidente Lula, que também no twitter, alertou para o risco e intensão de Bolsonaro em promover a ruptura democrática no Brasil.

O governador FLávio Dino contestou o presidente Bolsonaro nas redes sociais, após este defender aliados alvos da operação da PF que investiga de fake news. A ação foi determinada pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Para o presidente a operação foi “um sinal que algo de muito grave está acontecendo com a democracia”, e que os investigados são ‘cidadãos de bem’ exercendo o ‘direito de expressão’.
Em resposta Flávio Dino disse que ‘sinal de algo grave com nossa democracia’ é a “indevida pressão do presidente da República sobre o Supremo Tribunal Federal”.

O ex-presidente Lula disse nesta quarta-feira (27), à Rádio Jovem Pan Aracaju, que o PT avalia lançar Rui Costa, governador da Bahia ou o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) como pré-candidatos à presidência da República em 2022.
“A única coisa certa nesse momento é que não vou disputar as eleições em 2022 por causa da minha idade. Contudo, podemos lançar o Rui Costa ou apoiar outro nome como o governador do Maranhão, Flávio Dino, sem nenhuma dificuldade. Estamos aqui para conversar”, disse Lula.
Em janeiro deste ano, o vice-presidente nacional do PT, Paulo Teixeira, anunciou em seu Twitter que Dino poderá estar na chapa nas próximas eleições à Presidência da República.
Também em janeiro deste ano, o jornal o Globo divulgou que Dino foi sondado pelo ex-presidente Lula para voltar ao PT. O convite não teria sido formal. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), também participou do encontro, na Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo. (Mídia Bahia)

Seis deputados bolsonaristas deverão ser ouvidos no inquérito sobre fake news e ameaças ao STF. A determinação é do ministro Alexandre de Moraes.Os parlamentares tem 10 dias para prestarem os esclarecimentos e estão proibidos de deletarem publicações nas redes sociais.
Eles são todos suspeitos e investigados no inquérito objeto da ação do ministro do Alexandre Moraes.
Entre os parlamentares estão Carla Zambelli (PSL-SP), que ontem comemorou a operação da PF no Rio de Janeiro contra Wilson Witzel (PSC-RJ, e ainda, Luís Phillipe de Orleans e Bragança (PSL-SP), descendente da família real portuguesa.
Os outros deputados são: Bia Kicis (PSL-DF); Daniel Silveira (PSL-RJ); Filipe Barros (PSL-PR); Cabo Junio Amaral (PSL-MG). Outros dois deputados estaduais ambos do PSL também serão ouvidos Gidelvanio Santos Diniz, o “Carteiro Reaça” (PSL) e Douglas Garcia.

A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira (27), uma operação e cumprem 29 Mandados de Busca e Apreensão no âmbito do procedimento conduzido pelo Exmo. Senhor Ministro Alexandre de Moraes. As ordens judiciais estão sendo cumpridas no DF, RJ, SP, MT, PR e SC.
Não há mandados de prisão apenas busca e apreensões. O inquérito apura fake news e informações falsas e ameaças com ministros do STF.
São alvos da operação Roberto Jefferson (presidente do PTB), o empresário Luciano Hang, o deputado Douglas Garcia (PSL-SP) e Allan dos Santos, este último é blogueiro.