Marcelo Crivella é preso faltando apenas nove dias para deixar a Prefeitura do Rio

Do G1

Operação da Polícia Civil e Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta terça-feira (22), o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), o empresário Rafael Alves e o delegado aposentado Fernando Moraes.

Também são alvos o ex-senador Eduardo Lopes, que não foi encontrado. Ele teria se mudado para Belém e deverá se apresentar à polícia. Ele foi senador do Rio pelo Republicanos, ao herdar o cargo de Crivella, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel.

A ação é um desdobramento da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na Prefeitura do Rio. Os mandados são cumpridos pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) da Polícia Civil e do Gaocrim, do MP-RJ. A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.

A prisão de Crivella acontece 9 dias antes de terminar o seu mandato. Como o vice-prefeito dele, Fernando McDowell, morreu em maio de 2018, quem assume a prefeitura enquanto o prefeito estiver preso é o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felipe (DEM).

Partidos definem posições em relação a Eleição da Câmara do Deputados

Do Congresso em Foco

O apoio de partidos da oposição resultado da articulação de Rodrigo Maia (DEM-RJ), para eleição da Câmara Federal, deu um grande folego às suas pretensões de eleger seu sucessor cujo nome ainda não foi definido.

Com os apoios o bloco garantiria 281 dos 257 necessários, caso todos 513 deputados participem da eleição.

Anunciaram apoio à candidatura de oposição ao nome do Palácio do Planalto: PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB e Rede. Desses partidos, apenas o PSB não está integralmente fechado com o bloco que está sendo montado por Rodrigo Maia.

Candidato preferido de Jair Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL), tem apoio do PP, PL, PSD, Republicanos, Solidariedade, Pros, PSC, Avante e Patriotas. O ex-partido de Bolsonaro, o PSL, declarou apoio a Artur Lira, mas alguns parlamentares deverão votar contra ele.

A eleição com votação secreta na Câmara dos Deputados acontece dia 1º de fevereiro, até lá a fortes possibilidades de mudança de voto.

“O PT não comporá na Câmara com candidatura apoiada por Bolsonaro”, Gleisi Hoffmann

Do Uol

A deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, anunciou nas redes sociais, que o partido não comporá com candidaturas apoiadas pelo governo Bolsnaro, na eleição da Câmara Federal. A estratégia é construir alternativa junto com a oposição.

“O PT não comporá bloco para a mesa da Câmara com candidatura apoiada por Bolsonaro. Junto com a oposição construirá alternativa de bloco em defesa da democracia e uma candidatura que represente e debata um programa e uma agenda para derrotar Bolsonaro e tirar o país da crise”, anunciou Gleisi Hoffmann.

O PT que tem a maior bancada na Câmara, a posição da maioria é não compor com nenhum candidato à presidência da Câmara, ligado ou apoiado pelo governo Bolsonaro.

O deputado Arthur Lira (PP-AL) tentou negociar o apoio do PT, ele é o preferido do Palácio do Planalto.

Emenda de Eliziane Gama à LDO garante vacina a todos os brasileiros

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021, aprovada esta semana, contou com emendas da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), a que garante vacinas para todos os brasileiros contra a Covid- 19.

“Cada pessoa vacinada é um a mais estimulando a economia, um funcionário a mais com seu emprego garantido, um agente de público a mais prestando seus serviços de qualidade à população, seja na segurança pública, educação, saúde, e, principalmente, um membro de uma família que poderá voltar ao convívio e afeto de seus entes queridos. É obrigação do Estado garantir de forma indiscriminada a segurança e saúde de toda a população”, afirma a Eliziane.

A proposta do governo Bolsonaro previa imunizar pouco mais de 24 milhões de pessoas. A emenda da senadora aprovada contempla todos os 211 milhões de brasileiros. 

Governo muda discurso após tentar negar doença e sabotar vacinação

O tom do discurso do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 16, durante lançamento do Plano Nacional de Imunização, chamou mais atenção da imprensa e dos presentes que a ação do governo em relação a doença.

O mesmo presidente que desde o início da crise sanitária chegou classificar a pandemia de “histeria” e a doença de “gripizinha”, hoje na solenidade no Palácio do Planalto, disse que o coronavírus “afligiu a todos desde o início”.

“Realmente, nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus, como ainda não sabemos. Irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal”, destacou Bolsonaro.

Ele ainda fez uma especie de ‘pedido de desculpas’, caso tenha havido algum excesso do governo durante a pandemia, segundo o presidente, foi no “afã de encontrar solução”.

“A grande força agora é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução”, acrescentou o presidente.

“LDO e orçamento sem debate e sem acompanhamento da sociedade”, Márcio Jerry sobre votação

O deputado Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, lamentou às circunstância em que deverá ser votado no Congresso Nacional, nesta quarta-feira, dia 16, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentaria) sem análise prévia da CMO (Comissão Mista de Orçamento).

“..Apreciaremos a LDO sem ainda ter sido instituída a Comissão Mista de Orçamento e sem previsão para aprovar o orçamento (..) LDO e orçamento sem debate no parlamento e sem acompanhamento da sociedade é um desses absurdos do momento. A crise da pandemia não justifica de modo algum estarmos até agora sem a CMO instituída e funcionando..”, questionou Márcio jerry.

O deputado federal, Márcio Jerry, também criticou o fato de que a eleição na Câmara Federal, tenha impedido a instalação e o trabalho da Comissão Mista de Orçamento, no momento em que sua função seria imprescindível, uma vez que há “questões graves” envolvendo a economia do país.

“Impasses políticos que tem como pano de fundo a sucessão na Mesa da Câmara impediram a instalação e funcionamento da CMO, num momento em que questões graves da economia refletidas no orçamento precisam ser ampla e profundamente debatidos”, acrescentou o deputado.

O relator da matéria é o senador Irajá Abreu (PDT-TO), ele aceitou a proposta do governo de flexibilizar a meta fiscal em cerca de R$ 247 bilhões para o resultado primário, rejeitando a ideia de uma meta flexível de trabalhar.

Para Dino ‘termo de responsabilidade’ para tomar vacina, não faz menor sentido

O governador Flávio Dino (PCdoB, questionou nas redes sociais nesta terça-feira, dia 14, o “termo de responsabilidade” que o governo Bolsonaro pretende adotar, para que o cidadão assine ao se vacinar contra Covid-19.

Para Dino, o governo dar entender que pretende transferir aos brasileiros a total responsabilidade em relação a vacina. O que, segundo ele, legalmente ‘não faz o menor sentido”.

“.. o Poder Público não teria responsabilidade ao disponibilizar e aplicar uma vacina? Juridicamente não faz o menor sentido..”, alertou Dino.

O presidente Bolsonaro anunciou na noite de ontem, segunda-feira, dia 14, que assinará duas medidas provisória: uma para compra de vacinas contra a Covid-19, a outra que determinará que, qualquer vacina adotada no Brasil, não será obrigatória e que será exigido aos que tomarem um “termo de responsabilidade”.

A medida criticada por especialistas, não foi adotado em nenhuma parte do mundo.