Asas da FAB: ministros usam aviões oficiais para campanha no país

Da Revista Crusoé

Ministros estariam utilizando aeronaves da FAB (Força Área Brasileira), para fazerem campanha política no país, segundo publicação da Revista Crusoé nesta segunda-feira, dia 14. Entre os membros do primeiro escalão do governo denunciados está o ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP-PI).

Em agosto de 2021, Ciro Nogueira, levou ao Piauí uma comitiva num avião da FAB, para um encontro de prefeitos com o ministro da Educação, Milton Ribeiro.

“..Tenho certeza que vamos transformar o Piauí em celeiro se tivermos homens de bem, uma bancada (deputados) unida e coesa, bons representantes. Nós iremos passar as eleições, virar a pagina e nos unirmos para que possamos transformar o estado (..) Piauí acima de tudo, Deus acima de todos..”, cravou Ciro Nogueira no evento.

De acordo com a Crusoé, o campeão de utilização das aeronaves da FAB em 2022, com 27 requisições é o ministro Saúde, Marcelo Queiro. A maioria das vezes para participar de atividades com notório tom eleitoral. Seis do total de viagens foi para a Paraíba, estado pelo qual ele pretende se concorrer ao Senado ou Governo.

Sancionado Projeto Lei do ICMS único sobre combustíveis

Do Uol

O presidente Bolsonaro (PL) sancionou, na íntegra, o PLP (Projeto de Lei Complementar) 11/20, que prevê a criação de um ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) único sobre os combustíveis.

A sanção foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

O projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional na quinta-feira, mesmo dia em que a Petrobras anunciou reajuste nos preços de até 25% da gasolina, diesel e GLP, o gás de cozinha.

O PLP 11/20 estabelece um valor único de imposto por litro de combustível (alíquota “ad rem”). Na dinâmica atual, o imposto cobrado é um percentual do valor do combustível (alíquota “ad valorem”). É por isso que, sempre que o preço do petróleo sobe no mercado internacional ou o valor do dólar ante o real aumenta, a arrecadação de ICMS sobre combustíveis também cresce.

Maioria da bancada do MA apoia ‘mineração em terras indígenas’

Mesmo com protestos em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, dia 9, por 279 a favor, 180 contrários e três abstenções, a urgência do  PL 191/2020, que autoriza a mineração em terras indígenas.

“Como nós não temos as comissões instaladas, vamos autorizar a formação de um grupo de trabalho com, em tese, 20 deputados – na proporção de 13 deputados da maioria e 7 da minoria – com prazo acertado entre os líderes de 30 dias para que o projeto venha ao Plenário na primeira quinzena de abril”, disse Arthur Lira, presidente da Câmara.

A projeto que teve a urgência aprovada pelos deputados é criticado por ambientalistas e especialistas em direitos humanos. São grandes as chances de ser aprovado no Congresso em tempo recorde.

A maioria dos votos da bancada maranhense na Câmara Federal foi favorável.

Aluisio Mendes (PSC-MA) – votou Não

André Fufuca (PP-MA) – votou Sim

Bira do Pindaré (PSB-MA) – votou Não

Cleber Verde (Republican-MA) – votou Sim

Edilazio Junior (PSD-MA) – votou Sim

Gastão Vieira (PROS-MA) – votou Sim

Gil Cutrim (Republican-MA) – votou Sim

Hildo Rocha (MDB-MA) – votou Sim

João Marcelo S. (MDB-MA) – votou Não

JosimarMaranhãozi (PL-MA) – votou Sim

Josivaldo JP (Podemos-MA) – votou Sim

Junior Lourenço (PL-MA)

Juscelino Filho (União-MA) – votou Sim

Marreca Filho (Patriota-MA) – votou Não

Pastor Gil (PL-MA) – votou Sim

Pedro Lucas Fernan (PTB-MA) – votou Não

Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA) – votou Não

Zé Carlos (PT-MA) – votou Não

Evento de Mulheres com Bolsonaro não tem mulher entre palestrantes

Da Monica Bergamo

O encontro promovido pelo Grupo Voto que ocorrerá dias 9 e 10 de março, em Brasília, para debater o papel da mulher na política, não tem mulheres entre os palestrantes.

O evento é para homenagear o Dia Internacional da Mulher.

De acordo com organização da homenagem no encontro com Bolsonaro e os outros convidados a plateia será composto na sua totalidade por mulheres.

“O objetivo maior é romper com o(s) ciclo de poder masculino”, destacou Karim Miskulin presidente do Grupo Voto.

Participarão o presidente Jair Bolsonaro; o ministro da Economia, Paulo Gudes; o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara Federal; e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas (pré-candidato ao governo de São Paulo apoiado por Bolsonaro).

“Não bateu o martelo quanto a data”, Siqueira sobre Alckmin no PSB

Do Uol

Com objetivo de ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acertou nesta segunda-feira, sua filiação ao PSB, a informação é de Carlos Siqueira, presidente nacional do partido.

“Tivemos uma conversa muito boa com ele [Alckmin]. Mais uma, né? Ele disse que o caminho natural dele é o PSB e praticamente ficou selado o ingresso dele, mas vai decidir uma data. Não bateu o martelo quanto à data (..) Quando ele disse que o caminho natural é aqui, é porque vai acontecer. Nunca tivemos muita dúvida da opção dele. Ele sabe que aqui é sempre muito bem-vindo. Todos nós já demos as boas-vindas a ele (..) Alckmin passa a ser o nosso candidato a vice”, mas, “para oficializar, é preciso que o candidato à Presidência o faça”, disse Siqueira.

Da reunião também participaram com presenças de Alckmin e Siqueira contou ainda com as participações o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB), do prefeito de Recife, João Campos (PSB), e do presidente do diretório paulista do PSB, Jonas Donizette.

MDB não participará de federação nas eleições 2022

O deputado Baleia Rossi (MDB-SP), presidente nacional do MDB, informou nas redes sociais que a sigla não formará federação com outras as siglas nas eleições de 2022.

O MDB vinha discutindo com PSDB e União Brasil a formação de federação, mas decidiu seguir com o nome da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para presidência da república, que no próximo dia 10 será a voz do partido nas inserções de TV, porém aberto para uma alternativa de candidatura única do centro democrático.

“Muito obrigado, PCdoB!”, Rubens Jr ao anunciar saída do partido

Como era esperado o deputado federal, Rubens Júnior, anunciou nesta quinta-feira, dia 3, sua saída do PCdoB, partido que ingressou a convite do governador Flávio Dino (PSB), e que ficou 13 anos.

No comunicado o parlamentar ratifica seu apoio às candidaturas de Flávio Dino para o Senado; do vice-governador Carlos Brandão ao Governo; e de Lula para a Presidência da República.

“Mudo de partido, mas não mudo de lado, mantendo a coerência política e os mesmos ideais. Apoio firmemente a eleição de Flávio Dino ao Senado e a de Carlos Brandão ao Governo do Estado. Tenho a total convicção de que ambos representam o melhor caminho para o Maranhão. No campo nacional, fortaleço ainda mais a minha disposição para lutar contra o obscurantismo bolsonarista, apoiando a pré-candidatura do presidente Lula”, destaca trecho da carta.

Na carta aberta Rubens Júnior destaca sua gratidão pelas lutas e vitórias no PCdoB e a motivação da mudança partidária: ‘indefinições no sistema de Federações Partidárias’.

Integra da Carta: 

Hoje me desfilio do PCdoB. É para mim, acima de tudo, um dia de agradecimento.

Agradeço a oportunidade de ter construído uma trajetória de lutas a favor do nosso povo, nesses mais de 13 anos em que tive a honra de compor os quadros do partido.

No PCdoB lutei todos os justos combates. Sempre fui leal e ajudei com orgulho a liderar, na Assembleia Legislativa do Maranhão, um processo histórico de mudança dos rumos do nosso Estado, sempre defendendo as pautas populares. No PCdoB me elegi deputado estadual e federal duas vezes, fortalecendo a coerência, enfrentando com clareza e disposição as tentativas de retrocesso no Brasil, ao me opor firmemente aos governos Temer e Bolsonaro.

Sou profundamente grato à militância do PCdoB, sobretudo pelo firme apoio nas eleições de 2020. Jamais esquecerei a liderança do presidente do partido, deputado Márcio Jerry que, ao lado da UJS, da UNEGRO, da UBM, da CTB e de tantos outros movimentos sociais carregaram a bandeira da nossa candidatura na reta decisiva da campanha.

Agradeço especialmente ao governador Flávio Dino, que me motivou a ingressar no partido, me inspirando a superar os muitos desafios em nome da causa progressista, à favor dos que mais precisam.

Neste momento de muitas transformações no sistema eleitoral, a decisão de mudança partidária é motivada pelas indefinições no sistema de Federações Partidárias.

Mudo de partido, mas não mudo de lado, mantendo a coerência política e os mesmos ideais. Apoio firmemente a eleição de Flávio Dino ao Senado e a de Carlos Brandão ao Governo do Estado. Tenho a total convicção de que ambos representam o melhor caminho para o Maranhão. No campo nacional, fortaleço ainda mais a minha disposição para lutar contra o obscurantismo bolsonarista, apoiando a pré-candidatura do presidente Lula.

Este é um momento que requer de todos nós atenção, paciência e reflexão, tendo a certeza de que a mudança partidária fortalecerá as justas causas do nosso grupo político.

Em 2014 mudamos os rumos do Maranhão. Com o governador Flávio Dino aproximamos as políticas públicas dos que realmente precisavam do apoio do Estado.

Em 2022 a luta é para garantir que esse firme legado se mantenha e se amplie. Para isso, todos temos que fortalecer nossas convicções, reorganizar nossas formas de luta, afirmando nosso compromisso com o que é justo, sem jamais esquecer de onde viemos e dos ideais que representamos.

Muito obrigado, PCdoB!

Rubens Pereira Júnior – Deputado Federal

São Luís, 03 de março de 2022

Suspenso último processo da ‘Lava Jato de Moro e Deltan’ contra Lula

Do Conjur

O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, a ação penal contra Lula relacionada a compra de caças suecos para a Aeronáutica. Último processo contra o petista, que lidera a corrida eleitoral para presidência da república, ocorre na 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal.

A devesa de Lula alegou que as mensagens entre procuradores que atuavam na “lava jato” obtidas por hackers revelam que a denúncia dos caças foi idealizada pela turma da Lava Jato em Curitiba.

“..É praticamente impossível achar o agente público neste caso (..) Em outras palavras, reconhecia ser impraticável a configuração do crime de corrupção, que, de acordo com a legislação pátria, deve, necessariamente, envolver a atuação de um servidor estatal (..) Não bastasse isso, é possível verificar, ainda, neste exame preliminar dos autos, que os integrantes da ‘lava jato’ de Curitiba não apenas idealizaram, desde os seus primórdios, a acusação contra o reclamante objeto da presente contestação — possivelmente movidos pelos mesmos interesses heterodoxos apurados em outras ações que tramitaram no Supremo Tribunal Federal — como também, pasme-se, revisaram a minuta da denúncia elaborada pelos procuradores do Distrito Federal..”, declarou Lewandowski.