Bolsonaro copia medida adotada por Flávio Dino no Maranhão contra queimadas

 

Reunião-Amazonia1
Foto: Reprodução

De acordo com a Folha de SP nesta quarta-feira (28), o governo Bolsonaro prepara várias ações que serão todas anunciadas até a próxima semana com objetivo de barrar e minimizar o desgaste com a crise das queimadas na Amazônia.

Entre as providencias do pacote de ações o governo federal editou hoje um decreto que proíbe queimadas durante dois meses em todo Brasil. O decreto será publicado amanhã quinta-feira (29), no Diário Oficial da União.

A medida é semelhante a que o governador Flávio Dino (PCdoB) apresentou na última terça-feira (27), durante reunião dos governadores da Amazônia Legal e o presidente Bolsonaro em Brasília, como uma das ações que adotadas no Maranhão para enfrentar o problema das queimadas.

De acordo com o texto do decreto editado por Flávio Dino a proibição abrange o período de 27 de agosto a 30 de novembro de 2019.

decreto fogo

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles continua internado em Brasília

 

Salles
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro/Foto: Reprodução

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Ele deu entrada no inicio da madrugada desta quinta-feira (28).

Informações extraoficiais é que o ministro apresentava sintomas de infarto. Ele está em observação para que os médicos acompanhem o desenvolvimento do quadro.

Ministro do Meio Ambiente é um dos ministros mais contestados do governo Jair Bolsonaro. Sua gestão é alvo de investigação do Tribunal Contas da União, ele também foi denunciado ao Ministério Público e Comitê de Ética da Presidência da República.

O desgaste de Salles aumentou com crise na região amazônica, com repercussão internacional.

Weverton Rocha culpa Bolsonaro por aumentar temperatura da polêmica sobre Amazônia

 

weverton-rocha-senador-da-republica
Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O Senador Weverton Rocha (PDT-MA) criticou nesta terça-feira (27) a forma como o presidente Bolsonaro se comportou diante da crise das queimadas na Amazônia.

Para o senador maranhense a oposição é acusada injusta e sistematicamente pelo presidente por tentar dificultar seu governo, e agora, pelo desgaste internacional. Para ele, o presidente é o principal responsável por aumentar a ‘temperatura’ da crise.

“Na série histórica de problemas das queimadas na Amazônia nem um chefe de estado se comportou na crise da forma como o presidente Bolsonaro. Diferente de quatro anos atrás, quando Dilma venceu as eleições, a oposição não aceitou até acontecer o impeachment. Na atual quadra o presidente Bolsonaro tem o conforto de a oposição aceitar o resultado. Por tanto, ele não pode acusar o mundo de ser petista e comunista e que acabaram com o Brasil”, destacou Weverto.

Mas, o senador maranhense também elogiou Bolsonaro pela iniciativa de se reunir com os governadores da Amazônia Legal, e com eles discutir alternativas e soluções para a crise.

Para Weverton o convite principalmente ao governador Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que tem notória divergências ideológicas e políticas com Bolsoanro, foi um gesto importante em meio à crise.

Erro
Este vídeo não existe

 

Flávio Dino crítica postura do governo Bolsonaro em relação a crise na Amazônia

 

governadores-amazonia-e1566920198832
Foto: Reprodução

Durante a reunião dos governadores da Amazônia Legal com o presidente Bolsonaro (PSL), na manhã desta terça-feira (27), o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) criticou a postura do governo federal na crise das queimadas na Amazônia.

“Não precisamos rasgar a Constituição. Lá está definido que a Amazônia é um patrimônio nacional,.. Precisamos separar o joio do trigo. Não podemos dizer que as ONGs são inimigas do Brasil. Não é tocando fogo nas ONGs que vamos salvar a Amazônia”, disse Flávio Dino.

Na reunião o presidente Bolsonaro destacou o apoio e reconhecimento do presidente norte americano Donald Trump em relação a politicas adotadas pelo seu governo na área ambiental em especial na Amazônia. Ele também responsabilizou governos anteriores pelos problemas existentes na área ambiental brasileira.

Flávio Dino e Bolsonaro voltam se encontrar na reunião com governadores da Amazônia Legal

 

forum-de-governadores-amazonia
Foto: Reprodução

Governadores da Amazônia Legal se reunirão na manhã desta terça-feira (27), com o presidente Bolsonaro. O objetivo será discutir e encontrar saídas para o problema envolvendo a Amazônia. A reunião acontece no Palácio do Planalto às 10h,

“Melhor modo de defender a indeclinável soberania nacional sobre a Amazônia é exercê-la em sua plenitude, cuidando bem do que é nosso. Para tais cuidados serem efetivos, a ajuda internacional pode ser útil. Não há razão para recusá-la apenas por extremismo ou por brigas pessoais”, destaca Flávio Dino.

A agenda sobre Amazônia colocará novamente o presidente Bolsonaro (PSL) e o governador Flávio Dino (PCdoB) frente a frente. De posições políticas e ideológicas antagônicas o reencontro está causando certa expectativa.

Participam da reunião os governadores do Maranhão, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Mato Grosso.

A avaliação negativa do governo Bolsonaro saltou de 19% para 39,5%

 

MDA
Presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

SÃO PAULO – Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (26) mostra avaliação negativa do governo Jair Bolsonaro. O percentual saltou de 19% em fevereiro para 39,5% este mês. Enquanto isso, a avaliação positiva caiu de 38,9% para 29,4% no mesmo período de tempo.

No caso da avaliação pessoal de Jair Bolsonaro, a aprovação recuou de 57,5% para 41%, enquanto a desaprovação do presidente foi de 28,2% para 53,7% entre fevereiro e agosto.

Enquanto isso, apenas 9,5% dos entrevistados acreditam que o presidente está cumprindo totalmente suas promessas de campanha, enquanto outros 45,4% afirmam que ele está cumprindo em partes. Outros 40% dizem que Bolsonaro não está cumprindo suas promessas. 5,1% não souberam ou não responderam.

No caso da relação com o Congresso, 31,6% das pessoas afirmam que o presidente tem conseguido uma boa articulação para aprovar temas importantes para o País, enquanto 55,6% acham que ele não está conseguindo articular as propostas. 12,8% não souberam ou não responderam.

Segundo a pesquisa, entrevistados apontaram Saúde (54,7%), Educação (49,8%) e Emprego (44,2%) como os maiores desafios do atual governo. Dentre as onze opções apresentadas, os entrevistados deixaram Energia (2,0%), Saneamento (3,1%) e Transporte (3,5%) como os menores desafios.

Sobre o desempenho do governo em diferentes setores, a pesquisa coloca o Combate à Corrupção (31,3%), Segurança (20,8%) e Redução de cargos e ministérios (18,5%) como as áreas que o governo melhor atuou nestes oito meses.

Por outro lado, Saúde (30,6%), Meio Ambiente (26,5%) e Educação (24,5%) foram apontados pelos entrevistados como as áreas de pior desempenho de Bolsonaro.

Permanência de Sérgio Moro no governo Bolsonaro está por um fio

 

xbolsonaro-moro.jpg.pagespeed.ic.LJiAJVqI7S
Foto: Reprodução

247 – O ex-juiz Sergio Moro está com os dias contados no governo federal. É o que indica reportagem publicada neste sábado pelo jornalista Jailton Carvalho, no jornal O Globo, sob o título “O gatilho do desgaste”.

Segundo Carvalho, Jair Bolsonaro decidiu inviabilizar a permanência de Moro no governo depois que o ex-juiz procurou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para pedir que ele revisse uma decisão que impede investigações que usem dados do Coaf, órgão de controle financeiro, sem autorização judicial. A decisão de Toffoli foi interpretada como uma medida que blinda o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), envolvido no caso Queiroz.

“Desde que soube do pedido de Moro a Toffoli e a outros ministros do STF, Bolsonaro decidiu inviabilizar a presença do ministro no governo. Os dois já vinham tendo alguns desentendimentos desde o início do ano. O pedido foi a gota d’água. A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente”, escreveu Carvalho.

Como Moro foi a Toffoli para reverter a medida, Bolsonaro, que na prática atua para estancar a sangria da corrupção, teve uma reunião duríssiima com Moro no dia 28 de julho. “Se o senhor não pode ajudar, por favor não atrapalhe”, disse ele ao ex-juiz no momento mais tenso da reunião. o final, o ministro deixou o Alvorada com o semblante carregado. Dias depois, Bolsonaro foi informado de que Moro, mesmo após o tenso diálogo, continuava fazendo gestões em favor da revisão da decisão de Toffoli. No mesmo instante, o presidente resolveu que ampliaria a beligerância contra o ministro da Justiça.

Desde então, Moro tem sofrido sucessivas derrotas. Perdeu o Coaf para o Banco Central e assiste calado à intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal.  Caso permaneça no governo, será apenas um auxiliar de um governo fortemente associado à corrupção e a esforços para impedir seu combate – diferentemente do que havia nos governos plenamente democráticos.

Bolsonaro é o terceiro presidente mais mal avaliado da América Latina

 

Jair-Bolsonaro-3
Foto: Reprodução

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos para medir a aprovação dos presidentes latino-americanos perante 403 pessoas influentes na opinião pública da região – colunistas, articulistas, jornalistas – coloca Jair Bolsonaro como o terceiro chefe de Estado mais mal avaliado da América Latina.

À frente apenas dos seus algozes Nicolás Maduro (3%), da Venezuela, e Miguel Díaz-Canel (18%), de Cuba, Bolsonaro possui somente 29% de aprovação. Em primeiro lugar aparece o direitista Sebástian Piñera (68%), do Chile, no levantamento que questionou jornalistas e “líderes de opinião” de 14 países da América Latina sobre 12 presidentes da região.

O Ipsos argumenta que o levantamento não se propõe a representar a opinão da população desses países, apenas mostrar a popularidade entre pessoas que influenciam a opinião pública. Essa foi a primeira pesquisa em que apareceu o presidente Jair Bolsonaro depois de tomar o posto, demonstrando que sua chegada não é bem vista na região – em novembro, logo após as eleições, ele tinah 25% de aprovação. Entre os brasileiros consultados, a aprovação de Bolsonaro atinge apenas 21%.

Na pesquisa, o brasileiro aparece bem abaixo do aliado Mauricio Macri (50%), da Argentina, que busca reeleição e sofreu uma dura derrota nas eleições prévias do país vizinho.

Confira o ranking dos presidentes:

Sebástian Piñera, Chile – 68%
Tavaré Vásquez, Uruguai – 65%
Iván Duque, Colômbia – 53%
Martín Vizcarra, Peru – 51%
Lenin Moreno, Equador  – 51%
Mauricio Macri, Argentina – 50%
Andrés López Obrador, México – 44%
Evo Morales, Bolívia – 36%
Jair Bolsonaro, Brasil – 29%
Miguel Díaz-Canel, Cuba – 18%
Nicolás Maduro, Venezuela – 3%

Laurentino Cortizo foi o 12º chefe de Estado que teve o nome questionado, mas não aparece no ranking da Ipsos porque 60% dos consultados não emitiu opinião sobre ele. Na América Central e no Caribe, onde é mais conhecido, ele obteve 53% de aprovação e 5% de desaprovação.

(Informações Revista Fórum)