Para Frente Nacional de Prefeitos Bolsonaro tentou fugir da responsabilidade

 

FNP

Do Poder 360

A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) criticou o pronunciamento em rede nacional de TV e Rádio nesta 5ª feira (8.abr.2020). Para a instituição, o presidente tentou fugir de sua responsabilidade jogando as decisões de fechar cidades para governos e prefeituras.

Eles argumentam, entretanto, que procuraram o governo federal duas vezes para orientações em relação ao tema e não tiveram resposta.

“O presidente apesar de dizer que respeita a autonomia dos governadores e prefeitos, distancia-se e opõe-se quando afirma que “muitas medidas de forma restritiva, ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos”, escreve em ofício.

A instituição, que reúne cidades com mais de 80 mil habitantes, também questiona o trecho do discurso em que Bolsonaro afirma que as medidas restritivas seriam tomadas sem consulta ao governo federal.

“Essas declarações, além de lamentáveis, porque tentam eximir o presidente de suas atribuições de chefe de Estado, autoridade que tem como dever zelar pela harmonia da federação, também não são verdadeiras”, disseram.

No documento divulgado nesta 5ª feira (8.abr), os prefeitos afirmam ter procurado o governo para receberem orientações no enfrentamento à pandemia em 27 de março. Como não tiveram resposta, voltaram a questionar o Executivo em 30 de março. Também não teriam sido atendidos.

“Diante disso, prefeitas e prefeitos das cidades com mais de 80 mil habitantes, que reúnem 61% da população e produzem 75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, reafirmam que continuarão trabalhando incansavelmente para prestar o melhor atendimento possível à população e também continuarão reforçando as medidas de isolamento social, como forma de não causar um colapso no Sistema Único de Saúde”, encerram o comunicado.

Integra do oficio da FNP

Ministro do STF impede Bolsonaro de acabar com Isolamento Social nos Estados

 

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Ministro do STF Alexandre de Moraes/Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acolheu um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil para que o presidente Jair Bolsonaro seja impedido de acabar com o isolamento social nos estados e municípios.

“Não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exercício de suas competências constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no âmbito de seus respectivos territórios, importantes medidas restritivas como a imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas, entre outros mecanismos reconhecidamente eficazes para a redução do número de infectados e de óbitos, como demonstram a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) e vários estudos técnicos científicos”, diz Moraes na decisão.

O presidente tem dito que pode decretar o fim das medidas de isolamento, revogando o que foi estipulado por governadores e prefeitos. (Congresso em Foco)

A aqui a íntegra da decisão

Dino propõe ‘agenda séria’ para reunião de Bolsonaro e Mandetta

 

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O presidente Bolsonaro e o ministro Henrique Mandetta (Saúde), se reunirão nesta quarta-feira (8). A expectativa é grande para o resultado do encontro, que segundo informações,  participarão apenas os dois.

Nesta semana uma especie de ‘operação de guerra’ impediu a demissão de Mandetta por divergência com Bolsonaro na condução da crise do Covid-19.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, que nos últimos dias sofreu ataques de Carlos Bolsonaro e o general Augusto Heleno aliados próximos e influentes do governo, sugeriu nas redes sociais algumas questões que chamou de ‘agenda séria’ para reunião de hoje do Presidente e o ministro da Saúde.

sugestões Flavio

Pandemia faz avaliação negativa de Bolsonaro subir entre mais pobres

 

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Foto: Reprodução

Segundo dados da pesquisa Datafolha divulgados nesta terça-feira (7), pelo jornal Folha de S.Paulo a Pandemia do Coronavírus fez avaliação negativa do presidente Bolsonaro subir entre mais pobres.

Para esse seguimento da população que têm renda familiar de até dois salários mínimos, o desempenho de Bolsonaro no enfrentamento da crise é ruim ou péssimo para 40%. Há duas semanas o percentual era de 33%.

A pesquisa mostra outras variações que justificam a queda de popularidade de Bolsonaro.

A reprovação passou de 29% para 36% para os que recebem de dois a cinco salários. Para os que tem renda de cinco a dez salários, o aumento foi 34% para 42%. Já os que tem renda superior a dez salários houve queda de 51% para 46%.

Maura Jorge se junta a Roberto Rocha no PSDB principal reduto bolsonarista no MA

 

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(Brasília – DF, 26/04/2019) Encontro com Senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e Maura Jorge, Ex-deputada. .Foto: Marcos Corrêa/PR

Abrigada em um cargo federal na Funasa, a ex-prefeita de Lago da Pedra e ex-candidata de Bolsonaro ao Governo do Maranhão, Maura Jorge, filiou-se ao PSDB no apagar das luzes da janela partidária, fechada no último sábado (04).

Uma das principais lideranças do bolsonarismo no estado, Maura deve disputar novamente a prefeitura em seu município de origem.

Sem espaço no PSL maranhense, que passou a ser controlado pela família Macedo, ela deve permanecer no ninho tucano até que Bolsonaro consiga formalizar o partido Aliança pelo Brasil, que inda não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para sua criação.

A ida de Maura Jorge para o PSDB tenta dar musculatura a um partido que não conseguiu estabelecer uma estratégia de crescimento no Maranhão, desde que passou a ser controlado pelo Senador Roberto Rocha.

Isolado e sem ter obtido sucesso na tentativa de coligação com o Podemos, do deputado Eduardo Braide, Rocha tenta agora garantir a própria sobrevivência, se ancorando no esfacelado e anti-popular movimento bolsonarista no Maranhão. Seu plano A é tentar se reeleger ao Senado em 2022, mas as possibilidades de sobrevivência política são maiores se tentar uma cadeira na Câmara Federal.

Os movimentos erráticos do senador também enfraqueceram a pré-candidatura à prefeitura de São Luís, do deputado Wellington do Curso, que foi colocado na geladeira para que o projeto de apoio à candidatura de Braide vingasse.

Como Braide recusou o apoio do PSDB, a pré-candidatura de Wellington foi mantida aos trancos e barrancos e sem muito interesse da cúpula partidária.

Com o enfraquecimento do Bolsonarismo no país e também no Estado, o PSDB caminha para um desempenho eleitoral em 2020 que, na melhor das hipóteses, dará a seu controlador maior a possibilidade de continuar sobrevivendo na política. (Blog da Lígia Teixeira)

Pesquisa XP mostra aprovação do Isolamento Social e atuação dos Governadores

 

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De acordo com a Pesquisa XP, divulgada nesta sexta-feira (3), a parte da população que classificam o trabalho dos governadores como “bom” saltou de 26% em março para 44% em abril. Desde que iniciou em outubro de 2019, é a primeira vez que a atuação positiva dos governadores supera a negativa e a regular.

O crescimento da avaliação positiva dos governadores está relacionada com opinião de 80% dos entrevistados que aprovam isolamento social, que consideram a melhor forma de se prevenir contaminação do novo coronavírus.

Declaradamente contrário à medida, o presidente Jair Bolsonaro,  teve avaliação do seu governo muito ruim. O número dos que consideram o governo ‘ruim ou péssimo’, subiu para 42%, em março era 36%.

Justiça proibe Bolsonaro de adotar medidas contra Isolamento Social

 

BOçal
Foto: Reprodução

O presidente Bolsonaro e seu governo estão proibidos de adotarem medidas contra o isolamento social, recomendação da Organização Mundial de Saúde para prevenção do novo coronavírus.

Dois decretos do presidente que ia nesse sentido foram suspensos, o que classificava as igrejas e casas lotéricas como serviços essenciais, o que, na prática, permitia o funcionamento desses estabelecimentos, mesmo em estados em que os governos municipais ou estaduais tivessem proibido aglomerações.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Na decisão, o juiz da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias, Márcio Santoro Rocha, determinou que o governo federal e a prefeitura da cidade de Duque de Caxias, “se abstenham de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela OMS”, a multa em caso de desobediência é de R$ 100 mil.

O presidente vem afirmando que o isolamento social não é a medida mais eficaz contra a pandemia do coronavírus. Com os dados e os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, secretarias estaduais da saúde e maiores cientistas de todo mundo, é possível afirmar que ou o presidente está mentindo ou está extremamente mal informado.

Para Bolsonaro, quem tem seguido os conselhos dos órgãos acima mencionados, está agindo com “histeria”. Sem apresentar um dado científico, o presidente tem pedido abertamente, inclusive em campanha bancada com dinheiro público, para as pessoas voltarem as atividades normal.

O coronavírus já vitimou fatalmente 23.335 seres humanos no mundo e já contaminou 509.164 pessoas. Estamos falando de meio milhão de vidas.

No Brasil a situação não é nada esperançosa. Em um mês desde que a doença chegou por aqui, são 3.417 pessoas infectadas e 92 mortos. (Informações Congresso em Foco)