Reforma da Previdência: mudanças nas aposentadorias em 2023

Quem está prestes a se aposentar precisa ficar atento. A reforma da Previdência estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

Aposentadoria por idade

A regra de transição estabelece o acréscimo de seis meses a cada ano para as mulheres, até chegar a 62 anos em 2023. Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima estava em 60 anos, passando para 60 anos e meio em janeiro de 2020. A idade mínima para aposentadoria das mulheres aumentou para 61 anos em 2021, 61 anos e meio em 2022 e agora chegou ao valor estabelecido pela reforma.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 15 anos.

Aposentadoria por tempo de contribuição

A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2021 para 2022. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 90 pontos (mulheres) e 100 pontos (homens).

Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 58 anos (mulheres) e 63 anos (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Direito adquirido

Quem alcançou as condições para se aposentar por alguma regra de transição em 2022, mas não entrou com pedido no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no ano passado, não precisa se preocupar. Por causa do conceito de direito adquirido, eles poderão se aposentar conforme as regras de 2022.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do fim da década de 90, o momento para conquistar o direito à aposentadoria ocorre quando o trabalhador alcança as condições, independentemente de data do pedido ou da concessão do benefício pelo INSS. Isso beneficia os segurados que enfrentam longas filas no INSS para ter os processos analisados.

Ao tomar posse, no último dia 3, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, disse que pretende rever a reforma da Previdência. Dias depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informaram que nenhuma revisão está em estudo e que qualquer decisão desse tipo precisa ser aprovada pelo Palácio do Planalto. (Agencia Brasil)

Militares e familiares em protesto na Câmara Federal chamam Bolsonaro de ‘traidor’

 

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Foto: Reprodução

O presidente Bolsonaro foi alvo de protestos nesta terça-feira (29, de praças, cabos militares da reserva e seus familiares. Aos gritos de “traidor” eles tomaram conta da sala na Câmara Federal onde estava sendo discutido e analisado a Reforma da Previdência dos Militares.

Eles cobram do presidente o cumprimento das promessas que o presidente fez a eles durante a campanha. De acordo com eles, o governo privilegia militares de alta-patente em detrimento deles, que o apoiaram e fizeram campanha para ele.

Previdência: Roberto Rocha vota a favor; Weverton e Eliziane Gama contra

 

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Roberto Rocha (PSDB), Eliziane Gama (CIDADANIA) e Weverton (PSDB)/Foto: Reprodução

Aprovada nesta terça-feira (22) no Senado Federal a Reforma da Previdência foi aprovada por 60 votos a 19 pelo Senado Federal. A matéria segue para a promulgação presidencial.

A estimativa de economia com a aprovação é de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos.

Dos três senadores maranhenses Eliziane Gama (CIDADANIA) e Weverton Rocha (PDT) votaram contra enquanto Roberto Rocha (PSDB) votou a favor.

O senador Weverton em pronunciamento classificou a aprovação da Reforma uma covardia aos trabalhadores brasileiros.

“..em defesa do direito do trabalhador se aposentar, VOTAMOS NÃO ao projeto. Essa PEC é uma covardia com os trabalhadores brasileiros..”, disse Weverton.

Weverton e Eliziane comemoram PIS/PASEP para quem ganha até dois salários

 

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Senadores Weverton (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania)/Foto: Reprodução

Os senadores do Maranhão Weverton (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) que votaram contra o texto base da Reforma da Previdência aprovado por 56 votos 19 na noite de terça-feira (1º), ajudaram derrotar o governo ao aprovarem o pagamento do PIS/PASEP para trabalhadores que ganham até 2 salários mínimos.

O destaque responsável pela derrota do governo foi apresentado pela senadora Eliziane líder do Cidadania.

“Uma grande vitória. O plenário, a partir de um destaque que apresentei hoje na reforma da Previdência, garantiu o pagamento de abonono salarial para quem ganha até dois salários mínimos”, comemorou Eliziane.

O senador Weverton que também contribuiu para derrota do governo disse que o resultado foi uma vitória dos trabalhadores. A proposta do governo era limitar o recebimento para quem recebe até R$ 1.364,43.

“Enfim uma vitória para o trabalhador! Aprovamos no Plenário do Senado o pagamento do PIS/PASEP para trabalhadores que recebem até 2 salários mínimos. A proposta do governo era restringir para quem recebe até R$ 1.364,43, o que poderia cortar 13 milhões de pessoas do benefício”,, comemorou Weverton.

 

Previdência: Othelino Neto ratifica posição de Assembleias do Nordeste

 

Othelino em Brasília 2

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, e também das Assembleias do Nordeste se reuniu ontem, quarta-feira (11), no Senado Federal, em Brasília (DF), para discutir a Reforma da Previdência, que tramita no Senado Federal.

Othelino Neto e os presidente das Assembleias do Nordeste não assinaram o documento em apoio à PEC paralela da Previdência, proposto pela senadora Simone Tebet (MDS-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

“Nós, representantes do Nordeste, fizemos algumas ressalvas e não assinamos o ofício em apoio à PEC paralela, pois entendemos que esse é um tema muito sensível e mantemos nossas ponderações sobre alguns pontos que consideramos prejudiciais para a população mais necessitada do Brasil e, em particular, do Nordeste”, enfatizou Othelino Neto.

No encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o deputado Othelino se pronunciou como presidente das Assembleias Legislativas do Nordeste, em relação suas posições.

“Nosso desejo, respeitando a prerrogativa do Congresso Nacional de decidir e legislar sobre a Previdência, é fazer com que entendam nossas posições e que , ao final, quando o Congresso deliberar de forma definitiva, que reconsidere alguns aspectos aprovados na Câmara, que nós consideramos que retira o caráter solidário da Previdência Pública do Brasil”, reafirmou Othelino, em seguida, durante reunião com o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O senador Weverton (PDT), que também participou da agenda em Brasília. Ele falou da importância da integração de todos em relação a Previdência.

“Essa PEC reduz muitos direitos e diminui o valor agregado de trabalhadores que terão, no futuro, direito à aposentadoria. Menos dinheiro significa menos circulação e, consequentemente, menos renda no nosso país. Os presidentes das Assembleias se anteciparem e poderem vir aqui no Senado conversar conosco os envolvido é de grande valia para estarem sintonizados e também para se alertarem da gravidade que é o tema da Reforma da Previdenciária“, ressaltou o senador Weverton.

Punição: PSB expulsa um e suspende nove que desrespeitaram orientação do partido

 

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Foto: Reprodução

O PSB decidiu na sexta-feira (30) punir 10 deputados que contrariaram a orientação da legenda para votar a favor da reforma da Previdência nos dois turnos de votação da Câmara dos Deputados.

Deles, só Átila Lira (PI) recebeu a sanção mais grave – a expulsão. Os demais foram suspensos de suas funções partidárias e parlamentares pelo período de um ano.

Aprovado pela ampla maioria do diretório nacional com 84 votos favoráveis, sete contrários e uma abstenção. Com isso, Átila Lira foi expulso e uma suspensão de um ano foi aplicada aos deputados Emidinho Madeira (MG), Felipe Carreras (PE), Felipe Rigoni (ES), Jeferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS), Rodrigo Agostinho (SP), Rodrigo Coelho (SC), Rosana Valle (SP), Ted Conti (ES).

A suspensão, que inicialmente vale por um ano, será reavaliada em seis meses. Caso esses deputados mantenham-se alinhados à legenda e não cometam mais nenhuma transgressão, a suspensão pode ser encurtada nessa reanálise do caso.

O PDT também abriu um processo no conselho de ética contra deputados do partido que votaram a favor da reforma da Previdência. A punição desses oito dissidentes, contudo, ainda não foi definida.

(Congresso em Foco)

Flávio Bolsonaro é escalado para defender Capitalização no Senado

 

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Paulo Guedes, ministro da Economia, e Flávio Bolsonaro, senador (PSL-RJ)

Sem sucesso na Câmara Federal, o sistema de Capitalização da Aposentadoria, principal proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro será defendida no Senado pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

No governo Bolsonaro o maior defensor da Capitalização é Paulo Guedes, banqueiro e ministro da Economia.

O principal argumento de Paulo Guedes para a Capitalização é a expectativa de vida do brasileiro que aumentou. Ele defendeu a proposta na Câmara mas foi rejeitada até por aliados do governo Bolsonaro.

Polemico, no regime capitalização o cidadão é responsável pela própria aposentadoria, se guardou dinheiro terá aposentadoria; funciona como uma poupança. Os contrários a capitalização alegam que as pessoas não é bom, mas para bancos e instituições financeiras é uma maravilha.