Crise: Jair Bolsonaro não atende apelos e Bebiano deixará o governo

 

montagem-carlos-bolsonaro-gustavo-bebianno
Carlos Bolsonaro vence Gustavo Bibiano que vai deixar o governo/Foto: Reprodução

BRASÍLIA —  O secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebiano,vai deixar o governo. Em conversa com o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (15),  Bebianno foi convidado a ocupar a diretoria de uma estatal, mas não aceitou e, por isso, ficou decidido que vai sair do governo, segundo relato de auxiliares do presidente.

A permanência de Bebianno no governo tinha sido costurada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, mas Bolsonaro não ficou satisfeito. Queria rebaixar o auxiliar de posto, o que não foi aceito por Bebianno. O ministro teria dito que a oferta era uma demonstração de “ingratidão”.

Segundo esses auxiliares, o presidente e seu ministro até teriam combinado uma nova conversa na segunda-feira, mas a divulgação pela imprensa da intenção de Bolsonaro de exonerá-lo teria acelerado o processo.

Ao longo da semana, Bebianno tentou ser recebido por Bolsonaro diversas vezes, mas vinha sendo ignorado. Nesta tarde, o presidente, finalmente, resolveu atendê-lo. Em um primeiro momento, a conversa teve a participação do vice-presidente Hamilton Mourão, de Onyx e de Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Ao final, o ministro e o presidente se reuniram sozinhos em um diálogo ríspido, com ataques de ambos os lados.

Envolto numa crise provocada pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que trabalha pela demissão do desafeto no governo, o ministro passou os últimos dias tentando se segurar no cargo. Bebianno enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro.

Informações do O Globo

Prefeito de São Luis Gonzaga, Dr. Júnior, é eleito Presidente da AMMM

 

Dr
Dr. Júnnior (Prefeito de São Luis Gonzaga) e novo Presidente da Associação dos Municípios do Médio Mearim /Foto: Reprodução

O médico Francisco Pedreira Martins Junior, o Dr. Junior (PDT), foi eleito nesta sexta-feira (15), Presidente da Associação dos Municípios do Médio Mearim (AMMM). Ele está no exercício do primeiro mandato de Prefeito em São Luís Gonzaga do Maranhão.

Após eleito presidente da Associação, Dr. Júnior disse que pretende pautar sua gestão no diálogo e melhorar a parceria da AMMM com a FAMEM (Federação dos Municípios do Maranhão), que também está sob nova direção do prefeito Erlanio Xavier, de Igarapé Grande, e do mesmo partido do prefeito de São Luís Gonzaga.

“Vamos dialogar com todos os prefeitos da região e fortalecer os vínculos com a Famem, para que as cidades do Médio Mearim tenham força na busca por recursos, para melhorar a vida das pessoas” destacou Dr. Júnior.

A Associação dos Municípios do Médio Mearim é composta pelos municípios de Altamira do Maranhão, Bacabal, Brejo de Areia, Bom Lugar, Conceição do Lago Açu, Lago Verde, Marajá do Sena, Olho D’gua das Cunhas, Paulo Ramos, São Luís Gonzaga e Vitorino.

Bolsonaro é refém dos ‘garotos’

 

familia
Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro/Foto: Reprodução

Por Gilvandro Filho

O presidente Jair Bolsonaro é hoje refém dos próprios filhos. Não dá um passo que não seja após ouvi-los. Pretere os seus auxiliares mais diretos em troca do palpite de um dos três. Tem em Flávio, Carlos e Eduardo uma espécie de tríade divina que tudo pode e que pensa ter nas mãos os destinos do Brasil e dos brasileiros. E não é assim. Ou não pode ser assim.

A crise da hora envolvendo o filho do meio Carlos Bolsonaro e o ex-presidente do PSL e atual ministro Gustavo Bebiano é algo impensável que nem o mais crítico observador imaginaria acontecer.

Carlos não tem nenhum mandato federal, é vereador do Rio e deveria estar cuidando de sua castigada cidade – Flávio é senador e Eduardo, deputado federal -, mas é o filho mais ouvido pelo presidente, estando sempre ao lado do pai, desde a solenidade de posse ao acompanhamento na internação de no Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia abdominal. Controla das redes sociais e a comunicação do presidente. Tudo de maneira informal, já que o governo possui um porta-voz nomeado e no exercício da função.

A situação é surreal. Um filho do presidente da República, sem qualquer importância funcional formal dentro do governo, chega e chama um ministro de Estado de mentiroso. O que faz o pai-presidente? Dá uma enquadrada no filho boquirroto? Tenta demonstrar que o governo não é o que parece? Nada disso. A reação de Bolsonaro-pai é deixar o seu ministro pendurado no pincel ao dizer praticamente a mesma coisa que disse o filho pseudo porta-voz.

Não que Bebiano seja isento de responsabilidade pelo rastilho de pólvora que se arma e precocemente começa a explodir a credibilidade do presidente, do governo e do partido. Ele foi o presidente do PSL antes de Luciano Bivar e tem tanta culpa quanto o sucessor na proliferação do imenso laranjal em que se transformou a legenda. Praticamente todo dia, a imprensa traz uma laranja nova, adubada com centenas de milhões de reais do fundo partidário e que responderam com as menores mais caras votações da História. Mas, daí pegar Bebiano e deixar ele torrar no forno armado por Carlos Bolsonaro, já são outros quinhentos.

A crise toma fôlego a cada lance desse episódio bizarro. A ponto de o presidente da Câmara dos Deputados chegar e jogar azeite na panela fervente. Sem usar de meias-palavras, Rodrigo Maia acusou Bolsonaro de se esconder atrás do filho para demitir um ministro. Mais claro, impossível.

Para um presidente da República, ouvir que não tem coragem de afastar um ministro e precisa, para tal, de um biombo familiar, convenhamos, é algo inédito na República. Não há notícia de um governo que, com 45 dias de vida, esteja tão enrolado, em boa parte, por causa da parentada do chefe do Executivo. E de um chefe de Executivo que não consegue conter a parentada intrometida.

O Brasil não é a casa dos Bolsonaro. Alguém, no entanto, precisa dizer isto ao presidente. Mas não é o bastante. E é bom o próprio presidente ter ouvidos e sensibilidade para entender, aceitar e efetivamente mudar a situação. A pena para essa surdez pode ser dura demais. Para o presidente e para o país.

Nessa crise envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebiano, assistir ao noticiário do governo na televisão tem sido constrangedor. Parece um bando de desnorteados tentando disfarçar a gravidade, tanto do escândalo envolvendo o PSL quanto do agravamento da crise de relacionamento que isto provocou.

O quadro é muito ruim. A ingerência dos “garotos” em tudo e sobre todos deixa o País parado, após dois meses e meio de governo. O resultado é uma horda de aliados magoados e desrespeitados. É uma base parlamentar dividida e atônita. A maioria, vale lembrar, não simpatiza com Carlos Bolsonaro e fecha com Bebiano. Como é o caso, também, do vice-presidente Hamilton Mourão e até do ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni.

Resta saber se essa “unanimidade” afetará Bolsonaro e o fará se decidir entre ser o presidente ou o pai superprotetor. O segundo caso vence com folga, até agora.

Presidente da Câmara Osmar Filho cumpre agenda em Brasília

 

osmar 2
Senador Weverton Rocha recebe grupo de vereadores de São Luís liderados pelo Presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho, cumprindo extensa agenda em Brasília/Foto: Reprodução

O vereador Osmar Filho (PDT), Presidente da Câmara Municipal de São Luís, acompanhado de um grupo de vereadores está em Brasília em busca de soluções para demandas do Legislativo Municipal e da capital.

Nesta quinta-feira (14), a comitiva reuniu-se com parte da bancada maranhense e se encontrou com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, onde foram discutidos investimentos para o setor em São Luís.

O vereador Osmar Filho sabe da importância da comunicação e pretende ampliar a divulgação das ações da Câmara Municipal, por essa razão está buscando uma parceria com o Sistema de Comunicação da Câmara Federal. Ele discutiu o assunto com a coordenadora da Rede Legislativa de Rádio e TV da Câmara Federal, Evelin Maciel Brisolla.

O grupo de vereadores esteve também no Ministério do Desenvolvimento Regional, onde Osmar Filho foi recebido pelo assessor especialda pasta, Marco Porto. O objetivo foi a possibilidade de obter recursos para investimentos no saneamento básico em São Luís.

Por fim, se encontraram com os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama (PPS). Diante das dificuldades regionais para solucionar as demandas municipais, Brasília parece ter se transformado numa espécie de ‘oásis’. Diante disso, os vereadores da capital pretendem elaborar uma pauta que será permanentemente
discutida em Brasília.

eliziane vereadores
Senadora Eliziane Gama recebe vereadores de São Luís/Foto: Reprodução

“Estou feliz com a visita do presidente da Câmara de São Luís, Osmar Filho, dos vereadores Marquinhos e Estevão Aragão e do deputado Pedro Lucas Fernandes. Nós conversamos sobre demandas para a cidade. O Legislativo Municipal tem papel preponderante para buscar melhorias para a capital maranhense. Por isso, coloco meu gabinete à disposição da cidade de São Luís e do Estado do Maranhão”, afirmou Eliziane Gama

A agenda da comitiva da Câmara Municipal de São Luís segue nesta sexta-feira (15), no Banco do Brasil e no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O último compromisso de Osmar Filho será um almoço com a juventude do PDT.

Presidente da Vale fica sentado durante homenagem às vitimas de Brumadinho

 

sentado
Fábio Shavartsman (Presidente da Vale) sentado durante homenagem às vitimas de Brumadinho/Foto: Reprodução

O presidente da Vale Fábio Shavartsman participou nesta quinta-feira (14), na Câmara Federal, de uma audiência com deputados federais sobre a tragédia de Brumadinho. Ele defendeu a empresa, disse que a Vale não pode ser punida pelo ocorrido. Durante o pedido de um minuto de silêncio em homenagens às vítimas, quando todos ficaram de Fábio Shavartsman se manteve sentado.

Crise no Planato: “Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado”

 

exame
Gustavo Bebiano, Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro/Foto: Exame

Em conversas com interlocutores, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, tem demonstrado forte mágoa com todo o episódio de fritura a que está sendo submetido pelo presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o vereador Carlos Bolsora.

“Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado. É preciso ter um mínimo de consideração com quem esteve ao lado dele o tempo todo”, desabafou Bebiano em uma conversa com interlocutores.

Segundo esses relatos, Bebianno está impressionado com o fato de o presidente dar muito apoio aos argumentos do filho nesse episódio, e deixá-lo de lado no caso.

“Não vou sair escorraçado pela porta dos fundos”, relatou o ministro a colegas, em uma demonstração de que, se Bolsonaro quiser demiti-lo, terá que assumir o desgaste público de ter que mandar o auxiliar embora com pouco mais de um mês de governo.

Segundo ele, se Bolsonaro quisesse tirá-lo do cargo, deveria ter construído uma saída elegante, sem o desgaste na mídia. Ele ressaltou que não pretende pedir demissão.

A esses interlocutores, Bebianno disse que manteve sim contato com o presidente durante o período de internação de Bolsonaro, e que isso está registrado não só nas mensagens enviadas em seu celular, mas também nas mensagens recebidas por ele.

Ele também demonstra surpresa por ter tratamento diferenciado quando caso semelhante foi registrado em Minas Gerais, envolvendo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Gustavo Bebianno foi um dos coordenadores da campanha eleitoral do presidente. Elepresidiu o PSL, partido de Bolsonaro, no ano passado e durante toda a campanha. Deixou o posto depois de ter sido nomeado ministro da Secretaria de Governo.

No último domingo, reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” informou que Bebiano liberou R$ 400 mil do fundo partidário, para uma candidata “laranja” de Pernambuco, que concorreu a uma vaga de deputada federal e recebeu 274 votos. A “Folha” também noticiou caso semelhante envolvendo o ministro do Turismo.

O ministro também ressalta a interlocutores que o PSL nacional não cuida de candidaturas estaduais, mas que mesmo assim acha estranho a hipótese de o atual presidente da sigla, Luciano Bivar, ter feito algo de irregular.

Lembrou para um colega que quando assumiu o partido, no início do ano passado, havia acúmulo de verbas do fundo partidário, no caixa do PSL Mulher e na convenção do partido e que, por isso, acha improvável que Bivar quisesse desviar dinheiro do partido. Ele alega ainda que Bivar tem boa condição financeira.

Informações G1

Gov. Flávio Dino se reúne com o vice-presidente Hamilton Mourão

 

dino
Flávio Dino (Governador do Maranhão) e o vice-presidente Gen. Hamilton Mourão/Foto: Reprodução

O Governo do Maranhão Flávio Dino se reuniu nesta quinta-feira (14), em Brasília, com  o Vice Presidente da República, General Hamilton Mourão.

O Governador defendeu uma agenda de desenvolvimento para o Nordeste e convidou o Vice Presidente para uma visita ao Porto do Itaqui, o porto que mais cresce no Brasil.