Bolsonaro pai, Francisco, e Bolsonaro filho: falecido capitão tinha papel-chave nas campanhas eleitorais do clã/Foto: Reprodução
A suspeita do Ministério Público de que a família Bolsonaro se beneficiou de um esquema de contribuições a partir de nomeações no Legislativo ganhou mais um desdobramento neste fim de semana. E não apenas devido à atuação do policial militar Fabrício de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) que, segundo indícios identificados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e apurados pelo MP, administrava uma espécie de caixinha de colaborações dos demais servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para o mandatário – o Coaf rastreou uma movimentação bancária de R$ 1,2 milhão, “atípica” para quem recebia um salário de R$ 8,5 mil.
Apuração da revista IstoÉ feita nos gabinetes do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e de seus filhos revela uma prática semelhante ao esquema de caixinha de assessoria: funcionários do clã fizeram doações e prestaram serviços políticos para campanhas eleitorais dos Bolsonaro e, em alguns casos, os valores das contribuições ultrapassavam os próprios rendimentos de quem doava.
Joice Hasselmann, Major Olimpio e Eduardo Bolsonaro/Foto: Reprodução
Matéria publicada no jornal O Globo revelando o clima na madrugada de ontem quinta-feira (6), em grupo de WhatsApp do PSL envolvendo a deputada eleita Joice Hasselmann e o deputado federal e senador eleito, Major Olímpio, ambos apoiadores ferrenhos de Bolsonaro, mostra que o presidente eleito terá mais problemas para manter seu governo de pé que imagina.
Como a palavra de ordem no governo Bolsonaro é ‘poder a qualquer custo’, o motivo do barraco foi a eleição na Câmara Federal. Até Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, entrou no ‘arranca rabo’ e disse qual o plano do pai para influenciar na disputa.
“O PSL está fora das articulações? Estou fazendo o que com o líder do PR agora? Ocorre que eu não preciso e nem posso ficar falando aos quatro cantos o que ando fazendo por ordem do presidente. Se eu botar a cara publicamente, o Maia pode acelerar as pautas bombas do futuro governo. Por isso, quem tem feito mais essa parte é o delegado Waldir no plenário e o Onyx via líderes partidários”, disse Eduardo Bolsonaro.
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes: guru econômico do presidente eleito/ Foto: Sergio Moraes/Reuters)
Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que desconhece informações sobre inquérito da Polícia Federal que investiga Paulo Guedes, um dos futuros ministros do seu governo. A declaração foi dada durante a formatura de aspirantes a oficial na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) onde se formou em 1977.
“Desconheço investigação sobre Paulo Guedes. Eu integro o Poder Legislativo e integrarei o Executivo. Isso compete ao Judiciário”, disse sobre a investigação.
Sobre Paulo Guedes, que comandará a Economia no governo Bolsonaro, pesam suspeitas de irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento. A abertura do inquérito foi um pedido do Ministério Público Federal à PF. Guedes nega irregularidades.
Após responder sobre o caso de Guedes, Bolsonaro comparou o caso com o processo aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao crime de estupro e injúria.
“Eu sou réu no Supremo Tribunal Federal. E daí? Todo mundo que eu converso, sendo amigo ou não, diz que é uma coisa que beira o absurdo. Eu estava defendendo uma mulher, vítima de estupro. E eu defendi uma condenação para o estuprador. O outro lado defendia que o estuprador deveria ser tratado como um garotinho que apenas abusou por cinco dias e matou uma menina de 16 anos de idade. E eu acabei sendo réu. É justo isso? O povo entendeu que não, tanto é que votou em mim”, disse.
Um dos principais nomes do governo do Maranhão, o deputado federal eleito Marcio Jerry (PCdoB), conversou com o Blog Upaonews no final da tarde desta quinta-feira (22). Ele acompanhou o governador Flávio Dino esta semana em Brasília, onde foi cumprido extensa e importante agenda.
Aliado de Flávio Dino de longa data, conquistou uma das vagas de deputado federal nas eleições de 2018 com expressiva votação. Experiente na política, mesmo ainda não tendo exercido mandato eletivo se mostra consciente e atento a conjuntura politica nacional e o papel da classe política local em defessa do país e do Maranhão, num cenário de incertezas no Brasil.
Basicamente duas questões foram tratadas com Marcio Jerry, a primeira quanto a relação do governo Federal e o Maranhão. A outra, o ‘mantra’ da oposição a Flávio Dino, de que seu governo teria quebrado o estado..
Sobre a relação com o governo Federal, onde o presidente eleito Jair Bolsonaro tem no governador Flávio Dino, um dos mais duros críticos do projeto que conduzirá o país a partir de 2019, Marcio Jerry, lembrou que a luta do Maranhão será a mesma do Brasil, em particular dos nove estados da região Nordeste.
” O presidente Bolsonaro foi eleito para presidir o Brasil dentro dos marcos constitucionais e democráticos, respeitando os votos que o elegeu, assim como dos governadores e parlamentares que não são ligados a ele. Então vamos sim, buscar uma relação institucional do Maranhão com o governo Federal”, disse Marcio Jerry.
Quanto aos ataques sistemáticos e acusações ao governo Flávio Dino, que teria comprometido as contas públicas, Márcio Jerry, foi taxativo “quebrada está a oposição” ressaltando as derrotas aplicadas ao grupo sarney em 2014 e 2018, que segundo ele, implodiu a oposição no Maranhão.
“O que está quebrado é a oposição que não tem o que dizer! O governador Flávio Dino foi eleito em 2014 e 2018, tem um portfólio de realizações e obras em todo Maranhão. Ampliou a Saúde, Educação, Segurança.., e paga em dia os salários do funcionalismo público. Fez um trabalho que não tem um similar no Brasil, cujo resultado foi o reconhecimento nacional do Portal G1 como o melhor governador do país. Quem quebrou foi a oposição, tanto que continua tonta com a eleição de 2018, sem saber o que fazer e dizer. Perdem tempo com provocações tolas que fazem desde 2015, com prenúncios do caos..” destacou .
Cúpula do PT após coletiva à Imprensa em Brasília/Foto: Ricardo Sturckert
O PT reuniu a imprensa nesta quarta-feira (21), em Brasília, para anunciar atuação do partido em oposição ao governo Bolsonaro (PSL) no Congresso. Estava à frente dos petistas Fernando Haddad, candidato derrotado no 2º turno da eleição presidencial.
Além do governador do Piauí Wellington Dias (PT-PI) e a senadora eleita governadora Fátima Bezerra (PT-RN), participaram também os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS), Maria do Rosário (PT-RS) e Benedita da Silva (PT-RJ); e os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR), (presidente nacional do partido).
As lideranças do partido não especificaram como objetivamente farão oposição ao governo, mas que formará uma frente ampla “contra qualquer tipo de retrocesso”. Também não disseram se outros partidos participarão.
De acordo com o Haddad, haverá “duas trincheiras”. Uma pela defesa dos direitos sociais que deve atrair outros partidos de esquerda e de centro. A outra mais ampla atuará em defesa dos direitos civis, com a possibilidade de participação da direita e liberais.
Ao falar sobre as articulações para formar a oposição a Bolsonaro, Haddad disse que uma frente se constrói programaticamente, “não por simpatias e antipatias pessoais”. Afirmou também que as lideranças parlamentares irão analisar pauta a pauta, sem descartar apoiar o governo em votações.
Jornal GGN – Sem levar em consideração ou analisar a lista tríplice da Advocacia Pública, o futuro presidente Jair Bolsonaro escolheu o atual corregedor-geral da Advocacia-Geral da União (AGU), André Luiz de Almeida Mendonça, para comandar o órgão.
Foto: Reprodução/AGU
Na semana passada, o Forum Nacional da Advocacia Pública realizou uma votação interna entre os formados procuradores federais, procuradores da Fazenda Nacional e advogados da União para recomendar os três nomes mais votados ao futuro presidente.
A medida de escolher um dos nomes mais votados pelas carreiras não é uma obrigação da Constituição brasileira, mas foi adotada como prática ética pelos governos do ex-presidente Lula e Dilma.
No evento do Forum, foram eleitos o procurador da Fazenda Nacional, Fabrício da Soller, a advogada da União, Izabel Vinchon, e o procurador federal Sérgio Bueno. Os nomes deles foram entregues diretamente ao presidente eleito.
Entretanto, Bolsonaro não optou por nenhum deles e decidiu nomear ao posto o advogado André Luiz de Almeida Mendonça, para suceder Grace Mendonça na AGU. Atualmente, André de Almeida exercia o cargo de corregedor-geral e havia chegado a ser um dos 10 finalistas da votação, mas não entre os três mais apoiados pelas carreiras.
De acordo com a imprensa, a indicação teve relação com a escolha de Wagner Rosário para permanecer na Controladoria-Geral da União (CGU), uma vez que André assessorava desde 2016.
Da mesma forma como fez com os demais cargos de primeiro escalão, Bolsonaro divulgou seu nome pelas redes sociais, descrevendo-o como advogado “com ampla vivência e experiência no setor”.