Dino chama 1.000 dias do governo Bolsonaro de ‘bem esquisito’

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), um dos homens públicos mais críticos do governo Bolsonaro, nesta segunda-feira, dia 27, reagiu com ironia à agenda de comemoração dos 1.000 dias do governo.

Flávio Dino fez referência ao evento de entrega de 10 Km no estado da Bahia, que será entregue pelo presidente Bolsonaro. Dino, que está no governo do Maranhão desde 2015, lembrou que já entrou no estado cerca de 6.000 km de asfalto.

O governo pretende com as ‘ações de comemorações’ melhorar sua imagem que não está nada boa. O presidente Bolsonaro espera melhorar a popularidade.

Volta do ‘voto impresso’ fracassa e Bolsonaro desiste de ‘melar eleições’

Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira, dia 24, o presidente Bolsonaro, disse que não vai ‘melar as eleições’, em 2022.

Ele justificou sua posição pelo fato das Forças Armadas passarem fazer parte do Conselho do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“… não vou melar, fique tranquilo, vai ter eleição. O que o Barroso está fazendo? Ele tem uma portaria deles, lá, do TSE, onde tem vários setores da sociedade, onde tem as Forças Armadas, que estão participando do processo a partir de agora..”, disse Bolsonaro.

O fato é que o recuo de Bolsonaro está relacionado a fracassada batalha travada com o ministro Roberto Barroso, presidente do TSE, contra o voto eletrônico e tentativa da volta do voto impresso.

Quanto à participação das Forças Armadas no acompanhando e segurança das eleições, assim como outras instituições, já ocorre.

“fez discurso de cercadinho, recheado de fake news”, Dino sobre Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PSB-MA), reagiu com indignação nesta terça-feira, dia 21, ao pronunciamento do presidente Bolsonaro na reunião da ONU.

O governador do Maranhão chamou Bolsonaro de desleal por criticar governadores e prefeitos no enfrentamento à pandemia do coronavírus. Ele lamentou o nível do pronunciamento do presidente, que segundo ele, “..fez discurso de “cercadinho”, cheio de fake news e de agressões..”.

“Muita deslealdade de um chefe de Estado usar a tribuna da ONU para atacar governadores e prefeitos do seu país. E para insistir em mentiras sobre a pandemia. Esse é o Bolsonaro “moderado”? (..) Bolsonaro foi para a ONU fazer discurso de “cercadinho”, recheado de fake news e de agressões. Ele realmente quer o Brasil como “pária internacional”, isolado e sem voz ativa no mundo. Imenso prejuízo para a nossa economia e para a imagem do Brasil’, disse Flávio Dino.

Bolsonaro é o único do G-20 na ONU que não se vacinou

Do Uol

Jair Bolsonaro é único entre os líderes do G20, no encontro anual da ONO (Organização das Nações Unidas), que declarou que não tomou e não iria tomar a vacina.

Houve uma discussão sobre se os líderes e suas comitivas diplomáticas teriam que apresentar seus atestados de vacinação para entrar em Nova York.

A ONU acabou informando às comitivas que haveria uma exceção diplomática e a entidade não iria cobrar os atestados.

Eliziane Gama destaca importância feminina na CPI da Covid-19

Em entrevista ao site Congresso em Foco, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), destacou a luta e protagonismo da bancada feminina no Senado, no trabalho realizado na CPI que apura irregularidades na condução da pandemia pelo governo Bolsonaro.

O Senado Federal tem 81 membros, sendo que o número de mulheres é de apenas 13, entre elas a senadora Eliziane que está no primeiro mandato de senadora, mas é uma das parlamentares mais destacadas e respeitada na Congresso.

“No dia que a gente conseguiu ter um direito a voz, ainda que não tenhamos pedido um direito a voto, a gente viu uma clara rejeição dos colegas. Nossa luta da CPI resultou na nossa participação na comissão e na implantação de um marco da não mais ausência de mulheres em comissões”, disse Eliziane.

As senadoras Eliziane, Simone Tebet (MDB-MS), Leila Barros (Cidadania-DF), Zenaide Maia (Pros-RN), Soraya Thonick (PSL-MS) e outras integrantes da bancada atuaram em momentos decisivos, como na revelação do nome do líder de governo, Ricardo Barros (PP-PR), possível articulador do esquema da Covaxin no Ministério da Saúde.

Bolsonaro perde outra no Senado, devolvida a MP das fake news

Da Folha de SP

O senador Rodrigo Pacheco (DEM), presidente do Senado Federal, devolveu a MP (Medida Provisória) editada por Jair Bolsonaro, que limita a remoção de fake news na internet.

“A edição da Medida Provisória nº 1068, de 2021, normativo com eficácia imediata, ao promover alterações inopinadas ao Marco Civil da Internet, com prazo exíguo para adaptação e com previsão de imediata responsabilização pela inobservância de suas disposições, gera considerável insegurança jurídica aos agentes a ela sujeitos”, destacou Pacheco.

A mais nova derrota imposta a Bolsonaro pelo Senado, ocorre horas depois do presidente defender a MP em evento no Palácio do Planalto, onde foram homenageadas várias autoridades, entre elas, o senador Rodrigo Pacheco.

“Fake news faz parte da nossa vida. Quem nunca contou uma mentirinha pra namorada?”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro recua e diz de falas do dia 7, “foi sem querer querendo”

O presidente Bolsonaro, num gesto de recuo aos arroubos golpistas divulgou nesta quinta-feira, dia 9, uma declaração escrita que chama de ‘Declaração a Nação’, que nunca teve intenção de agredir nenhum dos poderes.

O ex-presidente Michel Temer, foi o mediador da tentativa de baixar a temperatura entre os poderes, após os atos do 7 de setembro, com defesa de pautas consideradas antidemocráticas e ataques ao Judiciário e ministros do STF.

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro
Presidente da República federativa do Brasil

Ministro do STF, Luís Fux, pede respeito ao se referir ao dia 7

O ministro Luís Fux, presidente do STF, nesta quinta-feira, dia 2, pediu respeito ao se referir às manifestações do próximo dia 7, organizadas pelos apoiadores do presidente Bolsonaro.

“A Suprema Corte confia que os cidadãos agirão em suas manifestações com senso de responsabilidade cívica e respeito institucional, independentemente da posição político-ideológica que ostentam.”, destacou o ministro Fux.