Comandantes do Exército, Aeronáutica e Marinha pedem demissão

Da Folha de SP

Estremecimento da relação de Bolsonaro com Forças Armadas parece ter causado feridas difíceis de sarar.

Nesta terça-feira, dia 30, os generais Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica), pediram demissão dos respectivos comandos e colocaram os cargos à disposição do general Walter Braga Neto, atual Ministro da Defesa.

Os três foram enfáticos em afirmar que não participarão de nenhuma aventura golpista.

“..com Bolsonaro, só haverá instabilidade, agressões e incompetência..”, Dino sobre demissão de ministro

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), um dos mais contumazes críticos do governo Bolsonaro, nesta segunda-feira, dia 29, classificou a demissão do general Fernando Azevedo do Ministro da Defesa, como prova da desagregação do governo federal.

“Muito grave a desagregação do governo federal, que não vem de hoje. Está mais do que provado que, com Bolsonaro, só haverá instabilidade, agressões e incompetência. Democracia e Constituição são as nossas luzes para vencer essas trevas”, destacou Flávio Dino, nas redes sociais.

Flávio Dino também comentou durante entrevista ao site O Antagonista sobre a carta do ex-ministro Fernando Azevedo.

Na noite de hoje o presidente Jair Bolsonaro anunciou o substituto de Fernando Azevedo, além de outras mudanças.

Casa Civil: sai Walter Braga Netto e entra o general Luiz Eduardo Ramos; Justiça e Segurança Púbica: sai André Mendonça e entra Anderson Torres, que era secretário de Segurança do governo do DF; Ministério da Defesa: sai o general Fernando Azevedo e Silva entra o general Walter Braga Netto; Relações Exteriores: sai Ernesto Araújo e assume o embaixador Carlos Alberto Franco França, chefe do cerimonial do Palácio do Planalto; Secretaria de Governo da Presidência da República, sai Luiz Eduardo Ramos e assume a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF).

Em nota o agora ex-ministro Fernando Azevedo agradeceu e disse que “preservou as Forças Armadas como instituições de Estado”.

“Agradeço ao Presidente da República, a quem dediquei total lealdade ao longo desses mais de dois anos, a oportunidade de ter servido ao País, como Ministro de Estado da Defesa.

Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado.

O meu reconhecimento e gratidão aos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, e suas respectivas forças, que nunca mediram esforços para atender às necessidades e emergências da
população brasileira.

Saio na certeza da missão cumprida.
Fernando Azevedo e Silva”.

Bolsonaro se reúne com Lira, Pacheco, Fux e governadores aliados

É aguardado com expectativa o resultado da reunião desta manhã de quarta-feira, dia 24, na Palácio da Alvorada, entre o presidente Jair Bolsonaro e demais chefes de poderes, ministros e representantes de instituições da república.

O objetivo é estabelecer uma estratégia nacional de enfrentamento à pandemia.

Por se tratar de uma tentativa de unidade, chama atenção a participação e convite apenas de governadores aliados, o motivo que reforça a possibilidade de evitar questionamentos, cobranças e críticas mais contundentes ao governo.

Nem mesmo o governador do Piauí (PT), Wellington Dias, coordenador do Fórum Nacional dos Governadores, foi convidado.

“Criamos o ‘Pacto pela Vida’ que envolve líderes dos três poderes e tem a participação de amplos setores da sociedade. Nesta quarta-feira, teremos uma agenda para discutir a criação de uma coordenação nacional de crise para que possamos andar juntos na mesma direção do Plano Nacional de Vacinação, Plano Estratégico Nacional de Prevenção de Medidas Restritivas a fim de conter o coronavírus. Nosso foco é sair deste colapso da rede hospitalar. Também será discutida a destinação de auxílio financeiro aos mais pobres”, disse Wellington Dias.

Por causa da reunião, o novo ministro da Saúde foi nomeado ontem em solenidade reservada, também teve o pronunciamento de Jair Bolsonaro, em rede nacional, defendendo vacinação e se solidarizando com as familiares dos quase 300 mil mortos pela Covid-19, coisa que ainda não tinha feito de forma oficial.

PoderData aponta que Lula e Ciro venceriam Bolsonaro no 2º turno

Do PoderData

Pesquisa PoderData realizada nesta semana em todo o país com 3.500 pessoas indica que, se a eleição presidencial fosse hoje, Jair Bolonaro (sem partido) iria para o 2º turno junto Lula (PT).

O atual presidente tem 30% e o petista pontua 34%. Como a margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, há um empate técnico no limite desses percentuais.

Depois de Bolsonaro e Lula, todos os demais candidatos testados ficam com menos de 10%.

Sergio Moro (sem partido) tem 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; Luciano Huck (sem partido) fica com 4%; João Dória (PSDB) pontua 3%; João Amoêdo (Novo) tem 3% e Mandeta (DEM), 2%.

Queiroga diz que não vai “fazer mágica”, quando o país mais precisa de respostas

Os ministros da Saúde que sai e outro que assume respectivamente, Eduardo Pazzuello e Marcelo Queiroga, concederam entrevista coletiva, no final da tarde desta terça-feira, dia 16.

Quando mais se precisa de respostas do novo ministro sobre a pandemia, o governo evita perguntas. Entre os destaques da fala de Queiroga, está o aviso de que não vai “fazer mágica”.

“.. não vou fazer mágica e resolver os problemas da saúde que temos. Mas, teremos a ajuda dos brasileiros, com isso ter um resultado, é, mais desejável no enfrentamento da pandemia..”, disse Queiroga.

Ele também ratificou que dará continuidade ao trabalho de Pazzuelo. Mais cedo, Marcelo Queiroga, disse que a política de saúde é do presidente, ele apenas executa,

Médico Marcelo Queiroga aceita ser Ministério da Saúde de Bolsonaro

Da CNN

O presidente Jair Bolsonaro convidou o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga, para ocupar o Ministério da Saúde, que aceitou substituir o general Pazuello.

Ministro do STF pede autorização da Câmara para abrir processo contra Bolsonaro

Da Forum

O ministro do STF, Marco Aurelio Mello, acolheu queixa-crime movida pelo governador, Flávio Dino (PCdoB), contra o presidente Jair Bolsonaro e determinou que a Câmara dos Deputados decida se o Supremo deve ou não abrir processo contra o mandatário por crime contra a honra.

“O juízo político de admissibilidade, por dois terços da Câmara dos Deputados, considerada acusação contra o Presidente da República, precede ao técnico-jurídico, pelo Supremo, concernente ao recebimento da queixa-crime. Somente após autorização da Câmara dos Deputados é adequado dar sequência à persecução penal no âmbito do Tribunal”, aponta Marco Aurélio.

A decisão de Marco Aurélio é do dia 12 de fevereiro. Flávio Dino acusa Bolsonaro por calúnia ao dizer em entrevista à Jovem Pan que o governo do Maranhão se negou a fornecer aparato policial a uma visita do presidente ao estado, em 2020. Dino afirma que isso foi uma declaração falsa com o objetivo de atacá-lo. Aqui a decisão

“Esse senhor deve respeitar as mães do Brasil”, Dino para Bolsonaro

O governador Flávio Dino comentou nesta quinta-feira, dia 4, em tom de lamentação, crítica e revolta as falas do presidente Bolsonaro, durante agenda em Goiais e Minias Gerais, em meio a fase mais critica da pandemia.

A maior autoridade brasileira hoje em Uberlândia chamou de idiotas os que estão cobrando o governo para comprar vacinas para salvar vidas.

“..tem idiota que a gente ver nas mídias sociais na imprensa, que diz vai comprar vacina, só se for na casa da tua mãe..”, disse o presidente.