Ex-presidente Lula pede desculpas em relação a ‘frase infeliz’ dita por ele sobre o coronavírus/Foto: Reprodução
O ex-presidente Lula pediu desculpas e classificou nesta quarta-feira (20) de ‘frase totalmente infeliz’, dada por ele ontem durante entrevista à Carta Capital, quando disse que o aparecimento da pandemia foi ‘positivo’ para mostrar o governo a importância de um Estado forte para enfrentar a crise econômica.
“.. quando vejo essas pessoas acharem que tem que vender tudo que é público e que tudo que é público não presta nada.., ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse mostro está permitindo aos cegos enxergarem que apenas o Estado é capaz de dar soluções para determinadas crises..”, Lula à Carta Capital.
Usei uma frase totalmente infeliz. E a palavra desculpa foi feita pra gente usar com muita humildade. Se algum dos 200 milhões de brasileiros ficou ofendido, peço desculpas. Sei o sofrimento que causa a pandemia, a dor de ter os parentes enterrados sem poder acompanhar. pic.twitter.com/aDL5Rj4SQ4
Depois de abandonar há mais de 3 décadas a profissão de médico e passar a se identificar como ‘economista da saúde’, Nelson Teich protagonizou uma gafe ao rebater nas redes sociais o ex-presidente Lula, que disse nesta terça-feira (5) que o ministro da Saúde de Jair Bolsonaro “ só entrou em hospital para vender plano”.
“Como o senhor deve saber @LulaOficial, um dos pontos mais graves da Covid-19 é a propagação da desinformação. Iniciei minha carreira há 39 anos no SUS”, tuitou Teich.
No entanto, O ministro foi lembrado pelo seguidor Walter Arato Bastos que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado apenas em 1988, definido pela Constituição Federal, em seu artigo 196. Ou seja, o SUS existe há 32 anos.
Diante do alerta, Teich voltou à rede por volta da 1h20 desta quarta-feira (6) por propagar a desinformação. “Obrigado pela observação. Quis dizer Sistema Público de Saúde de 1981, que evoluiu para o Sistema Único de Saúde (SUS) em 1988”, afirmou. (Revista Fórum)
A denuncia do Ministério Público Federal em São Paulo contra Lula e Guilherme Boulos, por invadir o Triplex do Guarujá foi motivo de piada nas redes sociais. Nem os denunciados acreditaram na medida adotada.
O governador do Maranhão, Flávio Dino, que também é professor de Direito Constitucional e ex-juiz federal, também comentou nas redes sociais a ação do Ministério Público Federal. Para ele, a denuncia será mais um motivo de piada nos cursos jurídicos no Brasil e exterior.
O imóvel é o mesmo que o então juiz da Lava-Jato, Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro usou para condenar Lula alegando ser do petista o apartamento. Em janeiro de 2018 o TRF-4 em Curitiba ratificou a condenação e ainda aumentou a pena. A decisão tirou em definitivo Lula da disputa presidencial, quando liderava as pesquisas.
Desde ontem, com a entrevista da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, ao Valor, a Central de Boatos de Brasília foi ligada para especular sobre Flávio Dino no PT.
O colunista Lauro Jardim, de O Globo, publica hoje que Lula teria dito, no recente encontro que teve com o governador do Maranhão, para Dino “voltar para casa”. Dino já foi filiado ao PT.
Em 2018, sim, Flávio Dino chegou a ser sondado por alguns petistas se não considerava voltar para o partido. As conversas, porém, não evoluíram.
Dino acha difícil consolidar seu projeto de candidato a presidência da República pelo PCdoB, mas essa ainda é sua primeira opção.
Em relação a Lula, ele tem grande simpatia por Dino mas sabe que um convite desses no atual momento traria mais problemas do que soluções para o PT.
Além de Fernando Haddad, o PT tem dois governadores em mandato com ambições presidenciais, Camilo Santana (Ceará) e Rui Costa (Bahia). Lula não pode impedir que batalhem pela indicação tão cedo para trazer Dino. Isso poderia implodir o partido. (Revista Fórum)
O procurador da República Wellington Divino de Oliveira, autor da denúncia contra Glenn Greenwald por “invasão de celulares”, é aliado de Sérgio Moro. Ele foi sargento do Exército por 13 anos e chefe da PGR em Goiás. Oliveira persegue Lula há mais de uma década e agora também o presidente a OAB, Felipe Santa Cruz.
Lavajatista, o procurador Welligton Oliveira antes da operação político-judicial de Sergio Moro existir. Em 2007, apresentou sua primeira denúncia contra Lula, por suposto “desvio” de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen).
Em 2016, no embalo da Lava Jato, Oliveira abriu uma investigação por Lula ter supostamente ter se apropriado de um crucifixo que lhe teria sido presenteado quando era presidente.
Em dezembro de 2019, Oliveira denunciou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, sob a acusação de ter caluniado o ministro da Justiça, Sergio Moro.
Em julho, Santa Cruz dissera, em entrevista a Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, que o ministro “banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”.
Abaixo o disse o MPF sobre a denúncia:
“Durante a análise de um MacBook apreendido – com autorização da Justiça – na casa de Walter Delgatti, foi encontrado um áudio de um diálogo entre Luiz Molição e Glenn. A conversa foi realizada logo após a divulgação, pela imprensa, da invasão sofrida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Nesse momento, Molição deixa claro que as invasões e o monitoramento das comunicações telefônicas ainda eram realizadas e pede orientações ao jornalista sobre a possibilidade de ‘baixar’ o conteúdo de contas do Telegram de outras pessoas antes da publicação das matérias pelo site The Intercept. Greenwald, então, indica que o grupo criminoso deve apagar as mensagens que já foram repassadas para o jornalista de forma a não ligá-los ao material ilícito, ‘caracterizando clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos’.”
Em nota divulgada nesta terça-feira (21), o MPF afirma que não haveria problema em o jornalista Glenn Greenwald publicar as mensagens obtidas pelos hackers. O problema, segundo o MPF, foi Glenn ter tentado ajudar os hackers para tentar dificultar as investigações sobre a invasão dos celulares.
Veja o que o MPF diz sobre essa questão da liberdade de imprensa:
“Quando um jornalista recebe informações que são produtos de uma atividade ilícita e age para torná-las públicas, sem que tenha participado na obtenção do conteúdo ilegal, cumpre seu dever jornalístico. No entanto, os diálogos demonstraram que Glenn Greenwald foi além ao indicar ações para dificultar as investigações e reduzir a possibilidade de responsabilização penal.”
O jornalista Glenn Greenwald, fundador do The Intercept, ainda não comentou a decisão do MPF. (Com informações do Brasil 247 e Congresso em Foco)
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), concedeu no inicio da tarde desta segunda-feira (20), entrevista ao Estadão com transmissão ao vivo no Youtube. Ele falou sobre conjuntura política nacional e as possíveis saídas para o país, sucessão em 2020 e ainda sobre o ‘ juiz de garantias’.
Flávio Dino está cumprindo agenda em São Paulo desde o último sábado (18), quando voltou se reunir com o ex-presidente Lula e nesta segunda-feira (20), participará de um evento no Instituto Fernando Henrique Cardoso, com presença do ex-presidente tucano.
A declaração do ex-presidente Lula foi dada durante entrevista concedida à TVT quarta-feira (15). Apesar da eleição para Presidência da República ocorrerem só em 2022, o governador Flávio Dino (PCdoB) iniciou 2020 sendo um dos pretensos candidatos mais comentados.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5) aponta que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o ex-presidente Lula são os políticos em quem os brasileiros mais confiam. Segundo o levantamento, ambos têm mais credibilidade que o presidente Jair Bolsonaro.
Os pesquisadores pediram para que os entrevistados dissessem qual o nível de confiança que eles têm em 12 diferentes figuras políticas com uma escala de 1 a 10, sendo aqueles que atingem até 5 pontos considerados de baixa confiança, de 6 a 8 de média confiança e, de 9 a 10, de alta confiança.
Moro e Lula lideram entre aqueles que têm a maior credibilidade: 33% e 30% de alta confiança, respectivamente – um empate dentro da margem de erro. O ex-juiz federal lidera a lista, no entanto, por ter um nível de desconfiança menor que o do ex-presidente. 23% consideram que têm confiança média no ministro e 42% apontaram baixa confiança. Já no caso do petista, a confiança média ficou em 16% e a baixa confiança atingiu 53%.
O ex-juiz federal e o ex-presidente também são aqueles que mais aumentaram sua credibilidade entre os brasileiros nos últimos anos. A confiança em Lula, que estava em queda, voltou a subir: foi de 20% de alta confiabilidade em fevereiro de 2016 para 30% agora. Já a de Moro foi de 14% para 33%. (Revista Fórum)