A derrota dos Sarney e a vitória de Dino em livro

 

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Governador Flávio Dino/Foto: Reprodução

Revista Época

Os bastidores da derrota dos Sarney nas duas campanhas que Flávio Dino venceu na disputa pelo governo do Maranhão, em 2014 e 2018, são a espinha dorsal de Lições de uma campanha eleitoral: a derrota do grupo Sarney, livro em que o marqueteiro e cientista político Juliano Corbellini, coordenador das campanhas de Dino, lançou na semana passada. Em conversa com a coluna, Corbellini disse não haver chance de Dino se tornar um típico coronel da política nordestino.

“É algo completamente diferente (Dino e o modelo de um típico coronel). (…) Se você olhar a composição do governo, ele (Dino) tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação.”

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Juliano Coberlline e o governador Flávio Dino/Foto: Reprodução

Por que você considera a eleição de Flávio Dino especial?

Nunca o Palácio dos Leões dos Sarney havia perdido uma eleição para o Executivo estadual e para o Senado. A primeira vez que aconteceu isso foi em 2014, em que a oposição elegeu tanto o governador quanto o senador, e foi o único caso dos estados do Nordeste que conseguiu derrubar a oligarquia regional sem o apoio do poder central (Dino não teve o apoio oficial de Dilma Rousseff em 2014).

Por que a família Sarney perdeu?

Primeiro, pelo próprio desgaste do tempo. Segundo, a opinião pública maranhense começou a ganhar uma autonomia, e a elite política do Maranhão não percebeu isso. E houve também uma reflexão de estética e da linguagem da oposição, em que a gente rompeu com a visão binária, de que o Maranhão era dividido em quem era Sarney e quem era anti-Sarney. (…) Para a oposição vencer, ela teve que romper um pouco com os arquétipos da sua própria linguagem.

Flávio Dino pode se tornar um novo coronel?

Não, é algo completamente diferente. Se você olhar a composição do governo, ele tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação. Não são lideranças políticas locais, são a nova vanguarda política que está se formando no Maranhão.

Quando foi eleito pela primeira vez, o Sarney tinha um discurso de modernidade. Esta mesma mensagem foi usada na campanha de Dino. Você vê alguma relação entre os dois?

Se você olhar o filme Maranhão 66, do Glauber Rocha, você verá o discurso de posse do Sarney. Ele fala que o Maranhão não aguentava mais a contradição de um estado tão rico e um povo tão pobre. Ele ganhou a eleição e iniciou uma longa era no setor público do Sarney e de seus aliados. É interessante que na campanha que a gente perdeu (em 2010), o discurso do Flávio é exatamente isso: nós não podemos mais suportar a contradição do estado rico com um povo pobre. A diferença é que o Sarney era um representante do poder central e, em 1966, era um discurso modernizador dentro do establishment.

As eleições de 2018 foram marcadas pelor uma polarização nacional mais forte ainda do que a de 2014. Houve alguma mudança de 2014 para 2018 na eleição do Maranhão?

As circunstâncias das eleições nacionais em 2018 foram absolutamente inéditas e até um pouco anômalas no Brasil. O eleitorado brasileiro foi exposto a quatro anos de uma intensa crise política, econômica e de segurança pública, e o que a gente teve em 2018 foram eleitores indignados com a política em geral. Foi uma eleição em que os candidatos não buscaram o meio. No Maranhão, esse ambiente não se repetiu. A estética da campanha do Flávio foi muito parecida com a campanha de 2014, que exaltou a alegria e a beleza do Maranhão.

Qual foi a diferença da campanha de 2014 para a de 2018, devido à proibição de empresas privadas doarem?

As campanhas do Flávio sempre foram bem mais modestas, em números, do que as campanhas que a gente enfrentava. O financiamento de campanha foi uma solução, porque ele estabeleceu um valor por baixo para fazer campanha, um horizonte de razoabilidade e uma certa segurança de fonte de recurso. Então foi uma boa solução. Muito mais estável (De acordo com dados do TSE, Dino gastou R$7,7 milhões na campanha de 2018, contra R$ 9,45 em 2014.).

 

TCE terá programa na grade da TV Assembleia a exemplo do TJ e MP

 

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Foto: Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), se reuniu na quinta-feira (21), com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Nonato Lago, onde foi discutido a veiculação de um programa do TCE na TV Assembleia.

Participaram do encontro o conselheiro do TCE, Raimundo Oliveira Filho; o secretário de Administração, Ambrósio Guimarães Neto; o diretor de Administração da Alema, Antino Noleto; o diretor de Comunicação da Alema, Edwin Jinkings; e o procurador-geral da Alema, Tarcísio Araújo.

Othelino Neto ressaltou a importância da parceria entre o Poder Legislativo e o Tribunal de Contas do Estado. O objetivo é divulgar as ações do órgão em um programa que será incluído na grade da TV Assembleia.

“..tratamos da futura participação do Tribunal de Contas na grade da TV Assembleia, importante para levar as informações daquilo que o tribunal produz para o Maranhão e o Brasil. Para mim, não só na condição de presidente do Poder Legislativo, mas como servidor efetivo da Casa, é razão de grande alegria estar aqui e discutir parcerias com o Tribunal de Contas”, ressaltou Othelino.

O diretor de Comunicação da AL-MA Edwin Jinkings disse que a parceria seguirá a linha já estabelecida com outras instituições. “…discutimos uma parceria para a produção e veiculação de um programa do órgão na TV Assembleia. O termo de compromisso deverá ser assinado em breve, nos moldes dos programas do TJ e MP, que estrearam na atual gestão”, destacou.

Estudantes de Escolas Militares poderão ser beneficiados em concursos da PM e Bombeiros no MA

 

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Deputado Dr. Yglésio/Foto: Reprodução

O heroico trabalho da unidade do Corpo de Bombeiros do Maranhão, que atuou na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, inspirou o deputado estadual Dr. Yglésio (PDT), a lutar para que estudantes oriundos das Escolas Militares no Maranhão possam dispor de uma reserva de vagas nos concursos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros no Estado.

Dr. Yglésio tratou do assunto nesta quinta-feira (21), na tribuna da Assembleia Legislativa. Ele pretende apresentar um Anteprojeto no Legislativo Estadual com indicação ao Governo  que contempla os estudantes das Escolas Militares. Esse tipo de Projeto de Lei precisa ser de iniciativa do Poder Executivo Estadual.

“Os alunos das Escolas Militares que ingressam no 6º ano (antes 5ª série)  saem após o 3º ano do ensino médio em geral com ótimo desempenho escolar. Apenas a Escola do Corpo de Bombeiros forma por ano 130 estudantes, com boa média de aprovados em vestibulares e outros concursos. O governador Flávio Dino deverá criar mais três escolas militares em breve no estado. Por essa razão é importante aproveitar esses talentos nas corporações de segurança”, destacou Yglésio Moisés.

O deputado que está no primeiro mandato informou que já tratou do assunto com os Comandantes da Policia Militar, Cel. Jorge Luongo, e do Corpo de Bombeiros, Cel. Célio Roberto que aplaudiram a iniciativa. Dr. Yglésio acredita que o projeto melhora os quadros da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros valorizando ainda mais as duas instituições.

Flávio Dino: “O vale-tudo que passamos viver desde 2015 prossegue”

 

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Governador Flávio Dino (PCdoB)/Foto: Reprodução

Em comentário no Twitter, o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) disse que “aqueles que ajudaram a desestabilizar o país também pagam o preço da destruição das regras do Estado de Direito”, em referência a prisão, nesta quinta-feira (21) de Michel Temer (MDB) e do grupo alçado ao poder com o golpe que destituiu Dilma Rousseff (PT) da Presidência.

Dino alerta, no entanto, que o “vale tudo” que estamos vivendo desde 2015 pode ter um “desfecho terrível”.

“O vale-tudo que passamos a viver desde 2015 prossegue. E pode ter um desfecho terrível, se não houver amplo diálogo e serenidade”, tuitou.

(Revista Forum)

Deputados do MA solicitam criação de Frente para modernização de Alcântara

 

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Deputados federais maranhenses/Foto: Reprodução

Os deputados Pedro Lucas Fernandes (PTB), Gil Cutrim (PDT), Márcio Jerry (PCdoB), Hildo Rocha (MDB), Marreca Filho (Patriotas) e João Marcelo (MDB) entregaram à mesa diretora da Câmara Federal, requerimento que pede a criação do Colegiado Parlamentar para Modernização do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Um dos objetivos da Frente Parlamentar é acompanhar a tramitação de matérias no Congresso Nacional de interesse do Centro de Lançamento de Alcântara. De imediato, o Colegiado Parlamentar vai acompanhar todas as informações do acordo assinado entre Brasil e Estados Unidos para uso comercial da Base de Alcântara, no Maranhão.

Márcio Jerry diz que Edilázio Jr. representa ‘os que pilharam e empobreceram o Maranhão’

 

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Deputado Federal Edilázio Junior (PSD-MA)/Foto: Reprodução

O deputado federal Edilázio Junior (PSD-MA), usou a tribuna da Câmara Federal nesta quarta-feira (20), para fazer o que fez durante toda sua atividade parlamentar na Assembleia Legislativa no Maranhão; destilar seu ódio a Flávio Dino e seu governo.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB), aliado do governador teve vários pedidos de apartes negados de forma deselegante por Edilázio, de conhecida fidelidade visceral ao que sobrou do grupo sarney no Maranhão.

Mas, ao final da fala de Edilázio, a deputada Geovana de Sá, que presidia a sessão e em respeito a Márcio Jerry, o autorizou se pronunciar. Em menos de um minuto o comunista revelou o que e quem, segundo ele, Edilázio representa na Câmara Federal.

“Eu entendo as lamúrias dele. Afinal o que ele representa qui é o sistema de poder que por 50 anos pilhou e empobreceu o Maranhão…”, disse Márcio Jerry no plenário da Câmara Federal.

Desembargador Ney Bello falará na AL-MA sobre “O STF e a Democracia”

 

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Desembargador Federal Ney Bello/Foto: Reprodução

O desembargador federal Ney Bello, a convite do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), ministrará na próxima quarta-feira (dia 27), às 8h palestra no auditório Neiva Moreira do Complexo de Comunicação, sobre o tema “O STF e a Democracia”.

Além de desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Ney Bello também é professor da Universidade de Brasília (UnB), pós-doutor em Direito e membro da Academia Maranhense de Letras.

Presidente do TRE-MA Cleones Cunha reage aos ataques a Justiça Eleitoral

 

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Desembargador Cleones Cunha (Presidente do TRE-MA)/Foto: Reprodução

O presidente do Tribunal Regional Eleitora, desembargador Cleones Cunha, repudiou e fez um desabafo nesta quarta-feira (20), contra os ataques que vem sendo realizados contra a Justiça Eleitoral nas redes sociais.

“Só quem não conhece a Justiça Eleitoral brasileira pode falar isso; ou quem tem outros interesses por trás disso. A justiça eleitoral, que foi criada em 1932. No Brasil, está atingindo um patamar de fazer inveja aos países mais civilizados do primeiro mundo. Ninguém ou nenhum país faz uma eleição como fizemos em 2018 e se tem o resultado antes do final do dia da eleição”, disse Cleones Cunha durante sessão no TRE-MA, e no TJMA.

Os ataques se intensificaram após o STF decidir que julgamentos de Caixa 2, devem ser julgadas no âmbito da Justiça Eleitoral. Os contrários à justiça especializada alegam que em outros países não existe , totalmente desnecessária e que atenderia apenas aos interesses da corrupção política.

“Só quem não conhece a Justiça Eleitoral brasileira pode falar isso; ou quem tem outros interesses por trás disso. A justiça eleitoral, que foi criada em 1932. No Brasil, está atingindo um patamar de fazer inveja aos países mais civilizados do primeiro mundo. Ninguém ou nenhum país faz uma eleição como fizemos em 2018 e se tem o resultado antes do final do dia da eleição”, destacou o desembargador.