Flávio Dino participará do lançamento de Revolução Laura em São Luís

 

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Manulla D’Ávila e Flávio Dino/Foto: Reprodução

A jornalista e militante política de esquerda Manuela D’Ávila, que concorreu como vice-presidente na Chapa encabeçada por Fernando Haddad, na última eleição, conta sua experiência no livro Revolução Laura, que será lançado nesta terça-feira (9), em São Luís.

O livro fala sobre o desafio da mulher que concorreu à presidência do Brasil e chegou ao segundo turno como candidata a vice-presidente sem abrir mão da maternidade.

“Como a minha vida é muito pública, o entrelaçamento da Laura e as transformações que ela me provocou, mesmo as privadas, sempre foram públicas. Porque eu fui gestante deputada, depois eu passei o meu puerpério e a minha licença maternidade sendo deputada, e depois numa etapa de transição da primeiríssima infância [da Laura] eu me transformei candidata à presidência da República…”, explica Manuela.

O governador Flávio Dino já garantiu sua presença no lançamento do livro Revolução Laura, com sessão de autógrafos e um bate-papo nesta terça-feira (9), às 18h, na Casa do Maranhão.

A derrota dos Sarney e a vitória de Dino em livro

 

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Governador Flávio Dino/Foto: Reprodução

Revista Época

Os bastidores da derrota dos Sarney nas duas campanhas que Flávio Dino venceu na disputa pelo governo do Maranhão, em 2014 e 2018, são a espinha dorsal de Lições de uma campanha eleitoral: a derrota do grupo Sarney, livro em que o marqueteiro e cientista político Juliano Corbellini, coordenador das campanhas de Dino, lançou na semana passada. Em conversa com a coluna, Corbellini disse não haver chance de Dino se tornar um típico coronel da política nordestino.

“É algo completamente diferente (Dino e o modelo de um típico coronel). (…) Se você olhar a composição do governo, ele (Dino) tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação.”

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Juliano Coberlline e o governador Flávio Dino/Foto: Reprodução

Por que você considera a eleição de Flávio Dino especial?

Nunca o Palácio dos Leões dos Sarney havia perdido uma eleição para o Executivo estadual e para o Senado. A primeira vez que aconteceu isso foi em 2014, em que a oposição elegeu tanto o governador quanto o senador, e foi o único caso dos estados do Nordeste que conseguiu derrubar a oligarquia regional sem o apoio do poder central (Dino não teve o apoio oficial de Dilma Rousseff em 2014).

Por que a família Sarney perdeu?

Primeiro, pelo próprio desgaste do tempo. Segundo, a opinião pública maranhense começou a ganhar uma autonomia, e a elite política do Maranhão não percebeu isso. E houve também uma reflexão de estética e da linguagem da oposição, em que a gente rompeu com a visão binária, de que o Maranhão era dividido em quem era Sarney e quem era anti-Sarney. (…) Para a oposição vencer, ela teve que romper um pouco com os arquétipos da sua própria linguagem.

Flávio Dino pode se tornar um novo coronel?

Não, é algo completamente diferente. Se você olhar a composição do governo, ele tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação. Não são lideranças políticas locais, são a nova vanguarda política que está se formando no Maranhão.

Quando foi eleito pela primeira vez, o Sarney tinha um discurso de modernidade. Esta mesma mensagem foi usada na campanha de Dino. Você vê alguma relação entre os dois?

Se você olhar o filme Maranhão 66, do Glauber Rocha, você verá o discurso de posse do Sarney. Ele fala que o Maranhão não aguentava mais a contradição de um estado tão rico e um povo tão pobre. Ele ganhou a eleição e iniciou uma longa era no setor público do Sarney e de seus aliados. É interessante que na campanha que a gente perdeu (em 2010), o discurso do Flávio é exatamente isso: nós não podemos mais suportar a contradição do estado rico com um povo pobre. A diferença é que o Sarney era um representante do poder central e, em 1966, era um discurso modernizador dentro do establishment.

As eleições de 2018 foram marcadas pelor uma polarização nacional mais forte ainda do que a de 2014. Houve alguma mudança de 2014 para 2018 na eleição do Maranhão?

As circunstâncias das eleições nacionais em 2018 foram absolutamente inéditas e até um pouco anômalas no Brasil. O eleitorado brasileiro foi exposto a quatro anos de uma intensa crise política, econômica e de segurança pública, e o que a gente teve em 2018 foram eleitores indignados com a política em geral. Foi uma eleição em que os candidatos não buscaram o meio. No Maranhão, esse ambiente não se repetiu. A estética da campanha do Flávio foi muito parecida com a campanha de 2014, que exaltou a alegria e a beleza do Maranhão.

Qual foi a diferença da campanha de 2014 para a de 2018, devido à proibição de empresas privadas doarem?

As campanhas do Flávio sempre foram bem mais modestas, em números, do que as campanhas que a gente enfrentava. O financiamento de campanha foi uma solução, porque ele estabeleceu um valor por baixo para fazer campanha, um horizonte de razoabilidade e uma certa segurança de fonte de recurso. Então foi uma boa solução. Muito mais estável (De acordo com dados do TSE, Dino gastou R$7,7 milhões na campanha de 2018, contra R$ 9,45 em 2014.).

 

“O fim do desenxergar”, 30 histórias de transformação no Maranhão

 

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Foto: Reprodução

Durante dois meses, o jornalista Xavier Bartaburu e o fotógrafo Fellipe Neiva percorreram os 30 municípios atendidos pelo Mais IDH, programa do Governo do Estado que concentra as ações de educação, saúde, geração de renda e infraestrutura voltadas às cidades mais carentes do Maranhão.

Foram seis mil quilômetros de viagem por cantos antes esquecidos do estado. Com olhares singulares, Xavier e Fellipe traçaram um retrato emocionante da mudança que está em curso.

Esse registro transformado em livro vai ser lançado pelo Governo do Estado. Moradores que ajudaram a construir o livro com suas histórias marcantes vão estar presentes.

O governador Flávio Dino também confirmou sua participa, nesta segunda-feira (28), no lançamento do livro “O fim do desenxergar e outras 29 histórias de mudança no Maranhão”, às 17h, no auditório do Palácio Henrique de La Rocque.

Estrutura da 12ª Feira do Livro de São Luís em fase de conclusão

 

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Tudo praticamente pronto para realização da 12ª edição da Feira do Livro de São Luís, que acontecerá de 16 a 25 de novembro, no Multicenter Sebrae. A programação será das 10h às 22h. O evento terá vários espaços como auditórios para rodas de conversa e palestras, além de locais para atividades dedicadas ao público infantil e realização de cursos e oficinas.

A Feira terá 70 estandes que oferecerão mais de 500 atividades em todos os dias de evento.

O prefeito Edivaldo Holanda Jr. visitou o local, e falou sobre a importância da feira para São Luís e o Maranhão.

“Este é o maior evento literário do Maranhão. Uma grande estrutura está sendo montada para receber o público que conhecerá a literatura nacional, nomes do nosso Estado e terá acesso à história de diversos escritores e suas obras. A Feira é um estimulo para vivência da cultura e história maranhenses, incentivar a leitura e ampliar o conhecimento”.

Este ano, o tema da FeliS será ‘A Brasilidade na Cultura Contemporânea’, tendo como patrono o maranhense Graça Aranha.

O escritor é considerado um dos articuladores da Semana da Arte Moderna, movimento que renovou a literatura e a cultura brasileira. O evento terá como homenageados os matemáticos Joaquim Gomes de Souza e João Antônio Coqueiro.