Vaza Jato: Revista Veja identifica indicados por Moro a Deltan para testemunharem contra Lula

 

Moro-e-Dallagnol-2
Sérgio Moro e Deltan Dallagnol/Foto: Reprodução

A Revista Veja desta semana revela quem são as duas testemunhas que teriam sido indicados pelo então juiz Sérgio de Moro ao coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para darem informações sobre possíveis bens do ex-presidente Lula .

Oficialmente em parceria com o site The Intercept Brasil, a revista diz que os indicados por Moro aos procuradores foram Nilton Aparecido Alves (técnico em contabilidade) e Mário César Neves(empresário), ambos em Mato Grosso do Sul.

O site The Intercept já havia divulgado a conversa ocorrida pelo aplicativo Telegram, o ministro disse ao procurador que sabia de uma testemunha “aparentemente disposta”a falar sobre imóveis relacionados ao ex-presidente Lula.

O ex-juiz Moro pode ser acusado de ter praticado fraude processual, já que magistrados são proibidos por lei indicarem testemunhas a qualquer uma das partes.

De acordo com Veja, Dallagnol procurou as pessoas citadas, em dezembro de 2015, mas elas teriam se recusado a colaborar. A reportagem diz ainda que o procurador chegou a sugerir que se forjasse uma denúncia anônima para justificar a expedição de uma intimação que obrigasse as testemunhas a depor no Ministério Público.

Quando questionado sobre o diálogo, o ex-juiz Moro confirmou e o classificou como ‘descuido’.

Segundo Veja, Nilton Aparecido não confirmou se foi procurado pela lava Jato. Ainda de acordo com a reportagem, ele já foi investigado, acusado de pagar propina a uma organização criminosa que gerou prejuízo de R$ 44 milhões ao estado de Mato Grosso do Sul.

Já o empresário Mário César Neves que teria ouvido a história de Nilton Aparecido sobre os imóveis do filho de Lula e passou a informação a Moro, ele disse que foi procurado, mas para dizer quem era o Nilton, e como poderia encontrá-lo.

Senador Davi Alcolumbre não comparece ao ‘regabofe’ com Ministro Sérgio Moro

 

jantar
Sérgio Moro, durante jantar com senadores em Brasília/Foto: Reprodução

O jantar oferecido na noite de ontem quarta-feira (26), na residencia do senador Marcos Val (Cidadania-ES), em Brasília, para melhorar a ‘digestão’ na relação entre o Presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM), e o ministro da Justiça Sérgio Moro, não funcionou.

Apenas o ex-juiz da Lava jato compareceu ao ‘regabofe da união’, que aconteceu após o Senado Federal aprovar o projeto que Criminaliza o Abuso de Autoridade, que Sérgio Moro é contra.

Esta semana o senador Davi Alcolumbre, em entrevista ao site Poder 360 ao ser questionado sobre as publicações do The Intercept Brasil, que revelam conversas atribuídas ao então juiz  Moro e o procurador Deltan Dallagnol e demais membros da Lava Jato, disse que se o ministro Moro fosse parlamentar estaria no conselho de ética, cassado ou preso.

Entre os presentes estavam a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), Esperidião Amin (PP-SC), Alvaro Dias (Podemos-PR), Soraya Thronicke (PSL-MS), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

(Com informações  de O Estado de SP)

Militar preso na Espanha realizou várias viagens avançadas da Presidência

 

sargento
O segundo sargento Manoel Silva Rodrigues preso na Espanha/ Foto: Reprodução

O Globo – O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues é o militar que foi preso na manhã de terça-feira pela polícia espanhola, no aeroporto de Sevilha, suspeito de tráfico de drogas. Ele era tripulante do voo que transportava a equipe avançada de transporte que dava apoio à comitiva do presidente Jair Bolsonaro.

Ele foi flagrado com 39 quilos de cocaína divididos em 37 pacotes em sua mala, disse à AFP uma porta-voz da força policial sevilhana. Ele deixou deixou o país ontem.

O salário dele bruto é de R$ 7.298,10 e está lotado no Comando da Aeronáutica. Em março, ele fez uma viagem como comissário do escalão avançado da presidência da República.

No dia 29 de março, ele saiu com a equipe de Brasília rumo a São Paulo e fez ainda fez uma escala em Vitória, no Espírito Santo, antes de retornar a Brasília. O sargento também viajou com Bolsonaro em fevereiro quando o presidente esteve na capital paulista para exames. A viagem ocorreu em 27 de fevereiro.

Integrante do  Grupo de Transporte Especial  (GTE), baseado em Brasília, ele esteve em outras viagens internacionais com integrantes do governo.

Flávio Dino e José Sarney se encontram para avaliar conjuntura política no país

 

Flávio-Dino-de-olho-em-Sarney
Governador Fávio Dino e o ex-presidente José Sarney/Foto: Reprodução

O governador Flávio Dino (PCdoB), informou nas redes sociais nesta quarta-feira (26), que se encontrou e conversou com seu adversário político no Maranhão, o ex-presidente José Sarney(MDB).

Flávio Dino disse que a exemplo das conversas que já teve com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, conversou com José Sarney sobre atual conjuntura política no país.

sarney e flavio

O governador do Maranhão é uma das mais equilibradas e lucidas vozes na atual conjuntura política, social e econômica do país. A crise política somada a instabilidades nas instituições brasileiras criaram um cenário perigoso para o futuro do Brasil e a democracia.

Supremo Tribunal Federal mais uma vez decide o destino de Lula

 

lula-da-silva-reuters-31082018151556456
Lula/Foto: Reprodução

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga dois habeas corpus nesta terça-feira (25), apresentados pela defesa do ex-presidente Lula. Os advogados alegam que o ex-juiz Sergio Moro foi parcial ao condenar o petista. Também contestam a rejeição de recurso de Lula ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), monocraticamente.

Protocolado convocação de Moro para falar sobre Vaza Jato na Câmara Federal

 

moro_glen
Sérgio Moro e Glen Greenwald /Foto: Reprodução

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) protocolou nesta terça-feira (25) na Câmara Federal, a convocação do ex-juiz Sérgio Moro para falar sobre as publicações do The Intercept Brasil. Ele foi convidado para uma audiência que seria realizada amanhã quarta-feira (26), mas cancelou alegando que viajaria aos Estados Unidos da América.

“Ministro  não veio à , preferiu ir aos EUA fazer o que ainda não se sabe porque misteriosamente o Ministério não informou. Só aumenta a necessidade de sua convocação e a pauta a ser abordada”, disse Mércio Jerry no twitter.

Para Márcio Jerry, o ministro da Justiça Moro precisa explicar o conteúdo das mensagens, entre o ex-juíz e os procuradores responsáveis pela investigação na Lava Jato.

“..é urgente que se tome a atitude de convocar o Ministro da Justiça para que sejam dadas as explicações necessárias à sociedade brasileira”, alertou Jerry.

Se aprovada a convocação, Sérgio Moro, será obrigado a comparecer. Hoje à tarde, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara da Câmara Federal, ouvirá o jornalista e editor do Intercept Brasil, Glem  Greenwald, às 15h, no plenário 10, sobre divulgação das conversas entre o ex-juiz Moro e procuradores da Lava Jato.

Presidente do Senado sobre Moro: ‘se fosse parlamentar estava Cassado ou Preso’

 

DAVI MORO
Davi Alcolumbre (DEM-AP), Presidente do Senado Federal/Foto: Reprodução

Definitivamente o ex-juiz Sérgio Moro já não conta com o prestígio de antes das publicações do The Intercept Brasil, sobre a relação suspeita entre ele e os procuradores da Lava jato, que sugere ‘promiscuidade’ entre julgador e acusador no âmbito da Lava Jato.

Na noite de ontem, segunda-feira (24), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse ao Site Poder 360 que se comprovados o teor das mensagens é ‘grave’ e revela um sério ‘problema ético’ do então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

“Do ponto de vista ético, sim [ultrapassou]. Se aquilo for tudo verdade… esse que é o problema. Aquilo é verdade? Vai comprovar? Aquela conversa não era para ter sido naquele nível entre o acusador e o procurador. Se isso for verdade, eu acho que vai ter um impacto grande, não em relação a Operação porque ninguém contesta nada disso e não vai contestar nunca. (…) Se isso fosse deputado ou senador, tava no conselho de ética, tava cassado ou tava preso”. Em caso de congressistas, disse que talvez mesmo sem comprovação poderia haver punição.