Adriano Sarney diz que encontro de Flávio Dino e José Sarney não interferirá no seu mandato

 

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Deputado Estadual Adriano Sarney (PV) e o ex-presidente José Sarney (MDB)/Foto: Reprodução

O deputado estadual Adriano Sarney (PV), que andava meio sumido desde o encontro de Flávio Dino e seu avô José Sarney, semana passada em Brasília, nesta terça-feira (2), usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para comentar o assunto.

Num misto aparentemente de ódio e constrangimento em relação a reunião entre os dois líderes políticos, o único representante direto da família Sarney com mandato atualmente, disse que manterá a mesma postura de oposição ao governo Flávio Dino.

Adriano Sarney que já tentou até suprimir o próprio sobrenome por causa do desgaste, afirmou ter havido um acordo entre Dino e Sarney, mas não disse qual e nem que vai dizer. O governador após o encontro negou peremptoriamente que foi tratado qualquer assunto nesse sentido.

Flávio Dino tem mantido posição destacada no debate nacional e demonstrado preocupação com atual conjuntura política no país, o que para ele representa risco para ordem democrática. Nesse sentido se justificaria o encontro com José Sarney, a exemplo dos encontros já ocorridos com Lula e Fernando Henrique, e que deverá ocorrer também com Dilma Rousseff.

O fato é que a reunião ainda não foi digerida muito bem, e talvez nunca seja, por alguns dinistas e principalmente sarneysistas, estes derrotados nas duas últimas eleições para Flávio Dino, e cujas as críticas se intensificaram após a possibilidade do governador do Maranhão disputar as eleições presidências em 2022, tornar-se uma realidade.

Comitiva da Câmara Federal visitará Alcântara para avaliar passivos com comunidades nativas

 

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Deputado Federal Márcio Jerry (PCdoB)/Foto: Richard Silva

Fórum – O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) é um dos deputados federais que participarão da comitiva que visitará a cidade de Alcântara, nos próximos dias 4 e 5 de julho. A viagem foi agendada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

O objetivo da visita será acompanhar de perto a situação das famílias de quilombolas e o possível impacto do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), firmado pelo Governo do Brasil e dos Estados Unidos, em março deste ano.

Para Jerry, o encontro com representantes alcantarenses configura um passo fundamental para que se avance com a tramitação do Acordo no Congresso Nacional.

“Este é um debate que tem, naturalmente, algumas controvérsias, e por isso mesmo precisa ser feito de maneira muito transparente, com elementos que nos assegure três questões fundamentais: que tenhamos um Acordo que preserve integralmente a soberania do nosso país; o desenvolvimento da política aeroespacial brasileira; e o terceiro e o mais importante: que respeite os direitos das populações quilombolas, legítimos donos do espaço onde está instalado o Centro de Lançamentos, e que já foram vítimas de um processo de expansão em seus territórios”, apontou.

Será a segunda diligência da CDHM a Alcântara. A primeira, em 2018, resultou na definição que estabelece a distribuição dos lucros gerados pelas operações do CLA como medida de reparação dos danos sofridos ao longo de décadas. Desta vez, a programação incluirá a visita a duas comunidades de quilombolas em Alcântara, uma delas remanejada na década de 1980 (Agrovila), e outra do litoral.

Na sexta-feira (5), pela manhã, parlamentares se reúnem com integrantes da sociedade civil em Alcântara. À tarde, será realizada audiência com o Governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino, no Palácio dos Leões, em São Luís.

Sérgio Moro e governo Bolsonaro ‘veem e ouvem’ apoio das ruas caírem

 

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Ministro da Justiça, Sérgio Moro, que aderiu discurso ‘messiânico’ para manter apoio das ruas/Foto: Reprodução

De acordo a Coluna Painel da Folha de SP, as manifestações do domingo (30), em apoio a Sérgio Moro e ao governo Bolsonaro foram avaliadas como significamente abaixo da anterior. Outro aspecto, foi a adesão do discurso ‘messiânico’ pelo ex-juiz da Lava Jato.

Governadores, Membros de Cortes Superiores e dirigentes de partidos acompanharam atentamente as manifestações e a opinião geral foi basicamente a mesma. Apesar de comemorar, o governo sabe que o apoio de antes não é o mesmo e deverá adotar estratégia para tentar manter grande parte das ruas ao seu lado.

Flávio Dino manda recado a Sérgio Moro sobre o que ‘ver e ouve’

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão/Foto: Reprodução

O ex-juiz federal e governador do Maranhão, Flávio Dino, mandou um recado através do twitter neste domingo (30), ao ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro denunciado pelo The Intercept Brasil e outros setores da imprensa de cometer irregularidades e conduzir a Lava Jato com objetivos políticos e pessoais.

“Eu vejo, eu ouço. Agressões contra o Congresso Nacional e o Supremo, pedidos de “intervenção militar”, tentativas de desqualificar a liberdade de imprensa, defesa de ilegalidades absurdas e abjetas, brigas fascistas. É só uma questão de abrir bem os ouvidos para ouvir certinho”, destacou Flávio Dino.

A postagem de Flávio Dino foi motivada pela manifestação de Sérgio Moro também no twitter, para as pessoas que foram às ruas hoje em apoio a ele e o governo Bolsonaro.

“Eu vejo, eu ouço, eu agradeço. Sempre agi com correção como juiz e agora como Ministro. Aceitei o convite para o MJSP para consolidar os avanços anticorrupção e combater o crime organizado e os crimes violentos. Essa é a missão. Muito a fazer”, disse Sérgio Moro .

Neste domingo, a Folha de SP, em parceria com The Intercept Brasil divulgou que empreiteiro da OAS, Léo Pinheiro, só passou ter importância para Lava Jato quando decidiu incriminar Lula no caso do Triplex do Guarujá. Está semana Sérgio Moro deve voltara ao Congresso prestar explicações sobre as denuncias contra ele e a Lava jato.

Governadores do Nordeste cobram apuração rápida das irregularidades denunciadas pelo The Intercept

 

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Governadores do Nordeste/Foto: Reprodução

Por considerarem graves as denuncias divulgadas pelo o The Intercept Brasil, sobre os diálogos entre o ex-juiz Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e os procuradores da Lava Jato, os Governadores do Nordeste divulgaram neste domingo (30), uma carta onde cobram apuração rápida, independe e transparente das evidencias de irregularidades praticas pelo atual ministro da Justiça e Força Tarefa.

CARTA DOS GOVERNADORES DO NORDESTE
30 de junho de 2019

ABUSOS DEVEM SER INVESTIGADOS
As seguidas revelações de conversas e acordos informais entre membros do Judiciário e do Ministério Público, em Curitiba, divulgadas pelo TheIntercept.com e outros veículos de comunicação, são de muita gravidade. As conversas anormais configuram um flagrante desrespeito às leis, como se os fins justificassem os meios.

Não se trata de pequenos erros; são vidas de seres humanos e suas histórias que se revelam alteradas em julgamentos fora das regras constitucionais, legais e éticas. Todos sabem que um juiz deve ser imparcial e por isso não pode se juntar com uma das partes para prejudicar a outra parte. Acreditamos que a defesa da real imparcialidade dos juízes é um tema de alto interesse inclusive para eles próprios. Assim, manifestamos nossa confiança de que a imensa maioria dos magistrados e membros do Ministério Público que, com seriedade e respeito à lei fazem o verdadeiro combate à corrupção e outros crimes, podem apoiar as necessárias investigações nesse caso.

Agora, um dos trechos das conversas divulgadas destacam o Procurador Deltan Dallagnol sugerindo busca e apreensão na residência do hoje Senador pela Bahia, Jaques Wagner. E a justificativa do coordenador da Lava Jato? “Questão simbólica”, ou seja, ao lixo o direito. É mais uma revelação de extrema gravidade.

É inadmissível uma atuação que se denuncia  ilegal entre membros do Ministério Público e do Judiciário, combinando previamente passos de uma importante investigação, com o intuito de perseguir e prender pessoas. Em discurso recente, na Cúpula Pan-Americana de Juízes, o Papa Francisco já demonstrou a sua preocupação com atos abusivos e de perseguição por meio de processos judiciais sem base legítima.Reivindicamos a pronta e ágil apuração de tudo, com independência e transparência. É preciso também avaliar o afastamento dos envolvidos. Defendemos, ainda, a revisão ou anulação de todo e qualquer julgamento realizado fora da legalidade.

Outrossim, sublinhamos a relevância de o Congresso Nacional concluir a votação do Projeto de Lei sobre Abuso de Autoridade.

Apoiamos firmemente o combate à corrupção, porém consideramos que também é uma forma de corrupção conduzir processos jurídicos desrespeitando deliberadamente a lei.

Governadores do Nordeste do Brasil