Dallagnol não aparece para falar de acordo bilionário e deputados querem instalar CPI

 

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Cadeira reservada para Dallagnol ficou vazia durante o debate na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público; à mesa, o deputado Rogério Correia – Foto: Gabriel Paiva

Convidado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara Federal, nesta quinta-feira (11), parar esclarecer o acordo que envolveria R$ 2,5 bilhões da Petrobras a uma fundação privada e administrada pela Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol não compareceu.

Diante da ausência do procurador os membros da Comissão defenderam a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar essa e outras movimentações da Força-Tarefa do Ministério Público Federal (MPF).

Informações Revista Fórum

Brasil mais dividido e cheio de ódio

 

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Governador Flávio Dino/Foto: Reproodução

Acontecimentos do final de semana, para ser mais preciso no domingo (6), ainda repercutem negativamente para país. O dia foi marcado novamente por manifestações populares nas principais cidades brasileiras, em apoio e contra: Lula, Lava-Jato, Bolsonaro, Sérgio Moro, Esquerda e Direita.

O governador do Maranhão Flávio Dino na sua conta no twitter chamou atenção para importância do exercício da democracia, mas alertou para intolerância registrada em meio aos acontecimentos.

“Um dia de domingo: cidadão é fuzilado por “equívoco”; mulher é agredida por 3 homens em face de posições políticas; jornalista da TV é ameaçado de morte em razão de reportagem. Essa é uma característica do ethos fascista: a violência”, alertou Dino.

O fato é que o Brasil a cada dia fica mais dividido e cheio de ódio. Nesse contexto, o governador alertar a população sobre o perigo que tudo isso representa para democracia brasileira e o futuro do país.

“Um projeto nacional de bem-viver no Brasil deve ter como meta superar o ódio entre os brasileiros e brasileiras, promover a união em busca de um destino comum, respeitar as diferenças e lutar contra as desigualdades que explicam fuzilamentos por “equívoco”, acrescentou Flávio Dino.

Flávio Dino volta defender liberdade de Lula e diz que sua prisão é ilegal

 

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Governador Flávio Dino e o ex-presidente Lula/Foto: Reprodução

* Por Flávio Dino

Segundo a Constituição e as leis, ninguém pode ser preso por “atos indeterminados”, sem crime devidamente provado. Decisão contra LULA não atendeu aos requisitos jurídicos, mas sim a metas políticas. Por isso, defender a liberdade de Lula é defender a Constituição. #LulaLivre.

Como alguns vão tentar desqualificar minha opinião, sou obrigado a lembrar que em 1994 fui aprovado em 1º lugar em 2 concursos: Juiz Federal e Professor de Direito Constitucional. Creio que não desaprendi, como constato lendo opiniões similares de milhares de juristas: #LulaLivre.

O Direito não pode estar submetido a apetites individuais ou a paixões partidárias. Os Tribunais, o Direito Penal e o Processo Penal existem para proteger a todos contra atos arbitrários de pessoas ávidas por cargos, poder e fama. Se isso prevalece, morreu o Direito. #LulaLivre

Aos que me “advertem” que defender essa opinião vai me “atrapalhar” no futuro: não sou oportunista, não vivo de cálculos “politiqueiros”. Não sou afeito a extremismos e sempre pondero. Segundo a correta interpretação do Direito, hoje não tenho dúvidas de defender: #LulaLivre

Flávio Dino: “O vale-tudo que passamos viver desde 2015 prossegue”

 

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Governador Flávio Dino (PCdoB)/Foto: Reprodução

Em comentário no Twitter, o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) disse que “aqueles que ajudaram a desestabilizar o país também pagam o preço da destruição das regras do Estado de Direito”, em referência a prisão, nesta quinta-feira (21) de Michel Temer (MDB) e do grupo alçado ao poder com o golpe que destituiu Dilma Rousseff (PT) da Presidência.

Dino alerta, no entanto, que o “vale tudo” que estamos vivendo desde 2015 pode ter um “desfecho terrível”.

“O vale-tudo que passamos a viver desde 2015 prossegue. E pode ter um desfecho terrível, se não houver amplo diálogo e serenidade”, tuitou.

(Revista Forum)

Michel Temer seria chefe de organização criminosa com 40 anos de atuação

 

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Cel. Lima e Michel Temer/Foto: Reprodução

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal informaram, que o ex-presidente Michel Temer e seu amigo João Batista Lima Filho o (Cel. Lima), presos nesta quinta-feira (21), em mais uma etapa da Lava-Jato no Rio de Janeiro, fazem parte de uma organização criminosa que atua a 40 anos, e que teria faturado algo em torno de R$ 1,8 bilhões.

As investigações apontam o ex-presidente Temer como chefe da organização criminosa e o cel. Lima o operador, eles teriam operado esquemas de propina, mesmo em meio as ações da Lava-Jato, até ano passado, quando ainda estava no exercício do mandato. O cel. Lima seria o operador d

Leia a íntegra da determinação das prisões pelo juís Marcelo Bretas

CNPG reage as ofensas contra membros do Ministério Público no STF

 

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O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União, que congrega todos os chefes dos Ministérios Públicos do Brasil, em face dos últimos acontecimentos ocorridos na sessão do Pleno do STF, na data de ontem (14/03/2019), em que foram proferidas graves ofensas ao Ministério Público brasileiro, em especial aos integrantes da Força Tarefa “Lava Jato”, vem apresentar NOTA DE DESAGRAVO, esclarecendo à sociedade e às autoridades instituídas o seguinte:

Os membros do Ministério Público brasileiro, diante dessas injustificadas ofensas, vêm penhorar o seu reconhecimento aos integrantes da Força Tarefa pela excelência do trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos em prol da sociedade brasileira, notadamente no combate à corrupção e desvios de recursos públicos, na busca permanente e incansável da manutenção dos princípios republicanos;

Acreditamos que a urbanidade, os valores éticos e o respeito às instituições devem pautar sempre a atuação dos integrantes do Sistema de Justiça, especialmente dos magistrados que compõem nossa Corte Constitucional, sendo inadequada qualquer postura agressiva, verbalizada publicamente contra membros de instituição vocacionada à defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis;

Assombra a todos que tão veemente afronta aos princípios éticos que regem a magistratura brasileira tenha origem de integrante do órgão máximo do Poder Judiciário;

O CNPG espera que a atividade judicial seja desenvolvida de modo a garantir e fomentar a dignidade da pessoa humana, notadamente observando os deveres de cortesia, urbanidade, honra e decoro, parâmetros estabelecidos no Código de Ética da Magistratura Nacional.

Por acreditar que a harmonia é tão importante quanto a independência das instituições, o CNPG reitera a sua confiança e respeito no Poder Judiciário, certo da maturidade, serenidade e capacidade de depuração do mais relevante poder de um Estado verdadeiramente democrático.

Brasília, 15 de março de 2019.

CONSELHO NACIONAL DE PROCURADORES-GERAIS DOS MINISTÉRIOS PÚBLICOS DOS ESTADOS E UNIÃO

Força Tarefa da Lava-Jato em Curitiba já não é mais a mesma

 

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Deltan Dallagnol (Coordenador da Força-Tarefa da Lava-Jato)/Foto: Reprodução

Acostumada com seus pleitos sempre contemplados pela opinião pública, Procuradoria Geral da República e da Justiça, a Lava-Jato, passa por uma fase antagônica e parece caminhar a paços largos para o fim. O procurador e coordenador da Força Tarefa, Deltan Dallagnol, anda perdido diante de algumas medidas que estão sendo adotadas e vão de encontro às suas pretensões e de seu grupo em Curitiba.

A decisão do STF em manter o julgamento de crimes de caixa 2, no âmbito da Justiça Eleitoral, atingiu em cheio a equipe de Dallagnol. Se não bastasse a derrota, o ministro Gilmar Mendes ao votar fez uma descrição extremamente negativa da postura dos procuradores da Lava-Jato, chegando a classificá-los de ‘cretinos’.

Mesmo a Força Tarefa tendo anunciado a suspensão da criação da fundação para administrar parte dos recursos oriundos da operação Lava-jato, nesta sexta-feira (15), o ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal suspendeu todos os efeitos do acordo firmado entre a Lava Jato, a Petrobras e o Departamento de Justiça dos EUA, que pretendia criar uma fundação para gerir R$ 2,5 bilhões da empresa.

Segundo a  Folha de S.Paulo, também foram interrompida a tramitação de todas outras ações que questionam o acordo e intimou os envolvidos a prestarem informações à Corte dentro de, no máximo, dez dias. Também foram bloqueados os valores depositados na conta da 13ª Vara Federal de Curitiba e submeteu qualquer movimentação desse dinheiro à “expressa decisão do Supremo Tribunal Federal”.