Com fim do recesso, STF analisará caso de Flávio Bolsonaro

 

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Plenário do Supremo Tribunal federal/Foto:Reprodução

G1

Com o fim do recesso do Poder Judiciário nesta sexta-feira (1º), os ministros do Supremo Tribunal Federa (STF) retomarão os trabalhos e deverão analisar pedidos que aguardavam o primeiro dia útil da Corte para serem julgados.

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Flávo Bolsonaro e Fabrício Queiroz/Foto: Reprodução

Entre os pedidos está uma reclamação do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para que um procedimento investigatório sobre ele seja enviado ao Supremo.

Durante o recesso do Judiciário, o ministro Luiz Fux, de plantão, concedeu decisão liminar (provisória) suspendendo temporariamenteo procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para apurar movimentações financeiras de Fabricio Queiroz consideradas “atípicas” pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O pedido foi feito por Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), de quem Queiroz foi motorista. Flávio é um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro e não é investigado no caso.

Caberá ao relator original do caso, ministro Marco Aurélio, decidir se mantém a decisão de Fux, arquiva o pedido ou determina que todo o procedimento passe a correr no STF.

Flávio Bolsonaro também pediu que as investigações do caso fiquem sob responsabilidade do STF e que as provas coletadas até aqui sejam anuladas. Esses dois pedidos serão decididos por Marco Aurélio.

Queiroz chama de maldade críticas à dancinha registrada em vídeo

 

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República e amigo da família, continua internado no Hospital Albert Einstein, um dos mais caros do país, após cirurgia no intestino. Queiroz e sua família vem sendo cobrados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, explicações sobre movimentações financeiras atípicas feitas por ele e divulgadas pelo Coaf.

Esta semana Queiroz voltou ser um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, ao aparecer dançando dentro do hospital junto com a esposa e a filha. Ele divulgou outro vídeo neste sábado (12), onde protesta contra as críticas que vem recebendo. Segundo ele, apenas quis descontrair o ambiente de tristeza no hospital por causa da sua condição de saúde.

O Ministério Público informou que tem material para da continuidade às investigações sem ouvir a família do Fabrício Queiroz, e que pedirá a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-policial militar e ex-assessor do filho do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A mulher de Queiroz, Márcia de Aguiar, e suas filhas Nathália e Evelyn faltaram ao depoimento que estava marcado para o início da semana. No novo vídeo Queiroz diz dará todas os esclarecimentos ao MP quando for liberado pelos médicos.

Queiroz finalmente aparece e diz que dinheiro é de revenda de carros

 

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Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro/Foto: Reprodução

Após sumir desde que transações financeiras atípicas em sua conta foram detectadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o policial militar Fabrício José Carlos Queiroz, ex-assessor e motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), decidiu conceder uma entrevista ao SBT, antes de prestar depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro, que tentou ouvi-lo quatro vezes.

Na entrevista, ele tenta justificar a movimentação financeira de R$ 1,2 milhão em suas contas, como resultado de revenda de carros, e ainda, disse ser um “cara de negócios” e negou irregularidades.

Queiroz confirmou dinheiro emprestado junto a Bolsonaro, que o próprio presidente eleito havia justificado quando da polêmica do deposito de R$ 24 mil na conta bancária da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Só não conseguiu explicar por que alguém que movimentou R$ 1,2 milhão pediria R$ 40 mil reais emprestado.

Outra questão que Fabrício Queiroz não explicou na entrevista é porque vários assessores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, transferiram valores para a conta dele. A expectativa agora é quanto seu depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Como ele mesmo afirma, não ocorrerá logo.

Chama atenção ainda a tranquilidade do ex-assessor parlamentar na entrevista, se considerarmos a gravidade desse escândalo.

MP-MA transforma antiga sede em Centro Cultural e Administrativo

 

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FOTO: REPRODUÇÃO

O prédio sede do Ministério Público do Maranhão de 1995 a 2016, localizado na Rua Oswaldo Cruz, na área central de São Luís, agora é Centro Cultural e Administrativo do órgão. A solenidade de entrega foi realizada na sexta-feira (14), pelo o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho.

A nova unidade do MPMA, com foco na área cultural e histórica, tem objetivo de dar visibilidade ao trabalho da instituição e oferecer à comunidade um espaço de estímulo às artes, projetos sociais e educacionais.

O prédio abriga o Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público do Maranhão, o Memorial do Ministério Público, a Escola Superior do Ministério Público, 23 Promotorias de Justiça e o Espaço Multimídia. Também haverá espaços para instituições parceiras, a exemplo do escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Viva Cidadão e Procon.

Foram investidos nas obras e reforma um total de R$ 4.532.590,36.

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Nova Fachada

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Escolhido para Ministério do Meio Ambiente é investigado pelo MP-SP

 

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Advogado Ricardo de Aquino Salles, de 43 anos, escolhido para o Min. Meio Ambiente/Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste domingo(9), o 22º ministro do seu governo. Dessa vez o ministério contemplado é o do Meio Ambiente. O escolhido é o advogado Ricardo Aquino Salles, 43 anos.

O próximo ministro da pasta, é mais um do novo governo que chega sob forte polêmica. Ricardo Aquino responde desde maio de 2017, uma ação civil pública ambiental e improbidade administrativa de iniciativa do Ministério Público de São Paulo.

Ricardo Salles que se integra nesta segunda-feira (10), à equipe de transição do governo Bolsonara, era secretário do Meio Ambiente no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), quando foi iniciada a investigação. Ele teria favorecido empresas de mineração na escolha do mapa de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê.

Ele concorreu a uma das vagas para Câmara Federal nas eleições deste ano, mas não obteve exito. Ao confirmar a sua participação oficialmente no governo Bolsonaro disse que defenderá o Meio Ambiente.

“Defender o meio ambiente e respeitar todos os setores produtivos do Brasil é o que sintetiza muito nosso sentimento”, Ricardo Salles.