Quando os bois morrem eu me sinto mais forte

 

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Ed Wilson Araújo

De tudo que foi dito e feito até agora pela velha política, galopando na besta fera da onda obscurantista, uma das instituições mais aviltadas é o Jornalismo. Basta ver o recente paredão montado no programa Roda Viva (TV Cultura!) para encurralar o diretor do The Intercept Brasil Glenn Greenwald.

Nada até hoje foi tão demolidor para a operação Lava Jato e o bolsonarismo como as revelações da Vaza Jato. Sergio Moro e Deltan Dallagnol enterraram na lama o Estado Democrático de Direito e jogaram na vala comum até mesmo os probos e republicanos juízes e procuradores.

O Jornalismo e a Ciência, na sua caminhada institucional, tiraram parte do poder da Igreja Católica sobre os documentos secretos mantidos em mistério pela guarda silenciosa dos monges. Nas páginas dos jornais, o poder sobre o conhecimento e o saber, há tempos restrito aos mosteiros, veio à luz nas manchetes e fotografias.

Por isso as conversas privadas de agentes públicos interessam à sociedade. O leitor, ouvinte, telespectador, internauta etc têm o direito de acessar alguns conteúdos secretos transitados entre juízes e procuradores, quando o interesse público está em jogo.

A justificativa é simples: certas conversas e as decisões ali tramadas são de amplo interesse coletivo, dizem respeito às reputações e decidem sobre a liberdade das pessoas, interferem na Economia e nas medidas sobre temas diretamente relacionados ao cotidiano de cada brasileiro.

Algumas deliberações tomadas pela operação Lava Jato incidiram concretamente na vida de milhões de brasileiros: fizeram um julgamento partidário de Lula, destruíram em parte as instituições, macularam famílias, debocharam da morte de entes queridos e mancharam a imagem da Justiça e do Ministério Público por inteiro, até mesmo dos operadores do Direito não incorporados ao lavajatismo.

Onde não há instituições brota a barbárie.

Quando Sergio Moro e Deltan Dallagnol tiveram as conversas reveladas houve várias reações, até acertarem o foco – atacar o Jornalismo.

Por isso o paredão contra Glenn Greenwald no Roda Viva e o foguetório na Feira Literária de Paraty. Agiram até mesmo contra Miriam Leitão, uma jornalista conservadora e expoente do liberalismo na mídia.

Trata-se de uma ofensiva não só contra o The Intercept Brasil e os seus parceiros, mas uma guerra declarada a um campo estratégico no contexto das mediações sociais – a Comunicação, em especial, o Jornalismo.

Após o aparelhamento de parte do Ministério Público e do Judiciário em conluio para sufocar a democracia no Brasil, a cúpula da operação Lava Jato está desmoralizada, exalando entre os corredores dos tribunais o enxofre do golpe.

Moro e Dallagnol ofenderam de modo vil os bons e honestos procuradores, juízes, ministros, desembargadores, promotores, delegados e outros servidores do Ministério Público e da Justiça do Brasil ciosos das suas funções republicanas.

Não por acaso o espírito lavajateiro cresceu junto com a onda bolsonarista embalada na mentira.

Os movimentos de contornos fascistas repetem uma tragédia anunciada. A ciência, a política e a estética livre são inimigos primordiais dos intolerantes, avessos à verdade e ao encantamento.

O espelho deles quebra quando encaram os fatos concretos da realidade.

Assim, fizeram campanha disseminando fake news. É uma forma de piorar as coisas. Se outrora manipulavam os fatos para distorcer os enredos, agora retrocedem ao nível da mentira deslavada.

A onda obscurantista é desumana. Os propagandistas de fake news, do terraplanismo e de outras aberrações como a ineficiência da vacina são capazes de negar até a própria existência, embora haja testemunhas oculares do parto e o registro do nascimento em cartório. Contra Descartes, diriam: “minto; logo, não existo”.

Vem daí o ataque à Ciência, campo de trânsito permanente do Jornalismo. Fascistas detestam a ordem lógica das narrativas.

Os movimentos de inspiração fascista são um terreno infértil, onde só brota o ódio e a intolerância. A verdade é uma ofensa. Eles não conseguem sequer lidar com um princípio básico do Iluminismo aplicado ao Jornalismo – a transparência, uma conquista da Modernidade no curso das revoluções burguesas.

Apesar de tudo isso, temos resistência! Vejamos, por exemplo, como se ergue e consolida a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), uma auspiciosa organização de operadores do Direito focada em princípios republicanos.

Na mídia, o The Intercept Brasil deu um cavalo de pau nos meios tradicionais e alguns deles, apoiadores do golpe, tentam refazer caminhos porque conhecem a sabedoria das audiências.

No campo da mídia alternativa a Teia de Comunicação Popular do Brasil junta gente de todo canto do país. São jornalistas, ativistas, humanistas, comunicadores e comunicadoras que se recusam a bater continência para o pensamento único.

Do Maranhão, rufam a Agência Tambor e a Rádio Web Tambor.

A juventude lota as ruas para dizer não aos cortes de gastos na Educação. Nas universidades o Future-se é negado.

Existem alguns motivos para ficarmos tristes, mas temos outros tantos para revigorar as forças e seguir em frente lutando contra essa onda de obscurantismo que tenta negar a verdade, matar o Jornalismo e silenciar a arte livre.

Pras bandas do Maranhão estamos em tempos da morte dos grupos de bumba-meu-boi. Os batuques estão prenhes de trupiadas anunciando que no próximo ano haverá batizado. Banjos, maracás, pandeirões, matracas, zabumbas e os instrumentos de sopro anunciam fertilidade. Nos terreiros onde se cultuam os rituais da morte a dialética traduz ressurreição.

Aos meus amigos tristes só tenho palavras motivadoras. Essa chuva ácida vai passar. Já estamos no tempo das floradas de caju, manga e juçara. Vamos degustar arte, botar lenha na fogueira da razão, afirmar a Ciência e o Jornalismo como formas de conhecimento da realidade.

Viva a produção acadêmica (balbúrdia!) e a poesia. Maiakóvski, sempre bem lembrado, recomenda somar forças para atravessar as ameaças e as guerras […]

“rompê-las ao meio,

cortando-as


como uma quilha corta


as ondas.”

Flávio Dino destaca importância de Jackson Lago ao entregar obra em São Luís

 

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Foi entregue nesta sexta-feira (6), pelo governador Flávio Dino, a nova sede do Batalhão Tiradentes da Polícia Militar, localizado na Avenida Jackson Lago (a IV Centenário). As obras foram executadas pela Secid (Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano).

No evento o governador Flávio Dino destacou a importância do ex-governador Jackson Lago para realização e consolidação das obras na área da IV Centenário.

“Eu ainda estava como deputado federal quando o então governador Jackson Lago entregou este projeto no Ministério das Cidades. Passaram 11 anos, muitas intempéries e hoje estamos conseguindo, passo a passo, avançar na execução desse projeto. Uma avenida deve unir e incorporar as várias ‘cidades’ que existem dentro de São Luís. Agradeço o apoio do Governo Federal, a Prefeitura de São Luís”, finalizou.

Com auditório, acomodações para descanso, cozinha, refeitório e outros espaços, o prédio do Batalhão Tiradentes tem capacidade para abrigar 350 policiais, servindo de unidade de apoio ao policiamento da Região Metropolitana de São Luís.

O secretário Rubens Junior falou sobre as obras realizadas na área e destacou que é apenas o começo de um série que serão entregues à população de São Luís.

“Este prédio integra o Plano de Urbanização da Avenida Jackson Lago. Começamos pelo Batalhão porque ele dará segurança não só para a região, mas em toda São Luís e Região Metropolitana, uma vez que sua característica é o policiamento de motocicletas, que de forma ágil, dá apoio à diversas operações, como o combate a assaltos a ônibus”, explicou o secretário.

Inquérito contra ‘Helio Negão’ teria motivado ira de Bolsonaro com a PF

 

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Foto: Reprodução

A ofensiva do presidente Jair Bolsonaro contra a polícia Federal teria sido motivado por uma investigação contra o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), o Hélio Negão. Bolsonaro ficou indignado ao saber do inquérito, daí a decisão dele de exonerar o superintendente da PF no Rio, Ricardo Saadi, e nas ameaças de demissão do diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, contrariando Sergio Moro.

De acordo com  Revista Veja, o inquérito restá relacionado a crimes cometidos há mais de quinze anos. Bolsonaro viu no caso uma ação da PF para tentar intimidar seu grupo político.

“Não adianta fazer essa campanha contra a minha pessoa, contra minha família. Agora contra quem está do meu lado também, que está para estourar um problema aí. Um problema não, uma falsa acusação sobre uma pessoa importante que está do meu lado”, declarou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada.

(Informações Revista Fórum)

‘Assembleia em Ação’ aproximará Legislativo Estadual aos municípios maranhenses

 

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Foto: Reprodução

De iniciativa da Mesa Diretora, foi criado o programa “Assembleia em Ação” no âmbito do Poder Legislativo do Maranhão. O objetivo é trocar conhecimentos e experiências entre a Assembleia Legislativa, em diferentes áreas de atuação, com as Câmaras de Vereadores maranhenses.

A primeira edição acontecerá no dia 13 de setembro, em Balsas. Para o deputado Othelino Neto (PCdoB), o programa pretende levar o Legislativo estadual ao interior do Maranhão, uma vez que as pessoas ainda têm pouco conhecimento sobre o papel da Assembleia Legislativa.

“Nós percebemos que muita gente não conhece bem a finalidade do Poder Legislativo estadual. Então, esse programa tem por objetivo fazer com que a Assembleia chegue a todo o Maranhão, não só através dos veículos de comunicação, mas pela presença dos deputados ouvindo a população e os agentes políticos locais. Pretendemos fazer com que a Assembleia chegue a todos os 217 municípios do Maranhão”, afirmou Othelino.

Procuradora Raquel Dodge é acionada no STF por causa de vaga na garagem da PGR

 

Brazil's Prosecutor General Raquel Dodge reacts during an opening session of the Year of the Judiciary, at the Supreme Court in Brasilia
Procuradora Geral da República, Raquel Dodge/Foto: Reprodução

A procuradora Raquel Dodge que está de ‘malas prontas’ da chefia da PGR (Procuradoria Geral da República), terá que enfrentar uma ação no STF por causa de vaga na garagem da PGR. Ela fica à frente do órgão só até o próximo dia 17.

Ontem quinta-feira (5), quando o presidente Bolsonaro confirmava a não permanência de Raquel Dodge na chefia da PGR, ao indicar Augusto Aras para substitui-la, era também acionada no STF pelo sub-procurador Moacir Guimarães, porque ele pediu uma garagem para um servidor de seu gabinete na PGR, e foi negado por Dodge.

De acordo com o Moacir Guimarães, a solicitação de uma garagem para seu auxiliar seria para agilizar o trabalho. A negativa ao pedido foi com base numa portaria que só permite vagas para sub-procuradores. A ação será analisada pelo ministra Cármen Lúcia.

“Os argumentos da Senhora Procuradora Geral da República não encontram ressonância nas normas do Direito Administrativo. Existem várias vagas desocupadas na garagem, o que demostra claramente a má vontade da Autoridade coatora em atender, no final do seu mandato, o pedido do impetrante eis que em todo o período de sua gestão os questionamentos foram feitos”, afirmou Guimarães.

‘Amigo sincero’ ajudaria Bolsonaro a evitar crises externas, diz Dino

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão/Foto: Reprodução

BRASÍLIA  –  O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), disse nesta quinta-feira que espera que o presidente Jair Bolsonaro tenha um “amigo sincero” perto dele para que o alerte sobre os riscos de se produzir incidentes internacionais “todos os dias.”

A afirmação faz referência às recorrentes trocas de farpa protagonizadas por Bolsonaro com líderes de outros países e órgãos internacionais. Ontem, o presidente atacou a líder chilena Michelle Bachelet.

“Espero que [Bolsonaro] tenha algum amigo sincero perto dele. Não é algo correto todos os dias produzir incidentes internacionais. Não ajuda o Brasil. Digo isso como um autêntico patriota que acredita no Brasil”, afirmou.

Dino falou sobre o assunto durante debate promovido pelo Conselho das Américas, organização empresarial norte-americana cujo objetivo é promover o livre comércio no continente.

Ao ser questionado, numa escala de 0 a 100, em qual medida as declarações do presidente Bolsonaro atrapalham a atuação de investidores no país, Dino enfatizou: “100”. Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que também participou do evento, optou por uma resposta mais política.

“Questões políticas sempre interferem mas não são uma peculiaridade do Brasil. Declarações do Trump também [atrapalham]. O Reino Unido tem vivido um conflito político enorme em função do Brexit. E tem a Itália, que não consegue sustentar um governo. A democracia é um enorme desafio que, nos tempos atuais, com redes sociais, torna ainda mais instável a relação entre representantes e representados”, respondeu.

(Informações Valor Econômico)

Bolsonaro despreza lista tríplice e indica Augusto Aras para PGR

 

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Augusto Aras?Foto: Reprodução

Acabou nesta quinta-feira (5), a espera do indica de Jair Bolsonaro para substituir Raquel Dodge na PGR (Procuradoria Geral da República), trata-se do sub-procurador Antonio Augusto Brandão de Aras, seu nome constará numa edição especial do Diário Oficial da União.

Augusto Aras para assumir a PGR terá que passar pela sabatina no Senado e conter a forte resistência que sofre na categoria. Ele poderá se tornar o primeiro ocupante do cargo desde 2003, fora da lista tríplice formada pelos escolhidos do colégio de procuradores.

Publicamente Aras se define como conservador e está no Ministério Público desde 1987.

Perfil

Atualmente é subprocurador-geral da República, especializado nas áreas de direito público e direito econômico. Tem 60 anos. Nasceu em Salvador (BA).

Entrou no Ministério Público Federal (MPF) em 1987, antes da promulgação da Constituição Federal.

Ele é doutor em direito constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2005); mestre em Direito Econômico pela Universidade Federal da Bahia (2000); bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador (1981). E  professor da Universidade de Brasília (unB)

Como subprocurador, atuou nas câmaras das áreas constitucional, penal, crimes econômicos e consumidor. É o atual coordenador da 3ª Câmara da PGR, que cuida de temas econômicos.

Márcio Jerry destaca o Programa Escola Digna na Câmara Federal

 

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Deputado federal Márcio Jerry (PCdoB)/Foto: Reprodução

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), destacou nesta quarta-feira (4), na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, o Programa Escola Digna. Instituído no primeiro governo Flávio Dino, já inaugurou quase mil escolas em todo o Maranhão.

“O Escola Digna é o mais belo e estruturante programa educacional do Brasil. Enquanto estamos aqui debatendo, o município de Cururupu está recebendo uma escola com doze salas, onde os filhos do povo vão chegar às 7h30 e sair às 18h. Educação de qualidade, alimentação e práticas esportivas, esse é um programa arrojado”, avaliou o deputado.

Inspirado em Leonel Brizola, famoso por priorizar a educação quando governou tanto o Rio Grande do Sul como o Rio de Janeiro, Flávio Dino vem promovendo uma verdadeira revolução educacional o Maranhão.

“Além das inúmeras reformas e inaugurações, o Programa Escola Digna fez com que nosso Estado saísse de zero centro de ensino de educação integral para cinquenta. Essa é uma meta que precisa ser louvada pela repercussão social que alcança diversas gerações dos nossos irmãos e irmãs maranhenses”, completou Márcio Jerry.

(Portal Vermelho)