Presidente Jair Bolsonaro tem a pior avaliação de um presidente nos primeiros três meses de governo, desde 1990/Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro já é o pior presidente nos primeiros três meses de governo desde 1990. A avaliação foi realizada pelo Datafolha e divulgada neste domingo (7), pelo Jornal Folha de São Paulo.
Foram ouvidos 2.086 pessoas com mais de 16 anos, em 130 municípios, nos dias 2 e 3 abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Com 30% de reprovação é a pior avaliação para um presidente da República no início de primeiro mandato desde 1990. Fernando Collor (então no PRN) tinha 19% de reprovação após três meses, contra 16% de FHC (PSDB), 10% de Lula (PT) e 7% de Dilma (PT).
A ex-presidente é quem tinha a melhor avaliação: 47% de ótimo/bom em 2011. Lula tinha 43%, contra 39% de FHC e 36% de Collor.
Expectativa
A expectativa com o governo também é a pior, após três meses de mandato, desde 1995: 59% esperam que Bolsonaro faça um governo ótimo ou bom, contra 48% de FHC, 76% de Lula e 77% de Dilma.
Antes da posse, 65% esperavam que Bolsonaro fizesse um governo ótimo ou bom, contra 17% de regular e 12%, ruim ou péssimo. Hoje, os que acreditam em um governo regular são 16% e ruim/péssimo, 23%.
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Metade dos entrevistados pelo Datafolha julga que o presidente “trabalha pouco” e 39% consideram que ele é “pouco inteligente”.
Veja a íntegra do artigo do ex-presidente Lula publicado na Folha de S.Paulo:
“Por que têm tanto medo de Lula livre? Já alcançaram o objetivo, que era impedir a minha eleição
Luiz Inácio Lula da Silva *
Faz um ano que estou preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu. Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial.
O que mais me angustia, no entanto, é o que se passa com o Brasil e o sofrimento do nosso povo. Para me impor um juízo de exceção, romperam os limites da lei e da Constituição, fragilizando a democracia. Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros.
Hoje está claro que a minha condenação foi parte de um movimento político a partir da reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014. Derrotada nas urnas pela quarta vez consecutiva, a oposição escolheu o caminho do golpe para voltar ao poder, retomando o vício autoritário das classes dominantes brasileiras.
O golpe do impeachment sem crime de responsabilidade foi contra o modelo de desenvolvimento com inclusão social que o país vinha construindo desde 2003. Em 12 anos, criamos 20 milhões de empregos, tiramos 32 milhões de pessoas da miséria, multiplicamos o PIB por cinco. Abrimos a universidade para milhões de excluídos. Vencemos a fome.
Aquele modelo era e é intolerável para uma camada privilegiada e preconceituosa da sociedade. Feriu poderosos interesses econômicos fora do país. Enquanto o pré-sal despertou a cobiça das petrolíferas estrangeiras, empresas brasileiras passaram a disputar mercados com exportadores tradicionais de outros países.
O impeachment veio para trazer de volta o neoliberalismo, em versão ainda mais radical. Para tanto, sabotaram os esforços do governo Dilma para enfrentar a crise econômica e corrigir seus próprios erros. Afundaram o país num colapso fiscal e numa recessão que ainda perdura. Prometeram que bastava tirar o PT do governo que os problemas do país acabariam.
O povo logo percebeu que havia sido enganado. O desemprego aumentou, os programas sociais foram esvaziados, escolas e hospitais perderam verbas. Uma política suicida implantada pela Petrobras tornou o preço do gás de cozinha proibitivo para os pobres e levou à paralisação dos caminhoneiros. Querem acabar com a aposentadoria dos idosos e dos trabalhadores rurais.
Nas caravanas pelo país, vi nos olhos de nossa gente a esperança e o desejo de retomar aquele modelo que começou a corrigir as desigualdades e deu oportunidades a quem nunca as teve. Já no início de 2018 as pesquisas apontavam que eu venceria as eleições em primeiro turno.
Era preciso impedir minha candidatura a qualquer custo. A Lava Jato, que foi pano de fundo no golpe do impeachment, atropelou prazos e prerrogativas da defesa para me condenar antes das eleições. Haviam grampeado ilegalmente minhas conversas, os telefones de meus advogados e até a presidenta da República. Fui alvo de uma condução coercitiva ilegal, verdadeiro sequestro. Vasculharam minha casa, reviraram meu colchão, tomaram celulares e até tablets de meus netos.
Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por “atos indeterminados” sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição.
Minha candidatura foi proibida contrariando a lei eleitoral, a jurisprudência e uma determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para garantir os meus direitos políticos. E, mesmo assim, nosso candidato Fernando Haddad teve expressivas votações e só foi derrotado pela indústria de mentiras de Bolsonaro nas redes sociais, financiada por caixa 2 até com dinheiro estrangeiro, segundo a imprensa.
Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim.
Por que têm tanto medo de Lula livre, se já alcançaram o objetivo que era impedir minha eleição, se não há nada que sustente essa prisão? Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país. Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha.
Eles sabem que minha libertação é parte importante da retomada da democracia no Brasil. Mas são incapazes de conviver com o processo democrático.
O antes todo poderoso MDB elegeu nesta sexta-feira (5), sua Executiva Estadual , com objetivo de reerguer e conduzir o partido nas eleições municipais 2020 e continuar vivo na política maranhense.
Se fosse para classificar a direção eleita do MDB no Maranhão, uma boa sugestão seria “mais do mesmo”.
O presidente é o ex-senador João Alberto; 1º vice o deputado estadual Roberto Costa; 2º o deputado e Hildo Rocha e o 3º ex-deputado Vitor Mendes.
Ricardo Vélez, Ministro da Educação/Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro durante café da manhã nesta sexta-feira (5), com jornalistas, voltou ser questionados sobre o ministro Ricardo Vélez (Educação).
“Está bastante claro que não está dando certo o ministro Vélez. Na segunda-feira, vamos tirar a aliança da mão direita, ou vai para a esquerda ou vai para a gaveta, disse o presidente no Palácio do Planalto.”
Jair Bolsonaro, Tereza Cristina e Ricardo Vélez/Foto: ReproduçãoO Site Congresso em Foco a cada três meses faz um levantamento através do Painel do Poderjunto aos líderes no Congresso Nacional, sobre o desempenho do governo, medidas políticas adotadas, chances de êxito das propostas em debate no Legislativo e percepções sobre a conjuntura política, econômica e social.
O resultado da primeira pesquisa do primeiro levantamento de 2019, relacionado aos primeiros três meses do atual governo, avaliou o desempenho do presidente Jair Bolsonaro e de membros da sua equipe.
Entre os ministros, Tereza Cristina (Agricultura, com 3,3) é a melhor avaliada. Ricardo Vélez (Educação, com 1,8) é o pior avaliado.
Avaliação dos principais membros do governo
(Média ponderada para nota mínima de 1 e máxima de 5)
Jair Bolsonaro, presidente – 2,5
Hamilton Mourão, vice-presidente – 2,9
Tereza Cristina, ministra da Agricultura – 3,3
Augusto Heleno, ministro de Segurança Institucional – 3,0
Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde – 3,0
Sérgio Moro, ministro da Justiça – 3,0
Osmar Terra, ministro da Cidadania – 2,9
Paulo Guedes, ministro da Economia – 2,9
Azevedo e Silva, ministro da Defesa – 2,7
Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil – 2,3
Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente – 2,3
Damares Alves, ministra dos Direitos Humanos – 2,2
Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores – 2,1
Governador Flávio Dino e o Secretário de Esporte do Estado Rogério Cafeteira/Foto: Reprodução
O Secretario de Esportes do Estado, Rogério Cafeteira, comemorou nas redes sociais nesta quinta-feira (4), o avanço da tramitação do Projeto Bolsa Atleta de autoria do governo do Maranhão.
Uma importante etapa contemplada foi aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e Orçamento, do Poder Legislativo Estadual. O projeto tem uma grande importância social.
“O governador Flávio Dino com o Bolsa Atleta incentivará o esporte estudantil, prevendo o auxílio em consultas médicas e aquisição de remédios; compra de passagens, pagamento de hospedagens e alimentação; aquisição de materiais e inscrição em eventos esportivos. Gol do Esporte !”, aplaudiu Cafeteira.
O presidente Jair Bolsonaro realizou na noite desta quinta-feira (4), mais uma transmissão no Facebook. Entre os temas que tratou, disse que seu governo ao completar 100 dias, terá cumprido 95% das metas estabelecidas para o período.
Estavam ao lado de Bolsonaro os ministros Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e o Gel. Augusto Heleno (Segurança Institucional).
Como não disse quais foram as metas cumpridas, resta esperar o próximo dia 11, quando o governo completará os 100 dias, para que o povo conheça os ‘avanços’.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto, o prefeito de Santa Helena, Zezildo Almeida, e ainda, o presidente da Câmara, Jorge Malheiros, se reuniram nesta quinta-feira (4), com o Rodrigo Lago, Secretário de Comunicação e Assuntos Políticos do Estado.
O objetivo da reunião foi viabilizar o apoio ao município junto ao governo, após o agravamento dos problemas causados pelas chuvas no município, cujo o prefeito no último dia 28 decretou Situação de Emergência e solicitou a presença da Defesa Civil Estadual.
“Estamos encaminhando apoio para assistência ao município. Isto está sendo discutido entre o prefeito Zezildo e o deputado Othelino Neto, com vários órgãos do governo, coordenado pelo Palácio dos Leões, com determinação do governador”, explicou Rodrigo Lago.
O deputado Othelino disse que tem acompanhado a situação que está vivendo Santa Helena, e está fazendo seu papel que é buscar celeridade no auxílio ao município e seus moradores.
“O prefeito Zezildo tem me informado sobre a situação da subida do rio. Já são mais de três mil famílias que tiveram que sair de suas casas. Nosso papel é tentar agilizar a solução, principalmente a parceria junto ao governo do Estado, com apoio do corpo de bombeiros, já está presente na cidade, além da Força Estadual de Saúde e outras medidas”.
O prefeito Zezildo destacou a importância do apoio do governo e as dificuldades que vem enfrentando no município.
“O município não tem condição de enfrentar o problema sozinho, por isso estamos buscando essa parceria com o governo do estado.”