“Bancada da Bala” triplica: revogação do Desarmamento fica mais próximo

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Foto: Lúcio Bernardo Junior

A próxima legislatura na Câmara Federal deverá contar com uma “bancada da bala” triplicada e reforçada no Congresso Nacional. Formada em sua maioria por militares e polícias o grupo defende basicamente mais rigor no Código Penal e Política de Segurança. Atualmente com 36 deputados deverá contar com 102 a partir de janeiro de 2019.

O reforço da bancada se dará em razão da participação do PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, que entrou na disputa eleitoral nanico e saiu relativamente gigante. O partido é o segundo maior no Congresso, contará com 52 deputados e 4 senadores.

Um dos principais objetivo do grupo na próxima legislatura será  levar a plenário o projeto de revogação do Estatuto do Desarmamento, esse projeto que tem apoio do presidente Bolsonaro, já está sendo utilizado como especie de moeda de troca para a eleição da Presidência da Câmara.

Informações Congresso em Foco

João Miguel será transferido para hospital de referência em Goias

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João Miguel 

A Secretaria de Saúde do Maranhão informou através das redes socais que está dando toda assistência ao garoto João Miguél. A nota foi divulga pelo próprio secretário Carlos Lula.

O garoto será transferido para Goiânia (GO), assim que seu quadro melhorar. Toda estrutura será viabilizada pelo estado. O caso teve rápida repercussão e muitas pessoas sensibilizadas com as imagens do garoto queimado, estão ajudando a família com doações.

O garoto João Miguel, 5 anos, está na UTI do Hospital Municipal Infantil de Imperatriz, com queimaduras de 3º grau, praticamente em todo corpo. Ele foi queimado quando se encontrava numa carvoaria no povoado Sagrima, município de Buriticupu. O garoto teria caído num buraco onde havia fogo, e ele não sabia. Outras pessoas também se queimaram ao ajudarem salvar João Miguel.

nota (2)

Programa Mais Médicos e Cubanos, segundo Yglésio Moyses

A polêmica envolvendo o Programa Mais Médicos e a saída dos Cubanos acabou dividindo opiniões, também entre médicos no Maranhão. Um dos que usaram as redes redes sócias para se posicionar foi o médico Yglésio Moyses, ex-diretor do Socorrão I, e deputado estadual eleito, nas últimas eleições no Maranhão

Por Yglésio Moyses

Mais Médicos é o programa onde houve o maior contraponto possível entre uma sociedade que buscar assistir as pessoas na sua integralidade, em que, mesmo com a pobreza extrema do país, consegue ter uma expectativa de vida de mais de 80 anos e analfabetismo ZERO.

O “rival” do contraponto? Um colosso  continental de PIB de 2 trilhões de dólares, onde crianças ainda morrem de diarréia no Sertão e na Amazônia, onde 28% da população é analfabeta funcional, mas mesmo assim a nossa sociedade é “mais avançada” e nossa medicina curativa, tantas vezes arrogante, é capaz de delimitar quem é ou não médico, mas não ataca a proliferação de faculdades de fim de semana, das Vassouras da vida, não ataca a falta de comprometimento social de uma geração crescente de profissionais que viraram vendedores de cosméticos e de tratamentos picaretas no Instagram, pra encher os bolsos cultivando esperanças em gente mentalmente atordoada com a opressão estética dos tempos modernos.

Graças a Deus que tínhamos os cubanos pra fazer o “serviço sujo”, nas palavras de alguns colegas. Agora, espera-se que a galera do plantão do Instagram mexa a bundinha e se digne a trabalhar em Belágua, em Água Doce do Maranhão, em tantos outros rincões onde, apesar da estrutura péssima, existem seres humanos que precisam de cuidado, de conforto e do efeito placebo que um bom atendimento médico, cubano ou não , é capaz de gerar em vítimas acima de tudo, da desesperança.

Bolsonaro deu um triplo carpado no abismo:

1) revalidar o diploma: o currículo cubano não tem as mesmas habilidades, a medicina é outra lá, mas não deixa de ser Medicina, porque a finalidade é CURAR.

2) pagar o salário integral: os médicos cubanos de modo geral, tem sentimento de nacionalismo e não são formados pra andarem de Audi, Land Rover ou Toyota Hilux. Essas pessoas pensam diferente porque as aspirações são diferentes.

3) repassar individualmente o salário: acho válido, desde que fosse pactuado um percentil justo do convênio pra seguir fazendo formação médica e não 100%. Programas de Estado não são CLT. Eles precisam de verba, Cuba é uma Ilha de Miséria.

Dilma falhou na gênese do projeto, mas Bolsonaro foi um completo irresponsável ao adotar essa comunicação belicosa pela arma social mais dura que temos hoje : o Twitter. Espero que esse erro de gestão seja contornado, e que ele seja reconhecido como o Presidente Ballubet du Rouet. Pra quem não lembra, Ballubet era o cavalo do jóquei Rodrigo Pessoa, que ao atravessar os obstáculos, sempre refugava!

Sigo torcendo a favor do Bolsonaro, não tem como desejar o mal ao país, mas essa do Mais Médicos foi extremamente irresponsável, como tantas outras decisões do nosso Trump versão Error4003.

Governadores querem apoio para reduzir violência no Nordeste

 

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Fórum de governadores com Jair Bolsonaro em Brasília

A assessoria de Wellington Dias (PT), governador do Piauí, informou que o presidente eleito Jair Bolsonaro deverá se reunir na próxima quarta-feira (21), com os governadores do Nordeste.

O governador petista foi o único da região que participou do fórum desta quarta-feira (14), em Brasília, onde participarem governadores das outras regiões do país.

Wellington Dias disse que conversou rápido com Bolsonaro e a principal pauta a ser discutida na próxima semana será Segurança, onde os governadores cobram através de uma carta apoio para reduzir os autos índices de violência na região Nordeste.

Veja aqui A CARTA

 

Cuba não aceita condições de Bolsonaro e vai sair do Mais Médico

 

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O governo de Cuba anunciou nesta quarta-feira (14), a saída dos médicos cubanos que atuam no Programa Mais Médicos do Governo Brasileiro. O motivo foram as condições impostas pelo presidente eleito Jair Bolsonora, que usou as redes sócias para informar as condições para continuarem. Eles consideraram as declarações do presidente eleito ameaçadoras.

“Condicionamos teste de capacidade, salário integral aos cubanos, hoje enviado a maior parte ao governo de Cuba, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou”, disse Bolsonaro.

O programa foi criado em 2013, no governo Dilma Rousseff para aumentar o atendimento em saúde básica no interior do país. Com 18.240 vagas, sendo que dessas 8.500 são ocupadas por médicos cubanos. Os médicos são selecionados por um convênio com OPS (Organização Pan Americana de Saúde).

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De acordo com o Ministério da Saúde o Programa Mais Médicos é responsável por 48% das equipes de Atenção Básica nos municípios com até 10 mil habitantes em 1.100 municípios é responsável por 100% de Atenção Básica.

Além de alcançar mais de 4 mil municípios brasileiros, o Mais Médicos também está presente nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Com apoio de estados e municípios, o Governo do Brasil leva mais médicos a regiões onde há escassez ou ausência de profissionais. No Maranhão, 2,4 milhões de pessoas são beneficiadas com o trabalho de 710 profissionais.

ABAIXO A NOTA DO GOVERNO CUBANO

O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios de solidariedade e humanistas que nortearam a cooperação médica cubana por 55 anos, está envolvido desde a sua criação, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa de Dilma Rousseff, na época presidenta da República Federativa do Brasil, tinha o nobre propósito de garantir atendimento médico para o maior número da população brasileira, em consonância com o princípio da cobertura universal da saúde, promovida pela Organização Mundial da Saúde.

Esse programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalharem em áreas pobres e remotas daquele país.

A participação cubana na mesma é feita através da Organização Pan-Americana da Saúde e se distinguiu pela ocupação de vagas não cobertas por médicos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam 113,3 milhões de pacientes (113.359.000) em mais de 3.600 municípios, chegando a ser atingidos por eles um universo de 60 milhões de brasileiros, constituindo 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O trabalho dos médicos cubanos em locais de extrema pobreza, nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador da Bahia, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, especialmente na Amazônia, foi amplamente reconhecido pelos governos federal, estaduais e municipais daquele país e pela sua população, que concedeu 95% de aceitação, segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais.

Em 27 de setembro de 2016, o Ministério da Saúde Pública de Cuba, em uma declaração oficial, informou perto da data de expiração do contrato e em meio dos eventos em torno do golpe de Estado legislativo e judiciário contra a presidenta Dilma Rousseff que Cuba “continuaria participando do acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde para a aplicação do Programa Mais Médicos, desde que fossem mantidas as garantias oferecidas pelas autoridades locais”, o que foi respeitado até agora.

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçando a presença de nossos médicos, disse e reiterou que vai modificar os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito para a Organização Pan-Americana da Saúde e o que foi acordado por ela com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual.

As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis ​​e descumprem as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificadas em 2016 com a renegociação do Acordo de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e o Acordo de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença dos profissionais cubanos no Programa.

Portanto, perante esta triste realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim foi comunicado ao diretor da Organização Pan-Americana da Saúde e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam essa iniciativa.

Não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, prestam atualmente serviços em 67 países. Em 55 anos, 600.000 missões internacionalistas foram realizadas em 164 países, envolvendo mais de 400.000 trabalhadores da saúde, que em muitos casos cumpriram essa honrosa tarefa em mais de uma ocasião. Destaque para as façanhas da luta contra o Ebola na África, a cegueira na América Latina e no Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias “Henry Reeve” no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

Na esmagadora maioria das missões concluídas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Da mesma forma, em Cuba, 35.613 profissionais de saúde de 138 países foram capacitados gratuitamente, como expressão de nossa solidariedade e vocação internacionalista.

Aos colaboradores lhes foi mantido, em todos os momentos, seu posto de trabalho e 100% do seu salário em Cuba, com todo o trabalho e garantias sociais, tal como aos outros funcionários do Sistema Nacional de Saúde.

A experiência do Programa Mais Médicos para o Brasil e a participação cubana no mesmo demonstram que um programa de cooperação Sul-Sul pode ser estruturado, sob os auspícios da Organização Pan-Americana da Saúde para promover seus objetivos em nossa região. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde qualificam-no como o principal exemplo de boas práticas na cooperação triangular e na implementação da Agenda 2030 com os seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Os povos da nossa América e do resto do mundo sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais.

O povo brasileiro, que fez do programa Mais Médicos uma conquista social, que teve confiança desde o início nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, sensibilidade e profissionalismo com que eles o atenderam, e será capaz de entender sobre quem recai a responsabilidade que nossos médicos não possam continuar fornecendo sua contribuição de solidariedade naquele país.

Havana, 14 de novembro de 2018

Com informações da F. São Paulo

 

Estrutura da 12ª Feira do Livro de São Luís em fase de conclusão

 

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Tudo praticamente pronto para realização da 12ª edição da Feira do Livro de São Luís, que acontecerá de 16 a 25 de novembro, no Multicenter Sebrae. A programação será das 10h às 22h. O evento terá vários espaços como auditórios para rodas de conversa e palestras, além de locais para atividades dedicadas ao público infantil e realização de cursos e oficinas.

A Feira terá 70 estandes que oferecerão mais de 500 atividades em todos os dias de evento.

O prefeito Edivaldo Holanda Jr. visitou o local, e falou sobre a importância da feira para São Luís e o Maranhão.

“Este é o maior evento literário do Maranhão. Uma grande estrutura está sendo montada para receber o público que conhecerá a literatura nacional, nomes do nosso Estado e terá acesso à história de diversos escritores e suas obras. A Feira é um estimulo para vivência da cultura e história maranhenses, incentivar a leitura e ampliar o conhecimento”.

Este ano, o tema da FeliS será ‘A Brasilidade na Cultura Contemporânea’, tendo como patrono o maranhense Graça Aranha.

O escritor é considerado um dos articuladores da Semana da Arte Moderna, movimento que renovou a literatura e a cultura brasileira. O evento terá como homenageados os matemáticos Joaquim Gomes de Souza e João Antônio Coqueiro.

Governador do Piauí representará o NE no encontro com Jair Bolsonaro

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro e os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni vão se encontrar nesta quarta-feira (14), em Brasília, com governadores eleitos ou reeleitos. Até o momento cerca de 19 confirmaram presença.

O evento está sendo organizado pelos governadores do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e de São Paulo, João Doria.

Marcado para as 9h, acontecerá no Centro Internacional de Convenções de Brasília (CICB), que fica próximo do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), local de trabalho da equipe de transição de governo.

Segundo os organizadores, a ideia é que seja um “encontro de aproximação”.

Até agora, confirmaram presença os governadores eleitos do Acre, Gladon Cameli; Amapá, Waldez Góes; Amazonas, Wilson Lima; Distrito Federal, Ibaneis Rocha; de Goiás, Ronaldo Caiado; Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; Minas Gerais, Romeu Zema; Mato Grosso, Mauro Mendes; do Pará, Helder Barbalho; Paraná, Ratinho Júnior;, Rio de Janeiro, Wilson Witzel; Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; de Roraima, Antonio Denarium; Santa Catarina, Coronel Carlos Moisés da Silva; São Paulo, João Doria; e do Tocantins, Mauro Carlesse.

Os governadores do Nordeste escolheram Wellington Dias (PT), governador do Piauí, para representar a região onde Jair Bolsonaro perdeu em todos estados para Haddad no 2º turno das eleições.

Com informações da Agência Brasil 

‘Escola Sem Censura’ esquenta debate entre governista e oposicionista na AL-MA

 

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Dep. Prof. Marco Aurélio (PCdoB) e o Dep. Adriano Sarney (PV)

O deputado Marco Aurélio (PCdoB) usou a tribuna da Assembléia Legislativa do Maranhão, nesta terça-feira (14), para destacar a coragem e posicionamento do governador Flávio Dino ao decretar no estado a ‘Escola Sem Censura’.

O decreto de Flávio Dino se contrapõe ao polêmico projeto Escola Sem Partido, em tramitação no Congresso Nacional. A medida adotada no Maranhão foi divulgada pelo próprio governador em sua conta no twitter obtendo repercussão nacional imediata.

Segundo Flávio Dino, o decreto do governo ratifica a liberdade no ambiente escolar no estado como assegura a Constituição Federal.

Para contestar a medida do governo o deputado Adriano Sarney (PV), opositor visceral do governador Flávio Dino, acusou a medida de inconstitucional e criminosa.

Em resposta a Adriano Sarney, o deputado Marco Aurélio, que também é professor lembrou o parlamentar de oposição que criminoso foi o Tele-Ensino, implantado no Maranhão durante o governo de Roseana Sarney, tia do deputado Adriano, o que acirrou mais o debate.