STF em outubro pode aplicar derrotas decisivas em Moro, Deltan e Lava Jato

 

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De acordo com a Folha de SP nesta quinta-feira (12), o Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro poderá tornar sem efeito várias decisões do então juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, e ações do coordenar da Força Tarefe, Deltan Dallagnol.

O ministro Dia Toffoli, presidente do STF, já teria indicado aos seus pares que colocará em julgamento, por exemplo, a constitucionalidade de prisões após condenação em segunda instância, principal bandeira dos lavajatistas e da Lava Jato.

Outra questão que poderá causar desdobramentos impactantes na Lava Jato está relacionada à decisão da 2ª turma do STF que anulou a sentença dada por Sérgio Moro a Aldemir Bandine.

Segundo a reportagem já haveria no STF maioria contra a tese da Lava Jato.

Para Weverton é bom ‘jair se acostumando’ #CPMFNÃO

 

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Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O senador Weverton (PDT-MA), usou o twitter nesta quarta-feira (11), para dizer que é totalmente contra o projeto do governo Bolsonaro de recriar a ‘CPMF’. Ele usou posições anteriores do presidente contra o novo imposto, que agora seu governo pretende botar na conta dos brasileiros.

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O projeto de criação não foi nem enviado ao Congresso e já derrubou Marcos Cintra, Secretário da Receita Federal. Ele foi demitido por Paulo Guedes, ministro da Economia, mas Jair Bolsonaro informou que foi ele quem determinou.

Para Flávio Dino a esquerda terá sucesso nas Eleições de 2020 e 2022

 

“Temos a eleição de 2020, e acredito que vamos vencer. Teremos…, muitas vitórias de prefeituras, vamos trabalhar para isso. E vamos vencer a eleição presidencial em 2022, tenho certeza disso”, afirmou Dino a Haddad.

Flávio Dino defende frente contra Bolsonaro nas eleições de 2020

 

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Foto: Reprodução

O governador Flávio Dino (PCdoB), está defendendo uma frente de centro-esquerda para enfrentar o Bolsonbarismo nas eleições municipais em 2020. Ele intensificou as conversas com vários setores e lideranças do campo da esquerda e centro esquerda principalmente no Sul e Sudeste do país.

A ideia do governador do Maranhão vem obtendo simpatia de muita gente na esquerda, inclusive do PT em São Paulo. Se a frente prosperar e as urnas garantirem vitórias estratégicas no próximo ano, poderá estabelecer um cenário mais favorável para enfrentar Bolsonaro em 2022.

O assunto foi sobre a frente de centro-esquerda foi tratado ontem à noite, segunda-feira (9), no programa online “Painel Haddad”, cuja apresentação é do presidenciável Fernando Haddad.

Operação Galeria: filho do ex-ministro Edson Lobão é preso no Rio

 

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Márcio Lobão/Foto: Reprodução

Márcio Lobão alvo da ‘Operação Galeria’  foi preso por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira (10) no Rio de Janeiro onde mora. Ele é filho do ex-ministro Edson Lobão (MDB).

No Maranhão onde reside sua família e o pai Edson Lobão foi governador e também eleito senador várias vezes, Márcio Lobão, não é visto com frequência. Está é a 65ª fase da Operação Lava Jato.

Ele investigado por corrupção e lavagem de dinheiro com recursos obtidos da Transpetro, segundo a polícia, de forma indevida.

Segundo o MPF, Márcio Lobão e Edison Lobão solicitaram e receberam propinas dos Grupos Estre e Odebrecht em R$ 50 milhões entre 2008 e 2014.

O mandado de prisão foi expedido contra Márcio Lobão porque, conforme o MPF, há indícios de que ele permanecia praticando o crime de lavagem de dinheiro em 2019.

O nome de ‘Operação Galeria’ foi dado em razão de grande parte dos recursos terem sido investidos em galerias e obras de arte. Foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP), Rio de Janeiro e Brasília (DF).

Rodrigo Maia não estará ao lado de Bolsonaro no 7 de Setembro

 

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Jair Bolsonaro (PSL) e Rodrigo Maia (DEM) Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não irá ao desfile de 7 de setembro do governo de Jair Bolsonaro em Brasília. Maia está viajando ao Quatar.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), representará Congresso Nacional, ao lado de Bolsonaro no desfile.

No último ano do governo em 2018, no último 7 de setembro de Michel Temer como presidente, nem Rodrigo Maia e o então presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), não compareceram.

Quando os bois morrem eu me sinto mais forte

 

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Ed Wilson Araújo

De tudo que foi dito e feito até agora pela velha política, galopando na besta fera da onda obscurantista, uma das instituições mais aviltadas é o Jornalismo. Basta ver o recente paredão montado no programa Roda Viva (TV Cultura!) para encurralar o diretor do The Intercept Brasil Glenn Greenwald.

Nada até hoje foi tão demolidor para a operação Lava Jato e o bolsonarismo como as revelações da Vaza Jato. Sergio Moro e Deltan Dallagnol enterraram na lama o Estado Democrático de Direito e jogaram na vala comum até mesmo os probos e republicanos juízes e procuradores.

O Jornalismo e a Ciência, na sua caminhada institucional, tiraram parte do poder da Igreja Católica sobre os documentos secretos mantidos em mistério pela guarda silenciosa dos monges. Nas páginas dos jornais, o poder sobre o conhecimento e o saber, há tempos restrito aos mosteiros, veio à luz nas manchetes e fotografias.

Por isso as conversas privadas de agentes públicos interessam à sociedade. O leitor, ouvinte, telespectador, internauta etc têm o direito de acessar alguns conteúdos secretos transitados entre juízes e procuradores, quando o interesse público está em jogo.

A justificativa é simples: certas conversas e as decisões ali tramadas são de amplo interesse coletivo, dizem respeito às reputações e decidem sobre a liberdade das pessoas, interferem na Economia e nas medidas sobre temas diretamente relacionados ao cotidiano de cada brasileiro.

Algumas deliberações tomadas pela operação Lava Jato incidiram concretamente na vida de milhões de brasileiros: fizeram um julgamento partidário de Lula, destruíram em parte as instituições, macularam famílias, debocharam da morte de entes queridos e mancharam a imagem da Justiça e do Ministério Público por inteiro, até mesmo dos operadores do Direito não incorporados ao lavajatismo.

Onde não há instituições brota a barbárie.

Quando Sergio Moro e Deltan Dallagnol tiveram as conversas reveladas houve várias reações, até acertarem o foco – atacar o Jornalismo.

Por isso o paredão contra Glenn Greenwald no Roda Viva e o foguetório na Feira Literária de Paraty. Agiram até mesmo contra Miriam Leitão, uma jornalista conservadora e expoente do liberalismo na mídia.

Trata-se de uma ofensiva não só contra o The Intercept Brasil e os seus parceiros, mas uma guerra declarada a um campo estratégico no contexto das mediações sociais – a Comunicação, em especial, o Jornalismo.

Após o aparelhamento de parte do Ministério Público e do Judiciário em conluio para sufocar a democracia no Brasil, a cúpula da operação Lava Jato está desmoralizada, exalando entre os corredores dos tribunais o enxofre do golpe.

Moro e Dallagnol ofenderam de modo vil os bons e honestos procuradores, juízes, ministros, desembargadores, promotores, delegados e outros servidores do Ministério Público e da Justiça do Brasil ciosos das suas funções republicanas.

Não por acaso o espírito lavajateiro cresceu junto com a onda bolsonarista embalada na mentira.

Os movimentos de contornos fascistas repetem uma tragédia anunciada. A ciência, a política e a estética livre são inimigos primordiais dos intolerantes, avessos à verdade e ao encantamento.

O espelho deles quebra quando encaram os fatos concretos da realidade.

Assim, fizeram campanha disseminando fake news. É uma forma de piorar as coisas. Se outrora manipulavam os fatos para distorcer os enredos, agora retrocedem ao nível da mentira deslavada.

A onda obscurantista é desumana. Os propagandistas de fake news, do terraplanismo e de outras aberrações como a ineficiência da vacina são capazes de negar até a própria existência, embora haja testemunhas oculares do parto e o registro do nascimento em cartório. Contra Descartes, diriam: “minto; logo, não existo”.

Vem daí o ataque à Ciência, campo de trânsito permanente do Jornalismo. Fascistas detestam a ordem lógica das narrativas.

Os movimentos de inspiração fascista são um terreno infértil, onde só brota o ódio e a intolerância. A verdade é uma ofensa. Eles não conseguem sequer lidar com um princípio básico do Iluminismo aplicado ao Jornalismo – a transparência, uma conquista da Modernidade no curso das revoluções burguesas.

Apesar de tudo isso, temos resistência! Vejamos, por exemplo, como se ergue e consolida a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), uma auspiciosa organização de operadores do Direito focada em princípios republicanos.

Na mídia, o The Intercept Brasil deu um cavalo de pau nos meios tradicionais e alguns deles, apoiadores do golpe, tentam refazer caminhos porque conhecem a sabedoria das audiências.

No campo da mídia alternativa a Teia de Comunicação Popular do Brasil junta gente de todo canto do país. São jornalistas, ativistas, humanistas, comunicadores e comunicadoras que se recusam a bater continência para o pensamento único.

Do Maranhão, rufam a Agência Tambor e a Rádio Web Tambor.

A juventude lota as ruas para dizer não aos cortes de gastos na Educação. Nas universidades o Future-se é negado.

Existem alguns motivos para ficarmos tristes, mas temos outros tantos para revigorar as forças e seguir em frente lutando contra essa onda de obscurantismo que tenta negar a verdade, matar o Jornalismo e silenciar a arte livre.

Pras bandas do Maranhão estamos em tempos da morte dos grupos de bumba-meu-boi. Os batuques estão prenhes de trupiadas anunciando que no próximo ano haverá batizado. Banjos, maracás, pandeirões, matracas, zabumbas e os instrumentos de sopro anunciam fertilidade. Nos terreiros onde se cultuam os rituais da morte a dialética traduz ressurreição.

Aos meus amigos tristes só tenho palavras motivadoras. Essa chuva ácida vai passar. Já estamos no tempo das floradas de caju, manga e juçara. Vamos degustar arte, botar lenha na fogueira da razão, afirmar a Ciência e o Jornalismo como formas de conhecimento da realidade.

Viva a produção acadêmica (balbúrdia!) e a poesia. Maiakóvski, sempre bem lembrado, recomenda somar forças para atravessar as ameaças e as guerras […]

“rompê-las ao meio,

cortando-as


como uma quilha corta


as ondas.”