Como ficou as regras eleitorais após mudanças aprovadas pelo Congresso

 

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Aprovado pela Câmara Federal o projeto que altera as regras para partidos políticos e eleições, agora depende do presidente Bolsonaro sancionar cuja as mudanças já valerão para as eleições de 2020.

Pontos retomados após retornar do Senado:

Fundo partidário: amplia as situações em que podem ser usados recursos do fundo partidário. A verba pode ser destinada, por exemplo, para pagar “juros, multas, débitos eleitorais e demais sanções aplicadas por infração à legislação eleitoral ou partidária”, na compra ou aluguel de bens móveis e imóveis, em reformas nestas propriedades; no pagamento de impulsionamento de conteúdos na internet.

Pagamento de advogados: O relator retomou a parte do texto que permite o uso do fundo partidário para pagar advogados e contadores. O primeiro texto aprovado na Câmara era mais amplo e previa que os recursos poderiam ser usados também para casos envolvendo interesses “diretos e indiretos” do partido, assim como litígios acerca do exercício de mandato. Considerado controverso, este dispositivo foi barrado pelo Senado, mas o relator na Câmara o retomou com uma mudança na redação. Ele deixou claro que o fundo só poderá ser usado exclusivamente para processos envolvendo candidatos, eleitos ou não, mas relacionados ao processo eleitoral.

Fora do limite de gasto: Outro trecho retomado pelo relator muda a regra atual que prevê que as despesas dos candidatos e dos partidos que puderem ser individualizadas serão contabilizadas nos limites de gastos de cada campanha. Com apenas uma mudança de redação, o parágrafo reintroduzido diz que os gastos advocatícios e de contabilidade referentes a consultoria ou processos judiciais decorrente de “interesses de candidato ou partido” não estão sujeitos a “limites que possam impor dificuldade ao exercício da ampla defesa”.

Partidos com registro fora de Brasília: a proposta mudava a obrigação de que o registro dos partidos políticos pudesse ser feito no local da sede da legenda, e não mais no Registro Civil das Pessoas Jurídicas em Brasília. O projeto também abre espaço para que a sede do partido seja fora da capital federal.

Limite de uso do fundo partidário para multas eleitorais: atualmente, a lei dos partidos estabelece que, em casos de contas desaprovadas, o partido precisa devolver os recursos considerados irregulares. A lei permite ainda que esse pagamento seja feito com recursos do fundo partidário, mas não determina um limite no uso de verbas do fundo para esta destinação. O texto cria um limite: só poderiam ser usados até 50% do fundo partidário para o pagamento deste tipo de sanção.

Doações para partidos políticos: a lei atual permite que partidos políticos recebam doações de pessoas físicas e jurídicas. Hoje, é possível fazer as doações por cartão de crédito ou débito. Agora, os deputados querem permitir o uso de boleto bancário e débito em conta.

Pessoas politicamente expostas: o texto prevê que serviços bancários para os partidos políticos (para o recebimento de doações, por exemplo) “não se caracterizam e não acarretam restrições relativas às pessoas politicamente expostas”. Ou seja, os serviços para estes partidos não estão sujeitos a controles mais rígidos pela Receita Federal.

Propaganda partidária: o texto estabelece regras para a propaganda partidária gratuita, por rádio e TV. E prevê proibições: não serão permitidas inserções com a participação de pessoas filiadas a outros partidos, que não o que realiza o programa; proíbe o uso de imagens, efeitos ou outros recursos que “distorçam ou falseiem os fatos ou a sua comunicação”; não podem ser usadas matérias que possam ser comprovadas como falsas.

Pontos com os quais o relator concordou com a retirada feita pelo Senado:

Prestação anual: Trecho aprovado na primeira votação na Câmara permitia que todos os dados das eleições fossem consolidados na prestação anual dos partidos. Críticos desse ponto argumentavam que isso prejudicaria a transparência da prestação de contas uma vez que a prestação anual poderia acontecer após as eleições já decididas.

Modelos próprios de prestação de contas: o projeto aprovado inicialmente na Câmara mudava a lei de partidos políticos para abrir espaço para que as legendas apresentassem suas prestações de contas à Justiça Eleitoral em modelos próprios, usando qualquer sistema de escrituração contábil disponível no mercado. Atualmente, a Justiça Eleitoral disponibiliza o Sistema de Prestação de Contas Anual (SPCA), que é de uso obrigatório. Seu uso está previsto em uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral.

Multa por conduta dolosa: a proposta também estabelecia que a multa por desaprovação nas contas dos partidos seria aplicada “aos casos de irregularidade resultante de conduta dolosa”. Ou seja, seria preciso haver o dolo, a intenção de agir contra a lei.

Erros formais na prestação de contas corrigidos até o julgamento: a proposição também previa que erros formais, omissões e atrasos na divulgação de contas de campanha poderiam ser corrigidos até o julgamento da prestação de contas.

(Do G1)

Câmara tratará de pontos polêmicos retirados pelo Senado sobre partidos

 

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BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (18) o projeto que trata sobre a organização dos partidos, e o centrão tentará retomar os pontos polêmicos que foram retirados pelo Senado.

O texto que chegará para a análise dos deputados, aprovado ontem no Senado, trata apenas do financiamento do fundo eleitoral, mas parlamentares de PP, PL e Solidariedade articulam para recuperar propostas polêmicas.

Deste modo, poderão ser votados a retirada da obrigatoriedade de utilizar o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prestações de contas, o limite do valor mensal para o pagamento de multas, a permissão à punição ao candidato apenas quando provado a existência de dolo e a autorização para utilização de recursos públicos para o pagamento de advogados.

O projeto original da reforma partidária ainda recria o tempo de televisão para partidos.

Na semana passada, uma carta encaminhada por entidades da área de transparência afirmou que as propostas abrem margem para caixa dois e corrupção. Um acordo costurado pelo Senado na terça-feira decidiu adiar o debate na Casa sobre o tema, reduzindo o projeto apenas ao fundo eleitoral.

Mas como a matéria teve início na Câmara, a decisão do Senado não encerra o assunto de vez. Caberá aos deputados analisar a mudança feita pelos senadores, o que deve ocorrer em plenário nesta quarta-feira. Como o Senado votou apenas uma parte do projeto, os deputados têm duas opções, segundo o regimento: ou aprovam só aquela parte, ou retomam o texto como ele saiu da Câmara.

O prazo é curto. Para valer nas eleições do ano que vem, as mudanças nas normas eleitorais precisam ser sancionadas até um ano antes do pleito, que ocorre no primeiro fim de semana de outubro.

A mudança aprovada no Senado no projeto que originalmente fazia uma reforma partidária teve o objetivo de garantir fonte de financiamento para o fundo eleitoral. Criado às pressas, em 2017, após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar as doações privadas de campanhas, o fundo não tinha uma receita definida para todas as eleições. Por isso houve mobilização para preservar esse pedaço do projeto original. (O Globo)

Jornalistas em palestras de Moro agora só com ‘caneta e papel’

 

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Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública/Foto: Reprodução

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, proibiu a entrada de jornalistas com celulares, gravadores e câmeras de filmagem em palestra realizada ontem terça-feira (17), no Palácio Tangará, hotel de luxo na zona Sul de São Paulo.

A informação foi passada à imprensa pela assessoria de comunicação do hotel.

Moro palestrou no evento internacional sobre lavagem de dinheiro “The Offshore Alert Conference Brazil”, realizado segunda e terça-feira, em São Paulo.

A condição foi imposta pelas assessorias do ministro e do evento foi que jornalistas entrassem apenas “com papel e caneta nas mãos”.

Questionado após o evento o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro usou a velha desculpa utilizada para se esquivar da culpa, disse que não houve proibição à entrada de jornalistas com celulares e gravadores no evento, tratando-se apenas de uma falha de comunicação.

“A restrição era apenas para filmagem”, disse Moro. Então tá!..

Com informações do Valor Econômico 

“Eu jamais apoiei ou fiz empenho pelo golpe”, Temer sobre impeachment de Dilma

 

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ex-presidente Michel Temer, no Roda Viva/Foto: Reprodução

Declaração do ex-presidente Michel Temer (MDB), na noite de ontem segunda-feira (16), durante entrevista no Program Roda Viva na TV Cultura, em que usa a palavra ‘golpe’ duas vezes para se referir ao impeachment  de Dilma Roussef foi uma especie de ‘pedido de desculpas e reconhecimento histórico da verdade’.

Ele ainda reforçou a ocorrência do ‘golpe’ ao admitir que se Lula tivesse assumido a Casa Civil, o impeachment provavelmente não ocorreria. Segundo Temer, o ex-presidente tinha boa articulação política “Lula tinha bom contado com o Congresso”.

Márcio Jerry defende CPI da Vaza Jato e diz que ‘A lei é para todos’

 

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deputado federal Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal/Foto: Reprodução

247 – O vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), defendeu nesta segunda-feira (16) a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Vaza Jato.

Em meio à pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acolha o pedido feito por 175 parlamentares e diante da tentativa de obstrução por parte da base aliada do Governo, Jerry afirmou que a instalação da Comissão é um instrumento democrático para averiguar as possíveis ilegalidades cometidas por membros do Judiciário brasileiro.

“A lei é para todos. Se um juiz e procuradores montaram um conluio político estruturado em ilegalidades, têm que ser investigados, sim. Eles têm o direito de se defender das pesadas, gravíssimas, suspeitas que sobre eles recaem. A CPI é instrumento democrático para apurar suspeitas”, declarou Márcio Jerry.

Para o parlamentar maranhense, as tentativas de esfacelamento do ambiente político do Brasil apontam para a necessidade de união das forças de todos os campos políticos para preservação da normalidade democrática.

“O fato é que o ambiente democrático a todo dia é fraturado por Bolsonaro e sua gente. Isso requer, a todo o instante, o reforço dos campos políticos que tem referências na Constituição. Total combate contra o fascismo que se apresenta desinibido e ameaçador”, concluiu.

Flávio Dino no Canal Livre da BAND

 

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O governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) foi o entrevistado no final da noite de ontem domingo (15), do Programa Canal Livre da Band, principal programa de entrevista da emissora.

Flavio Dino aproveitou o espaço importante na mídia nacional para mostrar lucidez em relação a atual conjuntura política nacional, falou sobre sua gestão no Maranhão, defendeu a esquerda, criticou a politização da Lava Jato e disse que está otimista com os pleitos eleitoras em 2020 e 2022.

Noruega, Reino Unido e Alemanha querem colaborar com governos da Amazônia Legal

 

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Os embaixadores da Noruega, Alemanha e Reino Unido se reunirão nesta sexta-feira (13), em Brasília. Solicitada pelos governadores da Amazônia Legal a reunião vai acontecer na sede da representação norueguesa.

“Nós queremos trabalhar juntos com todos os níveis do Brasil e o que nós queremos hoje é entender mais o que os governadores querem, o que eles acham da situação e quais soluções eles dão”, disse o embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng.

Participaram representantes dos estados do Amazonas, Amapá, Roraima, Pará, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Maranhão e Tocantins. Nenhum representante do governo Bolsonaro participa.

Na tarde de hoje os representantes do estados da Amazônia Legal se reunem com embaixador da França, às 13h.

Sérgio Moro poderá ser substituído pelo general Guilherme Teophilo

 

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General Guilherme Teophilo e Sérgio Moro/Foto: Reprodução

A saída do ministro da Justiça, Sérgio Moro, é dada como certa por vários setores da imprensa brasileira e nos bastidores do Planalto. Já teria até substituo no Ministério da Justiça, o general Guilherme Teophilo filiado ao PSDB, Secretário Nacional de Segurança Pública.

Uma longa reportagem nesta quinta-feira (2), da Revista Época detalha os motivos da queda do ex-juiz federal alçado a condição de super-ministro no governo Bolsonaro.

Moro que já vem sofrendo um processo de fritura, segundo o colunista Guilherme Amado, da Época, a gota d’água será a demissão de Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal (PF), que poderá ter como substituto alguém não indicado pelo Ministério.

(Revista Fórum)