Flávio Dino chama de disparate pedido de afastamento do presidente da OAB

 

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Governador Flávio Dino e o presidente da OAB Felipe Santa Cruz/Foto: Reprodução

O advogado Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), denunciado nesta quinta-feira (19), pelo Ministério Público Federal (MPF) por ‘calúnia’ contra o ex-juiz da Lava, Sérgio Moro (ministro da Justiça do governo Bolsonaro), recebeu solidariedade de Flávio Dino governador do Maranhão, que também é advogado.

A denuncia do MPF pede também ainda o afastamento de Felipe Santa Cruz da presidência da OAB.

‘Na condição de advogado, minha solidariedade ao presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, em face do absurdo pedido de afastamento da sua função. Lamentável e disparatado cerceamento da independência da entidade’ se posicionou Flávio Dino no twitter.

A denuncia diz que Santa Cruz “caluniou” Sérgio Moro ao afirmar que o ex-juiz “usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”.

NOTA OFICIAL DA OAB

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019 às 19h00

A Diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, os Ex-Presidentes do Conselho Federal da OAB, os seus Conselheiros Federais, os Presidentes dos Conselhos Seccionais da OAB e os Presidentes das Comissões Temáticas do Conselho Federal da OAB publicamente manifestam indignação e repúdio ao pedido, formulado por membro do MPF/DF, de afastamento do advogado Felipe Santa Cruz das funções de Presidente do Conselho Federal da OAB.

Tal pedido, manifestamente incabível, revela grave e perigosa tentativa de usurpar o legítimo exercício de uma função de grande magnitude, pois é dever institucional da Ordem dos Advogados do Brasil, sob o comando de seu Presidente legitimamente eleito, a defesa da ordem constitucional, do Estado de Direito e das garantias democráticas do país.

Na ditadura militar, a Presidência da OAB sofreu um atentado a bomba, mas nem o governo autoritário ousou pedir o afastamento dos Presidentes da OAB.

Assim, o pedido, por inconstitucional e teratológico, deve ser imediatamente rechaçado pelo Poder Judiciário.

É o que espera a Advocacia brasileira. É o que exige a Constituição da República.

E agora ministro Sérgio Moro?!…

 

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Presidente, Jair Bolsonaro, e o ministro da Justiça, Sérgio Moro/Foto: Reprodução

247 – A operação do Ministério Público do Rio contra o senador Flávio Bolsonaro, o PM aposentado Fabrício Queiroz e outros ex-assessores do filho de Jair Bolsonaro coloca o ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, em uma situação constrangedora no governo.

Moro ingressou no governo Bolsonaro na condição de paladino da moralidade e agora se vê diante de um escândalo de corrupção que envolve o clã presidencial. Até agora o ex-juiz da Lava Jato ainda não se manifestou sobre a operação do MP-RJ.

A investigação da suspeita de que havia a “rachadinha”, um esquema de repartição de salários, no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj começou há quase 2 anos. O filho de Bolsonaro foi deputado estadual por quatro mandatos.

Segundo os procuradores do MP do Rio, o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz recebeu mais de R$ 2 milhões na rachadinha em 483 depósitos feitos por 13 assessores ligados a Flávio Bolsonaro.

A operação do MP mira também familiares da ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, que foram empregados no gabinete de Flávio.

Durante todo o dia Jair Bolsonaro evitou a imprensa e recebeu o filho Flávio Bolsonaro no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (18).

Após a operação desta quarta-feira, moral e governo Bolsonaro se tornam incompatíveis.

Desembargadora Nelma Sarney é derrotada novamente no TJ-MA

 

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Desembargadores Lourival Serejo (presidente), Bernardo Rodrigues (vice) e Paulo Velten (corregedor-geral) foram os eleitos para os cargos/Fotos: Ribamar Pinheiro)

O Tribunal de Justiça do Maranhão elegeu nesta quarta-feira (18), a mesa Diretora que vai comandar o Poder Judiciário maranhense no biênio (abril de 2020 a abril de 2022).

O presidente eleito foi o desembargador Lourival Serejo. O vice-presidente será o desembargador Bernardo Rodrigues. O desembargador Paulo Velten, será o corregedor-geral da Justiça. Os eleitos tomarão posse, em sessão solene, na última sexta-feira útil de abril do próximo ano.

Essa foi a segunda derrota consecutiva de Nelma Sarney, que na eleição anterior também foi derrotada para o atual presidente do TJ, desembargador José Joaquim Figueredo dos Anjos, que passará comandará o TRE quando deixar a presidência do TJ.

CNJ proíbe juízes de criticarem decisões de colegas e fazerem política na internet

 

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Plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça)/Foto: Reprodução

Uma resolução aprovada pelo ontem terça-feira (17), pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou que magistrados em todo país deverão respeitar regras ao utilizarem suas redes sociais na internet.

A medida foi apresentada pelo ministro Dias Toffoli, presidente do STF e do CNJ. Os juízes terão seis meses para se adequarem a resolução que os proibi de manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento e fazer “juízos depreciativos” sobre despachos, votos ou sentenças.

Está proibido ainda apoio ou critica a políticos, opinar ou compartilhar discursos discriminatório “especialmente os que revelem racismo, LGBTfobia, misoginia, antissemitismo, intolerância religiosa ou ideológica”.As proibições recomenda também o não compartilhamento de fake news, e evitar autopromoção ou superexposição.

O objetivo do CNJ é compatibilizar a liberdade de expressão com os deveres funcionais dos magistrados. Quem descumprir a resolução será punido com base na Lei Orgânica da Magistratura, Código de Ética da Magistratura Nacional e nos Princípios de Bangalore de Conduta Judicial. Os juízes podem ser punidos com afastamento do cargo, receber censura funcional ou aposentadoria compulsória.

‘..destruiu empresas. Jamais aconteceria nos EUA ou Alemanha..’, Toffoli sobre Lava Jato

 

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Dias Toffoli, presidente do STF, e Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato e ministro da Justiça/Foto: Reprodução

O Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, certamente sofrerá ataques de lavajatistas e milicias digitais após dizer em entrevista publicada nesta segunda-feira (16), no jornal O Estado de S.Paulo que a Lava Jato “destruiu” empresas brasileiras, e o que ela fez no Brasil não aconteceria nos EUA e Alemanha.

“A Lava Jato foi muito importante, desvendou casos de corrupção, colocou pessoas na cadeia, colocou o Brasil numa outra dimensão do ponto de vista do combate à corrupção, não há dúvida. Mas destruiu empresas. Isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha”, disse.

(Revista Fórum)

Indígenas denunciam assassinato de mais um índio no Maranhão

 

forum urgenteA Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), denunciou através das redes sociais sexta-feira (13), mais uma morte de índio no Maranhão. A vítima foi identificada como Dorivan, 28 anos, um jovem Guajajara da Terra Indígena Arariboia. Ele foi esquartejado a golpes de facão na cidade de Amarante. Uma outra pessoa também foi encontrado morta.

Abaixo a denuncia da APIB.

“Um ataque desenfreado contra os povos indígenas vem tomando conta do Maranhão. O jovem Dorivan do povo Guajajara da Terra Indígena Arariboia foi encontrado morto e esquartejado na cidade de Amarante, Maranhão. Um crioulo não indígena também foi encotrado morto.

Em suas redes sociais, a liderança indígena Sonia Guajajara comenta a sequência de crimes brutais que vem tirando a vida do seu povo: “São muitas falácias, muitas versões, acusações, não interessa, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. Não é apenas um cenário de guerra, estamos num campo de batalha onde o ódio disseminado pelas forças políticas conservadoras, autoritárias, racistas são estimuladas pelo fascismo que já extrapolou todos os seus limites.

Essa já é o quarto assassinato registrado do povo Guajajara nos últimos meses. É preciso urgente de um basta. Vidas estão sendo tiradas e outras colocadas em risco em nome da ganância.”

Percepção da Corrupção: Dino chama de inadequado postura de Moro ao culpar os outros

 

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Flávio Dino (ex-juiz federal e atual governador do Maranhão) e Sérgio Moro (ex-juiz da Lava Jato e ministro da Justiça do governo Bolsonaro)/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino, chamou de inadequado a resposta do ministro Sérgio Moro a uma pergunta da Folha de SP na entrevista publicada nesta quinta-feira (12), sobre a percepção de aumento da corrupção no Brasil. Moro colocou a culpa no colo do STF.

‘Não é adequado a uma autoridade do Poder Executivo tentar jogar a população contra o Supremo Tribunal Federal, culpando-o pela percepção de que aumentou a corrupção no Brasil. Muito pior quando se trata do ministro da Justiça’, alertou Flávio Dino.

De acordo com recente pesquisa Datafolha 50% da população classificou o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo no combate à corrupção. Em agosto o percentual era 44%.

O ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, e ministro da Justiça e Segurança do governo Bolsonaro, que a cada dia parece mais com seu chefe, disse que a revogação da prisão em 2ª instancia é que provocou esse sentimento nas pessoas.

“o que aconteceu para que percepção piorasse foi a revogação da precedente em 2ª instancia pelo STF. Isso implicou na soltura de pessoas que estavam condenadas, inclusive por corrupção. Então, as pessoas às vezes tem uma percepção geral e atribuem ao governo”, disse Moro transferindo a culpa para o STF.

Justiça manda PRF voltar a usar radares em rodovias, o que contraria decisão de Bolsonaro

 

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Policial rodoviário federal usa radar móvel em rodovia Divulgação/PRF/VEJA

A Justiça Federal em Brasília decidiu nesta quarta-feira, 11, revogar a determinação de que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) suspenda a utilização de radares móveis nas rodovias do país. O uso de medidores de velocidade móveis e portáteis está suspenso desde agosto por determinação do presidente Jair Bolsonaro.

Na decisão, o juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível, atendeu a um pedido de liminar (decisão provisória) feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e entendeu que a falta dos radares pode causar danos à sociedade.

“A urgência é patente, ante o risco de aumento do número de acidentes e mortes no trânsito em decorrência da deliberada não utilização de instrumentos escolhidos, pelos órgãos técnicos envolvidos e de acordo com as regras do Sistema Nacional de Trânsito, como necessários à fiscalização viária”, decidiu o juiz.

Em agosto, a determinação foi cumprida pela PRF após a publicação de um despacho do presidente Bolsonaro. Na ocasião, foram revogados atos administrativos sobre a atividade de fiscalização eletrônica de velocidade em rodovias e estradas federais.

Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília. (Revista Veja)