EUA x IRÃ: Paulo Guedes e presidente da Petrobras não atendem ligação de Bolsonaro

 

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O presidente Jair Bolsonaro ao ser questionado por repórteres em Brasília na manhã desta sexta-feira (3), sobre o conflito EUA e Irã e os reflexos no Brasil. Segundo Bolsonaro o preço dos combustíveis pode subir mais no país.

“Que vai impactar, vai. Agora, vamos ver nosso limite aqui. Porque, se subir, já está alto o combustível, se subir muito complica”, disse Bolsonaro.

Ainda sobre a possibilidade real de aumento dos valores nos combustíveis, Bolsonaro disse que tentou falar com Paulo Guedes (Ministro da Economia) e Roberto Castello Branco, o presidente da Petrobras, mas nenhum dos dois atenderam o telefonema dele. O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), nas redes sociais foi irônico em relação a fala do presidente da república.

“Presidente da República, @jairbolsonaro, diz candidamente em entrevista que ligou para seu ministro da fazenda e para o presidente da Petrobras querendo tratar do aumento do preço dos combustíveis mas que eles não atenderam… Tá sem moral até com subordinados..” disse Márcio Jerry. 

Os Estados Unidos assumiu a autoria do ataque que matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Solemani, quinta-feira (2). O presidente iraniano, Hassan Rouhani, afirmou que irá resistir aos Estados Unidos e prometeu vingança.

Líder do PSL no Senado diz que escolha de Eduardo Bolsonaro é ‘apagar incêndio com gasolina’

 

Major-Olímpio-680x430Melhor não apostar na pacificação que querem passar para opinião pública em relação a guerra pelo comando no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos. O senador major Olímpio (SP), líder do PSL no Senado, disse hoje terça-feira (22) que se dependesse de apoio o deputado Eduardo Bolsonaro, não venceria um cone. Major Olímpio disse ainda que colocar o filho do presidente na liderança do partido na Câmara foi o mesmo que “apagar incêndio com gasolina”.

“Se você fizer a votação secreta não dá ele, se você fizer a votação aberta não da ele, se você botar um cone para disputar vai dar o cone”, disse major Olímpio.

Delegado Waldir entrega liderança do PSL a Eduardo Bolsonaro

 

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Deputados Eduardo Bolsonaro e delegado Waldir/Foto: Reprodução

O delegado e deputado federal Waldir (PSL-GO) anunciou nesta segunda-feira (21), que resolveu entregar a liderança do partido na Câmara Federal ao filho do presidente o deputado Eduardo Bolsonaro. Um anova lista foi entregue nela os parlamentares do PSL pedem a mudança do líder.

Agora é cada um por si! Moro deixa Dallagnol no ‘vácuo’ em restaurante

 

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247 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, evitou falar com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, num restaurante  em Brasília (DF), onde foi encontrar com parlamentares do PSL, atingindo em cheio pelas apurações sobre candidaturas laranjas.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Deltan se levantou certo de que o ministro iria até a sua mesa para cumprimentá-lo, mas o ex-juiz apressou o passo para o local reservado pelo PSL e deixou o ex-colega de Curitiba no “vácuo”. O ministro foi direto cumprimentar Bivar.

O encontro de Moro com parlamentares aconteceu no mesmo dia em que Jair Bolsonaro usou a expressão “queimada para caramba” em referência ao presidente do PSL, Luciano Bivar.

Bolsonaro copia medida adotada por Flávio Dino no Maranhão contra queimadas

 

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De acordo com a Folha de SP nesta quarta-feira (28), o governo Bolsonaro prepara várias ações que serão todas anunciadas até a próxima semana com objetivo de barrar e minimizar o desgaste com a crise das queimadas na Amazônia.

Entre as providencias do pacote de ações o governo federal editou hoje um decreto que proíbe queimadas durante dois meses em todo Brasil. O decreto será publicado amanhã quinta-feira (29), no Diário Oficial da União.

A medida é semelhante a que o governador Flávio Dino (PCdoB) apresentou na última terça-feira (27), durante reunião dos governadores da Amazônia Legal e o presidente Bolsonaro em Brasília, como uma das ações que adotadas no Maranhão para enfrentar o problema das queimadas.

De acordo com o texto do decreto editado por Flávio Dino a proibição abrange o período de 27 de agosto a 30 de novembro de 2019.

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Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles continua internado em Brasília

 

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Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro/Foto: Reprodução

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Ele deu entrada no inicio da madrugada desta quinta-feira (28).

Informações extraoficiais é que o ministro apresentava sintomas de infarto. Ele está em observação para que os médicos acompanhem o desenvolvimento do quadro.

Ministro do Meio Ambiente é um dos ministros mais contestados do governo Jair Bolsonaro. Sua gestão é alvo de investigação do Tribunal Contas da União, ele também foi denunciado ao Ministério Público e Comitê de Ética da Presidência da República.

O desgaste de Salles aumentou com crise na região amazônica, com repercussão internacional.

Weverton Rocha culpa Bolsonaro por aumentar temperatura da polêmica sobre Amazônia

 

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Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O Senador Weverton Rocha (PDT-MA) criticou nesta terça-feira (27) a forma como o presidente Bolsonaro se comportou diante da crise das queimadas na Amazônia.

Para o senador maranhense a oposição é acusada injusta e sistematicamente pelo presidente por tentar dificultar seu governo, e agora, pelo desgaste internacional. Para ele, o presidente é o principal responsável por aumentar a ‘temperatura’ da crise.

“Na série histórica de problemas das queimadas na Amazônia nem um chefe de estado se comportou na crise da forma como o presidente Bolsonaro. Diferente de quatro anos atrás, quando Dilma venceu as eleições, a oposição não aceitou até acontecer o impeachment. Na atual quadra o presidente Bolsonaro tem o conforto de a oposição aceitar o resultado. Por tanto, ele não pode acusar o mundo de ser petista e comunista e que acabaram com o Brasil”, destacou Weverto.

Mas, o senador maranhense também elogiou Bolsonaro pela iniciativa de se reunir com os governadores da Amazônia Legal, e com eles discutir alternativas e soluções para a crise.

Para Weverton o convite principalmente ao governador Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que tem notória divergências ideológicas e políticas com Bolsoanro, foi um gesto importante em meio à crise.

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Permanência de Sérgio Moro no governo Bolsonaro está por um fio

 

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247 – O ex-juiz Sergio Moro está com os dias contados no governo federal. É o que indica reportagem publicada neste sábado pelo jornalista Jailton Carvalho, no jornal O Globo, sob o título “O gatilho do desgaste”.

Segundo Carvalho, Jair Bolsonaro decidiu inviabilizar a permanência de Moro no governo depois que o ex-juiz procurou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para pedir que ele revisse uma decisão que impede investigações que usem dados do Coaf, órgão de controle financeiro, sem autorização judicial. A decisão de Toffoli foi interpretada como uma medida que blinda o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), envolvido no caso Queiroz.

“Desde que soube do pedido de Moro a Toffoli e a outros ministros do STF, Bolsonaro decidiu inviabilizar a presença do ministro no governo. Os dois já vinham tendo alguns desentendimentos desde o início do ano. O pedido foi a gota d’água. A petição para suspender investigações iniciadas com base em relatórios detalhados do ex-Coaf fora feita pelo advogado Frederik Wassef em nome do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente”, escreveu Carvalho.

Como Moro foi a Toffoli para reverter a medida, Bolsonaro, que na prática atua para estancar a sangria da corrupção, teve uma reunião duríssiima com Moro no dia 28 de julho. “Se o senhor não pode ajudar, por favor não atrapalhe”, disse ele ao ex-juiz no momento mais tenso da reunião. o final, o ministro deixou o Alvorada com o semblante carregado. Dias depois, Bolsonaro foi informado de que Moro, mesmo após o tenso diálogo, continuava fazendo gestões em favor da revisão da decisão de Toffoli. No mesmo instante, o presidente resolveu que ampliaria a beligerância contra o ministro da Justiça.

Desde então, Moro tem sofrido sucessivas derrotas. Perdeu o Coaf para o Banco Central e assiste calado à intervenção de Bolsonaro na Polícia Federal.  Caso permaneça no governo, será apenas um auxiliar de um governo fortemente associado à corrupção e a esforços para impedir seu combate – diferentemente do que havia nos governos plenamente democráticos.