Água morro acima O ex-presidente Lula disse estar preocupado com os rumos da oposição durante a gestão de Jair Bolsonaro. Ele falou sobre o assunto na conversa que teve com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e com a ex-presidente Dilma Rousseff, quinta-feira (3), na carceragem da PF.
Sinal fechado para nós Segundo relatos, o petista fez a avaliação de que, diferentemente de todos os outros desde a redemocratização, Bolsonaro não foi eleito para governar, mas sim para destruir adversários políticos, em especial o PT e seu legado.
Vai tu mesmo Às duas aliadas, Lula também disse acreditar que Bolsonaro vai endurecer o discurso de combate à corrupção na política e de criminalização da esquerda para “preencher o vazio” de sua gestão, caso não consiga avançar na pauta econômica nos primeiros meses.
O vice-governador Carlos Brandão assumiu interinamente, nesta quinta-feira (3), o Governo do Maranhão, por ocasião das férias do governador Flávio Dino, que deverá ficar afastado por cerca de 8 dias.
Brandão foi reeleito em outubro vice-governador, mantendo-se no cargo que exerce desde 2015. No primeira dia à frente do governo, Carlos Brandão, cumpriu agenda movimentado onde recebeu prefeitos, lideranças políticas e empresários.
Durante a interinidade do governador Carlos Brandão estão previstas também agendas de trabalho no interior do estado.
Ainda repercuti a solenidade de posse do governador Flávio Dino para o segundo mandato. A entrega da faixa ao governador, uma das principais etapas simbólicas da solenidade, foi realizada pela estudante Amanda Gomes, que emocionou as pessoas presentes.
Sete pessoas participaram da transmissão da faixa até que ela chegasse a Flávio. Todas representavam um segmento da sociedade maranhense.
Amanda é estudante de Santa Luzia e representou os alunos das Escolas Dignas do Maranhão. Nos primeiros quatro anos da gestão de Flávio Dino, foram entregues 840 Escolas Dignas construídas, reconstruídas ou reformadas.
Ao entregar a faixa, ela cantou a música “Semente do Amanhã”, de Gonzaguinha, emocionando o público.
“É uma honra passar a faixa para o governador. Ele merece essa faixa, tem ajudado muito o nosso Maranhão e a minha cidade querida”, diz a jovem.
Atualmente um dos mais destacados cantor e compositor ds música brasileira, o maranhense Zeca Baleiro, se apresenta neste sábado (29), na Avenida Litorânea, marcando a programação dos festejos de fim de ano. O show é uma promoção do Governo do Estado em parceria com o Festival BR 135.
O Réveillon de Todos é realizado pelo Governo do Estado e Prefeitura de São Luís, e terá atrações até o dia 1° de janeiro.
No show, Zeca Baleiro traz músicas conhecidas do grande público celebrando os 20 anos de carreira. No repertório, o artista faz um passeio pela sua discografia, mostrando alguns lados B e arranjos contagiantes de canções consagradas como Salão de Beleza, Telegrama, Meu Amor Minha Flor Minha Menina e Babylon.
O público também pode esperar surpresas do cantor e compositor maranhense, que costuma preparar releituras de músicas de outros artistas.
Além do show de Zeca Baleiro marcado para às 22h, a programação terá ainda as apresentações de Dj A Lenda Brother e Criolina.
Fernando Haddad e Manuela D’Avila/Foto: Ricardo Stuckert
Por Fábio Góis
Os destroços que restaram da disputa entre a esquerda de Fernando Haddad (PT) e a extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL), o vencedor com 39,2% do eleitorado, deveriam servir para que o grupo derrotado fizesse, de uma vez por todas, a tão repetida autocritica pelos diversos erros cometidos no poder. Mas não como uma “autoflagelação” para o deleite dos vencedores, observa o cientista político Ricardo de João Braga, mas para melhorar e, em suma, por respeito aos eleitores.
“Autocrítica não consiste em autoflagelação pública para regozijo dos adversários, mas análise, diagnóstico e proposição de novas estratégias de ação, capazes de produzir melhores resultados em termos sociais, econômicos, políticos, etc. Uma reflexão racional não para saciar desejos emocionais de apoiadores ou adversários, mas para governar diferente e melhor no futuro, quando a oportunidade se apresentar”, observa Ricardo, doutor em Ciência Política e colaborador constante deste site.
“Autocrítica é o respeito pela razão e a autonomia do eleitor”, acrescenta o também economista e professor do mestrado profissional em Poder Legislativo da Câmara Federal.
As observações do cientista político estão acompanhadas de outras igualmente pertinentes no artigo “Ou a autocrítica, ou a farsa” que o Congresso em Foco publica com exclusividade nesta terça-feira (25) natalina. O texto é o primeiro de uma série de reflexões de Ricardo de João Braga e que este site publicará, nos próximos dias, como contribuição para o debate sobre os rumos do Brasil após a eleição que marcou a volta da direita – com fortes traços de militarismo – ao poder central.
Jair Bolsonaro (PSL) e Flávio Dino (PCdoB)/ Foto: Reprodução
Quem esperava do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), postura passiva diante do governo de Jair Bolsonaro (PSL), melhor rever essa convicção. Assim como o presidente eleito, Dino também usou o twitter, nesta quinta-feira (20), para responder no mesmo tom à provocação e ironia do presidente eleito, que insinuou que o bloco de oposição ao seu governo formado pelo PCdoB, PDT e PSB, seria uma posição política contra o Brasil.
Flávio Dino classificou de disparate a possibilidade dos partidos de esquerda do bloco formalizado e anunciado, apoiar o projeto do presidente eleito Bolsonaro. E foi além, para o governador do Maranhão o compromisso da esquerda sempre foi com o Brasil, ao contrário do governo Bolsonaro, que pretende atender interesses dos Estados Unidos.
Gilberto Kassab, Ministro de Ciência e Tecnologia do governo Temer, e futuro Secretario Chefe da Casa Civil de João Doria, governador eleito de São Paulo
A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira (19), operação de buscas e apreensões no apartamento do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), em São Paulo. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estão relacionados a inquérito que apura se Kassab cometeu os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois, conforme delações da JBS. Também são feitas buscas na residência de Renato Kassab, irmão do ministro.
Futuro chefe da Casa Civil do governador eleito João Doria (PSDB), Kassab é acusado por delatores de receber mesada de R$ 350 mil por mês, entre 2010 e 2016, como contrapartida por atender a interesses da JBS. Também são cumpridos mandados em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, e em Natal, no Rio Grande do Norte.
As suspeitas envolvem o pagamento ilícito de R$ 58 milhões, conforme os investigadores. O inquérito também apura se o ministro, fundador do PSD, recebeu dinheiro para garantir o apoio político de seu partido ao PT nas eleições de 2014. Nesse caso, segundo os delatores, os pagamentos foram feitos por meio de doações oficiais.
De acordo com a Polícia Federal, parte dos recursos foi repassada para campanha do governador Robinson Faria (PSD) e de seu filho, o deputado Fábio Faria (PSD). Os dois também são alvos da PF. A suspeita é que os valores eram recebidos por empresas por meio da simulação de serviços que não foram efetivamente prestados e para os quais foram emitidas notas fiscais falsas.
O empresário Wesley Batista e o ex-executivo Ricardo Saud alegam que fizeram repasses ao ex-prefeito paulistano por meio de contratos com as empresas Yape Transportes e Yape Consultoria, que, segundo os delatores, são ligadas a Kassab. De acordo com Wesley, durante seis anos foram pagos mais de R$ 20 milhões.
Kassab, que está em Brasília, disse que não cometeu qualquer ilegalidade. “Ao longo de todos esses anos de vida pública não há nada que me comprometa no campo da imoralidade. Estou tranquilo porque sempre respeitei os princípios da ética. Estou à disposição do Ministério Público e do Poder Judiciário. Não há nada que macule minha imagem”, afirmou o ministro. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do governador Robinson Faria e do deputado Fábio Faria.