O governador Flávio Dino, reagiu nas redes sociais, a reação de Bolsonaro à oposição, nesta quarta-feira, dia 3, na reabertura dos trabalhos na Câmara e Senado.
Ao iniciar seu pronunciamento, Bolsonaro teve que ouvir sonoros gritos de ‘fascista’. Em resposta disse ‘nos encontraremos em 22’.
“Estamos contando os dias para que Bolsonaro vá fazer companhia a Trump”, disse Flávio Dino no twitter.
O governador, Flávio Dino, um dos principais opositores e críticos do governo Bolsonaro, é também um dos nomes mais fortes da oposição para 2022.
Em entrevista ao Correio Brasilênse, disse que a oposição precisa abdicar divisões do passado e adotar um discurso de soluções para os graves problemas do país.
“Precisamos ter uma mensagem unificada, agora, para facilitar a busca de um discurso único para 2022. Porque, se não criarmos um clima positivo no atual momento, chegaremos nas eleições com um nível tal de animosidade, de mágoa, que prejudicará o diálogo”, indicou o governador maranhense”, disse Dino.
Governador do Maranhão, Flávio Dino, reage a cobranças da oposição sobre transparência de gastos em meio a pandemia/Foto:Reprodução
O governador Flávio Dino reagiu nesta quinta-feira (21), as cobranças e ataques sisitemáticos da oposição ao governo do estado em meio a crise sanitária do coronavírus. Nas últimas semanas foram intesificadas as cobranças e insinuações sobre a transparência nos gastos de recursos no enfrentamento da pandemia no estado.
No twitter Flávio Dino disse que a transparência do Maranhão tem uma das melhores e maiores avaliações em contratações no Brasil. Ele utilizou levantamento divulgados no G1, site da Globo, para responder aos seus opositores.
“Nossa TRANSPARÊNCIA em contratações avaliada como uma das MAIORES do Brasil. Resposta aos que por semanas fizeram “comícios” eleitoreiros, em plena pandemia, mentindo sobre “falta de transparência”. Seguimos nosso trabalho, com a seriedade e compromisso social de sempre.”, disse Dino com base no site G1.
A campanha sistemática para desgastar Flávio Dino e o governo se intensificaram após aumento da sua projeção nacional do governador, alçado à condição de protagonista em contraponto as ações do governo federal e do presidente Bolsonaro.
Dr. Carlos Lula, Secretário de Saúde do Maranhão/Foto: Reprodução
O secretario de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, reagiu em tom de indignação na manhã desta segunda-feira (27), às críticas de políticos de oposição ao governo do estado em relação ao enfrentamento ao novo coronavírus. Para o secretário, não é momento de usar a dor alheia como palanque.
“Em tempos de necropolitica, nada mais simbólico do que gente querendo palco com a dor alheia. Tenham piedade, meus amigos. Se não pode ajudar, não atrapalhe. Não passam de hipócritas. Vocês não possuem nenhuma solidariedade com a dor do outro”, reagiu Carlos Lula.
O secretário, Carlos Lula, cobrou dos críticos apoio ao invés de ficarem atrapalhando de forma ‘raza e vil’. Ele ainda sugere que existe outras formas de ser útil e responsáveis.
“Apenas querem fazer uso desvirtuado da política, da forma mais rasa e vil possível. Não me surpreende vindo de gente metida com agiota. Vocês não fazem ideia do qto os profissionais dos hospitais têm lutado todos os dias. Existem outras formas de sermos úteis e responsáveis (…), um mandato tem que ser coletivo. Precisa ser propositivo. É o meu apelo: em vez de espetáculo, resolução. Assim trabalhamos e continuaremos a trabalhar para proteger os maranhenses (…), e nada disso vai fazer parar minha luta diária – e de toda minha equipe – por mais leitos. Nós vibramos com cada vida salva. Temos foco. E nunca, nunca utilizaremos a dor alheia como instrumento de luta política. Há limites para tudo”, concluiu Carlos Lula.
O deputado Rafael Leitoa (PDT), líder do governo na Assembleia Legislativa, contestou e desmentiu a oposição, com base em informações oficias do Tesouro Nacional, que vinha espalhando que o governo teria ultrapassado o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo Leitoa, o estado gasta 57,34% na relação entre a despesa com pessoal e a receita corrente líquida. O limite é 60%.
“Apesar dessa imensa crise fiscal que a União e os entes subnacionais estão atravessando, estamos fazendo o dever de casa, com muita responsabilidade fiscal e austeridade, na contínua racionalização de despesas e aplicação dos recursos em políticas públicas que trazem verdadeiros resultados sociais para a nossa população”, disse Rafael Leitoa.
Governador do Maranhão Flávio Dino/Foto: Reprodução
Em entrevista concedida à Revista Carta Capital, na mais recente publicação, o governador Flávio Dino (PCdoB), voltou revelar suas impressões e preocupações com o futuro do país.
Vários temas foram explorados na entrevista e analisados pelo governador do Maranhão, que passou a figurar entre os principais nomes da esquerda para disputa presidencial em 2022.
Sobre alternativa da oposição para restabelecer um dialogo mais proativo com a sociedade para o Brasil, Flávio Dino, demonstrou um cenário que necessita ser ampliado ainda muito. Ele tem alertado para a divisão implantada no Brasil entre bolsonaristas e os defensores da Constituição.
“Acho que ainda não conseguimos apontar um novo caminho. Temos exercido o direito de crítica e resistido bravamente a iniciativas deletérias do ponto de vista social e econômico, mas é nossa obrigação fazer mais. Como muitos setores despertaram para os riscos reais que o governo Bolsonaro representa, estamos em melhores condições do que em janeiro. Há uma marcada divisão no Brasil. De um lado situa-se o bolsonarismo e, de outro, aqueles que respeitam a Constituição.”
Ainda sobre qual a melhor estratégia da oposição para enfrentar o bolsonarismo, Flávio Dino, diz que será necessário um projeto nacional que deverá está acima dos interesses partidários.
“Sem dúvida, a união política é imprescindível. Resta discutir o modelo jurídico mais adequado. Para mim, o conceito de federações partidárias é bem interessante. A chance de a oposição vencer em 2022 depende de um projeto nacional desenhado em conjunto, acima dos interesses partidários.”
Flávio Dino e Jair Bolsonaro devem se reunir em Brasília, na quinta-feira (9)/Foto: Reprodução
Para quem imaginava remota a possibilidade de Flávio Dino (PCdoB) e Jair Bolsonaro (PSL), sentarem à mesa para tentarem se entender e discutir demandas do Brasil e o Maranhão, terá que rever o modo de vê política.
Durante entrevista no último sábado (4), na TV Difusora, ao ser questionado sobre a relação com Bolsonaro, o governador do Maranhão Flávio Dino, um dos mais contumazes e duros críticos do presidente e as medidas que vem adotando, informou que eles se reunirão na próxima quinta-feira (9), em Brasília.
A reunião de Bolsonaro e Dino ocorrerá dias antes da visita que o presidente fará ao Maranhão, ainda este mês, como vem sendo comentado nos bastidores da política e imprensa local.
O encontro deve agitar a agenda política em Brasília, considerando atual conjuntura política e social no país, colocará frente a frente visões completamente antagônicas. Ao falar da reunião Flávio Dino avisou que independente de qualquer coisa, não recuará da sua postura critica em relação ao governo Bolsonaro.
“A minha principal contribuição que possa prestar ao governo federal, é continuar fazendo uma boa oposição. Critico o governo firmemente lutando pra ver se acha um bom caminho. É a primeira vez que sou chamado pelo presidente da República para uma audiência que acontecerá, na quinta-feira. Lá estarei. Eu já havia pedido formalmente desde janeiro. Se o presidente vier ao Maranhão também, se depender de mim, se ele quiser, será bem recebido, como eu recebo todo mundo com educação e nos termos da lei, independentemente da minha posição crítica”, destacou Flávio Dino.
Parlamentares criticaram o acordo feito pelo governo federal que permitirá aos Estados Unidos lançarem satélites com fins pacíficos na Base de Alcântara, no Maranhão. A parceria foi firmada na segunda-feira (18) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em um de seus compromissos em solo americano. A iniciativa de cooperação, no entanto, ainda
precisa de aprovação do Congresso, onde poderá sofrer resistência.
No Senado, a maranhense Eliziane Gama (PPS) afirmou ter protocolado requerimento de convocação dos ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para que prestem esclarecimentos sobre o assunto. O pleito ainda será apreciado pelo plenário.
“Eles [ministros] deverão vir aqui no Senado discutir o teor desse acordo para, quando chegar o texto a esta Casa, nós podermos fazer as alterações, as implementações, as medidas e as emendas que forem necessárias para, quem sabe, promover uma aprovação ou rejeitar, se não estiver levando em consideração esses princípios que nós acabamos de colocar.”
Eliziane ressaltou que “ainda não tem um juízo de valor específico” sobre o uso de Alcântara pelo governo de Donald Trump, mas disse considerar que o seu estado natal, o Maranhão, “não pode ficar fora desse debate”.
“Não pode se deixar de considerar, por exemplo, a primazia do governo [estadual], a importância do governo na realização de um acordo dessa natureza, porque ele passaria a ser ignorado e automaticamente não poderia compreender e fazer parte desse projeto, que, se tiver a importância necessária, poderá trazer benefícios não apenas
para o Maranhão, mas para o Brasil”, comentou.
Na Câmara dos Deputados, membros da bancada maranhense também apresentaram uma série de pedidos a fim de acompanhar o acordo sobre a base de Alcântara. Há requerimentos semelhantes aos do Senado para que Pontes e Araújo sejam ouvidos pela Casa.
Um dos protocolos, de autoria do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), sugere a criação de uma comissão externa. A solicitação está sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “As comunidades quilombolas perderam território com a base. Falta investimento e estrutura para aquela população. Temos que ver se os problemas que existiam na região foram resolvidos”, declarou.
O parlamentar criticou a falta de diálogo do presidente Bolsonaro com os deputados. “Um acordo dessa magnitude poderia ter sido previamente apresentado ao país. Não sabemos o inteiro teor. Agora ele tem que vir para Câmara e ser debatido.”
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), afirmou que a parceria entre Estados Unidos e Brasil representa uma atitude de “subserviência” por parte do governo Bolsonaro. “Em contrapartida, os Estados Unidos não deram nada, a
não ser mais um bonezinho de Trump para 2022.”
Weverton Rocha (PDT-MA) declarou que o Brasil não pode “abrir mão da soberania nacional” ao permitir o lançamento de satélites americanos em Alcântara sem que o assunto seja discutido pelo Congresso.
“O governo poderia ter trazido essa discussão para levar já de forma mais construída esse entendimento, mas, como sempre, nós apenas fomos comunicados pela imprensa de que houve a assinatura desse acordo”, declarou.
“Nós somos representantes legítimos do estado e queremos ser ouvidos e olhar detalhes desse acordo. Repito: não podemos admitir que a soberania nacional seja, de qualquer forma, prejudicada ou ameaçada”, Senador Weverton Rocha.
Chico Rodrigues (DEM-RR) foi o único senador que, durante a sessão de ontem, defendeu o acordo com o governo americano. Na visão dele, é necessário “entender que o planeta é uma integração de todos”.
“E por que esse radicalismo?”, questionou ele. “São milhões de dólares que o país captará com esses lançamentos utilizando essa base. É uma base física a de Alcântara –ou eles vão criar um país ali dentro de Alcântara por acaso?”, completou.
O acordo
O documento prevê que satélites sejam lançados por meio de foguetes na base brasileira, que deverá passar a se chamar Centro de Lançamento de Alcântara. Mísseis norte-americanos não poderão ser enviados ao espaço a partir do local, já que o acordo limita o uso para fins pacíficos, informou a assessoria do Ministério da Ciência e Tecnologia.
A intenção de firmar o acordo vem desde o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O texto foi barrado pelo Congresso Nacional brasileiro na ocasião. A administração do ex-presidente Michel Temer (MDB) voltou a dar andamento às conversas, sem conclusão.
A base em Alcântara é considerada um dos pontos mais privilegiados do mundo para esse tipo de lançamento. Como está próxima da Linha do Equador, permite reduzir até 30% do combustível necessário para a atividade. O acordo é chamado de “salvaguarda tecnológica”, por estabelecer que apenas pessoas designadas pelas autoridades dos EUA
terão acesso aos artefatos com tecnologia norte-americana. O país detém 80% do mercado espacial e teme espionagem.
Em contrapartida, o Brasil receberá pagamento pelo uso do espaço. No entanto, o ministro Marcos Pontes ainda não soube estimar quanto o Brasil ganhará com o acordo.