No inicio da manhã desta terça-feira (13), o governador Flávio Dino voltou se posicionar sobre a polêmica da Comunidade do Cajueiro. Segundo ele, decisões judiciais precisam ser respeitadas e que ele não é oportunista.
“Cumprir decisões judiciais e respeitar as leis não é uma questão de o governante concordar ou não, gostar ou não. Não sou oportunista. Tenho responsabilidades com a autoridade da Constituição, das leis e dos demais Poderes do Estado”, disse Flávio Dino.
Ainda repercuti a ação de reintegração de posse realizada na manhã de ontem, segunda-feira (12), zona rural de São Luís. A área em questão pertenceria a uma empresa que construirá um Porto.
No final da noite ontem um grupo que protesta contra a medida foi retirado da frente do Palácio dos Leões pela Polícia Militar, a informação é eles pretendia invadir a sede do governo.
Em novos diálogos divulgados pelo The Intercept e BuzzFeed revelam que na véspera da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), Sergio Moro convenceu a Lava-Jato de não apreenderem telefones celulares usados pelo emedebista.
As conversas entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol ocorreram dia 18 de outubro de 2016. A não apreensão dos celulares de Cunha, que estava sem foro privilegiado desde setembro de 2016, destoa do padrão da Lava Jato.
Um dia antes da prisão de Cunha, o chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, mandou mensagens ao então juiz.
• 11:45:25 Deltan: Um assunto mais urgente é sobre a prisão
• 11:45:45 Deltan: Falaremos disso amanhã tarde
• 11:46:44 Deltan: Mas amanhã não é a prisão?
• 11:46:51 Deltan: Creio que PF está programando
• 11:46:59 Deltan: Queríamos falar sobre apreensão dos celulares
• 11:47:03 [Moro]: Parece que sim.
• 11:47:07 Deltan: Consideramos importante
• 11:47:13 Deltan: Teríamos que pedir hoje
Após ouvir as ponderações do procurador, Moro responde o seguinte:
• 11:47:15 [Moro:] Acho que não é uma boa
Apesar da resposta, Deltan insiste e tenta agendar uma reunião com Moro para tratar do assunto:
• 11:47:27 Deltan: Mas gostaríamos de explicar razões
• 11:47:56 Deltan: Há alguns outros assuntos, mas este é o mais urgente
• 11:48:02 [Moro]: bem eu fico aqui até 1230, depois volto às 1400.
• 11:48:49 Deltan: Ok. Tentarei ir antes de 12.30, mas confirmo em seguida de consigo sair até 12h para chegar até 12.15
• 12:05:02 Deltan: Indo
Não há, nos diálogos, registros do que foi discutido na reunião presencial entre eles. Porém, pouco depois, às 14h16, Deltan envia nova mensagem a Moro dizendo que, após conversar com procuradores e ao levar em consideração o que foi dito pelo então juiz, a força-tarefa desistiu de pedir a apreensão dos celulares.
• 14:16:39 Deltan: Cnversamos [Conversamos] aqui e entendemos que não é caso de pedir os celulares, pelos riscos, com base em suas ponderações
E Moro respondeu:
• 14:21:29 [Moro]: Ok tb
No dia seguinte às conversas, em 19 de outubro, Eduardo Cunha foi preso em Brasília.
Ao perceber a ação, o político disparou diversos telefonemas para parlamentares ligados ao então ministro Moreira Franco e ao então presidente Michel Temer. Tinha a esperança de que, com uma jogada, seria capaz de reverter a prisão.
Ao ser informado de que além de preso seria encaminhado para Curitiba, Cunha chegou a questionar os agentes responsáveis por sua prisão se deveria ou não levar ou entregar seu aparelho celular. Ouviu uma resposta negativa, segundo seus advogados.
Procurados pela Buzzfeed, tanto o ministro Sérgio Moro quanto a Lava-Jato deram praticamente a mesma resposta. Disseram não reconhecer as mensagens trocadas.
O deputado Otelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, no posdcast “Dialogos com Othelino” desta segunda-feira (12), destacou os temas tratados na 5ª Reunião dos Governadores do Nordeste que ocorreu na última sexta-feira (9)
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse nesta segunda-feira (12) que acionará Sérgio Moro e Jair Bolsonaro, no STF, com uma notícia crime por propaganda negativa extemporânea.
O motivo foi a divulgação do vídeo depois de uma operação da Polícia Federal (PF), que sugere ligações do PT com a organização criminosa PCC.
“O que vimos essa semana foi mais uma armação grotesca das forças reacionárias para tentar criminalizar o PT. A notícia falsa, vazada pela Polícia Federal de Moro, foi cabalmente desmentida pelo promotor Lincoln Gakiya, que há mais de uma década investiga a facção criminosa”, destacou Gleisi Hoffmann.
O PT também pretende processar os integrantes da PF envolvidos na operação que investigou o núcleo financeiro do PCC. Segundo o partido dos trabalhadores, a polícia divulgou a fala de um membro da organização citando o PT, sem nenhum indício relacionando o partido.
Presidente da República, Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro deu nesta sexta-feira (9), mais uma declaração no mínimo polêmica e infeliz. Questionado por um repórter sobre questões ambientais, em tom raivoso e autoritário peculiar:
“.. o pessoal tem de comer e o agronegócio é a parte da economia que está dando certo, temos que colaborar com esse setor”, destacou. “É só você deixar de comer menos um pouquinho. Você fala para mim em poluição ambiental. É só você fazer cocô dia sim, dia não, que melhora bastante a nossa vida também.”
No último dia 21 julho, Gustavo Carvalho, integrante do MBL (Movimento Brasil Livre), abordou Flávio Dino e tentou constrange-lo no Aeroporto de São Luís, o governador retornava de viagem com a família. Na noite de ontem, quinta-feira (8), na abertura dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) 2019, Gustavo se envolveu em mais um imbróglio, dessa vez com o Secretário Estadual de Esporte, Rogério Cafeteira.
No site do MBL, Gustavo diz que Cafeteira o atacou com um mata-leão, e aproveitou para lhe dá um soco no estomago. Em seguida após se livrar do segurança e correr foi perseguido pelo secretário que o teria alcançado e imobilizado perdeu a consciência e levaram o seu celular.
De acordo com as informações obtidas no local Gustavo Carvalho estava na festa de lançamento dos jogos rondando e fazendo provocações ao secretário estadual de Esporte e Lazer, Rogério Cafeteira.
Cafeteira deu de ombros e respondeu com tranquilidade aos esperneios do militante mirim. “Tão bobão”, disse o secretário.
Uma cunhada de Cafeteira, no entanto, acabou se incomodando com as investidas de Gustavo Carvalho e quis interromper a filmagem que o líder do MBL tentava fazer em suposto “tom denúncia”. Após ser vítima de agressão de Carvalho, a cunhada revidou, e em legítima defesa, arranhou o pescoço do rapaz.
Cafeteira relatou o acontecido (leia abaixo) e sua isenção no lamentável episódio. Apesar disso, Gustavo Carvalho divulgou vídeo onde ele chama Cafeteira de “vagabundo” e acusa o secretário de agressão – que não existiu.
Chama atenção que Gustavo Carvalho enquadrou o secretário Rogério Cafeteira como “comunista”, em referência ao governador Flávio Dino, que é do PCdoB, partido de esquerda ojerizado pelo ideário de extrema direita defendido pelo MBL.
O problema é que Cafeteira é do DEM, partido umbilicalmente ligado ao MBL. Membros do MBL divulgaram o vídeo tentando chamar a atenção de líderes nacionais do movimento, como o deputado federal Kim Kataguiri. Em vão. Nem mesmo o MBL nacional se pronunciou sobre a falsa polêmica.
Gustavo Carvalho se diz líder do MBL no Maranhão, mas em suas redes sociais ele afirma que mora longe do estado, no Canadá.
Leia abaixo o relato de Cafeteira:
Sobre o acontecido que vem sendo divulgado em alguns grupos, sobre uma suposta agressão minha, venho esclarecer: na saída da festa de abertura do JEM’s, fui abordado por um rapaz – que soube somente depois que se tratava de Gustavo Carvalho do MBL. Após ele fazer uma gravação, tentando me constranger, eu apenas respondi pra ele: “tão bobão”.
Vendo esta cena, minha cunhada puxou o telefone da mão dele, por achar que foi desrespeitoso. Em seguida, ele a agarrou e iniciou uma briga.
Ela foi agredida, ofendida de “vagabunda” e arranhou ele durante a confusão.
Acreditando que sempre a verdade prevalece, ele terá oportunidade de comprovar a acusação e a mulher agredida de buscar as reparações devidas.
Dias Toffoli: “O Supremo deve ter esse papel moderador, oferecer soluções em momentos de crise” (Cristiano Mariz/VEJA)
Matéria publicada nesta sexta-feira (9), pela revista Veja, revela que uma ação iniciada pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou um provável impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
Na entrevista, Dias Toffoli, conta que costurou um acordo nos primeiros meses do ano com os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Foram várias encontros e temas tratados, entre eles, um movimento pró-impeachment de Bolsonaro e julgamentos que poderiam resultar na libertação de Lula.
De acordo com o ministro Toffoli, estava em andamento um processo de convulsão social no país. Havia insatisfação de militares, classe política e de empresários, incomodados com a forma que o presidente Bolsonaro começou conduzir o país.
Paulo Guedes, ministro da Economia, e Flávio Bolsonaro, senador (PSL-RJ)
Sem sucesso na Câmara Federal, o sistema de Capitalização da Aposentadoria, principal proposta de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro será defendida no Senado pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
No governo Bolsonaro o maior defensor da Capitalização é Paulo Guedes, banqueiro e ministro da Economia.
O principal argumento de Paulo Guedes para a Capitalização é a expectativa de vida do brasileiro que aumentou. Ele defendeu a proposta na Câmara mas foi rejeitada até por aliados do governo Bolsonaro.
Polemico, no regime capitalização o cidadão é responsável pela própria aposentadoria, se guardou dinheiro terá aposentadoria; funciona como uma poupança. Os contrários a capitalização alegam que as pessoas não é bom, mas para bancos e instituições financeiras é uma maravilha.