‘Não é um erro de agora, o país fez a aposta errada e estamos pagando o preço’, Carlos Lula à Radio CBN

O secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Eduardo Lula, em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta terça-feira, dia 16, falou sobre falta de vacinas e uma terceira onda com variante.

Para ele, o Brasil está pagando o preço por apostar em uma só vacina e não seguir os países desenvolvidos. O cenário é ruim porque gera descredibilidade e permite o surgimento de novas variantes do coronavírus.

‘Não é um erro de agora, mas do passado’, afirma o secretário. Ele acrescenta que ‘quando a gente aposta em várias vacinas, a gente está ‘comprando’ lugar na fila. O país fez a aposta errada e, infelizmente, estamos pagando pelo preço desse erro’.

Sobre a postura da população, ele disse que ‘parece que a sociedade já normalizou a doença. É uma situação alarmante e gravíssima’. Ao falar da segunda dose, ele disse que está garantida porque os estados reservaram os lotes. ‘Foi uma estratégia’. Ele finalizou dizendo que ‘o Ministério da Saúde tem que estar focado em adquirir mais vacina para imunizar mais gente’. (Rádio CBN)

“merece Prêmio Nobel.., ou é o maior escândalo judicial do mundo”, Gilmar sobre diálogos na Lava Jato.

O ministro Gilmar Mendes, do STFl, afirmou em voto proferido nesta terça-feira (9), durante julgamento da Segunda Turma, que ou os diálogos da Lava Jato “são ficcionais e merecem o Prêmio Nobel de literatura, ou é o maior escândalo judicial do mundo”.

“Ou nós estamos diante de uma obra ficcional fantástica, ou estamos diante de um caso extravagante, que o colunista do The New York Times tem razão de dizer: é o maior escândalo judicial da História da Humanidade”, declarou Gilmar, em referência a artigo publicado hoje no The New York Times.

Votaram a favor do compartilhamento das conversas da Lava Jato, com diálogos comprometedores entre o ex-juiz Sérgio Moro e procudadores da Força Tarefa, em conluiou contra o ex-presidente Lula: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia. O único voto contrário foi do ministro Luiz Fachin. (brasil 247)

Haddad bota bloco na rua e Dino diz que retira nome se Lula for liberado em 2022

247 – O ex-prefeito Fernando Haddad antecipou, quinta-feira, dia 4, que aceitou ser candidato a presidente em 2022, diante do impasse sobre os direitos políticos do ex-presidente Lula.

“Ele me chamou para uma conversa no último sábado e disse que não temos mais tempo para esperar (..) Ele me pediu para colocar o bloco na rua e eu aceitei”, afirmou Haddad.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), cujo o nome tem figurado como um dos possíveis nomes da esquerda para disputa presidencial em 2022, disse ao site que se forem devolvidos os direitos políticos de Lula, ele retira seu nome da sucessão presidencial em nome da unidade democrática. 

Para Dino conduta de Bolsonaro é incompatível com a de presidente da República

O governador Flávio Dino (PCdoB), classificou a conduta do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 27, ao atacar jornalistas, como “incompatível com a condição de presidente da República”.

“Ofender jornalistas, no exercício de suas funções, com palavras agressivas e obscenas, não é uma conduta compatível com a condição de presidente da República. Minha solidariedade aos ofendidos”, governador Flávio Dino.

Durante um encontro com artistas na tarde de hoje em Brasília, o presidente ao se referir à repercussão dos gastos do governo com comida em 2020, disse que o ‘leite condensado’, era para “enfiar no rabo imprensa”.

Justificativa da compra de leite condensado: “Vai pra puta que pariu, porra!”

Do Congresso em Foco

O presidente Jair Bolsonaro durante encontro com artistas numa churrascaria em Brasília, nesta quarta-feira, dia 27, voltou atacar a imprensa ao tentar justifica as compras do governo em 2020, reveladas pelo portal Metrópoles.

“Vai pra puta que pariu, porra. Essa imprensa de merda, é pra enfiar no rabo de vocês, de vocês da imprensa, essas latas de leite condensado aí”, vociferou Bolsonaro para dos presentes.

No total, os gastos alimentícios do governo federal em 2020 somaram mais de R$ 1,8 bilhão.

Pesquisa Exame/Ideia mostra queda para 26% aprovação de Bolsonaro

Pesquisa Exame/Ideia após a crise na saúde em Manaus e a forma como o governo agiu em relação a vacinação contra a Covid-19, e divulgado nesta sexta-feira, dia 22, mostra que a aprovação do presidente Jair Bolsonaro caiu de 37% para 26%, a maior queda semanal desde o início de seu governo.

A desaprovação é maior entre as pessoas de maior renda e de maior escolaridade: entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 58% não aprovam a gestão do presidente. No grupo dos que têm ensino superior, 64% desaprovam o governo federal.

A aprovação segue maior no Centro-Oeste com 36%, e os evangélicos. Nas outras regiões do Brasil, esse índice varia de 22% a 27%.

Entre os evangélicos, 38% apoiam o governo Bolsonaro, ante 20% dos católicos e 23% dos que declaram seguir outra religião. Aqui mais informações

Bolsonaro coloca mandato até 2022 nas ‘mãos de Deus’: “se Deus quiser”

O presidente Bolsonaro disse a apoiadores na manhã desta quinta-feira, dia 21, disse que “se Deus quiser” seu mandato vai até 2022.

“Lamento.., se Deus quiser vou continuar meu mandato e em 22 o pessoal escolhe. Tem muita gente para escolha. Eu espero que os bons se candidatem, não deixa os mesmos vim ser candidato”, disse Bolsonaro na saída do Alvorada.

A fala de Bolsonaro ocorre em meio o aumento da pressão por impeachment, reforçado pelo colapso na saúde em Manaus e os reflexos negativos para o governo em relação a vacinação contra o Covid-19.

A declaração de Bolsonaro foi transmitido com cortes por um site bolsonarista. (Da Folha de SP)

A Carta de Jair Bolsonaro a Joe Biden, novo presidente dos EUA

Senhor Presidente,

Tenho a honra de cumprimentar Vossa Excelência neste dia de sua posse como 46º Presidente dos Estados Unidos da América.

O Brasil e os EUA são as duas maiores democracias do mundo ocidental. Nossos povos ~estão unidos por estreitos laços de fraternidade e pelo firme apreço às liberdades fundamentais, ao estado de direito e à busca de prosperidade através da liberdade.

Pessoalmente, também sou de longa data grande admirador dos Estados Unidos e, desde que assumi a Presidência, passei a corrigir os equivocos de governosn brasileiros anteriores, que afastaram o Brasil dos EUA, contrariando o sentimento de nossa população e os nossos interesses comuns.

Assim, inspirados nesses valores compartilhados, e sob o signo da confiança, nossos países têm construído uma ampla e profunda parceria.

No campo econômico, o Brasil, assim como os empresários de nossos dois países, tem interesse em um abrangente acordo de livre comércio, que gere mais empregos e investimentos e aumente a competitividade global de nossas empresas. Já temos como base os recentes protocolos de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e combate à corrupção, que certamente contribuirão para a recuperação de nossas economias no contexto pós-pandemia. A esses acordos se somam recente Memorando entre o Ministério da Economia do Brasil e o Eximbank, para estimular os financiamentos de projetos, e nosso Acordo de Cooperação para o Financiamento de projetos de Infraestrutura.

Na área de ciência e tecnologia, o potencial de cooperação é enorme, como ficou ilustrado pelo ambicioso plano de trabalho desenvolvido por nossa Comissão Mista e pela conclusão do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permitirá lançamentos espaciais a partir da base de Alcântara, no Brasil. O mesmo se aplica à área de defesa, com a conclusão de nosso Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação.

Nas organizações econômicas internacionais, o Brasil está pronto para continuar cooperando com os EUA para a reforma da governança internacional. Isso se aplica, por exemplo, à OMC, onde queremos destravar as negociações e evitar as distorções de economias que não seguem as regras de mercado. Na OCDE, com o apoio dos EUA, o Brasil espera poder dar contribuição mais efetiva e aumentar a representatividade da organização. Nosso processo de acessão terá, também, impacto fundamental para as reformas econômicas e sociais em curso em nosso país.

Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado. Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais.

Para o êxito no combate à mudança do clima, será fundamental aprofundar o diálogo na área energética. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e, junto com os EUA, é um dos maiores produtores de biocombustíveis. Tendo sido escolhido país líder para o diálogo de alto nível da ONU sobre Transição Energética, o Brasil está pronto para aumentar a cooperação na temática das energias limpas.

Brasil e Estados Unidos coincidem na defesa da democracia e da segurança em nosso hemisfério, atuando juntos contra ameaças que ponham em risco conquistas democráticas em nossa região. Adicionalmente, temos cooperado para impedir a expansão das redes criminosas e do terrorismo, que tantos males causam a nossos países da América Latina e do Caribe.

Necessitamos também continuar lado a lado enfrentando as graves ameaças com que hoje se deparam a democracia e a liberdade em todo o mundo e que se tornam mais prementes no mundo pós-Covid: o crime organizado transnacional; as distorções ao comércio mundial e ao fluxo de investimentos oriundas de práticas alheias ao livre mercado; e a instrumentalização de organismos internacionais por uma agenda também contrária à democracia.

Entendo que interessa aos nossos países contribuir para uma ordem internacional centrada na democracia e na liberdade, que defenda os direitos e liberdades fundamentais de todos e, muito especialmente, de nossos cidadãos. E estamos dispostos a trabalhar juntos para que esses valores fundamentais estejam no centro das atenções, seja bilateralmente, seja nos foros internacionais.

É minha convicção que, juntos, temos todas as condições para seguir aprofundando nossos vínculos e agenda de trabalho, em favor da prosperidade e do bem-estar de nossas ações.

O Brasil alcançou sua Independência em 1822, e os EUA foram o primeiro país a nos reconhecer. Em 1824, foram estabelecidas nossas relações diplomáticas. São dois marcos históricos cujo bicentenário, em futuro próximo, os brasileiros queremos celebrar com nossos amigos americanos.

Ao desejar a Vossa Excelência pleno êxito no exercício de seu mandato, peço que aceite, Senhor Presidente, os votos de minha mais alta estima e consideração.

JAIR BOLSONARO